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A árdua tarefa de trocar pneus e mantê-los em ordem

trocar-pneu-620x413 A árdua tarefa de trocar pneus e mantê-los em ordem

Trocar pneu é algo corriqueiro e simples. Até que seja preciso trocar um.



O pneu furado cria e derruba mitos

Pode parecer exagero, mas a troca do pneu furado é um hábito que pode derrubar mitos sociais, ou criar outros. Imagine um homem que não consegue trocar o pneu de um carro pequeno ou médio: ganha um atestado social de frouxo e tem sua masculinidade arranhada.

Outro mito social moderno que o pneu põe abaixo é o de que a mulher pode fazer tudo o que um homem faz, sem exceção. Para provar, usarei uma frase que já faz parte do folclore brasileiro: “O feminismo acaba no primeiro pneu furado (dela)!”.

É claro que existem mulheres e mais mulheres com níveis de musculatura e hormônios que podem ir de 8 a 80, mas eu nunca vi mulher trabalhando em borracharia até hoje. Nem na Fórmula 1 com seus equipamentos pneumáticos que possibilitam a troca em segundos. Está lendo, Sílvio de Abreu (o autor de Guerra dos Sexos)?

E já que citei “borracharia” no parágrafo anterior, prova de que trocar pneu não é para qualquer mortal é que com a invenção do pneu, precisou ser criado o ofício de borracheiro. E consequentemente a borracharia. E por mais que o líquido reparador de pneus em spray já tenha sido inventado há umas duas décadas, sem o parecer profissional do borracheiro parece que não relaxamos.

Se para você herói é aquele cara que escala o Everest ou que faz o gol da vitória do seu time, desculpe, mas eu fico com o anônimo borracheiro. Eis aqui um trabalho pra macho! Imagine trocar um pneu de caminhão debaixo do sol de Cuiabá ou debaixo de uma chuva torrencial em Florianópolis. E cobrar míseros R$ 10 ou R$ 20 por isso.

Por essa razão, na minha opinião, a profissão de borracheiro é a mais difícil do mundo! Em segundo vem a de lutador de MMA, que tem que apanhar pra valer sem desistir e, em terceiro, a de limpador de galeria subterranea (vulgo rede de esgoto).

E o que tem feito a indústria de carros e de pneus para facilitar nossa vida?

“Criou o pneu run-flat”, você diria! Mas sabe quanto custa um? Pelo menos 4 vezes mais do que um convencional. E não é oferecido em todas as medidas. Em era de ecologia, recentemente chagaram ao mercado os pneus ecológicos, que oferecem menos resistência ao rolamento e são um pouco mais leves. Já ajuda um pouco.

Agora, quem poderia ajudar um pouco mais são os fabricantes de automóveis, evitando ciladas como o inalcançável estepe do Voyage (pelo menos para quem tem menos de 1.80) ou dos perigosos pneus de picapes médias, colocados debaixo da caçamba. Imagine o pneuzinho de uma Mitsubishi Triton despencando na sua testa, ou no mínimo, derrubando terra no seu olho.

Reconheço que no Brasil, além de preocupações com a estética e com o ganho de capacidade de carga, a indústria de autos tem que se preocupar com a “indústria” do roubo. Tive um Honda Civic 1999 que vinha com uma chave extra que apenas trancava e ligava o carro, tipo uma chave para deixar no estacionamento. E, com a chave normal, era possível bloquear a alavanca que abria o porta-malas por dentro. Não sei dizer se hoje ainda é assim.

Não muito depois disso, no início dos anos 2000, eu me lembro que foi inventado na África do Sul um líquido revolucionário que era colocado dentro de cada pneu no lugar do ar. Ao acontecer um furo sem corte o pneu se auto-reparava. E não murchava pois não tinha ar dentro. Veio para o Brasil, mas curiosamente sumiu do mercado.

Ainda tem pra vender um equipamento que se parece com um pequeno skate e que é colocado debaixo do pneu murcho e furado, podendo rodar até 60 Km por hora por alguns quilômetros até o borracheiro mais próximo. E a Citroёn ao meu ver foi a montadora que no passado tentou com mais afinco exterminar estepe e macaco.

No modelo DS, já no fim dos anos 60, havia dois braços pneumáticos que quando acionados de dentro do carro, desciam da parte de baixo do assoalho: um na frente, para auxiliar na troca dos pneus dianteiros e outro atrás, para servir aos pneus traseiros. Dispensava o macaco. Não pegou.

Acredito que a extinção do estepe e das ferramentas também poderia ser um golpe nos ladrões. No entanto, seria preciso, assim como no caso dos extintores, estar de olho na validade do spray reparador e dar uma olhada de vez em quando se este ainda está lá (uma vez que custa caro, também está na mira dos espertos).

Prevenir para não remediar

Prevenir parece não ser algo tão cultural aqui no Brasil, mas pode ser a solução. Você calibra sempre o estepe do carro? Pois é, nem eu. Sempre me esqueço dele. E parece chover no molhado dizer que é bom dar uma olhada nos pneus sempre que sair com o carro. E trocá-los quando o indicador TWI estiver cerca de meio centímetro da superfície do pneu, o que indica que ainda há esta quantidade de borracha, que é quatro vezes maior quando o pneu é novo. Acertou quem disse que é hora de trocar.

Rodízio? Sim, ajuda pois os pneus gastarão de maneira uniforme. Como fazer? Siga as indicações do manual do proprietário do carro ou consulte a concessionária. E na hora de substituir os pneus, serão colocados sempre equipamentos novos com o mesmo desenho e mesma data de validade. Ao trocá-los, evite marcas vagabundas, genéricas, remolds, riscados e afins.

Simulando em casa

E para não ser pego de calças curtas se o pneu furar, simule a troca em casa, pois você saberá onde fica o estepe, o macaco, as ferramentas e ganhará tempo na (caótica) situação real. São boas dicas:

– Ter o manual do proprietário no carro;

– Um pedaço de cano de pvc de uns 50 cm ou mangueira industrial dura, podem ser encaixados na chave de roda e ajudarão a facilitar a alavanca na hora de soltar os parafusos;

– Para quem não tem experiência, é melhor soltar todos os parafusos primeiro e só depois retirá-los, pois o peso da roda poderá ficar no último parafuso, que não sairá, obrigando a pessoa a colocá-los um por um de novo;

– Picapes grandes como F-250 e Silverado e caminhões, muitas vezes requerem que cada parafuso volte para o lugar de onde saiu. Assim, enfilere os parafusos em local que ninguém pisará, lembrando qual foi o primeiro a ser retirado e o furo do cubo da roda de onde este primeiro saiu. Depois de colocar o estepe siga a ordem de novo e não perderá tempo experimentando 8 ou mais parafusos (que podem estar espanados) em cada furo!

– Vá o mais rápido possível à borracharia para reparar o pneu furado, colocar o estepe – calibrado – no lugar e seguir a vida!

Tudo isso dá trabalho? Ô se dá, mas vale lembrar que em países com neve, além de tudo isso aí em cima é preciso levar correntes e colocar pneus de inverno todo ano. E se o carro tiver detector de pressão e uma central eletrônica moderna é preciso informá-la que os pneus foram trocados.

E por fim…

É isso aí, pessoal. Pneu em ordem ajuda na segurança, pois o carro irá frear melhor, não irá perder estabilidade ou aquaplanar (perder contato com o solo) na chuva e não escapará nas curvas. Há cuidados especiais para estradas de terra, onde eles deverão ser calibrados com pressão mais baixa, mas os básicos estão aí acima.

Outros bons hábitos são: evitar passar em buracos e verificar o chão da sua casa ou prédio se houver pedreiros ou carpinteiros trabalhando ali pois a grande parte das minhas situações com pneu furado foi com pregos e parafusos domésticos que entraram no pneu.

E se seu carro vier com pneu run-flat ou se você colocou rodas de aros grandes como 19 ou 20 e substituiu o estepe por spray reparador, não se esqueça de levar consigu uma cópia da Resolução 14/98 do Conselho Nacional de Trânsito para mostrar ao policial rodoviário quando for parado para vistoria geral. A alínea ‘a’ do inciso V, artigo 2º da resolução esclarece que em casos especiais alguns carros podem andar sem estepe, macaco ou chave de roda.

E se você é preocupado com ecologia, sorria, pois atualmente os pneus tem destino mais nobre que entupir rios e entulhar aterros. Pneus velhos podem substituir tubos de concreto para passagem de água de chuva, virar arrimo de barrancos, servir de barreira de segurança em kartódromos, transformar-se em sola de sapato e sandálias, tapetes, pisos emborrachados de academia de ginástica e até em ingrediente de asfalto, propiciando um pavimento mais elástico, que racha menos.

Pois é, um simples pneu furado que tive dias atrás foi a inspiração desta matéria. E você amigo, tem verificado seus pneus, já passou aperreio trocando pneu debaixo de sol escaldante ou tempestade? Sinceramente, espero que não!

Abraços e até a próxima!

Por Gerson Brusco Gonzalez

  • anderson_sp

    Nem fala, fui trocar o pneu do meu carro e tive que pesquisar bastante pra pegar uma marca boa (Continental ContiPowerContact) e não pagar um absurdo igual a um Michelin que a mesma medida do meu chega a custar R$ 120,00 em cada pneu, fora os vagabos chineses de R$ 170/180, daí leva na borracharia você paga a troca e o alinhamento, depois o cara fala que tem que fazer uma tal de cambagem e morre mais R$ 150,00 !!!

    Quem tiver pensando em trocar, pode ir preparando o bolso pra gastar…..

  • sulzbach1990

    eu troquei os 4 pneus do meu carro e coloquei esse mesmo continental.. medidas 185/60/r14.. R$ 800, com geometria e balanceamento, em porto alegre

    • anderson_sp

      No meu caso como só achei "barato" R$ 185,00 (175/65 R14) cada em uma loja do PR e com frete saiu R$ 800 os 4, daí mandei colocar + R$ 50 e uma maldita cambagem que me empurraram + R$ 90 e depois pesquisei falaram que era "migué" do borracheiro pra vender um serviço inútil, nunca mais volto lá tb !

      • fschulz84

        Na verdade a cambagem tem que ser medida por um aparelho geométrico eletrônico, visa medir se os pneus estão sendo desgastados por dentro.

        Normalmente todo autocenter tenta empurrar este serviço, eu só faço se o consultor me mostrar na máquina de que realmente está mais gasto por dentro.

        Se for em borracheiro, eles nem tem como medir cambagem.

        • anderson_sp

          "Borracheiro" eu usei um termo chulo, mas ele mostrou na maquina, não botei muita fé porque o carro tem pouco tempo de uso e km baixa, acredito que não seria necessário e depois de pesquisar bastante gente fala o mesmo pela net………..inclusive nestas promoções de alinhamento e balanceamento grátis, é uma pegadinha "dos malandro", hehe.

          • fschulz84

            Neste caso não faz sentido mesmo.

            Eu já fiz cambagem em um carro onde os pneus estavam com mais de 40000km rodados, e realmente dava pra ver que estava começando a gastar por dentro, mas agora para carro com baixa km não tem sentido mesmo.

  • Edson Roberto

    Pois é…. o máximo que aconteceu comigo em relação a essas coisas, foi furar o pneu com um prego que lentamente ficou muchando mas dando total segurança para ir até o borracheiro arrumar e já colocar na hora.

    Eu nunca passei com pneus furados ou rasgados com meu carro. Mas tudo isso também vai dar forma que conduzo e o fato de andar muito pouco em trechos com esses riscos de furo. Nos 3 carros até hoje nunca precisei trocar de pneus no meio da rua. Só tive que fazer isso em carros de irmã ou de ex namoradas.

    É ruim, se suja, mas melhor ter o estepe do que fazer como uma ex namorada que porque querer economizar em alinhamento e cambagem, perdeu 4 pneus novos depois de 6 meses de uso. (chegou ir até o arame).

    Depois disso, ela "exigiu" que se fossemos trabalhar juntos, que fosse com meu carro… nem preciso dizer que ela teve que se virar né? Me ajudava a carona dela? Sim, mas ela não era nada cuidadosa com o carro. É o tipo de consumidor que roda com os pneus que o borracheiro arruma porque não quer comprar novos, coloca oleo MINERAL E DE MOTO em um carro, rodou com um Uno 1989 sem a borboleta de aceleração no qual tinha que ficar com o pé no acelerador para o carro não morrer. A solução para ela não ficar fazendo isso? Ligava o afogando ao parar o carro… ¬¬

    E é o que eu falo… eu sou o tipo de pessoa que prefiro parar de rodar com o carro para arruma-lo do que ficar rodando e detonando mais ainda. O Uno guerreiro por sinal, durou um ano e meio a MAIS depois disso tudo. Aquele carro foi um tanque de guerra. Rodava sem pastilha de freio, amortecedor estourado (nessa epoca eu já rodava com meu carro sozinho) e pneus carecas. Finalmente estourou a correia dentada que fez o carro sem vendido pela mixaria de R$1500.

    Sempre disse a ela que se fosse comprar não pagaria muito mais… porque para rodar, eu iria arrumar TUDO… e eu sei que no caso desse carro que não duvida que até o cabeçote tinha ido para o espaço, iria sair por mais de R$1500. Mas enfim… sobre os pneus, eu não calibro toda semana é verdade, mas faço isso pelo menos a cada 2 semanas. Pneus novos geralmente não costumam murchar com facilidade. O meu outro carro que imagino que sejam até pneus de mais de 1 ano, esse é necessário calibrar a cada semana (e eu o faço).

  • fschulz84

    Eu troquei os quatro pneus de meu carro recentemente (umas 3 semanas atrás). Os que estavam no carro já estavam bem desgastados e mesmo rodando ainda uns 10000km mais, preferi trocar, pois segurança não tem preço.

    O grande problema é que além de escolher qual pneu trocar, você ainda tem que escolher bem ONDE trocar.
    Muitos dos AutoCenter de SP são pilantras, vide reportagem que já saiu de uma tal rede de oficinas presentes em Supermercados (não vou citar o nome mas creio que todos saibam de qual estou falando).

    • fschulz84

      complementando:

      Pior ainda é comprar pneu em Supermercado e utilizar o serviço "gratuito" destas oficinas para montagem e alinhamento, eles vão caçar até pelo em ovo para tentar tirar mais reais do seu bolso. Vão falar que se você não trocar os amortecedores não manterão a garantia dos pneus (uma coisa é um carro com mais de 100000km precisar trocar, outra é tentarem empurrar isso em um carro com 50000km, que sempre roda em estradas).

      Em relação ao estepe, eu dei muita sorte com meu primeiro carro. Um belo dia, eu resolvi checar o estepe e o calibrar (nunca tinha feito isso antes) e questão de 3 dias depois, um pneu do meu carro estourou a 110km/h em plena Rodovia Anchieta, por sorte era de madrugada, a rodovia estava vazia e consegui controlar o carro até parar no acostamento. E lá estava o estepe, novinho e cheio a disposição..

    • fschulz84

      E para terminar:

      Depois deste episódio, tento checar pelo menos mensalmente o estepe.

      E realmente, conforme nosso colega autor disse, as vezes o barato sai caro, não se deve arriscar colocar pneus remold ou de marcas não conhecidas

      O que vejo de carros com rodões enoooormes e pneus xing-ling ou remold não é brincadeira.

      Mesmo pagando mais caro, mesmo não sendo tanto em relação a outras marcas boas, preferi colocar Michelin no meu carro, pela garantia e confiabilidade que a marca transmite e conseguiu nos passar ao longo dos anos e não me arrependo nem um pouco da minha decisão.

  • RicRB

    Muito bacana o texto!!!
    Me fez lembrar a época que tirei a carteira de motorista… meu pai, na garagem de casa, me ensinou a trocar o pneu, exatamente como diz no texto, na parte " simulando em casa"… tem coisas que só na prática mesmo!!!
    Só uma dica pra quem roda em estradas de terra: tenha um calço de madeira dentro do porta malas, assim, evita que o macaco "afunde" na terra!!!

  • LFCruz

    Esses liquidos reparadores de pneu fazem uma meleca tão grande que o borracheiro vai xingar até a sua ultima geração. Talvez por isso eles tenham sumido :D

  • radiobrasilcombr

    Só eu que tenho um calibrador portátil, que ligo na tomada 12volts do carro? :D

  • ChicoFCarvalho

    "…quando o indicador TWI estiver cerca de meio centímetro da superfície do pneu, o que indica que ainda há esta quantidade de borracha, que é quatro vezes maior quando o pneu é novo…"

    Creio que essa parte do texto carece de uma correção. A profundidade mínima entre os sulcos dos pneus tem que ser de 1,6 mm. O TWI serve justamente para indicar esse mínimo, ou seja, quando ele é atingido, a barra do indicador ficará alinhada com a superfície do pneu.

    Outro trecho que merece edição é: "…é melhor soltar todos os parafusos primeiro e só depois retirá-los, pois o peso da roda poderá ficar no último parafuso…"

    Independentemente do peso, há que se soltar todos os parafusos ANTES de erguer o veículo. Erro muito comum entre os menos experientes.

  • yuricalmon

    Uma Land Rover com 3 eixos???

  • mho

    Geralmente o que faço é:
    1- Coloco o macaco na posição indicada na carroceria e vou girando até abrir e encostar no suporte do carro.
    2- Desafrouxo os parafusos da roda em cruz mas sem retirá-los.
    3- Levanto o carro com o macaco.
    4- Retiro os parafusos e por fim a roda.
    5- Coloco o step e aperto os parafusos em cruz mas sem força exagerada.
    6- Retiro o macaco e faço um aperto com o máximo de força usando apenas os braços, posso fazer isso pois sou meio fraco e a chave tem o cano curto. rsrsrs

    Dá para fazer isso tranquilo com rodas de aro 13 a 17, mais do que isso nunca testei.

  • Fabio D.

    Cara, na minha mão nunca furou pneu não, mas meu pai conseguiu a proeza de explodir os dois pneus da frente da bombinha da peugeot, o 206 (tudo de ruim aconteceu com essa bagaça, vou te contar). Fui mandar trocar o jogo do carro, caí na besteira de botar o mais barato (dane-se, era pro lixão, qualquer um servia). 100 Dilmas a peça. Durou um ano, quando despachamos a macumba no meio desse ano, tava chegando no TWI já… Infelizmente somos refens do assalto que custa essa "rosquinha de borracha". Nos resta pesquisar. Clio tá meia sola na frente, daqui a pouco é hora de trocar… E lá vem facada!

  • Fabio D.

    Minha mãe, coitada, daquele tamanico, não consegue trocar pneu não. Ou me liga ou liga pro seguro. Ainda mais o Cruze novo dela, 17" e o pneu é largo… um peso que ela não aguenta!

  • gbaraujo

    Quando meu irmão mais novo tirou a carteira, convidei ele, a namorada dele e a minha namorada pra irmos numa pizzaria, e ele pediu pra levar o carro para se exibir e tal. Pois estava chovendo, e ele passou num buraco enorme que estourou o pneu dianteiro na hora. Detalhe: o carro era um Ford Ka. Segundo detalhe: o estepe fica embaixo. Paramos o carro e fomos trocar o pneu. Como eu usava corrente e cadeado para os malas não roubarem o estepe, e como aquele lugar pega muita água e terra, quem disse que o cadeado abriu? Tive que andar 3 km bem devagar, destruindo a calota que era nova e original até chegar numa borracharia. Lá eles arrebentaram o cadeado e finalmente o pneu foi trocado. Para que tem Ka e usa corrente e cadeado no estepe, fica a dica: enrole o cadeado em papel filme, bem enroladinho. Assim ele fica protegido de água e terra, e não vai emperrar quando você precisar trocar o pneu.

  • Victor Hugo

    Estou passando por isso agora: preciso trocar os 4 pneus do meu carro e estou com medo do gasto que isso vai me gerar. Pelo menos eu encontrei os pneus com o preço bem mais em conta nesse site: http://www.kdpneus.com.br/

    O problema é o gasto que vou ter com alinhamento, balanceamento, etc…

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