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A vida no banco de trás

A vida no banco de trás

Quando eu era pequeno, uma coisa que nunca ligava era para o meu espaço no carro, ou seja, o espaço no banco de trás, principalmente no meio. Nem quando andava no Fusca do avô, que ele tirou zero km e o vendeu depois de 29 anos.


Realmente acredito que as montadoras não se importam muito com os ocupantes do banco traseiro, principalmente nos carros populares. Além de um entre-eixos curto, temos o alto túnel central, que até hoje não entendo o por quê de ser tão alto, já que não passa nenhum eixo cardan ali.

Logicamente, minha crítica vai para carros de baixo custo, considerando que em sedãs médios, por exemplo, o espaço para as pernas no banco traseiro é bom, porém o preço é exorbitante. Tive muito contato com o Volkswagen Gol G3 e o Chevrolet Corsa, sobretudo com seus bancos traseiros – e posso dizer que sofri, principalmente em viagens longas.

Com a falta de espaço, depois de um longo período sentado, as dores começam a aparecer. Minha vida ficou melhor ao trocar um Corsa por um Golf, e ficou ainda melhor em um 307. Tenho que destacar que o espaço no 307 me deixou bem surpreso. Espero que no seu sucessor, o 308, tenha continuado assim.


Voltando para os carros populares, percebi que a filosofia do pouco espaço traseiro começava a mudar quando conheci o Renault Logan, com seus 2,63m de entre eixos e bom aproveitamento do espaço a favor dos ocupantes. Fiquei ainda mais feliz depois do lançamento do Nissan Versa e do Chevrolet Cobalt, todos com amplo espaço interno.

Destaque maior para o carro japonês, que apesar de ter o menor entre eixos do trio, tem túnel central baixo, colaborando ainda mais com a vida do ocupante do meio. Espero que isso se torne uma tendência para os próximos anos, e que mais montadoras apresentem carros com tamanhos de médios, mas preço de compactos.

Por Cassiano Mafra

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