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The London Taxi Company é tradição inglesa sob influência chinesa

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Austin FX3

Um dos símbolos de Londres e da Inglaterra é o famoso táxi preto. Fundada em 1899, a The London Táxi Company surgiu para conceber, desenvolver e produzir táxis para a capital britânica, sendo que o primeiro movido a gasolina surgiu em 1903.

Vários modelos apareceram desde então, mas o que ficou famoso na companhia foi o Austin FX3. O projeto levava em consideração a operação exclusivamente em Londres, sendo ele feito sobre um chassi Austin e com carroceria da Carbodies, cuja produção era em Coventry.

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Geely TX4 para PCD

O protótipo FX e o primeiro lote, o FX2, traziam motor 1.8 OHV a gasolina, que mais tarde foi substituído por um 2.2 OHV a gasolina ou diesel. Este era chamado de FX3 e entrou em produção no ano de 1949. Com três portas e plataforma de bagagem aberta, o veículo não rendia muito bem com a gasolina.

Assim, começou um processo de conversão para diesel e até mesmo um Perkins 3.0 foi oferecido para as companhias de táxis, o que se mostrou promissor. O câmbio automático do FX3 só apareceu nos dois últimos anos de produção, tendo sido feito até 1958. Mesmo antes do fim da fabricação, várias cidades britânicas compraram o modelo, tanto novo quanto usado.

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Austin FX4

FX4

A The London Taxi chegou a exportar o FX3 para Madrid, Espanha, bem como tentou fazer o mesmo com os EUA, mas o projeto não deu certo. A variante FL1 teve várias modificações, mas voltadas para outras cidades inglesas e tinha também quatro portas. Em 1958, o Austin FX4 substituiu o FX3 e se mostrou bem-sucedido.

Com carroceria Carbodies, o Austin FX4 incorporou melhorias, mas manteve o estilo básico do anterior FX3, incluindo bagageiro sem cobertura. Ele tinha um motor diesel 2.2 com câmbio Borgwarner. Em 1969, uma alteração profunda na carroceria, ganhando bancos em vinil e modificações para ampliar o espaço para pernas, entre outros.

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LTI FX4S

Em 1971, o motor era um diesel 2.5, que logo mostrou ser um bom motor em conjunto com transmissão automática. Dois anos depois, as versões a gasolina foram retiradas do mercado. Nesse mesmo ano, a Carbodies foi vendida para a Manganese Bronze, que manteve a produção do FX4.

No entanto, a nova empresa fez várias modificações de conforto e segurança no veículo. Em 1982, a Carbodies assumiu o controle e avaliou alguns motores, resultando na escolha do 2.3 da Land Rover. O FX4R foi uma versão produzida pela Rover. Alguns taxistas trocaram o motor 2.3 por um 3.0 da Perkins, que era mais ruidoso, porém, se mostrou suficientemente adequado para a operação em Londres.

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LTI TX1

No ano seguinte, a London Taxi International (LTI) foi criada em parceria com a Manganese Bronze. O FX4S surgiu com motor Land Rover 2.5, que no final da década foi trocado por um diesel 2.7 da Nissan. Ele também foi usado na versão Fairway, que foi substituído pelo moderno TX1 em 1997.

O FX4 gerou ainda uma versão de aluguel, chamada FL2, do qual celebridades e membros da realeza britânica acabaram por adquirir. O príncipe Phillip, duque de Edimburgo e esposo da Rainha Elizabeth II, também tem um exemplar. Em 2002, o TX2 surgiu e cinco anos depois, era a vez do TX4.

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Geely TX4

TX4

A chegada do TX4 em 2007 marcou a entrada da chinesa Geely na London Taxi. A marca tinha 20% das ações da Manganese Bronze e firmou um acordo para produção do novo modelo na China. Com o passar do tempo, a montadora chinesa passou a ampliar a participação acionária, chegando a 51%, mas hoje está abaixo de 20%.

O TX4 tinha motor VM Motori e muitos melhoramentos em relação aos anteriores. A Geely promete para 2016, uma versão elétrica do famoso táxi. Nas últimas seis décadas, a London Taxi Company produziu mais de 130 mil carros e atualmente faz entre 2.000 e 2.500 unidades por mês, sempre em Coventry.





  • Tosoobservando

    Bom mesmo que os chineses mantenham a tradição, senao os londrinos vao chiar …

    • André

      Os ingleses precisarem que os chineses mantenham a tradição soa estranho, mas hoje em dia está tudo estranho.

  • gabriel avila

    esses taxis londrinos são realmente muito bons, cabem 7 pessoas com um bom espaço interno, o unico porém é o porta malas que poderia ser maior, mas fora isso, é muito bom no que é proposto

  • Antonio Sergio

    O raio de curva desses carros é incrivelmente pequeno. Parei várias vezes só para observar algum modelo TX1 manobrando.
    Já o modelo FX4 é verdadeira raridade. Os poucos desses modelos do que ainda rodam são bastante disputados principalmente por turistas.