Comprando e Vendendo Hatches

Ajudando na escolha de um compacto com câmbio automático

Meu nome é Gustavo, tenho 52 anos e frequento bastante o NA. Nesses últimos dias fui com dois amigos meus que tinham interesse na compra de um compacto com câmbio automático ou automatizado. Primeiramente descartamos de cara o Logan e o Sandero por estarem com troca de gerações muito próxima.

Foram testados Ford Fiesta SE Powershift, Citroen C3 Exclusive automático, Peugeot 208 automático, Fiat Palio Essence Dualogic, Chevrolet Onix automático, Chevrolet Prisma automático, Chevrolet Cobalt LT automático (daqui a pouco explico o porque do Cobalt estar nesta lista), Fiat Punto Essence Dualogic, Volkswagen Voyage Highline I-Motion, Hyundai HB20 e HB20S automáticos.


Vamos lá porque do Cobalt aqui? Eu tinha muita curiosidade de ver se o motor 1.8 família I do Cobalt seria muito melhor que o pequeno 1.4 família I modernizado do Prisma/Onix. Apesar do torque superior do velho 1.8, o 1.4 está com o câmbio melhor escalonado, fora o fato de apesar do 1.4 ter apenas oito válvulas ele gira muito bem em altas e não é muito fraco em baixas rotações.

O câmbio no motor 1.4 tem relações de marchas muito curtas e muda muito de marchas afim de manter o motor sempre no ponto, trocas em torno dos 2500/3000 giros, já no 1.8 as vezes ele esquece de que deve abaixar uma ou duas marchas afim de manter a força e o vigor necessários, então o carro fica mais lento que o 1.4, fora o fato de ser um motor bem sem graça aos 5.000 giros. Nessa rotação o motor simplesmente está morto, só grita e não puxa, ao contrário do 1.4 que ali está em todo o seu vigor.

Então para quem acha que o Onix/Prisma andam mal com câmbio automático, não acho, acho ambos adequados a proposta e ao motor que tem, ao contrário do Cobalt, que é muito fraco ao que se propõe, então como carros citadinos e até de estrada para quem não pisa muito fundo eles são uma pedida interessante.


Agora vamos lá. Entre os Peugeot 208 e Citroen C3, duas características foram unânimes entre nós 3, um motor interessante, porém fraco em baixas e estragado pela caixa de apenas 4 marchas, se ao menos fossem 5 ou 6 ambos os carrinhos ficariam bem interessantes. Ô dona PSA traga logo esse câmbio de 6 marchas novo aos compactos da senhora e bote esse câmbio em versões intermediarias, vai lhe fazer muito bem!

Outro detalhe que nos chamou a atenção nos franceses foi o teto muito baixo na parte traseira do carro, acredito que isso se deva por conta dos tetos de vidro especiais de ambos os modelos, sendo que no C3 nos pareceu mais baixo que no 208.

Já os Punto e Palio Essence Dualogic merecem palmas pela evolução dessa transmissão, lhes garanto que muitos que falam que chamam o Dualogic Plus de Trancologic nunca andaram nessa versão atualizada que está bastante interessante, ao contrário do Voyage Highline e sua caixa I-Motion que nada evoluiu e continua com um delay muito grande entre as marchas. Se a VW quer manter os automatizados, deveria aprender com a Fiat que soube evoluir muito bem o Dualogic. O pecado da Fiat é você ter tantos opcionais interessantes e nunca achar o modelo disponível a pronta entrega, sempre com longas filas de espera, de até 4 meses e nada.

Já os HB20 e HB20S são até espertinhos e não demonstram tanto cambio que tem, porém o mal atendimento na autorizada nos fez distanciar do modelo, pois eles não estão vendendo a última bolacha do pacote, é só um carro como milhares então não demos muita atenção, apesar de eu ter gostado da suavidade do trabalho do cambio com o motor.

Agora o New Fiesta foi a grande surpresa entre todos. Começando pela melhor posição de se guiar, motor, e a grande estrela do carro: a transmissão automática PowerShift. Trocas mais rápidas que um manual, sem trancos, ainda não é um DSG do Jetta que é outro cambio incrível, mas já é muito bom, principalmente para sua faixa de atuação. Carrinho delicioso, respondendo prontamente aos comandos do acelerador, trocas de marcha imperceptíveis e muito rápidas, uma ótima escolha na faixa dos 50 mil.

O único porém que vi no Fiesta era a qualidade de montagem, porém nas unidades que vi no estoque da revenda pude observar que as folgas já estão iguais em todos os carros, ao contrário do que ocorre ainda com o EcoSport que tem as portas todas desalinhadas e muitas vezes com grandes fissuras entre as chapas.

Então entre todos esses automáticos e automatizados no meu gosto e no de João, meu amigo que depois dessa maratona de testes adquiriu um, o New Fiesta é o melhor: rápido, econômico, e muito prazeroso ao se dirigir. Meu amigo Fabrício é que ficou em cima do muro, ele ainda não adquiriu nenhum, mas queria algo abaixo dos 45 mil reais e está com vontade de pegar o Onix LT ao invés do demorado Punto Essence Dualogic e seus 45 dias para entrega.

Ao final desse grande texto só quero dar uma dica a todos, usem e abusem da internet como meio de informações e opiniões, mas no caso de carros não tenham apenas a opinião de a, b ou c, tenha a sua própria opinião teste e sinta para poder depois ter um comentário com algum tipo de fundamento real além do que os outros escrevem.

Só estou dizendo isso pois vi muita gente criticando muito o PowerShift e o Onix automático e as críticas na hora do vamos ver se mostraram infundadas a mim, pois os carros se mostraram muito diferentes do que em alguns meios em que eles foram mostrados. E pra fechar aqui o New Fiesta Powershift me deixou bem tentado a abandonar o Jac J3 que uso na cidade que já beira os 100 mil km. Carrinho gostoso sô!

Por Gustavo Fritz

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