Americanos impressionados com a maior alta dos usados

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Os americanos estão impressionados com a maior alta de preços dos carros usados em sua história, motivados pela pandemia e as crises seguintes.


Como se sabe, esse mercado de veículos de segunda mão sempre foi um atrativo para quem buscou um carro bom com preço bem baixo, quase um sonho para estrangeiros como os brasileiros, por exemplo.

Num mercado consolidado há décadas, a regra sempre foi clara: desvalorização rápida para favorecer o carro novo e a indústria automotiva americana.

Com planos de financiamento com juros baixíssimos e o famoso leasing americano, o consumidor nunca teve problemas em comprar novos e usados nos EUA, mas a coisa mudou.

Primeiro veio a pandemia e a queda nas vendas de carros novos e também dos usados, já que vários Estados cerraram o comércio em meio à contaminação de Covid-19.

Ainda que as revendas estivessem fechadas, deu-se um jeito e as vendas voltaram, especialmente na reabertura pós-quarentena.

O problema é que logo a seguir, veio a crise do chips e essa “doença” ainda está longe da vacina.

Sem carros novos saindo das fábricas, o comércio caiu vertiginosamente e o americano fez como o brasileiro, correu no carro usado.

Mesmo que nem todo mundo tenha comprado aquele carro com alta milhagem por um preço módico, o mercado inflacionou.

Os zero km dispararam de preço e os usados não ficaram atrás, tendo a maior alta de preços na história americana.

Com a demanda alta, lojistas e vendedores dizem que o comércio está indo atrás de quem tem carro e não é para fazer uma troca.

As revendas buscam pessoas endividadas, que não podem comprar outro carro usado e não conseguem pagar o que possuem.

Quem está nessa situação, não só quita o que deve, mas ainda sai com algum dinheiro.

Com 1,5 milhão de usados vendidos em janeiro, os EUA registraram altas incríveis para carros não populares.

No caso do Mercedes-Benz Classe G, o preço médio subiu 35,6% e com ticket médio de US$ 62.705.

O Corvette subiu 20,2%, enquanto o Tesla Model 3 encareceu 17,8%. Mesmo carros simples, como Kia Rio e Hyundai Accent, tiveram valorização mais de 11% em 2021.

Em comparação com 2019, o estoque de novos nos states caiu 71% e os usados tem de 26 a 60 dias de vendas, entre as faixas de US$ 10.000 e US$ 35.000.

Um lojista afirmou que normalmente tinha de 200 a 230 carros usados nas revendas, mas agora tem somente 30. O ticket médio dos usados nos EUA é de US$ 28.205, não longe dos novos.

Contudo, afirmou que o fim da crise dos chips provocaram uma inundação de carros novos e usados, com queda acentuada nos preços e, espera-se, que ao nível de 2019.

[Fonte: Spectrum News 1]

 

 

Autor: Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 26 anos. Há 15 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações.