10 carros que não valem o que custam (nem de perto)

.10 carros que não valem o que custam (nem de perto)

É fato que praticamente todos os automóveis 0 km comercializados no mercado brasileiro são oferecidos com preços acima do aceitável, na maior parte das vezes pelo lucro exorbitante das fabricantes e, sobretudo, pela elevada carga tributária do nosso país. Hoje não é possível levar um carro com bons equipamentos de conforto e segurança por menos de R$ 40 mil.

No entanto, a situação é um pouco diferente em diversos casos. Muitos modelos têm preços absurdos, sobretudo em comparação com seus rivais. Selecionamos abaixo alguns dos 10 carros que não valem o que custam no Brasil:

1) Fiat Doblo Essence 1.8 – R$ 108.090 (R$ 112.540 com opcionais)

10 carros que não valem o que custam (nem de perto)

Você pagaria mais de R$ 108 mil por um carro cujo projeto data de meados de 2001, que tem acabamento interno pífio e poucos equipamentos? Pois é quase este o valor que a Fiat cobra pelo Doblo em sua versão única Essence 1.8 Flex.

Por R$ 108.090, o Fiat Doblo entrega muito espaço, mas numa carroceria que já soma quase 20 anos de existência. Lá fora, o carro já ganhou novas gerações e está bem a frente do utilitário vendido por aqui.

Ele entrega somente o básico, como airbag duplo, freios ABS, ar-condicionado manual, vidros dianteiros, travas e retrovisores elétricos, direção hidráulica, volante com regulagem de altura, entre outros. Se quiser acrescentar itens também básicos, como rádio com Bluetooth, faróis de neblina e sensor de estacionamento, é necessário comprar um pacote que custa mais de R$ 4 mil e eleva o preço final para incríveis R$ 112.540.

Não devemos nem falar que o Doblo é uma das piores compras do mercado, né?

Confira as mais de 150 listas Top 10 que temos no nosso site!

2) Fiat Uno Way 1.3 – R$ 60.990

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Você tem ideia de quanto tempo o Fiat Uno está no mercado brasileiro, exatamente na mesma geração que temos atualmente? Mais de 10 anos, com apenas algumas alterações estéticas e leves atualizações mecânicas. O modelo tem sua história e várias qualidades, mas já está defasado e cobrando caro (muito caro) de quem deseja comprá-lo.

Hoje, a versão topo de linha com motor 1.3 não sai por menos de R$ 60.990. Se você voltasse no tempo e contasse isso, poucos iriam acreditar que um Fiat Uno chegaria em tal valor. Lembrando que, mesmo na versão topo de linha, você não terá itens básicos, como um rádio.

3) Toyota Corolla Altis Premium 2.0 CVT – R$ 151.090

O Toyota Corolla se posiciona como líder isolado no segmento de sedãs médios e também como um dos carros mais vendidos no Brasil. Entretanto, ele é um carro caro e pode-se dizer que, considerando o custo benefício, não vale o que custa. No caso da versão topo de linha Altis Premium, a situação do Corolla é ainda pior.

Em comparação com a versão intermediária XEi, o Corolla Altis Premium se diferencia pelo acabamento superior, banco com ajustes elétricos, ar-condicionado dual zone, piloto automático adaptativo, faróis e lanternas de LED, teto solar, entre outros. É uma lista interessante, mas modelos mais baratos oferecem vários desses itens. Além disso, a versão topo de linha cobra expressivos R$ 21.990 a mais por esses recursos.

4) Volkswagen up! Xtreme 170 TSI – R$ 61.290

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Vw Up TSI

O quarto carro dessa lista é o Volkswagen up! em sua versão mais cara. Tudo bem que o carrinho surpreende pelo motor TSI, dotado de turbocompressor e que se posiciona como o mais moderno da categoria, além da lista de equipamentos mais recheada que a dos outros subcompactos (mais baratos, inclusive) e a estrutura digna de nota que aumenta a segurança. Mas R$ 61 mil por um modelo desses é demais, não?

Para se ter uma noção, o Volkswagen up! tem acabamento interno predominantemente em plástico (com algumas variações de textura) e com lataria aparente nas portas, algo que o consumidor não espera ao desembolsar tal quantia por um carro. Há ainda alguns outros vacilos, como a saída de ar central fixa. Além disso, ele deve recursos como vidros elétricos traseiros e central multimídia com tela sensível ao toque.

O grande destaque, como citado anteriormente, é o motor 1.0 TSI que rende bons 105 cavalos de potência e 16,8 kgfm de torque. Com este conjunto, o up! TSI vai de 0 a 100 km/h em 9,5 segundos.

5) Fiat Strada Volcano CD 1.3 – R$ 86.890

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Sim, a Strada sempre teve muitas qualidades e isso a torna uma ótima opção em nosso mercado. Mesmo com a chegada da nova geração, porém, os valores cobrados são absurdos, principalmente pelo fato de que não houve nenhuma novidade significativa. A picape usa vários elementos de outros modelos da marca e mantém motores sem qualquer grande mudança.

Isso significa que a Nova Strada chega a cobrar R$ 86.890 no caso da configuração Volcano com cabine dupla. É verdade que essa versão é bem mais equipada que as mais vendidas, voltadas para o trabalho. Mas é exatamente isso que torna absurda essa compra, pois quem quer uma picape pra passeio tem opções melhores no mercado.

6) Chevrolet Spin Activ 7 lugares – R$ 107.030

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É verdade que a Spin se coloca num segmento com poucas opções no mercado (sua concorrente Doblo também está em nossa lista). Mas será que isso justifica a Chevrolet cobrar mais de R$ 107 mil por um modelo que foi lançado em 2012, apenas com pequenas mudanças desde então?

O caso do modelo de 7 lugares da Fiat é pior, pois se trata de um dinossauro em nosso mercado, mas a Spin não tem qualidades que tornem esse preço aceitável. A versão topo de linha Activ, com 7 lugares, custa R$ 107.030 e é equipada com 1.8 de apenas 106/111 cv e 16,8/17,7 kgfm de torque, com câmbio manual ou automático.

7) Hyundai HB20X Diamond Plus 1.6 AT – R$ 85.290

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O novo HB20 chegou com o lado positivo de manter preços parecidos com a geração anterior, mas isso não aconteceu em relação à opção “de salto alto” HB20X. A Hyundai cobra quase R$ 85,3 mil por um modelo esteticamente modificado, mas sem nenhuma alteração mais importante em relação a motorização ou equipamentos.

Visto por muitos como um popular, o HB20 não deveria ter uma versão aventureira tão cara. A nova geração continua usando o motor 1.6, agora com 130 cv. A versão topo de linha Diamond Plus usa uma transmissão automática de seis velocidades, mas tem um pacote de equipamentos igual à versão topo de linha do HB20 “normal”. Mas no caso dele pelo menos você leva pra casa o motor 1.0 turbo, que não é oferecido na versão aventureira.

8) Honda WR-V EXL 1.5 CVT – R$ 98.600

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O Honda WR-V também aparece nesta lista pela sua “deficiência” na lista de equipamentos e também pelo preço acima do ideal. Este modelo nada mais é que uma versão aventureira do Fit, com visual exclusivo e algumas alterações mecânicas para oferecer uma robustez extra. Por conta disso, deveria custar menos que um crossover “de verdade”.

Mesmo na versão topo de linha, o WR-V não oferta equipamentos como controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampas, sensores de luz e chuva, entre outros. Diversos desses itens já equipam o novo Fit EXL (veja aqui opinião de dono sobre Honda Fit EXL 2015), que custa menos.

9) Honda CR-V Touring 1.5 CVT AWD – R$ 239.900

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A nova geração do CR-V chegou ao mercado por um preço bem salgado. Por mais que tenha evoluído em todos os sentidos e ofereça até um motor turbo, o crossover da Honda tem preço acima da média.

Ele custa R$ 239,9 mil. Tem motor 1.5 turbo de 190 cv, câmbio CVT e tração AWD nas quatro rodas. Porém, para sua infelicidade, há o Chevrolet Equinox Premier 2.0 Turbo, com motor de 262 cv, câmbio de oito marchas e também com tração integral, por bem menos: ele parte de R$ 189.140.

Outro modelo que é uma compra melhor que o CR-V é o novo Tiguan R-Line, com motor 2.0 turbo de 220 cv, câmbio DSG de dupla embreagem e tração nas quatro rodas, que custa R$ 224.650, mas entrega muito mais.

10) Toyota SW4 SRX Diamond 2.8 Diesel AT 4×4 – R$ 328.190

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Outro modelo da Toyota que aparece nesta lista é o aclamado SW4. Ele vende igual água e bate com força no Chevrolet Trailblazer no mercado. Por conta disso, dá pra dizer que a marca japonesa cobra o que quer pelo Toyota SW4.

A versão topo de linha SRX Diamond tem um dos preços mais absurdos da linha. Custa mais de R$ 328 mil, sendo bem mais caro que o SRX com a mesma motorização, e se diferencia apenas pelo para-choque frontal com proteção plástica, rodas exclusivas de 18 polegadas, sistema de som premium JBL com dez alto-falantes e subwoofer, bancos dianteiros ventilados e acabamento interno em couro bege.

Leonardo Andrade

Leonardo atua no segmento automotivo há quase nove anos. Tem experiência/formação em administração de empresas, marketing digital e inbound marketing. Já foi colaborador em mais de sete portais do Brasil. Fissurado por carros, em especial pelo mercado e por essa transformação que o mundo automotivo está vivendo.