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WM Motor: startup chinesa quer fazer carros elétricos e conectados para as massas

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A China se tornou o paraíso para os carros elétricos, já que o governo concede bons incentivos fiscais para o segmento, na busca por uma redução da poluição atmosférica gerada pelos automóveis.

Nesse ambiente, várias marcas novas começam a surgir, tais como LeSee, Qiantu, NextEV, Future Mobility e a mais recentemente “descoberta”, a WM Motor. Esta startup chinesa, baseada em Xangai, trabalha na surdina e pouco revela sobre suas ações.

Chefiada por Freeman Shen (46) – engenheiro que trabalhou 26 anos no setor automotivo nos EUA e China, acumulando experiência na BorgWarner, Fiat e Geely – a WM Motor é bem nova. Nasceu há dois anos, quando Shen saiu da Geely para abrir seu próprio negócio.

Com cerca de 900 funcionários, a WM Motor ainda é um mistério. De acordo com pessoas próximas, a folha de pagamento mensal é de US$ 15 milhões. Shen não diz de onde vem o dinheiro, limitando-se a revelar que provém de investidores chineses.

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A ideia da WM Motor é atuar no segmento automotivo com carros elétricos e conectados à internet, mas ao contrário das marcas citadas acima, o foco da empresa são as massas. O desafio de Shen é lançar uma gama de modelos (três) com qualidade e conectividade, mas com preços mais acessíveis.

A principal questão nesse caso é a produção. Para se obter uma rentabilidade saudável, a WM precisará de volume. Freeman Shen revelou que a empresa pretende construir uma fábrica na China com produção anual de 100 mil unidades. As vendas devem começar em 2018 e esse volume só será alcançado nos próximos quatro anos.

O primeiro produto deverá custar em torno de US$ 35.000, suficientes para bater de frente com o Tesla Model 3. Shen não revela se será um hatch ou sedã, nem quais segmentos atuarão os outros dois produtos. A proposta de fazer um carro elétrico de qualidade e por um preço razoável será um desafio, mas pela produção anunciada, a missão será ainda mais difícil.

Um exemplo é o Tesla Model 3. Ele começará em US$ 35.000 sem incentivos, mas para Elon Musk atender à demanda que já existe em pedidos e ter uma produtividade aceitável em Fremont, só mesmo a partir de meio milhão por ano.

Shen quer que a WM faça o mesmo com 100 mil. Ele aposta que materiais e componentes de qualidade feitos na China tornarão o produto mais barato. Inicialmente, a ênfase será a China, mas a companhia pensa também no mercado americano.

[Fonte: Reuters]





  • leandro

    O carro elétrico num médio prazo vai custar mais barato que o a gasolina, podem anotar.
    Os chineses vão conseguir baratear a bateria pela grande escala de produção, o resto tem a mesma tecnologia que a minha máquina de lavar com tampa de vidro

  • Tosoobservando

    Chineses dominando o World em 1, 2, 3…



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