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A nada fácil rotina de um policial rodoviário na véspera de Natal

policia-rodoviaria-federal A nada fácil rotina de um policial rodoviário na véspera de Natal

É de praxe nesta época de festas ver reportagens sobre mortes no trânsito e compilações de acidentes e ouvir dicas de especialistas em trânsito sobre como evitar maiores problemas nas viagens de férias. Isso tudo é muito pertinente e útil. Por isso mesmo resolvi falar sobre esses assuntos, porém do ponto de vista do policial rodoviário, que é quem faz o possível para evitar acidentes e tragédias, seja orientando motoristas, seja aplicando penalidades legais através de orientações verbais e multas.



Vamos imaginar que é dia 24, véspera do feriado de Natal e que o Policial Rodoviário (não importando aqui se é da polícia militar rodoviária ou da federal) inicia seu expediente em uma rodovia como a Rio-Santos, estando no meio do caminho para quem visita praias dos dois Estados. E vamos fazer de conta que eu, o autor, seja uma testemunha invisível que está observando tudo atentamente.

São cinco da manhã do dia 24 e há neblina na estrada

Já as cinco a manhã, o policial observa na sua tela, imagens das câmeras instaladas nas rodovias e observa que há muita neblina na estrada. Sua colega cuida de serviços administrativos. Os copinhos vazios de café formam uma pilha ao lado das telas e do computador.

A Blazer, o Fiesta, o Tiida Sedan e a moto Harley repousam na garagem coberta, todos com a frente apontada para a estrada, prontos para sair se houver ocorrência. Há uma faixa com o telefone na fachada do posto. É possível ver por uma das câmeras que uma carreta Scania vem devagar observando que a pesagem está liberada. E, diminuindo ainda mais a velocidade, encosta.

Ouve-se o peculiar ruído dos freios a ar, que as crianças tanto adoram imitar. O agente da lei observa que o motorista viaja com a esposa e talvez com alguma criança. Não dá para enxergar mais adentro da cabine leito. O carreteiro desce, vestido com bermuda, sapato tipo mocassim sem meias e jaqueta. Acena. Vai em direção à entrada do posto. Entra na sala de espera.

– “Bom dia, posso ajudar?”
– “Bom dia seu guarda, é o seguinte, no trevo que fica depois daquela segunda curva fechada para a esquerda tem um caminhão tombado e dois carros parados atrás.”
– “Foi colisão? O Sr. parou?”
– “Não parei não, porque o caminhão pegou um pedaço da pista”. Parece que não foi batida, não tem vidro, pedaço de lanterna nada. Os carros devem ter parado pra ajudar”.
– “Um minuto por favor. Vou entrar em contato com o Serviço de Apoio ao Usuário do DERSA. Pode tomar um café. E os banheiros estão limpos se o Sr e sua esposa precisarem usar”.

Neste minuto, o motorista, apreensivo, enche um copinho de café, assobia e o mostra à esposa pela janela do posto. Ela faz com a mão que não. O policial volta com fisionomia neutra e diz que não houve vítimas e que um dos carros era do DERSA, que já havia chegado pela rodovia vicinal que ficava a alguns quilômetros após o trevo, caminho oposto ao do motorista. E para não perder o costume, pergunta:

” – O caminhão é do Senhor, amigo? Carrega o quê?”
“- Madeirite, tipo compensado. Venho do Paraná. A carreta é minha.”
“- Está tudo certo lá, né? Documento, nota, peso. Está com a família?”
“- Sim. Eu, minha esposa e um filho de 11 anos, que está dormindo. Está tudo ok. A firma não libera sem nota. Pesei ontem à noite”

Estendendo a mão, o policial diz: “-Está liberado! Tenha uma boa viagem!”.

Hora de ir para a pista

O movimento vai começar, hora de pegar a lanterna e fazer as abordagens. O mesmo policial sai para a pista para abordar carros de passeio. Seu colega, que inicia agora o turno, fica encarregado dos caminhões, vans e kombis (não sei se a divisão de trabalho é assim, mas suponho que seja). É o que vimos não é?

Talvez por que veículos de transporte tenham mais itens para se averiguar: notas fiscais, listas de passageiros, tacógrafos. E a carga em si. Ou passageiros. A propósito, o policial em questão chegou de ônibus de viagem, de carona. Seu colega observa documentos, dá uma vistoriada nos pneus e libera alguns carros, sem problemas. Adverte verbalmente o motorista de um Astra que o passageiro de trás, do meio, também precisa utilizar o cinto. O passageiro, um homem de 40 anos, sem jeito, afivela os cintos. Sai sem multa mas é lembrado que o passageiro do meio é o mais fácil de ser arremessado pelo para-brisa em caso de freada brusca.

Em seguida, advertido pelo mesmo motivo, uma jovem motorista paulistana, mais irritadinha, diz: “- Com tanto bandido solto, sua preocupação é com o cinto da minha amiga, que é adulta e sabe o que faz?”. “-Vale lembrar, Dona Larissa, que o motorista é responsável pela seguranças dos outros passageiros. E, sendo sua amiga, sua preocupação deveria ser ainda maior. Vou multar a Senhora. Por favor, seu documento e o do veículo. Tire a CNH da capa plástica, por favor.”

Um pouquinho mais irritada a jovem puxa a CNH que insiste em grudar na capinha. O policial finge que não escuta ela comentar com a amiga. “- Por que ele mesmo não faz isso?”. Vinte minutos depois retorna com os documentos da moça, devolve-os e a libera, dizendo: – “Boa viagem e um Feliz Natal!”

E assim passam algumas horas. A pesagem abre e um terceiro policial cuida do setor. Pelo menos dois terços dos caminhões carregam mais carga que o permitido. São multados por isso (acredito). Bombeiros passam a toda velocidade. Dois minutos depois uma ambulância com paramédicos. Hora de checar os boletins internos e o rádio para se inteirar da situação na rodovia para poder orientar os motoristas.

Almoço às 16h

Após algumas horas de muitas informações, advertências verbais, autos de infração e “Feliz Natal” recomendados, o policial resolve almoçar. Não há tempo para ir ao restaurante próximo dali que cobra um preço especial dos policiais deste posto. Mas o colega da balança, que consegue ir ao restaurante, lembra-se dele e lhe traz uma marmitex. Já são mais de 16 horas.

Sem tirar o olho da tela com as imagens e após algumas garfadas da saborosa comida, vê que um carro faz um forte zigue-zague. Seria um cachorro na pista? Ele então volta a imagem, aproxima, não vê animal algum, observa que o carro continua lento porém sem movimentos estranhos. Resolve focar nos ocupantes. O motorista é um jovem rapaz.

Terá que abordá-lo, pedir documentos e observar compostura e roupa dos ocupantes, visto que não foi um flagrante e que a câmera não capta exatamente qualquer prova de atentado ao pudor.

Chuva

Para ajudar, começa a chuva de verão que parece ter hora marcada: 18h. Com capa de chuva, continua na lida. Seu colega aplica, neste momento, o teste do bafômetro em um motorista de van que afirma ter tomado apenas uma cervejinha. Embora pareça que não tenha sido apenas uma.

Nosso personagem vê um belo carro branco voando no asfalto, ultrapassando em faixa dupla. Ele então faz sinal para o Azera que não para. Hora de usar a Harley. Após alguns quilômetros alcança o Hyundai que para. O policial vê que no para-brisa há adesivos do comando da Polícia Rodoviária Federal.

Não se intimida e pede os documentos, verificando que não se trata de um policial federal (palavra que parece ter, para muitos que a carregam após o título da profissão, o peso de uma auto-absolvição para crimes e infrações). O motorista, todavia, faz questão de mencionar o amigo que lhe concedeu os adesivos. Mas devido à gravidade da imprudência, ainda mais levando atrás dois bebês, não fica isento do auto de infração.

E, retornando ao posto e á pista, passam-se os minutos e aumenta significativamente o movimento. Começam a pipocar casos de cadeirinhas de bebês fora do padrão ou colocadas de forma errada. Reconhece um cidadão da região que está levando a multa por esse motivo pela segunda vez no mesmo mês.

A poucas horas do Natal, num misto de alegria por não ter havido ocorrências com vítimas e de tristeza por saber que passará a familiar data com um colega que mal conhece, dá uma olhada no relógio. E outra adiante, agora com uma lanterna na mão a observar carros que se aproximam com faróis acesos.

Até que recebe pelo seu rádio portátil uma mensagem informando que um motoqueiro de um desses grupos que apostam corrida nas rodovias chegando a mais de 200 Km/h com suas potentes motos japonesas, atropela uma vaca. Morrem ele e a vaca.

Diz: Positivo, QSL! e continua com a lanterna apontada para a pista. Um carro rebaixado, cheio de jovens, se aproxima. Chama a atenção a baderna , os vidros abertos e o resquício de fumaça saindo pelos vidros. Tendo ideia do que o esperava, nosso resistente policial faz as abordagens de rotina, porém solicitando que todos desçam do veículo, ignorando o porquê de um deles.

Faz sinal para o colega que se aproxima com o rottweiller treinado e mão na arma. Pede para que o motorista abra o porta-malas, as mochilas e malas ali guardadas enquanto o colega e o rott observam atentamente qualquer movimento suspeito dos rapazes que estão encostados no carro com as mãos na cabeça.

E a revista continua no estepe, debaixo dos tapetes, no porta-luvas até que…pimba…é encontrada uma pistola debaixo do banco do carona. E no bolso de dois deles, maconha, pinos de cocaína e até a tal “zirrê / craconha / criptonita”, mistura de maconha e crack. O procedimento aqui é apreender os ocupantes e levá-los a um distrito policial para que os policiais civis decidam as penas e se a quantidade de drogas configura uso pessoal ou tráfico.

Vale lembrar que a lei não especifica qual quantidade configura o quê. Essa ocorrência vai demorar, pensa o policial, coçando a cabeça. Tudo é feito e então algumas horas se passam ficando apenas ele no posto, enquanto o colega do rott e o da balança os levam à delegacia na Blazer. O colega desta noite haveria de chegar às 23h.

E por falar em apreender, neste momento já havia alguns carros no pátio, pegos pelo radar dedo-duro, que lê a placa e informa débitos de multas e impostos. Até um carro vermelho de R$ 1.200.000,00 estava ali detido. Não se trata de uma Ferrari, mas de um Audi A3 Turbo de 180 cv, nacional, ano 2003, que somava em multas e impostos atrasados o valor citado.

Meia-noite se aproxima. Dia 24 se acaba e dia 25 está para chegar. Os dois policiais conseguem ver fogos de artifício à distância e ouvir alguns estrondos. Cumprimentam-se e oferecem mutuamente um ao outro, frutas, castanhas e assados enviados pelos familiares e até mesmo doados por motoristas que puxaram conversa e ficaram sabendo que a ceia do nosso amigo seria por ali mesmo.

Apesar de ter sido ficção, creio que este relato não está muito longe da realidade. E olha que foi só de um dia! Assim, desejamos tudo de bom para nossos leitores e muito cuidado nas estradas. Hoje, com as mídias sociais, muitos postos policiais e unidades dos bombeiros divulgam informações no twitter.

Há também o serviço 0800 do DERSA e das concessionárias como Autoban, Ecovias, Renovias, Novadutra e Outras para quem quer obter informações antes de cair na estrada. Além de estações de rádio que noticiam boletins do trânsito.

Se preferir o tête-à-tête é só parar no posto policial, que informações úteis lhe serão passadas. Para mim sempre funcionou bem, apesar da fama se secos e durões dos policiais rodoviários. Mas, já diz a velha frase que quem não deve não teme!

Grande Abraço e Viaje com segurança neste fim de ano!

Por Gerson Brusco Gonzalez

  • dioo_RT/10

    ótimo relato!

    • edumardecerva

      admiro a policia num todo. O Estado falha em todos os pontos, e sobra pra ele o cargo de resolver. Ficamos ao critério desse ou daquele. Mas se por um lado possa existir policiais ruins, todo mundo sabe que tem gente ruim em todos os lugares. No mais, o trabalho visto num todo é de se tirar o chapéu. Dúvido um policial da Alemanha, Inglaterra, etc ter tanta responsabilidade como os daqui, sabendo que esse ou aquele são e vc ficar pensando como e quando tomar uma ação.
      Um exemplo é a bagunça aqui em SP, conversando com policiais militares, estão todos apreensivos, e o Governador que deixou as coisas chegar a esse ponto pouco é criticado.
      Meu ponto de vista hoje, é criticar o gestor, e não quem fica sozinha velando difunto de homicidio em dia de natal… Ao menos agora temos alguns manifestos de apoio (facebook por exemplo), embora timidos, já é algo. Antes a frase do momento era ser um "vida loka".

  • reuelrp

    Esse é o Policial dos sonhos desse país… Embora eles existam por aí. Infelizmente também tem aqueles que ficam parando carros para cobrar propina (aconteceu comigo na 262) e aqueles que agridem as pessoas sem necessidade (aconteceu comigo na entrada de Buzios… Tomei uma nas partes baixas numa revista que vi até estrelas).

    • tonyecs

      Nos dois casos, eram polícia estadual ou federal?

      • Lukoh

        Olha, não faz diferença alguma se era estadual ou federal.

        Veja que o servidor público desonesto (policial ou outro) pode existir em qquer esfera…. seja municipal, estadual ou federal, e em qualquer poder (legislativo, executivo e judiciário). E tal como um câncer, deve ser extirpado do cargo que ocupa!!!!!

        Quando vc indaga em qual esfera o policial atuava, vc nitidamente está fazendo distinçoes entre elas, agindo com "pré-conceito"… e eu acho isso inadequado, pois a honestidade está na pessoa, em cada cidadão… só existirá um policial corrupto se houver um particular que ofereça ou aceite pagar propina.

        • tonyecs

          Meu amigo, incrível como você está tirando deduções de uma pergunta que nem sabe qual o objetivo. A corrupção é bizarra e deve ser punida em toda e qualquer esfera, seja ela pública ou privada. Minha pergunta tinha a ver com o fato de, na maioria das vezes, ocorrer junto à Polícia Estadual, já que a Federal tem uma fiscalização maior e um salário melhor. Totalmente desnecessário essa sua tentativa de bancar o defensor da moral e dos bons costumes. Infelizmente, se existe corrupção em nosso país é por culpa de nós mesmos, que somos permissivos e simplesmente achamos que "é assim mesmo".

          • Lukoh

            Bem…. se eu não sabia o objetivo da sua pergunta, foi pq vc não a deixou claro, certo???

            E desse modo, permitiu que eu fizesse a minha interpretação, concluindo que vc mantinha um "pre-conceito" acerca das polícias estaduais ou militares. A sua pergunta foi suficiente pra isso, e só.

            Não se trata de "bancar defensor de moral" (desnecessário essa colocação à minha pessoa). O que ocorre é que não existe nenhuma estatística comprovando que policiais federais são menos ou mais corruptos que os outros.

            O que importa é que temos a mesma opinião sobre a corrupção nesse país, portanto me desculpe se de alguma forma lhe ofendi.

      • reuelrp

        Enfim… Respondendo sua pergunta… Na 262 federal… Na entrada de Buzios, não sei… Acho que estadual… Não me lembro. Meu cérebro bloqueou.

  • PortoWF

    O relato é bonito, mas não me parece que todos os profissionais sejam assim, tão honestos e competentes.
    Infelizmente quem viaja pelo País vê que em muitos casos, policias preocupam-se apenas em cumprir sua jornada de trabalho sentado em suas cadeiras, e esse, é o menor dos problemas.

    • Edson Roberto

      Porto,
      Te digo por experiencia propria… tenho um amigo policial Rodoviario e sim… apesar de não ter os veiculos que essa pessoa tinha a disposiçõa, vi ele postando em Facebook o dia 25 do ano passado. Isso sem contar que eu mesmo liguei para ele e ele me comentou a respeito disso. Pense que há vários "profissionais do volante" e volta e meia, podem por um momento confratenizar juntos. Isso acontece, muito raramente mas ocorre (caso do meu amigo que conseguiu perto de onde trabalha, uma turma que foi comemorar e desejar bom trabalho, como recebeu do parceiro uma marmita em que o restaurante de perto forneceu antes de fechar).

      • PortoWF

        Edson, eu solidarizo com os Bons Policias, sei que existem muitos, por vezes já fui abordado por autoridades muito competentes e dispostas a realizar seu trabalho com dedicação e correção, mas me desculpe, eles ainda são minoria. É essa impressão que eu tenho, posso estar enganado, afinal é meu "achometro", mas fica difícil mudar de opinião vendo e ouvindo tudo o que a gente percebe que acontece nessas estradas.

        • Fredxyz

          Acho o contrário, os corruptos são só uma minoria, que criam uma má fama danada.

    • Jason

      Eu ia comentar o mesmo. Embora não possamos culpar uma categoria inteira pelos eventuais abusos e má vontade de alguns profissionais, esses policiais educados e bem dispostos não são regra não. Nas duas vezes em que fui parado pela polícia rodoviária, me recebiam com um tom frio e acusador. Os caras vasculharam o carro todo em busca de algo errado pra poder me multar, mas como não havia, me mandavam seguir. E uma vez o policial chegou a dizer pra eu "ficar esperto."

      Não antipatizo com os caras, mas atitudes assim nos desanimam e quebram um pouco da confiança.

  • vfreire85

    um amigo é policial rodoviário federal. segundo ele, é desse jeito mesmo.

  • tiagomeyer

    Sensacional Gerson, meu pai é Policial Rodoviário Federal e já passou muitos natais no trecho.

    • GersonBrusco

      Valeu Tiago! Espero que esse ano vocês passem as férias juntos! Abração, Gerson Brusco

  • mariostefa

    Nesse relato, acredito eu que quando o Policial presta o concurso ele já sabe que trabalhar nestas datas faz parte do trabalho. e num podemos esquecer, que pelo menos os Federais tem um belissimo salario. Feliz Natal a todos. AH, e aquelas que adoram ficar na pista esquerda(parecem ate que compraram),por favor mantenha a direita.

    • Fredxyz

      Tá certo, mas lembre que se ele já tiver no limite de velocidade da via ele não tem que encostar pro de trás passar, pois aí quem tá errado é o de trás que quer correr mais que o limite.

      • mariostefa

        Sugiro que vc esclareça com algum policial rodoviario sobre isso. Pois eu ja fiz um outro motorista parar num posto policial exatamente para esclarecer isto. Estou falando de pistas com 2/3 faixas de rolamento, no caso como exemplo, estradas como a Dutra,Castelo Branco, Bandeirantes,Fernão Dias, vc obrigatoriamente tem que manter a faixa da esquerda livre, sempre que possivel.

      • Hugo

        Errado.

  • Pedro_Rocha

    Parabéns pelo texto e por lembrar-nos desses importantes profissionais!

    “Amamos nosso Deus e nossos soldados nos momentos de perigo – não antes. Passada a refrega, eles são recompensados: nosso Deus é esquecido, nossos soldados são desprezados”. (de um soldado veterano do exército do Duque de Marlborough)

  • Edson Roberto

    Gerson, é incrivel como você consegue não só escrever bem, mas elucidar e ao mesmo tempo prender a atenção nesse otimo texto! Ainda que ficticio tem uma conotação verdadeira.

    Ontem, ao sair de Vinhedo, fui em um restaurante onde apareceram dois policiais, e me encarando a espera de eu comprimenta-los, me desejaram uma boa noite e um feliz natal. Faz ANOS que eu nao vejo algum policial com bom humor e sendo amigo da população. No entanto, pareciam policiais famosos, pois todos os comprimentavam. E ainda dizem que isso não existe…. saudades que eu sinto das coisas simples que fazem do nosso dia perfeito.

    Um grande abraço e um feliz natal a todos!

    • GersonBrusco

      Edson, obrigado pelo carinhoso comment! O relato foi baseado em fatos reais, assim como o que você nos contou agora! E concordo contigo: cordialidade, respeito ao próximo e à profissão que se exerce, como o fazem bons policiais, professores, médicos, jornalistas, entre outros, fazem com que o mundo fique melhor! Feliz Natal!

  • tonyecs

    Uma das corporações que eu acredito muito é a Polícia Rodoviária Federal. Infelizmente, onde tem a PM fiscalizando, geralmente tem muita cobrança de propina. Com a federal, percebo que os casos são infinitamente menores. Talvez pelo salário melhor, talvez pelo treinamento, talvez pelo comprometimento. Mas uma coisa é certa: quem não deve, não teme. Se você estiver com a documentação em dias, conversar e cooperar numa boa, dificilmente será agredido gratuitamente. O problema é que, como no texto acima, sempre tem gente que acha um absurdo ser parado, que acha que pode e deve tudo e esquecem que as leis estão aí para serem cumpridas. E os policiais estão ali justamente para fiscalizá-las, caso contrário, tudo seria uma verdadeira bagunça. É só vermos quantas pessoas realmente não respeitam a sinalização, trafegam pelo acostamento e fazem manobras que colocam em risco as suas vidas e o pior, a de terceiros, que, muitas vezes se vão sem ter a menor culpa.

    • Pedro_Rocha

      Infelizmente, na PRF a cobrança é institucional: as quadrilhas de maus policiais achacam diretamente as empresas de transporte. Cobrar "onça" (nota de R$50,00) é coisa de policial ladrão pé-de-chinelo.

  • suguii

    Excelente texto, ainda que ficcional, é o tipo de texto que deveria rodar nas redes sociais como forma demostrar solidariedade e respeito para com o próximo, pessoas estas que escolheram esta vida, ainda que sacrificando datas importantes com a família para estar à disposição da sociedade, só é uma pena que nem todos os motoristas pensam por esse lado….

  • bbrasil2

    Policial Rodoviário só serve para vagabundo ganhar $ facil, ficam o dia todo coçando e só sabem multar, se tem acidente: chama bombeiro/samu, se tem crime: chama PM, e por ai vai…

    Sem dizer das propinas q vc ainda tem q pagar por situações q esses FDP´s fazem para vc ! Devia virar tudo PM, assim eles pegariam bandido tb !

    • edu1606

      Você foi muito infeliz no seu comentário, acho que por desconhecer a realidade. Caso queira conhecer um pouco a realidade acesse http://www.combateaocrime.com

      • bbrasil2

        Conhecer a realidade eu conheço, "to na pista" todo dia ! Confesso que fiquei surpreso, muito bem, espero que isso ocorra aqui em SP tb !

    • msbiel13

      vlw por generalizar em

      • bbrasil2

        É triste, eu sei, pode até ter uma minoria honesta, mas o q essa minoria vai fazer para resolver alguma coisa ?! É a mesma coisa quando vc se torna funcionário público e entra para trabalhar junto com aquela corja de molengas, se vc começar a querer mostrar serviço, vc vai ser barrado, a única alternativa é "entrar na dança" ! Sem dizer que não conheço ninguem que queria fazer realmente alguma coisa quando se estuda para concurso público, vc só escuta aqueles comentários do tipo: "Establidiade!", "Aposentadoria gorda !", etc…

  • Waribanan

    Nem conto como é passar o Natal ou Ano Novo embarcado / confinado numa sonda em um lugar onde não pega celular ou internet pra vc falar com a família. E o pior: estudou muito pra isso! huahaua

  • dudupruvinelli

    Cara, onde posso comprar seu livro? Parabéns pelo texto! Muito bem escrito, parecia que eu estava na estrada! Parabéns novamente.

    • GersonBrusco

      Dudu, muito obrigado pelo comentário elogioso! Já registrei roteiro de cinema e textos de ficção mas por enquanto ainda não os publiquei! Aqui no NA já postei quase 100 matérias.No twitter @Gerson Brusco há links para outros textos. Eu quem agradeço seu cumprimento e pensarei com mais carinho em publicar um livro em um futuro próximo! Grande abraço, Feliz Natal! Gerson

  • PEDRO_HAWK

    Isto foi praticamente uma crônica! Muito legal! Que venham mais! Feliz Natal!

  • kikofar

    Sou militar e profissional de saude. A coisa mais comum pra mim é trabalhar no natal e/ou no ano novo. E confesso que gostei demais do relato. Apesar das dificuldades e dos momentos tensos, há tempo e disposição em ajudar, ser solidário e também para, por alguns minutos, parar para confraternizar por "ali mesmo". Parabéns ao autor do belo relato-fictício.

    Acho uma pena que: 1) A PRF esteja defasada de pessoas, viaturas, postos e de gestão. 2) Nem todos os policiais sejam prestativos e honestos. 3) Por conta da constatação 2, a população no geral tem medo, quando deveria ter respeito e reconhecimento.

    • Lukoh

      Eu sou a favor de uma unificação de todas as polícias…. não concordo com esta distinção entre estadual/federal.

      O ideal seria que todos os policiais tivessem um salário bom e igual (carreira)…. independente se militar ou rodoviário.

  • AutoNacional

    Ser Policial Federal ( ou Policial Rodoviário Federal ) pode até ser uma rotina não muito fácil. Porém é prudente afirmar que é uma das funções mais bem pagas. Salario começa em R$ 5.000,00, com o tempo passa desse valor, tem plano de carreira e tudo. São poucas os profissionais que ganham isso, fora a boa imagem que a profissão possui perante a sociedade, um Policial Federal impõe respeito aonde quer que esteja. Melhor que isso só sendo médico…

  • MM_

    Algum tempo atras passei em frente ao posto da PRF, com minha esposa e filho, carro novo, tudo em ordem e atras de mim um moleque em escort com xenão. Obviamente que o parado fui eu. Dito isso, acredito q existam bons policiais, mas a historia – alem de um otimo texto – é bem ficticia.

  • Avantimes

    Infelizmente exitem escândalos, até houve um incluindo os Policiais Rodiviários Federais da Rio-Santos, mas acredito que no geral tanto a PRF como a Polícia Militar Rodoviária de alguns Estados é boa, pois como o texto diz, as vezes há pouco equipamento e leis ridículas, como a de que o bandido deve atirar primeiro e a maioridade penal com 18 anos. Creio que os PR Federais ganhem bem, mas os PMs estaduais não, o que é uma pena, pois na minha opinião, o próprio fato de os policiais e professores serem mal pagos os desmotivam e fazem com que as pessoas os respeitem menos. Basta ver que traficantes e bicheiros são respeitados pois infelizmente boa condição financeira confere respeito e dignidade. O bandido acaba vendo o policial como alguém de sua classe, o que de certa forma desmoraliza o profissional.

  • oliveirajc

    Fiscalização só em final de semana prolongado. E o resto do ano? "Ah, o resto do ano deixa pra lá, vamos fazer uma média agora … "

    Parece aquela bobagem de "revisão de férias". E durante o ano? "Eu deixo quebrar em plena marginal Tietê ( e na faixa esquerda, já que aluguél de faixa esquerda é paixão nacional) e boa…"

    • bbrasil2

      Isso é vdd, a coisa mais babaca é essa revisão de férias, porra, o carro é menos exigido na estrada do que no dia-a-dia !

      É a TV junto com o comércio deixando a população emburrecida, claro para os burros que dão crédito é isso !

  • wasdyn

    Parabéns Gerson, o texto está muito bem escrito. Como já falaram, paracia que eu estava lá na estrada com os policiais. =)
    É uma pena que todos os poiciais não sejam assim. Já fui abordado por alguns que dava vontade de descer do carro e cumprimentar, mas infelizmente já fui abordado por outros que, no momento, nos fazem desacreditar desta instituição.

    Mais uma vez, parabéns e boas festas.

  • O_Corsario

    Este texto mostra pq é um erro termos "fiscais" de trânsito, deveriamos ter apenas policiais de trânsito, com possibilidade de parar, abordar e até mesmo prender infratores, coisa que um CET não pode nem quer fazer.

  • Eddu13

    É foda para nós policiais, eu sou PM de SP. Final do ano é uma zica atrás da outra. :S

  • luta4ever

    Digite o texto aqui![youtube K1Esv2ABvN4 http://www.youtube.com/watch?v=K1Esv2ABvN4 youtube]

    Esse relato me fez lembrar do vídeo acima…

    • net_filho

      Isso é o que dá tentar "MOSTRAR SERVIÇO" a pedido de políticos em apresentações publicas.

  • net_filho

    Muitos aqui estão discutindo se os policiais BONS são MAIORIA ou MINORIA dentro das polícias. O detalhe é que quando você é bem atendido por 100 policiais você não fala nada a ninguém, mas quando é desrespeitado por apenas 1 policial você passa o mês todo falando mal, manda e-mail pra todo mundo e posta no facebook e no twiter. Essa é a diferença! E isso vale pra QUALQUER CATEGORIA!

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