Brasil Cupês Europa História Peruas Sedãs Volkswagen

Volkswagen Type 3 foi a primeira família da marca alemã

volkswagen-1500-notchback

Volkswagen 1500 Notchback

Quando o Fusca nasceu, o chamado Type 1, não durou muito tempo para quem um derivado o seguisse, nesse caso o comercial leve Kombi, conhecida como Type 2 na hierarquia de projetos da Volkswagen, pois o modelo em realidade era a primeira geração da van, também identificada como T1. Hoje, o modelo já está na T6 após seis gerações, por exemplo.

Mas no começo dos anos 50, a Volkswagen tinha somente uma dupla de carro bem promissora, ambos compartilhando a famosa mecânica boxer a ar de posicionamento traseiro. Ao longo dessa década, a marca de Wolfsburg contou com a ajuda de construtores de carroceria para dar outras formas ao chassi do Type 1, já que a Type 2 era monobloco.

Dessa época, o mais famoso foi o Karmann-Ghia. Mas, a Volkswagen sentia realmente a necessidade de ampliar o lineup – até tentou emplacar o projeto EA48, que seria um Mini da VW – mas somente em 1959 a solução surgiu na forma do Type 3, que era derivado do Type 1.

volkswagen-1500-variant

Volkswagen 1500 Variant

Type 3

O Type 3 era uma adaptação do chassi do Type 1, que poderia assim receber carrocerias diferentes com a mesma base. Até mesmo o entre-eixos de 2,40 m do Fusca foi mantido. O tamanho também era padrão: 4,22 m. O peso médio era de 880 kg. Os primeiros protótipos circularam em 1959 e no Salão de Genebra de 1960, a VW negou o lançamento de qualquer modelo novo.

Em 1961, finalmente o Type 3 ganhava os holofotes no mercado alemão com a versão Notchback. De desenho elegante, esse novo VW mudava pela primeira vez o curso da história da montadora, centrada desde então nos Fusca e Kombi. Seu nome era simplesmente Volkswagen 1500 Notchback.

volkswagen-1500-variant-corte

Volkswagen 1500 Variant em corte

Alguns meses depois, surgiu a perua Variant já em 1962, que no mercado americano foi chamada de Squareback. O cupê e conversível eram feitos pela Karmann e desenhados por Ghia (Type 34), mas não eram correspondentes ao modelo brasileiro, da geração anterior dos anos 50. Todos eram equipados com motor boxer a ar 1500, que oferecia 45 cv. No ano seguinte, o motor 1500S aparecia com 54 cv. Os conversíveis dos Type 34 e Type 3 Notchback foram cancelados.

Em 1965, a Volkswagen decide lançar o mais interessante 1500 Fastback, também chamado de TL. O objetivo do novo modelo era substituir o Notchback, mas a demanda pela versão na Alemanha e em outros mercados, o fez permanecer em linha. No Reino Unido, no entanto, ele saiu do mercado. O TL também estreava o motor 1600.

volkswagen-1600-fastback

Volkswagen 1600 Fastback

A pressão que a Volkswagen exercia na época em marcas americanas era notória. Tanto que o Corvair da Chevrolet surgiu exatamente para ofuscar a presença germânica no mercado interno. Em 1966, a VW 1500 Squareback chegou à América do Norte, mas sem as demais opções. Uma van foi criada a partir do modelo e específico para os EUA.

Dois anos depois, a Volkswagen introduz o Type 3E, o primeiro carro alemão dotado de injeção eletrônica. Em 1969, surgia a suspensão traseira independente no lugar dos tradicionais facões e um câmbio automático de três marchas foi adicionado junto ao já existente manual de quatro velocidades.

volkswagen-karmann-ghia-coupe

Volkswagen Karmann-Ghia Coupé (Type 34)

Nessa época, o Type 3 já não era mais a família topo de linha da Volkswagen, pois os maiores Type 4 já estavam sendo feitos desde 1968. Em 1970, surge um facelift que adicionou uma carroceria um pouco maior e outras melhorias, sendo agora equipado unicamente com motor 1600.

Por fim, em 1973, a saga do Type 3 chegou ao fim com a chegada de novos produtos, refrigerados à água e com tração dianteira, entre eles Golf e Passat. A família composta pelo cupê e conversível Karmann-Ghia, Fastback, Notchback e Variant/Squareback teve mais de 2,54 milhões unidades fabricadas, além de protótipos. O Type 3 também foi montado em CKD na Austrália entre 1963 e 1973.

volkswagen-1600-l

Volkswagen 1600 L “Zé do Caixão”

Brasil

Quando se fala em Type 3, existem duas vertentes de estilo do mesmo modelo, reconhecido pela Volkswagen como sendo um só. Por isso, o segundo ramo da família da marca alemã se radicou no Brasil nos anos 60. Mas antes da chegada da família, a Karmann-Ghia desembarcou no país em 1960, começando a produzir o Type 14 dos anos 50 a partir de 1962.

O Type 34 não veio para cá e somente em 1968, ano em que estreava na Europa o Type 4, a VWB lançava o Volkswagen 1600. Trata-se de um inédito sedã quatro portas com motor 1600 e força suficiente para alcançar 135 km/h. Logo foi apelidado de “Zé do Caixão” por sua semelhança com um féretro.

volkswagen-1600-TL

Volkswagen 1600 TL

No ano seguinte, a Volkswagen apresenta no Brasil as vertentes nacionais do Type 3, sendo o fastback chamado de TL e a perua de Variant. Ambos tinham motor 1600 e possuíam dois porta-malas, assim como os modelos europeus. Também compartilhavam a plataforma do Type 1 (Fusca), mas tinha muitos componentes exclusivos, especialmente o complexo sistema de refrigeração a ar horizontal.

Em 1970, a fábrica da Volkswagen, localizada na Anchieta, sofre um grande incêndio e a produção do VW 1600 é finalizada, sendo ainda comercializado até 1971. Já os TL e Variant sofriam com o estilo frontal quadrado, contando com quatro faróis redondos, que não agradava. Assim, um importante facelift foi feito em 1971, criando um aspecto mais próximo do Type 4 alemão.

volkswagen-karmann-ghia-TC

Volkswagen Karmann-Ghia TC

Com a chegada do Passat em 1974, a Volkswagen acelerava no Brasil o fim do Type 3. TL e Variant foram fabricados até 1977. Mas, o Type 3 ainda resistiria no país por mais algum tempo. O último remanescente foi a perua Variant TT, uma evolução da primeira e com estilo muito parecido com a Brasília, que não pertencia à família, assim como o esportivo SP2.

No caso da Karmann-Ghia, a família Type 3 ajudou no desenvolvimento do modelo TC (Touring Coupé), um desenvolvimento feito no Brasil para substituir o modelo clássico e ser uma opção melhor que o Type 34. Assim, o cupê apareceu em 1970 com design próprio, além de chassi e motor da Variant. Era denominado Type 145, mas sua base era mesmo do Type 3. Foi fabricado até 1976 e teve 18.119 exemplares feitos.

volkswagen-variant-ll

Volkswagen 1600 Variant II

Variant II

A Variant II foi uma evolução natural da Variant anterior, adotando um estilo mais contemporâneo, suspensão McPherson na dianteira e independente na traseira. Também tinha painel horizontal com instrumentos quadrados, que seria a base do cluster da nova família Gol.

Para não ficar sem uma perua, a Variant II serviu como um “estepe” e “laboratório” para a Volkswagen até 1980, quando foi retirada de linha por conta de problemas mecânicos que acabaram com sua reputação.

A chegada do Gol e seus derivados em 1980, incluindo uma perua, indicavam que logo uma sucessora chegaria e foi o que aconteceu em 1983. A Brasília, o modelo mais próximo de um Type 3 foi encerrada em 1982. Foram fabricadas pouco mais de 430 mil unidades de 1600, TL, Variant e Variant II no Brasil.





  • etiosfit

    Volks,Ford,Fiat e GM e não mudou

  • Newton Freitas

    Gosto da linha Karmann Ghia, são modelos muito bonitos principalmente considerando a época que foram desenvolvidos.

  • DPSF

    Hoje o estilo da variante 1 e 2 sao mto bonitos. A variant 2 sempre me pareceu uma brasilia crescida. Hoje tornaram-se raros. Tem anos que eu vi uma variant rodando… talvez no eixo Rj/SP seja mais facil encontrar esses veículos ainda em bom estado e rodando. Aqui no nordeste, a maioria virou chassis de buggy. Por sinal, comprei um chassis de variant 2 para fazer a troca do chassis do meu buggy que trincou. Para os buggys de chassis VW, nada melhor que um bom chassis de brasilia ou de variant, tendo em vista que o de fusca costuma cortar os foles…

    • pedro rt

      o filho de uma amiga da minha tia tinha uma variant 2

  • fbl

    A boa e velha fuca em varios formatos, que no brasil sempre resolveu todos os problemas mecanicos da frota nacional, desde carros a avioes, barcos, elevadores, maquinas de lavar, geladeiras, PCHs, etc… Uma lenda tupiniquim ao lado do GM 250-S.

  • Leandro

    Interessante a temática e os carrinhos mas cabe destacar uma coisa: que matéria mal escrita! Totalmente confusa.

  • pedro rt

    o que eu mais gosto dessa familia e o karmann ghia TC

  • pedro rt

    outro modelo rarissimo de se ver nas ruas sao a brasilia 4 portas e o TL 4 portas

  • Mr. Car

    Meu pai teve um TL e três Variant. Carros excelentes em termos de robustez e confiabilidade mecânica, além de baratos de manter. De resto, umas porcarias: barulhentos, desconfortáveis, e espartanos ao extremo. Eu detestava, bem como o Brasília, que nunca tivemos, mas seguia o mesmo script. O único VW de uso familiar por assim dizer, que eu admirava, era o Passat. Hoje, na qualidade de ítem de coleção, que não vai ser usado no dia-a-dia, vejo-os com muito mais simpatia, especialmente o Brasília e a rara Variant II.

  • PSTC

    Volks alemã,Fiat italiana,GM e Ford americanas

  • Ricardo

    EU acho o TL lindo!

  • afonso200

    smpre queria saber o preço de um Carman-Guia na epoca quanto custaria hoje, eu creio que no minimo uns 140mil reais….nao era qualquer um que tinha

  • Eduardo

    Meu pai teve um TL, comprado zero em 1971. Ficou com ele (como segundo carro) de 1986 até 1997. Foram uns 4 motores retificados, várias reformar e pinturas da carroceria inteira; muito dinheiro jogado fora. Barulhento, beberrão e sem conforto ou luxo nenhum; não deixou nenhuma saudade. Em 1986, meu pai comprou um Monza sle 1.8 4/p; foi a glória para mim. Sai da carroça para um carro, finalmente.



Send this to friend