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Técnicas de direção no fora de estrada

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Enfrentar uma estrada cheia de barro não é fácil. Quem não tem experiência ou algum conhecimento de como conduzir um veículo nessa situação, pode acabar em maus lençóis.

No entanto, existem algumas lições para que o condutor possa enfrentar caminhos difíceis no fora de estrada e assim não fica na mão. Um bom veículo 4×4 é obrigatório para enfrentar terrenos e estradas muito ruins.

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Lama – Uma recomendação básica quando se conduz um veículo dentro da lama é nunca trocar de marcha, pois o platô e disco não são selados, podendo assim entrar água e sujeira, que eventualmente vão danificar o sistema.

Com isso em mente, antes mesmo de cair na lama, o motorista precisa avaliar o terreno. Galho ou uma pá podem servir para medir a profundidade no local. Caminhos mais firmes e menos profundos são indicados. Evite pedras que possam estar escondidas durante a análise do terreno.

Para entrar, engate a segunda reduzida e inicie o deslocamento embalado, mantendo uma velocidade constante e girando o volante constantemente para direita e esquerda, a fim de utilizar os sulcos laterais dos pneus. O objetivo é melhorar a aderência. Caso o veículo pare, nunca acelere, isso fará o carro afundar mais. Engate a ré e reinicie o caminho com amis velocidade.

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Rios – Antes de atravessar um rio, tenha em mente que a altura da água não pode passar do nível dos faróis. O risco de aspiração de água e calço hidráulico é muito grande. Além disso, para evitar a entrada de água pelo escape, nunca troque de marcha ou desligue o motor durante a travessia.

Na análise do local, será necessário o condutor entrar na água e verificar a profundidade do local. Em alguns modelos de utilitário esportivo ou picape, o fabricante indica o nível máximo de água que o veículo pode transpor. Engate primeira ou segunda reduzida, posicionando o carro levemente inclinado contra a correnteza e mantendo motor acelerado.

É preciso imprimir uma velocidade constante, mas reduzida, a fim de criar uma pequena onda na parte frontal. No entanto, evite que essa onda ultrapasse os níveis indicados ou cubra o capô, sob o risco de danos ao propulsor. Por fim, após a travessia, é necessário acionar os freios repetidas vezes no caso de tambores de freio, pois os mesmos sob a água, perdem eficiência temporariamente.

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Pedras – Se o caminho for recheado de pedras, o condutor deve calibrar os pneus com até 30% a mais de pressão do que o recomendado, aumentando assim sua resistência a pedras pontiagudas ou galhos. Para transposição dos obstáculos, deve-se engatar a reduzida e manter o veículo em primeira marcha, mas com uma velocidade muito reduzida, não acima de 5 km/h.

Durante a condução, a direção deve ser deixada ao comando das rodas, que devem procurar por si só um caminho mais suave sobre as pedras. Os movimentos do condutor devem ser mínimos nesse caso. Evite pedras grandes entre as rodas, pois podem danificar a parte inferior do veículo. Nesse caso, passe com uma das rodas sobre o obstáculo. Outro ponto importante é não confiar no golpe de vista, pois uma pedra pode ser maior do que parece e bater no fundo do carro.

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Dunas – Se nas pedras os pneus precisam de 30% a mais de pressão, nas dunas é o contrário. A calibração deve ser reduzida em 30% do estipulado pelo fabricante, ampliando assim a área de contato do pneu com a areia e consequentemente melhorando a tração.

Na reduzida, segunda ou terceira podem ser engatadas. O veículo deve entrar nas dunas com velocidade constante e motor com rotação alta. Na necessidade de mudança de marcha, o motorista deve faze-la o mais rápido possível para não perder velocidade. Mas no caso do veículo parar ou atolar na areia, deve-se engatar a ré e voltar com mais velocidade. Nunca acelere quando atolado.

Mas, se o veículo realmente não tem como sair do local, utilize os tapetes de borracha do interior sob os pneus, a fim de garantir aderência. Por fim, se for parar o veículo, jamais faça isso em terreno plano, pois ele pode afundar. O recomendável é fazer isso em partes inclinadas da duna, pois será mais fácil sair com o veículo.

[Fonte: Revista Quatro Rodas]





  • Victor Hugo

    Ninguém chega perto de um fusca 1600. Esse sim eh carro off road

    • CignusRJ

      hahahaha
      Pior que vc tem certa razão.

      • 1945_DE

        É que ele já vem com facão de fabrica.

  • Luis LC

    bom, se não tem reduzida esquece todo o resto

    • Felipe Santos

      Reduzida só é necessário onde vc precisa de força, existe 2 maneiras de andar em dunas: 1 é sendo careta e a outra é na emoção. Na lama profunda, nenhum desses acima. Pedra tem 2 formas: só veículo 4×4 com motorzão e reduzida ou sendo louco

      • Luis LC

        Jimny não tem motorzão e faz o diabo. Ângulos do solo, caixa reduzida, chassis, suspensão e pneuzão é o que faz a diferença

        • Pacheco

          Mas o Jimny acerta em todo o resto… ele é super pequeno o que ajuda e muito nessas condições. Sem falar a excelente altura, o sistema 4×4 eficiente e a reduzida que transforma o motor 1.3 16V no Diabo e deixa ele bem valente… No dia-a-dia que o motor 1.3 fica ruinzinho de andar.

  • #########Carlao GTS

    Vivendo e aprendendo

  • Edson Fernandes

    Interessante explicação. Agora algo que me intriga é…. se alguem tem um carro e irá mesmo ir para algo bem pesado, esse nõa deveria ter aqueles kits com snorkel para possíveis casos de agua acima do capô do carro?

    • Pacheco

      Pois é… isso dai é dica de off-road pra qm compra um 4×4 pra ir pro shopping e um dia é convidado para aquele sitio do amigo e se acha o valente na terra.
      Quem faz trilha mesmo, sabe quem tudo é essa teoria que fala ai e tem o carro equipado para diversos desafios que venham a aparecer na trilha.

  • 1945_DE

    Pera ai. Para atravessar lama, deve-se evitar trocar de marcha. Ai se o carro parar engate a ré. Isso não é trocar de marcha? A lama vai entrar entre o disco e platô de qualquer forma.

    • Pacheco

      Exatamente isso… e esses veiculos 4×4 vem preparado pra suportar isso… o que vc não pode é ir aumentando a velocidade e subir marcha como se estivesse no asfalto.

  • Stan Work

    A dica da calibragem a menor também vale pra lama, em especial pra pneus de uso misto ou urbanos (ex.: Cherokee)