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Alpine está ameaçada por corte de custos da Renault

Alpine está ameaçada por corte de custos da Renault

A Alpine está ameaçada. De acordo com um relatório do site Automotive News Europe, a fábrica de Dieppe, na França, deverá ser fechada devido a um corte profundo nos custos de produção da Renault.


Com apenas 400 empregados, a planta de Dieppe é a menor da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi no mundo e tem custos que a montadora francesa possivelmente irá cortar.

A redução nos gastos chega a € 2 bilhões e incluirá o fechamento de outras instalações no país. Previsto para ser anunciado em 28 de maio, o plano da Renault incluirá até a transferência para o Reino Unido dos modelos Captur e Kadjar.

Alpine está ameaçada por corte de custos da Renault

No caso da Alpine, com produção limitada, a marca esportiva simplesmente não tem para onde ir. Tendo cadência de 20 carros por dia, a pequena instalação – que também é sede da Renaultsport – acumula 14 meses de fila de espera para o A110.

Inspirado no clássico A110 do passado, nascido a partir do A308, que tivemos aqui na forma do Willys Interlagos, o cupê esportivo atual tem fabricação em alumínio e pouca capacidade de expansão.

Já apresentado com uma proposta aventureira e uma edição especial, a e-Legend, o Alpine A110 precisaria de uma instalação pequena e especializada para tocar sua produção se, de fato, Dieppe for fechada.

Alpine está ameaçada por corte de custos da Renault

Lançado em 2017, o A110 tem potencial para ir muito além do que a Renault determinou, mas sua produção limitada, aliada à filosofia da montadora em não apostar totalmente no esportivo, deixa pouca margem para o Alpine escapar.

Uma solução, talvez, seria seguir o exemplo da Captur e Kadjar, mudando sua produção da França para o Reino Unido. Lá, o esportivo poderia encontrar um novo lar na Caterham, empresa que iniciou o desenvolvimento da marca junto com a Renault, nos últimos anos.

Um acordo entre Renault e Caterham, poderia levar a produção do A110 para Crawley, partindo então de Sussex (lar do Lotus Seven) para o mercado britânico e europeu.

Seria interessante se, a partir disso, a marca introduzisse ainda um crossover de alta performance, bem como variantes mais potentes e um conversível para o A110.

[Fonte: Auto News Europe]

 

 

Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Martini Stripes

    Ric fez bem

  • Cromo

    Não faz sentido parar produção de um carro com mais de um ano de fila de espera. Pode até acabar com a fábrica, mas a produção tem que continuar em outro lugar.

  • Eddie

    Essa estória está mal contada, o carro vende bem e vão fechar a fábrica – 400 pessoas na rua – resultado de má gestão.

  • Eduardo 1981

    Carro lindo! Ótimo para solteiros(as) e casais sem filhos e que não necessitam de grande porta malas.

  • Rogério R.

    Já foi noticiado que Scenic, Talisman e Koleos vão sair de linha para dar lugar a UM carro que surgirá provavelmente do conceito Morphoz. Ou seja, redução de produtos. Agora vem essa notícia do provável fim da Alpine. Como já disse quem vai salvar o Grupo Renault dessa astronômica crise será a Renault de baixo custo(Dacia). Será que os Megane hatch e sedan vão aguentar essa crise?

  • 😎.

    É um nome de sucesso e tem história , não deve morrer assim, Renault deveria investir em novos modelos rentáveis como SUvs pra concorrer com os Porsche Cayenne e Cayman, além de um sedan fastback para brigar com Panamera e AMG GT 4 portas. Poderiam usar as plataformas da Infiniti.

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