Mercado

Abeifa: Importados tiveram queda de 44,5%

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Com 15.412 unidades emplacadas entre janeiro e maio, o mercado de carros importados da Abeifa caiu 44,5% em relação ao mesmo período de 2015, quando 27.772 unidades haviam sido vendidas.

No mês de maio, 2.696 unidades foram emplacadas, o que representa queda de 5,6% em comparação com o mês anterior. Já em relação ao mesmo período de 2015, a queda foi de 44,2%, tendo a Abeifa comercializado 4.828 veículos na ocasião.

Para a Abeifa, a imposição do IPI majorado de 30% não se justifica por conta do dólar em R$ 3,60, o que já seria uma barreira para entrada de maior volume de importados. A associação dos importadores, que também reúne três fabricantes, espera que o governo reveja esse tributo, que inclusive é contestado pela OMC.

Com o IPI de 30%, o mercado de importados caiu vertiginosamente desde 2012. De lá para cá, a Abeifa fechou 450 de 848 concessionárias e demitiu 21,5 mil pessoas de um total de 35 mil, quando o mercado absorvia 199 mil veículos dos importadores. A arrecadação caiu de R$ 6,5 bilhões em 2012 para R$ 2,1 bilhões em 2015.





  • Tosca16

    Importados no Brasil só se for veículos de luxo, pois esse mercado mesmo se contrair ainda sim mantém bom lucro; agora infelizmente os demais ficam inviabilizados, e nem sempre fabricar aqui se torna solução para algumas montadoras.

    • Gilberto Silva

      Não concordo, a KIA por exemplo antes da decisão do governo de majorar o IPI, vendia muito bem os seus veículos, e não só ela, outras marcas também seguiam um crescimento com o mercado em alta.

      • Tosca16

        Digo hoje, na conjuntura atual algumas marcas mesmo se fabricassem aqui não teriam sucesso, falando no hoje …

    • Marco Antônio

      É claro, o governo inviabilizou a importação de modelos populares. E somente para proteger o cartelzinho nas “nacionais”.

  • Andre

    Tem mais é que manter os impostos altos mesmo! Pois mesmo que o governo diminua os impostos, as montadoras não repassam para o consumidor de forma integral!

    • Tosca16

      É e não é, se não fosse essa taxação absurda poderíamos hoje ter mais modelos chineses por exemplo no país, tá não é a preferência do público mas a concorrência que tínhamos quando marcas a exemplo da JAC chegaram a ter 1% de mercado era completamente diferente de hoje …

      • Pacheco

        Sim, varios modelos foram atualizados ou tiveram seus pacotes de equipamentos revistos por causa das Chinesas e outros Importados.

        • Marco Antônio

          QQ a 19 mil foi um arrombo na nossa cara. Carros populares e mal feitos custam pouco. AI os uninhos, celtas e gols na casa dos 30 mil. Sem vitrostravas elétricos, mero som mp3, DH e AC.. …. Se os chinas pudessem ter feito o mercado deles eu duvido que não tinha ocorrido uma revolução no mercado dos populares. (não que sejam bons carros, longe disso, mas traria dinamismo a concorrência. e quem não ligasse para marca teria um carro a preços acessíveis.)! Mas o governo preferiu “proteger os empregos” nacionais… dá nisso. Super mobi 35 mil peladu sem ar

          • Pacheco

            Exatamente…

            Nem precisamos falar do QQ, mas o J3 chegando Completo mudou a cara das propagandas. Na época, a Ford saiu correndo para ajustar os preços do Fiesta Rocan e Fiesta Sedan 1.6 para brigar de frente com ele.

            Depois tivemos a J6 chegando com espaço e preço bom, com um design muito melhor do que tinhamos naquele momento.

            Essas montadoras poderia ter ajudado o mercado, mas o Governo estragou.

            • Marco Antônio

              Estragou mesmo. Mas é sempre assim o BRzão. Mercado começa a ir bem, o estado estraga.!

              • Pacheco

                É o que eu falo, só a concorrência externa pode resolver o nosso problema dos automóveis.

        • Tosca16

          Mas quando eu falo isso dizem que eu sou fanboy; por mais que vc nunca tenha um chinês em casa é eles ou nada, a única forma de fazer concorrência de fato é abrindo as importações para tais modelos e marcas e isso é bom ao mercado.

          • Pacheco

            Foi ótimo na época. O J3 deu um tapa no mercado, estava vendendo super bem.
            E foi ele que mexeu com essa questão de garantia. Na época, só os mais Premiun vinham com 3 anos. Atualmente temos veículos com 6 anos de garantia.

            Foi a JAC com 6 anos, a KIA com 5 anos e a Chery com 5 anos que fizeram VW, Fiat, Chevrolet e Ford colocar acima de 3 anos nos carros populares.

    • André

      Enfim uma pessoa que gosta de pagar imposto, ainda mais num pais onde os alto tributos não são revertidos em bons serviços.

      • Tosca16

        Gostar ninguém gosta, à não ser que seja devidamente revertido, o que infelizmente não acontece.

    • ObservadorCWB

      Mas esta sua imagem é bastante limita. você levou em conta apenas as montadoras que aqui já existem. Volte a memória os anos 2008 e 2009. Lembre da entrada, por exemplo, do Azera. Em 2009 pelos 78.800 do V6 coreano vc comprava um Vectra Elite, Corolla ou Civic … ele tirou as teias de aranha do mercado. Ou mesmo ficando nas já instaladas, não há como não citar a chegada do Fusion, que estraçalhou o horrível Vectra III (aquela geringonça que a GM tentou empurrar depois dos Opel-Vectras I e II – excelentes carros para a época diga-se de passagem). O fato é que NÃO HÁ EVOLUÇÃO sem concorrência. Para quem gosta de caros é melhor um mercado aberto do que um cheio de protecionismo. O que ocorre hoje é que estamos produzindo carroças de novo, mas cobrando como se carros fossem. Até o que é “nacionalizado” vem piorado…sendo o caso mais notório o do Golf.

      • th!nk.t4nk

        Em parte é isso mesmo, mas lembre-se de que o Brasil está vivendo uma crise bastante forte. Com as vendas em baixa, os investimentos por parte das montadoras recuam mais ainda. Pode ter certeza de que a maior parte do problema vem daí.

        • Hiboria

          Sim, mas a recessão vem da não realização de nenhuma reforma estruturante tributária e burocrática. O Estado cresceu e assim está sufocando o consumo. Entramos em uma espiral descendente como na década de 80 e 90, por não termos mudado nada em nossa estrutura, somos o mesmo país e “quem faz o mesmo e espera um resultado diferente só pode ser louco”.
          Tivemos sim um arrocho no final da década de 90, fizemos caixa e conseguimos nos livrar das contas externas, porém o projeto ficou pela metade, quando chegou na hora de realizar as reformas o governo preferiu gastar sua poupança em projetos datados que nunca deram certo (da uma olhadinha na história da Venezuela e a bonança do petróleo).
          Não sei o que será da produtividade do país, pois ninguém quer abrir mão de nenhuma “vantagem” de modo que toda nossa estrutura está travada.

          • th!nk.t4nk

            Triste demais isso cara. Tanto potencial no lixo.

    • André

      Os impostos já estavam sendo cobrados, eles aumentaram os impostos para beneficiar as montadoras “nacionais” para que elas ficassem protegidas e pudessem ter cada vez mais lucro. Me lembro que antes do IPI majorado, um kia cerato de entrada custava R$49.900,00 e um gol completo custava R$50.990,00, se vc for o consumidor, nem dá pra comparar, por esta questão o governo entra com esta ação de redução de IPI para nacionais e aumento de IPI para importados, o cerato passa a custar R$64.490,00 e o gol com redução de IPI passa a custar R$54.290,00, ou seja em vez de reduzir os preços dos nacionais eles aumentaram. Eu torço para voltar o IPI dos importados como era antes, pois com a livre concorrência quem sai ganhando somos nós os consumidores.

      • Marco Antônio

        Mas a lavagem cerebral coletivista já está feita. Foram todos adestrados no Brasil a pensar que o governo tem que regular as relações de trabalho, dar um destino “social” ao lucro das empresas, regular o que pode ou não ser vendido, o que pode ou não ser feito. Tem que educar as crianças, dar saúde e aposentadoria aos idosos e por ai vai. Na mentalidade de esmagadora parcela da população o Estado é bom. Ruim são os políticos. (como se houvesse um sem o outro.)

        • jonases

          É a cultura socialista dos brasileiros perpetuando sua miséria. Os políticos não tem culpa, realmente representam a vontade da massa, e são eleitos de 2 em 2 anos.
          Brasileiro gosta mesmo é de Estado, pra cuidar dele. Tipo venezuelano.

          • Marco Antônio

            Quero ver onde essa novela vai dar!

    • lucas

      putsss, zoeira né????

  • Guilherme Eduardo

    Uma ajuda pode ser a revisão da cota de isenção dos veículos do méxico. O governo acha alguma coisa para vender a mais para eles e em contrapartida eleva a cota de 4.800/ano para 10.000/ano, por exemplo. Não resolve o problema, mas já é alguma coisa. Acredito que ou o preço de alguns seriam mais em conta ou teríamos mais opções.

    • ObservadorCWB

      E porque a fixação com o México ? Cara, temos um MUNDO de opções. Há veículos europeus hoje que estão anos luz a frente dos nossos. Dia desses num canal qualquer vi o interior de um SEAT, que era para ser básico, só a central MM original já deixaria 90% dos brasileiros babando. Fora tipos de motorização, injeção direta etc etc etc

      • th!nk.t4nk

        Sim, mas daí mata a indústria automotiva nacional de vez. É o segundo maior empregador no Brasil (o primeiro é a construçao civil). A Australia pôde se dar ao luxo de matar suas montadoras porque é um país focado na produçao de outras tecnologias. O Brasil nao tem nada. Vai virar uma plantaçao gigante de bananas, milho e soja.

        • Marco Antônio

          Que mata o que! Sabe o que mata a indústria? Se ineficiente e não poder exportar o que produz. Não estamos integrados ao mercado global. Produzir modelos globais aqui é caro e ineficiente. Isso se chama CUSTO brasil. Se o país não fosse tão hostil ao capitalismo e seus investimentos eramos nós a produzir automóveis para exportações como é o México. Custo de insumos, impostos, leis trabalhistas, ambientais, burocracia, e tudo isso que é responsável. Porque o brasil não consegue competir em um cenário de abertura? Porque é CARO, INEFICIENTE E BUROCRÁTICO. É por essas e mais uma que todo dia tem um lançamento ou outro para a “America latina”, Modelos low cost de marcas secundárias e etc. Mobi, Kiwi, (linha toda da DACIA), 308 e 408 Mercosul, gol, palio, onix, spin, siena, voyage, hb20, uno, e etc.

          • CignusRJ

            Uma das poucas pessoas lúcidas.

            • Marco Antônio

              As vezes me sinto como um doido nesse país!

        • ObservadorCWB

          Assim como matou Embraer ? pelo que me parece a Embraer é um sucesso sem proteção. Enquanto a Petrobrás com monopólio vc já viu. O que MATA no Brasil é somente o ESTADO. Mata nos impostos, na corrupção, na impunidade. Não veria nenhum problema em ser uma gigantesca plantação, desde que os produtos fossem manufaturados. O problema NÃO é plantar soja…o problema é exportá-la em grãos, e o mesmo com a banana, com os minérios. A economia é “viva” e auto-ajustável, é justamente no intervencionismo que se iniciam os problemas. Volte a época que eu citei (entrada do Fusion e Azera no mercado). Não por coincidência, foi o início da implementação de tecnologias contemporâneas nos concorrentes. Já fomos o quarto mercado automobilístico mundial, pagamos o que ninguém no planeta paga por carro medíocres….as empresas sabem do potencial do brasil, mais do que os próprios brasileiros sabem.

          • Marco Antônio

            Os brasileiros estão mais preocupados com a justiça social. Somos uma nação tão medíocre e culturalmente falida que a maioria se apega a um imaginário éticomoral do que deve ser a sociedade na inútil tentativa de se sentirem menos constrangidos pela própria miséria de espírito (sem conotação religiosa, espirito como personalidade). Nessa vã tentativa as ideias que promovem um moral superior, onde o simples fato de aceitar suas idéias o torna menos insensível e miserável espiritualmente, tem lugar predominante. Fale hoje em privatizar um estatal, tirar encargos trabalhistas, impostos sobre a renda… você será trucidado pela opinião benévola de que só a presença do estado em nossas vidas é, em menor ou maior grau, aceitável. A miséria cultural e civilizacional nesse país é escarrado, nítido, gritante. Dá nisso tudo. A aceitação do totalitarismo em nome da “democracia” e da “justiça social”, e o pior, as pessoas se sentem bem e fazem propaganda da superioridade moral que é defender essas causas. Miséria.

            • ObservadorCWB

              Clap…clap…clap… pensei que estava isolado no meu pensamento.

            • jonases

              Isso, vc não está sozinho. Mas somos muito minoria. Brasileiro médio quer governo. Muito governo. E uma teta, bolsa, ou regulamentação paternalista, se possível.

              • Marco Antônio

                Quanto mais melhor. Quanto mais ineficiente mais eles terão a “quem culpar'”

        • jonases

          Que mate então essa porcaria de indústria que não compete com o mundo. Já encheu viver numa bolha, isolado do planeta.

  • Debraido

    Temos que analisar também que alguns importadores importantes passaram a fabricar no Brasil, como BMW, AUDI e MB. Sendo que, obviamente, seus carros de maior volume de venda, e anteriormente de importação, estão sendo montados aqui. Isso ajuda muito na queda nos números das importações.

    • th!nk.t4nk

      Bom pro país, que recebeu unidades dessas montadoras e fica menos dependente de importaçao. Quem ama carros vai criticar pela limitaçao nas opçoes, mas de forma racional nesse aspecto o governo acertou sim.

      • Bugrezilla

        Bom pra meia dúzia de funcionários, e ruim pra todo o resto, pois agora ficaremos eternamente com veículos defasados e desatualizados em relação ao resto do mundo. E de que adianta ficar menos dependente de importação se o preço ficou até mais caro que o importado?

      • Debraido

        Já eu, sou totalmente contra o InovarAuto. Só ajudou a fechar ainda mais o mercado e minar a livre concorrência. Os poucos empregos gerados não fazem sentido perto dos empregos perdidos devido a queda das vendas, que não se deve somente a crise. O fechamento do mercado e falta de concorrência foram fatores decisivos na subida dos preços, que ajudou muito nos números que temos hoje.

        • ObservadorCWB

          Também sou contra……protecionismo bobo…daqui a pouco voltam a Prológica e a Itautec…rsrss

          • Marco Antônio

            kkkkkkkkkk gostei!

      • Marco Antônio

        Discordo veementemente que isso tenha sido bom para o país. Isso só nos afasta cada vez mais dos mercados globais, encarece os produtos, e não mantém emprego coisíssima nenhuma.

    • Franco da Silva

      Ia comentar isso. Alguns dos modelos importados mais vendidos agora são fabricados aqui. Com certeza altera o número de importações!

    • ObservadorCWB

      E a VW que capou o Golf ???? Bom também ? Tudo na vida tem prós e contras….

      • Debraido

        Não acho bom. Te convido a ler minha opinião sobre o Inovar-Auto no comentário acima.

  • Bruno Brasil

    Claro que justifica, como a GM vai vender as carroças delas no mercado ???

  • Marco Antônio

    Uma demonstração prática que o Inovar auto foi puramente mercadológico-protecionista.

  • afonso200

    ou seja, deixou de arrecar imposto inclusive, kkkkk mas o que importa é o petrolão, o resto ninguem cmenta mais

  • fschulz84

    E depois ainda ouço falar que nosso mercado não é protecionista com o cartelzão da ANFAVEA

  • Tiago

    Ja devia ter caído esse IPI.



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