Listas Top 10

10 bons carros que ninguém comprou

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1- Volkswagen Pointer

O Pointer foi um dos frutos da malsucedida Autolatina, uma parceria entre Ford e VW.  Era a versão VW do Escort, de quem herdou a qualidade dos materiais do acabamento. Teoricamente era um carro perfeito, a robustez mecânica da Volkswagen com a qualidade de acabamento típica da Ford daquele tempo.



Nem o acabamento superior, tampouco a versão GTi com bancos recaro e teto-solar foram suficientes para alavancar as vendas do “VW mais belo já feito no Brasil” – de acordo com os projetistas do carro.

Dessa época, o irmão maior do Pointer fez muito mais sucesso. Mesmo sendo um duas-portas, o Logus conquistou o consumidor brasileiro, sendo produzido até 1997.

2- Kia Sportage (segunda geração)

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A primeira geração do Kia Sportage chegou ao Brasil em 1995, quando a Kia ainda era somente conhecida como fabricante de utilitários baratos. Aos poucos o SUV conquistou o mercado, devido à mecanica confiável e à tração 4×4 com reduzida. Fez muito sucesso e deu o primeiro passo para a consolidação da marca no país. Contudo, seu estilo, que já era discutível, estava também envelhecido e em 2004 a marca coreana lançou a segunda geração do Sportage, agora um crossover, mais moderno e seguro. A qualidade de construção melhorou muito em relação aos antigos Kia e o Sportage tornou-se um carro competitivo até mesmo no disputado mercado americano.

Ao mesmo tempo a Hyundai, proprietária da marca Kia, lançou o Tucson, sua versão do SUV de médio porte. E foi aí que a história do Sportage começou a mudar. Até 1998 as marcas eram independentes e por isso representadas no Brasil por empresas diferentes. A estratégia de comunicação e vendas da Hyundai, representada pela CAOA, era claramente mais agressiva que a da Kia. Também o fato de ter mais concessionárias no país ajudou o Tucson a vender mais que o dobro de unidades por ano que o Sportage, mesmo tendo um estilo menos refinado e o desempenho ligeiramente inferior que o Kia.

3- Kia Magentis

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O Kia Magentis foi lançado no ano 2000 na Coreia, mas ao Brasil só chegou em 2006, já em sua segunda geração. Como de costume, o preço era seu principal atrativo e, por ser da novra safra dos coreanos, é um carro seguro e construido com qualidade semelhante aos bem conceituados carros japoneses. Também mostrou suas linhas elegantes, visivelmente inspiradas na sobriedade alemã, principalmente as laterais e traseira. Custava 69.900 reais, preço que o colocava, em 2006, na categoria do Corolla SE-G e do Civic LXS, ainda em sua versão antiga.

O Magentis havia recebido a pontuação máxima em testes de impacto nos EUA e Europa e é maior e mais equipado que seus rivais japoneses. Seu motor 2.0 de 147cv em conjunto com o câmbio automático com mudanças sequenciais também eram um trunfo sobre os rivais. Mas nada disso foi suficiente para brigar com os demais sedãs médios. Em 2009, o Magentis passou por um facelift, que adequou à polêmica dianteira ao estilo adotado como identidade da marca e retocou a traseira do carro. Também ganhou novas especificações no motor, passando a render 167cv. O Magentis agora com pose de sedã alemão tinha tudo para desbancar alguns rivais.

Mas não foi o que aconteceu. A Kia anunciou o lançamento a um preço 10 mil reais mais caro que o modelo anterior e em menos de dois meses reduziu para 64.900 reais. Nem mesmo o preço inferior aos rivais fez o Magentis chegar às 100 unidades mensais. Um sedã superior aos rivais, que tem tudo o que um carro da categoria deve ter: conforto, potência, estilo sóbrio e espaço interno. Mas não tem o desejado motor flex e luta contra o preconceito do consumidor brasileiro.

4- Chevrolet Omega C

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Existe um canto do mundo onde os V8 ainda roncam alto dentro de seus cofres. E é desse lugar que vem o Omega C (terceira geração), conhecido no Brasil atualmente como Omega australiano. Na Austrália ele é o Holden Commodore, base para os últimos muscle cars do planeta. Nos EUA era o Pontiac GTO. Mas para o Brasil, veio de terno e gravata em sua versão mais comportada para fazer frente ao Passat e Fusion, uma missão que é capaz de cumprir facilmente.

O Omega faz jus ao nome que a categoria recebe no Brasil: sedãs executivos. Tem conforto de sobra e um imponente V6 de 254cv sob o capô e DVD de série. Seu preço também é adequado à categoria: 122 mil reais – considerando que o carro paga os 35% de importação e o IPI de 25%.

Os modelos anteriores do Omega importado – sua segunda geração – venderam relativamente bem, talvez porque naqueles anos ainda não era vendido o maior rival dos tradicionais sedãs de grande porte: o Hyundai Azera. O sedã coreano não tem tração traseira ou integral, nem DVD e tampouco a tradição dos rivais em nesse segmento, mas conquistou o consumidor brasileiro pelo baixo preço e equipamentos ofertados de série.

O sucesso inicial do Azera, vendido a 99 mil reais, roubou toda a atenção do mercado e, as seguidas promoções, que chegaram a anunciar o modelo por 64 mil reais, definitivamente fez qualquer outro sedã V6 parecer um mal negócio. Até mesmo o excelente Omega CD.

5- Nissan Sentra (sexta geração)

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6- Volkswagen Passat CC

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7- Fiat Marea

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Em 1976 a Fiat lançou seu primeiro modelo nacional, o 147 – versão brasileira do Fiat 127. O modelo, reconhecido pela economia e pelo câmbio impreciso, era normalmente chamado somente de Fiat. A explicação é lógica: o 147 era o único modelo da marca ítalo-mineira e assim a marca virou nome informal. Entrando nos anos 80 foram lançados o Oggi e o Panorama, sedã e perua respectivamente, que se juntava ao hatch e sua picape City. Poucos anos depois, entrava em cena a família Uno, sucessora da linha 147 também com os derivados picape, perua e sedã.

Chegando à década de 90, a imagem da Fiat ainda era associada a carros simples e baratos, foi quando a marca lançou o Tempra, um sedã médio que foi a vitrine tecnológica da marca e conquistou um bom número de compradores, o que ajudou a Fiat a consolidar a boa imagem da qual desfruta hoje. Tentando manter o relativo sucesso do Tempra, a Fiat lançou no país o Marea, um projeto moderno de linhas elegantes, tipicamente italianas.

Nem o excelente motor 2.4 de 5 cilindros, o interior em veludo (ou couro, como opcional) tampouco o estilo marcante foram bastantes para assegurar o sucesso do carro. Em clínicas de estudo com os consumidores, a Fiat descobriu que a traseira não havia agradado o mercado. E implantou no Marea a traseira do Lancia Lybra. Nem mesmo a potência da versão Turbo foi suficiente para alavancar as vendas. O Marea passou a vida atrás dos concorrentes e, para piorar a situação, os mecânicos detestavam a mecânica complexa do modelo.

Em seus últimos dias o Marea foi vendido com o fraco motor 1.6 e sem alterações estéticas, o que deixava claro que sua elegância já não era mais tão atraente como em 1998.

8- Fiesta Mk3

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Apesar do “mark 3”, esta foi a primeira geração do Fiesta produzida no Brasil. Lançado com três motorizações, o Fiesta concorria com recém-lançado Palio, com a recente reestilização do Gol e com o bem-sucedido Corsa. Seu estilo sempre foi discutível, como o formato dos faróis com um queda acentuada nas extremidades, o que lhe rendeu o apelido de “tristonho”.

Mas por trás da carinha triste havia boas opções de motorização e um comportamento dinâmico poucas vezes visto em um carro popular. A versão de entrada era equipada com o motor Endura-E com 999cm³ de cilindrada. Essa versão não era propriamente ágil, mas tinha boa estabilidade, freios super-eficientes e economia de combustível.

A versão intermediária trazia o motor Endura com cilindrada maior, de 1300cm³, que já deixava Fiesta mais ágil. Mas a cereja do bolo era a versão CLX com o motor Zetec de 1,4 litro e 88cv (havia também o CLX 1.3). Com esse motor o Fiesta proporcionava uma excelente relação “custo x prazer de dirigir” e ainda tinha como opcionais ABS e air bags.

Mesmo com tantas qualidades o pequeno Ford  sempre andou atrás de  Corsa, Palio e Gol no ranking de vendas.

9- Peugeot 407

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Talvez você não saiba, mas a Peugeot batiza seus carros de acordo com seu tamanho e geração. Isso significa que o 407 é a sétima geração de seu modelo médio-grande  (na Europa “familiar-médio). O primeiro Peugeot da série “400” a chegar ao Brasil foi o relativamente bem-sucedido 405, com sua elegante carroceria desenhada pelo estúdio Pininfarina. Depois a marca do leão trouxe o sucessor 406, que teve um desempenho tímido de vendas, mesmo com sua belíssima versão cupê equipada com motor V6 e em 2004 finalmente recebemos o 407.

O 407 foi lançado no Brasil com duas opções de motorização: 2 litros e quatro cilindros ou a de 3 litros V6. Os preços da versão V6 sempre foram condizentes com a realidade do mercado nacional. Já a versão de quatro cilindros parecia cara demais para um “simples 2.0”. O consumidor brasileiro teve uma imagem equivocada de que o motor 2.0 era insuficiente para o sedã.

Com o passar dos anos o preço do 407 foi caindo e atualmente o modelo pode ser encontrado pelo preço de rivais menores, como o Corolla e Civic.

Parece que ainda não é bastante para conquistar o “exigente” consumidor brasileiro.

10- Subaru Impreza

 

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