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A grande volta dos sedãs ao mercado

Em uma semana aconteceram dois lançamentos de carros, dois sedãs médios/grandes. Nos dois eventos, o otimismo dos executivos responsáveis pelos produtos era evidente. No dia 24, a Ford lançou o Fusion, um carro com preço de sedã médio, mas que tem tudo para disputar mercado com os grandes. A Honda apresentou o seu novo Civic, no dia 27, prometendo voltar à liderança do segmento no próximo ano. Enquanto isso a GM saboreia o sucesso do Vectra, atual líder.

Depois de anos de queda, o segmento dos sedãs começa a chamar a atenção das montadoras. Em 2000, eles representavam 8,53% do mercado, mas o índice veio caindo a cada ano, chegando a 5,84% em 2005. Porém, pelo andar da carruagem, neste ano os números devem ser diferentes. No primeiro trimestre, o segmento teve um crescimento expressivo no volume mensal de vendas – aumento de 14,5% em relação ao ano passado. Os sedãs ficaram com 6,86% do mercado nos três primeiros meses do ano. Esse desempenho foi obtido sem o Fusion, sem o Civic novo e sem o Mégane. Daí a expectativa de crescimento ainda maior daqui para frente.

Para o diretor de Marketing da Ford, Antônio Baltar, “para este ano a previsão é de que o segmento deve triplicar”. Alberto Pescumo Filho, gerente geral comercial da Honda, tem uma explicação para esta euforia que o mercado está vivendo com os sedãs: “As montadoras abandonaram o segmento durante alguns anos e agora estão retomando”.

Com uma disputa que promete ser bastante acirrada, o vice-presidente da Honda do Brasil, Kazuo Nozawa prevê: “No próximo ano voltaremos à liderança do segmento”.

 

Com a falta de opções, os consumidores começaram a procurar outros carros, como utilitários esportivos e minivans. Esta migração fez com que houvesse uma reviravolta no segmento. Hoje não se pode mais definir com tanta clareza o que é sedã médio ou grande. Na verdade, transformou-se num “segmentão”, onde carros de tamanhos e preços diferentes entram na disputa. A rigor, são três subsegmentos: Fusion, Vectra e Accord, entre outros, estão na zona intermediária; abaixo deles estão Civic, Corolla, Focus, Astra e Mégane, mas alguns desses carros têm versões que custam o preço do Fusion ou do Vectra; acima deles estão carros como Omega, BMW Série 3, Mercedes Classe C e Volvo S.

Se as previsões estiverem corretas, neste ano o mercado reverterá a linha de queda dos sedãs, que em 2003 tinham 6,61% de participação no mercado, caindo para 6,48% em 2004 e ficando com 5,84% no ano passado. A definição desta tendência poderá ser notada assim que os novos modelos lançados estiverem em plena comercialização.

[Fonte: Ag. Auto Informe]

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