
Uma picape conhecida pela resistência agora inaugura um capítulo que parecia improvável há poucos anos: o da Hilux movida apenas por eletricidade.
A Toyota apresentou a Hilux BEV como sua primeira picape totalmente elétrica e também seu primeiro EV construído sobre chassi do tipo carroceria sobre longarinas.
O lançamento marca uma virada importante para um nome que acumula mais de 27 milhões de unidades vendidas ao longo de sete décadas.
A nona geração da Hilux ganha, pela primeira vez, uma versão elétrica, vendida em mercados como Austrália e Reino Unido, descrita pela Toyota como a entrada da picape lendária em uma nova era de força eletrificada.
O visual também muda para diferenciar a versão elétrica, com uma proposta chamada pela marca de “Tough and Agile”, ou resistente e ágil.

A dianteira traz faróis de LED estreitos unidos por uma barra iluminada, além do nome Toyota escrito no lugar do tradicional emblema.
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A carroceria é sempre cabine dupla, combinada a um sistema de tração integral permanente e dois motores elétricos montados em conjunto.
Essa configuração entrega 282 cv e 48,2 kgfm de torque, força suficiente para rebocar mais de 1.700 kg, segundo os dados divulgados pela Toyota.
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Os eixos elétricos são reforçados e usam proteções inferiores específicas para uso fora de estrada, mantendo a proposta robusta associada à Hilux.
A Hilux BEV também se torna o primeiro EV da Toyota equipado com o sistema Multi-Terrain Select, voltado à condução em terrenos variados.

O controle eletrônico alterna automaticamente entre cinco modos de condução, ajustando desempenho e tração conforme o tipo de piso e as condições ao volante.
A capacidade de passagem em áreas alagadas chega a 700 mm, igualando a versão elétrica aos demais modelos da linha Hilux.
A altura livre do solo, porém, cai para 212 mm, resultado da bateria posicionada sob o assoalho da picape.
O conjunto usa uma bateria de íons de lítio refrigerada a água, com 59,2 kWh e 80 células distribuídas em cinco módulos de 16 células.
A autonomia pelo ciclo WLTP chega a 257 km, enquanto no ciclo urbano a Toyota informa alcance de até 380 km.

Com recarga rápida em corrente contínua de 125 kW, a Hilux BEV pode ir de 10% a 80% em cerca de 30 minutos.
Por dentro, a cabine segue a linguagem mais recente da Toyota, com solução parecida à usada no novo Land Cruiser.
O painel combina uma central multimídia de 12,3 polegadas com outro display de 12,3 polegadas para o motorista.
O quadro de instrumentos oferece quatro layouts, chamados casual, smart, tough e sporty, permitindo alterar a apresentação visual das informações.
A lista de segurança inclui a terceira geração do pacote Toyota T-Mate, com monitor de ponto cego, assistente de saída segura e freio de apoio ao estacionamento.
A direção elétrica permite que a Hilux BEV ofereça assistente de permanência em faixa pela primeira vez na história do modelo.
No Reino Unido, a picape elétrica pode ser encomendada a partir de £ 42.170 (R$ 289.100), sem incluir o VAT.
Na Austrália, as vendas começaram no mês passado com preço inicial de 74.990 dólares australianos (R$ 263.500), sem custos de emplacamento e taxas locais.
A chegada aos Estados Unidos está descartada, já que a Toyota nem sequer vende por lá a Hilux atual com motor a combustão.
As tarifas de importação do governo Trump tornam esse cenário ainda mais caro, reforçando a ausência da picape elétrica no mercado americano.
A Toyota, por outro lado, já oferece três SUVs elétricos nos Estados Unidos e prepara o Highlander BEV de três fileiras para chegar ainda este ano.
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