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Advocacia-Geral da União responderá questão sobre fiscalização de velocidade média

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A polêmica está aí. É legal ou não a fiscalização de velocidade média? Essa questão já vem se arrastando há alguns anos, desde que um novo sistema de fiscalização eletrônica permitiu a cobrança diferenciada de pedágio em algumas estradas paulistas. Na ocasião, a tecnologia possibilitava também a medição do tempo percorrido por um veículo entre os dois pontos de medição, o que possibilitava ao sistema saber a velocidade média do automóvel naquele trecho.



Sem base no CTB, a fiscalização de velocidade média chegou a ser vislumbrada pelo governo paulista e anos depois, a cidade de Curitiba implantou um sistema para medir a média entre dois pontos, mas sem multar. Agora, a prefeitura de São Paulo anunciou que irá fiscalizar a velocidade média nas vias da metrópole e irá comunicar os condutores que percorrerem os trechos fiscalizados quando estes ultrapassarem o limite da via.

A prefeitura não pode multar, pois o Código de Trânsito Brasileiro prevê fiscalização de velocidade apenas no local, diferentemente da tecnologia que permite medir a velocidade média, que utiliza dois radares nos extremos do trecho fiscalizado para realizar a medição. Como não há base legal para multar quem acelera entre os radares, a CET-SP apenas irá notificar os “infratores” sem aplicação de multa. Diante da polêmica, o Denatran quer evitar que o assunto vire uma bola de neve e por conta disso, encaminhou um parecer jurídico à consultoria da Advocacia-Geral da União (AGU).

A instância, que está subordinada ao Ministério das Cidades, deverá responder se a aplicação de multa é legal ou não em caso de fiscalização de velocidade média. Nesse caso, o AGU terá de dar um parecer sobre o caso. O que o Denatran quer é que a questão seja resolvida e por isso quer saber se a autuação pode ser imposta com base legal, utilizando-se para isso uma nova resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), que aprovaria a aplicação de multa.

Isso só ocorrerá se o AGU responder que é legal em termos jurídicos. Se não for juridicamente possível, então a proposta terá de virar um projeto de lei e passar por todas as comissões parlamentares para então ir ao plenário da Câmara. Lá, se aprovado, irá para sanção presidencial e vira lei. Fora do Brasil, países como Portugal e Reino Unido já instituíram a fiscalização de velocidade entre dois pontos, a fim de medir a média de velocidade. Se um carro passa abaixo do tempo mínimo necessário para percorrer o trecho na velocidade limite, então este é multado, pois o condutor ultrapassou o limite da via entre os dois radares.

[Fonte: Diário do Transporte]

  • afonso200

    vao gastar uma amazonia de papel pra “notificar” os motoristas

    • leandro

      E uma China de eletrônicos, pois se eu tiver oportunidade faço questão de “atrapalhar o desempenho” desses radares

      • Edson Fernandes

        Facil, vc entra numa via com radar e antes de atingir o outro ponto, vc sai e volta para a via. Como irão fazer esse calculo? Vão identificar só no outro radar a diferença? Como irão fazer? Não tem como funcionar para todos.

        • leandro

          Sabe de nada inocente… Vão fazer a média em trechos curtos, 2 ou 5 km… Justamente pra não dar brecha pro que você propôs, ou então fazer a viagem parando mais que procissão de semana santa

          • Edson Fernandes

            Nossa então eu irei tomar multa segundo o waze…rs

            Porque tem ruas em que não tem placa perto de onde moro e sempre o waze identifica como 30km/h. Nessas ruas, não vejo ninguem andando a menos de 40km/h (ainda que seja residencial, é uma via que tem movimento e não é muito estreita).

            Então eu tomaria multa nessas condições. Agora, do restante, dificilmente já que sequer o transito permite andar no limite da via…

  • tjbuenf

    Lembrete:

    Vm = ΔS / Δt

  • vicegag

    Eu disse lá atrás, que esta história de somente notificação, era só a serpente armando o bote.

    • Renato Duarte

      Tudo aqui no brasil começa assim,,, com idéias no papel ….

      • Raul Pereira

        Exceto investimento público e correto funcionamento da administração (pública e das empresas também), aí fica só no papel mesmo

    • Raul Pereira

      total

    • Ⓜ️arcelo

      Lógico, pois sempre quando um novo sistema envolve custos, é o cidadão que paga a conta.

  • Uranium

    Pronto, agora basta essa decisão sair e vão colocar tudo quanto é rua e avenida a 30 km/h e radar de Vmédia pra tudo quanto é lado nesse país…
    Daqui a pouco aparecem os patrulheiros nos comentários falando que é só respeitar a lei, que quem corre é bandido, hipócrita, machista, racista, masoquista e taxista. Mas e quando a lei é imoral? Feita pra tomar seu dinheiro? Como por exemplo colocar uma avenida projetada para 70 km/h, pra andar a 40, 50 sem mais nem menos, e espalhar radares? Vocês vão lá e entubam só porque é lei? Se tortura deixar de ser crime amanhã, vai automaticamente passar a ser certo? A lei define certo e errado, ou apenas legal e ilegal? Quem é contra uma lei covarde e imoral, está errado?

    • Henrique Bittancourt Gouveia

      Calma! Não adianta se revoltar. Fica tudo pior assim!

    • lheu

      A única intenção do governo é arrecadar.

      • leandro

        Arrecadar e partir o lucro com o cupinxa dono dos radares que depois volta como caixa 2 para campanha política…
        Enquanto isso na bananalandia todo mundo continua bebendo e dirigindo, falando ao celular, parando em fila dupla, fechando cruzamento, conversão proibida… E ninguém vê

    • Roberto

      Mas o CERTO é, caso você considere um trecho com velocidade incorreta, cobrar da autoridade competente que o ajuste seja feito.
      Concordo com você que na maioria dos casos a velocidade é absurdamente baixa, mas há muitos casos onde o respeito a velocidade regulamentada reduz os acidentes graves a quase 0.
      Viajo quinzenalmente por uma rodovia onde quase todo dia caminhões tombavam ou batiam ao invadir parte da pista contrária por não conseguir fazer a curva, que são muito fechadas.
      Quando colocaram radar de 60km/h na entrada das curvas, praticamente acabaram os acidentes do tipo.

      • Uranium

        “Mas o CERTO é, caso você considere um trecho com velocidade incorreta, cobrar da autoridade competente que o ajuste seja feito”

        Concordo. E qual o certo por parte do poder público? Ouvir a cobrança e realizar estudos técnicos para saber se é viável/necessário/compatível realizar redução da velocidade naquele trecho.

        É feito isso? Ou a realidade é como em SP, onde os dois últimos prefeitos alteraram o trânsito utilizando apenas uma caneta?

      • José Barbosa

        Mas aí você está sendo incoerente, posto que os radares, de fato, deveriam ficar nos pontos em que qualquer excesso de velocidade represente real perigo.
        Radar em curva perigosa, bem sinalizado, é muito bem vindo.

        • Roberto

          mas com a média, você pode pegar um trecho com dezenas de curvas e usar apenas 2 radares. Se for colocar um em cada curva, vai ficar bem mais caro..

          • José Barbosa

            Muito pelo contrário.
            Se você limitar a dois pontos, muitos caminhoneiros poderiam descer a lenha, fariam uma parada ou saída no meio do caminho e todos estariam em risco.
            Além disto, eles poderiam continuamente estar acima da velocidade, ao passo que um radar em cada curva seriam várias as notificações.
            Fora que raramente há duas curvas muito perigosas tão próximas. E se o projeto foi mal feito, e há, que cada curva seja aferida individualmente.

    • Ralf

      Mas viver em sociedade é isso. Se, diante de uma lei, ou proposta dela, a maioria dos cidadãos se posicionar contra, e demonstrar suas posições aos seus representantes políticos, ela será revista, modificada ou cancelada. No entanto, se esta mesma lei for para a segurança da sociedade (e for comprovado isso), mesmo que os cidadãos sejam contrários, esta deve permanecer ativa até ampla discussão dos seus benefícios aos seus beneficiários.
      Quem dirige em SP convive diariamente com inúmeros motoristas ultrapassando, em muito, os limites das vias, e freando bruscamente próximo aos radares.

      • “Ampla discussão”, no entender dos que influenciam na tomada de decisões, significa fingir que ouve os incomodados e depois vir com um papo enrolador que, na prática, significa dizer que nada vai mudar porque “o certo” é isso.

      • Thales Sobral

        HAHAHAHAHA

      • Uranium

        Se for naquelas avenidas que sempre foram 60 ou 70 km/h e passaram pra 50 numa canetada, com imediata colocação de vários radares, tem mais é que acelerar até os 70 e freiar só no radar mesmo… O problema é o limite imposto, não o motorista (neste caso).

        No mais, você sabe muito bem que essa história de “democracia” no Brasil não existe. Faça um abaixo-assinado de interesse comum, entre na justiça contra o estado por negligência em alguma situação, etc; e depois me fala se adiantou alguma coisa…

      • José Barbosa

        ah, claro! vou lá na câmara, em Brasília, e encontrar uma verdadeira amostra do Brasil, muito bem representado.

    • Renato Duarte

      É pra ficar fácil a arrecadação,, assim irão transformar em OBRIGAÇÃO a instalação de chips rastreáveis nos carros pra que seja feita o monitoramento do seu trajeto e,, através de aplicativos de gps saber quanto tempo gastou pra chegar no trabalho e com isso saber se dá ou não pra te multar.

    • mpey

      amigo, é só respeitar a lei.

      • Uranium

        Se era pra ser engraçado, falhou :(

  • Zé Mundico

    Tirando a coisa ao pé da letra, é possível que isso passe, pois uniformizará a velocidade nas vias. E com todo mundo andando igual a tendência é diminuir acidentes.
    Já pensou todo mundo andando igualzinho, do popular 1.0 ao carrão 2.0 turbo?

    • zekinha71

      Mas SP já é assim, todo mundo a 50, e onde é 70 não vale a pena tentar ir nessa velocidade, exemplo o fim da Imigrantes lá é 70 mas tem cada cratera que se pegar a 70, periga o carro capotar, uma moto então é cair no buraco e ir pro buraco do cemitério.

      • Igor Pricandi

        O trecho de 70 da imigrantes é sob responsabilidade da prefeitura e é curto. Tem sonorizador de solo e tudo o mais para alertar do radar na ponte. Cai de 110 ecovias, para 90 e 70 na adm da prefeitura. Enquanto está sob adm da ecovias o asfalto é muito bom.
        Lembrando que o limite real de velocidade é:
        Abaixo de 100: Velocidade limite + 7km. (onde a máxima é de 50, só pode multar acima de 57km)
        Acima de 100: Velocidade limite + 7%. (onde a máxima é de 120, só pode multar acima de 128,4km).
        Para quem mudou a roda e o pneu original e o aro ficou maior o velocímetro irá marcar menos que a real.
        O efeito oposto, se o pneu original estiver com pressão muito baixa nas rodas de tração irá marcar mais que a real.
        Quanto ao assunto média, sem entrar no mérito da máfia é que é isso, acho ótimo que calculem pela média.
        A velocidade hoje só pode ser medida no ponto do radar.
        Mas ela vale em todos os trechos. Portanto, não há nada de errado em multar pela média. O cálculo apenas demonstrará que o motorista respeita o limite apenas no ponto de radar e desrespeita nos intervalos.
        Será um bom exercício. Os pilotos de rua terão que ter ao seu lado um co-piloto, como nos ralis de regularidade.
        Repito: A velocidade só pode ser medida no ponto do radar, mas vale para todo o trecho.
        Achar que a média é errada é o mesmo princípio do ladrão. Só não pode assaltar e roubar na porta da delegacia ou posto policial. Nos outros lugares pode.
        Não pode bater na mulher em público, mas dentro de casa pode.
        E por ai vai.

    • Louis

      Não anda, sempre tem aquele sujeito “marcha lenta” atrapalhando o trânsito. Lerdo, roda presa, lesma, folgado, chame como quiser.

    • vicegag

      Então para quê diminuir os acidentes, vamos acabar com eles, basta colocar 0Km/h e pronto, só haveria acidente quando os pedestres batessem nos carros parados.
      Prioridades como semáforos que aguentem chuva sem quebrar, e pavimentação sem crateras, nunca estão na ordem do dia.
      Tudo envolve algum risco, quem não quer de jeito nenhum correr riscos no trânsito, não saia de casa.

      • joao vicente da costa

        “só haveria acidente quando os pedestres batessem nos carros parados”

        Hahahahahahaha… boa, boa!

    • Silvio Vasques

      A idéia é essa mesmo! Com a velocidade máxima determinada, TODOS tem de andar na mesma velocidade…. ou menos!

  • kirig

    Estado fascista, oprime o cidadão, afaga o ladrão!
    Leis novas restrições novas. As restrições ao cidadão comum, pagador de impostos, aumentam gradativamente. Parece que o que se deseja é tornar nossa vida bem insuportável, aí o governante deita e rola, já que arrumou um monte para a cabeça dos seus críticos.
    Não me lembro de leis que aumentem penas de criminosos, em especial menores de idade.
    Políticos corruptos raramente vão para a cadeia.
    Permitir porte de arma, já que a polícia não tem como nos proteger.
    Agora para o cidadão comum………………..
    Respeitar leis, é até tranquilo, mas quando as mesmas só atingem os honestos, não dá!

    • Louis

      Quanto a questão dos direitos dos bandidos, já cansei, nenhum legislador quer saber de mudar nada. Resta só torcer para que familiares destes legisladores sejam vítimas da violência, principalmente da Maria do G.duro Rosário e sua laia.

  • zekinha71

    Vão ser raros os lugares onde vão conseguir multar pela velocidade média, é um festival de buracos, lombadas, sarjetões, farois, que só sendo muito sem noção pra conseguir correr e levar uma multa dessas, fora os intermináveis congestionamentos.

    • Thales Sobral

      Calma, o próximo passo vai ser falarem “mas 60 é a velocidade MÁXIMA, a média deve ser menor…”, e colocarem máxima de 60, média de 40.

    • José Barbosa

      nem tanto… depois de pegar um trecho assim, vão fazer um trecho propositalmente tapete, que poderia ser de 80 ou 100 km/h, mas vão sinalizar 50 ou 60 e arrecadar aos montes.

    • Edson Fernandes

      Acredite… o que tem de gente que senta o pé em cima de buraco em SP não tá de brincadeira viu.

      Eu fico assustado de ver como as pessoas são em relação a buracos. Passam por cima como se fosse obrigação do carro sobreviver sem reclamar disso.

  • Popdogue

    No Canada tb eles multam pela velocidade media, é normal nas estradas encontrarmos carros parados no acostamento esperando dar o tempo certo para passar no próximo radar.

    • Luis LC

      Par num posto, toma um café….

    • Alexandre Viotto

      E isto é uma prova de que o sujeito pode ter passado no radar na velocidade permitida, acelerado, extrapolando o limite de velocidade e depois reduzido ou até mesmo parando no acostamento. Isto não configura a infração ou a irregularidade, chamem como quiser? Ou seja, o que quero dizer é que este sistema de médias não previne o excesso, portanto é ineficaz! Visa somente a arrecadação, na minha opinião!

      • Dario Lemos

        “…este sistema de médias não previne o excesso, portanto é ineficaz!”. “Visa somente a arrecadação…”. Concordo com você.

    • José Barbosa

      Ou o contrário: você deu uma paradinha, pode “tirar o atraso”.

  • Luís Theodoro Oliveira Camargo

    Vai virar rali de regularidade, como o amigo falou ai no comentário, vai ter nego parando no acostamento, isso sem contar que vai ter nego andando a menos da metade da velocidade na via, a propósito isso eles também vão multar, pois é lei ” infração média trafegar abaixo da metade do limite estabelecido para cada via, obstruindo o fluxo. Ou seja, se o máximo permitido é 100 km/h, deve-se viajar a pelo menos 50 km/h.” Isso eu queria ver.

    • MMM

      So um adendo, a regra de velocidade minima não é valida para a pista da direita.

      • José Barbosa

        O fato de poder andar abaixo da mínima na direita não faz o menor sentido. Mostra bem o monstrengo que é nosso código de trânsito.
        As únicas justificativas para andar abaixo da mínima seriam algum evento meteorológico ou emergência, ou manobra para entrar/sair da via. Mas pegaram um atalho para não ter que cancelar um monte de multas que o radar nem pega.

        • MMM

          Não acho. A pessoa pode estar com um problema no carro, caminhoes de carga, etc. alem disso tem as entradas e saidas.

          • José Barbosa

            Este argumento não faz o menor sentido. Problemas de carro não autorizam cometer infrações. Ou um velocímetro estragado autorizaria alguém a ultrapassar o limite? Fora isto, não explica o fato de NINGUÉM ser autuado por isto. ESPECIALMENTE os veículos de carga, que se entopem de mercadoria e aí sacrificam o veículo, a via pública, e ainda colocam os demais usuários em risco.

            • MMM

              Claro que problemas no carro não autorizam a cometer uma infracao, EXATAMENTE por isso não é uma infracao. E outra, uma estrada de 120km/h que possui uma saida que a velocidade é 40km/h. A pessoa reduz para 50km/h antes da saida e comete uma infracao. Pista da direita serve pra isso.

              • José Barbosa

                120??? Aí estamos falando de tapetes paulistas em que há pistas de desaceleração.
                Mas tudo bem, queria pelo menos ver um radar só na faixa de esquerda no topo de serras, onde se o limite para eles é 80, é muito comum um caminhão que está a 15 km/h ser ultrapassado por outro a 17 km/h que muitas vezes não tem certeza sequer se conseguirá ultrapassar a tartaruga da frente, colocando todos os demais motoristas em risco.

                • MMM

                  Aí eu concordo plenamente com vc. Esse caminhao não poderia ultrapassar, muito menos nessa velocidade.

  • CanalhaRS

    Não precisamos nem esperar pela tal resposta da AGU.
    No Brasil, tudo que pode ser usado para arrancar dinheiro ou lesar o contribuinte é aprovado, facinho, facinho…
    Queria ver a AGU dar parecer contrário a cobrança de IPVA, que se trata de um clássico caso de bi-tributação.

    • Thiago

      Por que bi – tributação?

      • CanalhaRS

        Impostos só podem incidir sobre renda, patrimônio ou consumo. Os veículos são tributados pelo ICMS e pelo IPI porque são bens de consumo, classificados como mercadorias (pelo ICMS) e produtos industrializados (pelo IPI).
        Sendo tributados como bens de consumo (ainda que duráveis), eles não poderiam sofrer tributação do IPVA como se fossem patrimônio, pois um objeto de tributação ou é bem de consumo ou não.
        Isso sem falar dos pedágios que pagamos, o que torna o IPVA bi-tributação também.

        • Thiago

          Bem, o que você argumenta não se encaixaria em bi-tributação. Talvez em bis in idem (são conceitos distintos), mas a meu ver nem nisso: são fatos jurídicos diferentes (ser produzido industrialmente ou ter circulado x ser proprietário de veículo automotor). Não há vedação constitucional para se tributar a propriedade de um bem apenas por ele sido objeto de tributação por ter sido produzido industrialmente – IPI – ou por ter circulado – ICMS. De onde você tirou que pelo fato do “consumo” ter sido tributado não se poderia tributar a propriedade a posteriori? A legislação não veda isso.
          Quanto ao pedágio, não tem nada a ver com imposto. IPVA, sendo imposto, não precisa ter um níquel gasto em estradas, já que não há destinação específica.
          Não estou, DE MODO ALGUM, defendendo nosso escorchante modelo tributário. Só queria entender qual era o seu raciocínio para afirmar que a cobrança de IPVA era um caso clássico de bi-tributação (que é, a grosso modo, quando dois entes federativos tributam o mesmo fato gerador).

  • Robson

    Já vi a noticia hoje. Em São Paulo em menos de 1 semana da implantação (se não me engano em 5 vias só), mais de 53.000 motoristas foram flagrados por esse novo modo de fiscalização, dá média de mais de 9 mil POR DIA!!! Imagina se não vão crescer o olho nessa nova possibilidade de arrecadação…

  • Mabdia

    Pessoalmente gostei da ideia. Muitos acidentes serão evitados com ela.

    Mas do meu ponto de vista, há coisas bem mais importantes a serem feitas.

    1 – Acho o cúmulo o sistema de multas do Brasil. Para um assalariado, uma multa de 192 reais faz falta, mas para quem tem dinheiro, não faz. Se a multa tem o caráter pedagógico, ela deve trazer o mesmo peso ao rico e ao pobre. Em minha opinião a multa deveria ser uma porcentagem da renda líquida que uma pessoa tem no mês. Se for um carro de uma empresa a mesma renda líquida. Assim as pessoas respeitaram mais.

    2 -O valor das multas tinha que ir para a CNH, não para o veículo, quem não paga, perde o direito de dirigir até ser pago. Tem gente que as vezes toma duas vezes o valor do carro em multas e depois os vende para pessoas roda tem em sítios e cidades pequenas.

    • Thales Sobral

      Eu tenho uma idéia genial pra acabar com acidentes de carros. Só é proibir tráfego de veículos nas vias públicas.

      • Mabdia

        Pode ajudar bastante. Mas vai dar muito mais trabalho. É melhor dar um jeito de diminuir as velocidades dentro de centros urbanos. Não é todo mundo que é um “Transporter”.

    • José Barbosa

      Isto é o que defendo há tempos, mas tem gente que diz que não há indústria de multas.

      192 reais é um rombo numa família assalariada. Nem faz cócegas num sertanejo que tira até mais de mil vezes disto num único show de duas horas.

      O trabalhador perde a carteira, o carro, e tem que ficar na reciclagem. O rico abre cnpj em nome de laranja e vai levando multa com o carro até, se der MUITO azar, ser apreendido numa blitze.

      Multas devem ser vinculadas à renda ou ao valor do carro, o que for maior, numa proporção que for determinada. De forma que se você ganha um milhão por mês e tem um carrinho de 20 mil, mas “apronta”, vai ser pesado quanto o bolso. Já o que tem renda informal e oculta patrimônio, mas anda de carro milionário ganhando 3 mil por mês, vai ser vinculado à presunção de riqueza.

      Outra coisa: o Estado deveria criar uma “lista negra” dos automóveis e tornar a vida do proprietário um caos. Barrar o carro irregular em pedágios, postos de gasolina ou mesmo estacionamentos particulares. Entretanto, aí vai mexer com o interesse dos poderosos.

      • Mabdia

        A vinculação do auto, além da renda, seria bom também.

  • Fanjos

    Esse pessoal não tem louça para lavar não?
    – As ruas, avenidas, estradas, etc, já estão todas perfeitas, ampliadas e recapeadas com asfalto de boa qualidade?
    – As sinalizações já estão todas bem colocadas e visíveis?
    – Os semáforos estão todos funcionando perfeitamente sem desligar na primeira gota de água que cair sobre eles?
    – A engenharia de transito já resolveu todos os problemas das avenidas e ruas mal feitas e apertadas, ampliou as calçadas para pelo menos 5 metros em todos os lugares?
    – Já estão investindo nas escolas aulas de educação de transito para as crianças desde pequenas para aprenderem a como se comportar pelas ruas?

    Sim??Não??

    Se Não então vão para a P.Q.P.!!!!! Bando de vermes sem prioridade, só causam cada vez mais problemas e nenhuma solução, acha mesmo que estão preocupados com a segurança de alguém?Que estão preocupados se vão diminuir mortes ou acidentes?Estão é preocupados em arrecadar/esmolar/esfolar isso sim, o Estado HuEzeiro é um mendigo craquento, adianta dar mais craque para um viciado para resolver o problema? Porque é exatamente isso que querem fazer, dar mais droga para viciado.

    HuEzil nunca vai ser nada mesmo.

    • Raul Pereira

      Discordo: eles tem prioridade, e é arrecadar dinheiro XD. Por isso não resolvem nenhum desses problemas que você falou, que inclusive melhorariam absurdamente a vida no trânsito e consequentemente reduziriam as infrações (só ver exemplos como Holanda e tal), mesmo com o povo de cabeça atrasada e cultura quase inexistente que temos aqui. Ao invés disso, é dar multa, que gera dinheiro para ser desviado.

  • duhehe

    Havendo uma tolerância de 10 a 20%, na velocidade media, acho que seria benéfico nas rodovias, já que as distancias são maiores, e evitaria esse pessoal que anda a 200km/h.
    Dentro da cidade só vai atrapalhar.

  • Filipo

    Para arrecadar, utilizam-se das melhores tecnologias, mas as estradas esburacadas, em má condições e mal sinalizadas, eles nunca resolvem. Isso é o Brasil! Gasolina ruim, estradas ruins, sinalização precária, mas para arrecadar é 100% eficiente.

  • Zé Mundico

    Bem, lá na Europa isso já existe para todos os caminhões, seja particular ou de transportadora. Lá todo caminhoneiro é obrigado a ter um aparelho eletrônico ligado no veículo que vai marcando a carga horária do motorista, saídas, chegadas, paradas para descanso, localização GPS e velocidade desenvolvida.
    Além disso , o aparelho registra a velocidade média desenvolvida durante qualquer trajeto desejado e o agente policial pode acessar todos os dados, incluindo aí a velocidade média total.
    Como lá a velocidade máxima de caminhão é 90 km/h, basta o policial acessar os dados para saber a velocidade média. Se verificar que num dado momento (pode ter sido até na semana passada) o motorista trafegou a 95 km/h, sapeca a multa sem compaixão.
    E o melhor é que isso vale para toda a Europa. Assim, um policial da Itália poderá multar o motorista mesmo que ele tenha desenvolvido velocidade irregular lá em Portugal, por exemplo.
    E se o bonitão achar de desligar o aparelho ou fizer uma gambiarra “ixperta”, leva uma multa mais pesada que o caminhão e pode até perder a licença e o emprego.

  • Luis Carlos K.

    É importante salientar que a velocidade média é sempre abaixo da velocidade digamos instantânea marcada no velocímetro. Durante um trajeto existem vários pontos onde a velocidade precisa ser reduzida e isso impacta diretamente na velocidade média final. Carros com computador de bordo tem essa informação mais precisa, geralmente trafegando em uma via de 100 km/h, a velocidade média fica na casa dos 80~85 km/h. Só numa situação hipotética com uma estrada plana, sem curvas e sem nenhum congestionamento para se ter a velocidade média igual à velocidade máxima permitida. Portanto quem for multado será mesmo quem extrapolar muito a velocidade máxima.

    • Thales Sobral

      Não necessariamente, depende de onde forem colocados os pontos de medição. Será muito fácil colocar esses pontos em áreas desertas, onde andar mais rápido não teria tantos riscos. Mas a multa, ahh, essa vai vir.

    • José Barbosa

      você tá considerando os SEUS dois pontos, que não são os dois pontos dos radares.

      certeza que naquela ladeirona braba, reta e sem trânsito é que vão medir a velocidade. Aliás, sem saber como é, imagino que seja este o perfil da avenida citada no exemplo paulistano.

  • Raul Pereira

    Antes de mais nada eu respeito os limites de velocidade. Mas essa história de velocidade média é o começo do absurdo. Todoss sabemos que ‘notificação’ daqui a um ano vai virar multa gravíssima pra arrecadar dinheiro e tudo.
    Mas juridicamente falando é um absurdo, primeiro porque não é uma prova concreta, é uma suposição, até porque matematicamente a média é um número extrapolado, não real, mesmo considerando que média nunca vai ser maior que o número máximo, que não deveria passar do limite estabelecido, ainda não é um dado concreto para se punir alguém.
    Segundo: isso só leva à mais questões éticas, como usar o gps do carro e o chip de rastreamento para medir seu trajeto, o tempo, e com base nisso te punir, que além de invasão de privacidade é deixar o estado com poder quase ilimitado sobre sua rotina, que vai contra a primeira geração dos direitos fundamentais (liberdade, limitar poder do Estado fazer tudo e não ser punido)

    • Zé Mundico

      Não é bem assim. Matematicamente falando, a média de velocidade em determinado trecho pode ser extrapolada, bastando você ultrapassar determinada velocidade durante determinado espaço de tempo, isso é, se você exceder a velocidade-limite naquele dado trecho.
      Quanto a parte jurídica da coisa, não sou advogado, mas já existem decisões de tribunais que não reconhecem “privacidade” em via pública.

      • Raul Pereira

        Ah, sim. Quando disse velocidade máxima na média, seria a velocidade máxima que o cara andou, não o limite da via, por isso a média até seria viável, mas mesmo assim, como você mesmo disse, é uma extrapolação e não um valor ‘real’ para se punir alguém.
        Essas decisões já vi algumas e depende muito de cada caso, em alguns realmente não há privacidade. Mas já imaginou o estado sabendo e mantendo em bancos de dados sua rotina de condução, onde seu trajeto começa e onde termina, além de seus horários? Além do perigo de vazamento, que sempre vai existir, mesmo em sociedades que teoricamente funcionam bem (o que não é o nosso caso), tem a questão de você ficar exposto e isso ainda é usado para puni-lo dependendo da fórmula aplicada para cálculo, ou seja, é um poder de vigilância sem limites do estado, o que é uma característica totalitária.

        • Edson Fernandes

          Raul, quer ver como as coisas são ?

          Você usa o google maps? Se sim, vamos lá… existe no menu uma opção chamada “cronograma”.

          Esse cronograma mostra todos os lugares que você e assertivamente onde parou. Ele funciona como um relogio e vc fica espantado com isso. E isso vem na plataforma ativo até que vc manualmente vá lá e desative. Só por isso a pessoa tem noção do que fez.

          Te pergunto: Vc acha que mta gente sabe disso? MAs já está lá, computando tudo que faz.

          • Raul Pereira

            Nossa, verdade,já tinha visto isso. Havia me esquecido completamente.
            Sim, esse assunto já é alvo de muita polêmica no meio da segurança da informação. Mas ainda há uma diferença aí: seus dados, conforme os termos e condições de usos dos serviços “gratuitos” (em grana, mas na real em troca você fornece seus dados mais particulares) dizem quepodem ser vendidos para 3º, como empresas de propaganda ou usados de divulgados como estatística (para avaliarem e desenvolverem serviços, etc. igual a dados de pesquisa), mas nesse caso eles não são atrelados a você, não vão com o seu nome, seu ‘anonimato’ é garantido.
            O problema desse cálculo no caso de multas de trajeto é que ele estará atrelado à sua pessoa e você pode ser punido por isso.

            • Edson Fernandes

              Sabe qual é o problema hoje? Ninguem é mais anonimo perante a internet. Depois que ue vi um determinado site que me mostrou que eram até meus vizinhos, percebi que privacidade quando desejado apenas se morar no interior do interior sem nenhum tipo de conectividade e olhe lá…rs

  • Silvio Vasques

    É claro que isso logo vai ser efetivado em cobrança! É apenas uma “preparação psicológica”! E vai ser bom para ambos os lados: as prefeituras poderão arrecadar mais e os “apressadinhos e espertos” vão sentir mais no bolso. Que venha logo!

  • Draga

    Num trecho longo (uns 20km ou mais) a velocidade media vai ser menor do que a maxima da via, certeza…
    Agora em um trecho curto, entre duas ruas vai ser problema…
    Rodei nesse feriadao cerca de 800 km em ~12h, uma media de menos de 70km/h… Pontos que cheguei a 140, pontos q o transito parou, 5km/h na lombada…

    • Edson Fernandes

      Mas é isso que tem questão: A ideia é pegar multa em trechos em uma via só. Caso contrário pense o seguinte: Eu moro em SP.

      O limite da via é 50km/h, mas minha média de velocidade é de 22km/h (atualmente 15km/h porque estou fazendo home office e uso mto pouco o carro, e esse pouco tempo é em locais em que não consigo desenvolver velocidade), partindo do pressuposto que qdo pegava o carro e encarava o transito que existe por algumas avenidas, eu sequer estaria atingindo 50% da velocidade permitida da via. Nem que em um trecho eu desse 80km/h (o que seria impossível) eu passaria no outro radar acima da velocidade.

      Pergunto: Tomaria multa por andar abaixo da velocidade da via? Porque se for assim, todos irão tomar multa de uma forma ou outra. Mas no seu caso será uma unica via e nessa que será computado. Certamente serão apenas as vias de rapido e facil acesso e longas para apontar de um radar a outro.

  • DinhoRoxxx

    Espero que esses novos radares de velocidade media que sempre vem com uma nova velocidade da via mais baixa sejam arrancados a machadadas

  • Marcio Souza

    Do 1o Mundo para aumentar a arrecadação copiam tudo. Pra melhorar a vida da população não copiam nada.

  • Vattt

    Sinceramente só acharia legal, se as estradas, ruas e rodovias fossem perfeitas, bem sinalizadas e seguras para justificar a arrecadação. Fora isso é ROUBO mesmo.
    Devia colocar radar para fiscalizar a corrupção ou ter sensores que concertassem a via imediatamente.

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