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Análise de depreciação dos sedãs médios

toyota-corolla-xei-2012-avaliacao-na-exterior-2 Análise de depreciação dos sedãs médios

O potencial econômico brasileiro vem atingindo números apreciáveis nos últimos anos. Como indicador imediato desse fato, o mercado consumidor tem aumentado substancialmente, já há algum tempo, as receitas das empresas de diversos setores do comércio.



Como não podia ser diferente, as vendas de automóveis novos no Brasil acompanharam essa tendência, com seguidos recordes de vendas. Independente das razões políticas que sustentam essa ocorrência, é fato que o consumidor brasileiro tem encontrado facilidades que o tem permitido fazer algumas exigências quando na compra do automóvel zero-quilômetro.

Exatamente por isso, um dos segmentos que mais recebeu inovações foi o de sedãs médios, confirmando o surgimento de um perfil aquisitivo mais expressivo (mais uma vez: não entrarei no mérito político dessa questão).

Como participante ativo de alguns fóruns de discussão oferecidos na internet, percebi que um fator que está sempre na ponta da língua de alguns é a depreciação de alguns modelos. Inegavelmente, esta é uma questão de extrema importância na escolha do veículo, mas sua utilidade é ainda maior quando corretamente conhecida.

Em alguns debates até mesmo aqui no NA, percebo que alguns leitores usam este argumento como se fosse uma arma. Muitas vezes, esse fator é jogado como “o grand finale”, ou o último golpe quando não mais existem recursos para sustentar determinado ponto de vista.

Como eu já disse, devemos dar crédito para este argumento, mas ele acaba perdendo força quando emitido junto a doses de fanatismo ou desprovido de embasamento. Por esta razão, e lembrando sempre do fato de algumas montadoras estarem sempre blindadas nas cabeças de alguns consumidores, resolvi levantar alguns indicadores que pudessem dizer alguma coisa a respeito dessa questão.

Minha intenção ao colher estes dados não foi outra além de esclarecer algumas dúvidas e desmentir (ou ratificar) alguns pensamentos comuns, e reforço que ela não possui qualquer valor científico, até mesmo porque não se valeu de nenhum tipo de recurso estatístico ou mercadológico que, porventura, fosse necessário para este caso.

A metodologia

A “técnica” usada no tratamento desses dados foi bem simples, e é bem acessível a qualquer consumidor comum (até mesmo porque eu sou um simples estudante de Engenharia Mecânica e apaixonado por carros, e não economista ou afim). Primeiro, selecionei os principais representantes do segmento no Brasil: Honda Civic, Toyota Corolla, Renault Fluence, Nissan Sentra, Citroën C4 Pallas, Ford Focus Sedan, Peugeot 408 e Volkswagen Jetta. Logo depois, consultei os valores dos veículos 0km,  e deles subtraí os valores associados aos modelos 2011. Esse valor residual corresponde à desvalorização no período considerado. Este método foi aplicado para 3 configurações dos modelos em análise: versão de entrada manual, versão de entrada automática e versão top de linha.

Considerações

– Os valores usados foram obtidos sempre no site da FIPE (www.fipe.org.br/web/index.asp), sendo os valores máximos referentes aos modelos 0km e os valores mínimos para as versões 2011.

– Chevrolet Cruze, Fiat Linea (Essence) e Hyundai Elantra não entraram nesse comparativo por não possuírem como opções, no site da instituição, modelos 2011, e por isso o período avaliado seria menor para os três. Kia Cerato não integrou o grupo por divergências quanto á real interpretação de seu papel no mercado (sedã médio ou sedã compacto Premium).

– Não foram feitas considerações de mercado. Portanto, não estou levando em conta nem os descontos praticados nas redes de concessionários (para o caso dos 0km), nem os valores praticados nas revendas, para os seminovos.

– Os valores referentes ao Honda Civic são, obviamente, relativos ao modelo ainda em estoque, e não ao que chegará no mês que vem.

– Alguns modelos ainda não completaram um ano de mercado (como Renault Fluence, VW Jetta e Peugeot 408). No entanto, eles possuem versões 2011, 2012 e 0km, consideradas nesse “comparativo”.

Bom, feitas as devidas considerações, percebe-se que os valores obtidos são apenas parâmetros norteadores, e não devem ser usados como dados oficiais. Vamos a eles, então:

VERSÕES DE ENTRADA EQUIPADAS COM CÂMBIO MANUAL 

MODELOOkm (R$)2011 (R$)Depreciação no período (%)
Honda Civic LXL SE6230058098-6,47
Toyota Corolla Gli5969552980-11,25
Renault Fluence Dynamique6110553400-12,61
Jetta 2.0 Total Flex6708559557-11,22
Nissan Sentra 2.05121044345-13,40
Peugeot 408 Allure5960050647-15,02
Citroën C4 Pallas GLX5591350838-9,08
Ford Focus Sedan GLX6401251845-19,00

VERSÕES DE ENTRADA EQUIPADAS COM CÂMBIO AUTOMÁTICO 

MODELOOkm (R$)2011 (R$)Depreciação no período (%)
Honda Civic LXL SE A/T6814062100-8,86
Toyota Corolla Gli A/T7002059981-14,34
Renault Fluence Dynamique CVT6441057575-10,61
Jetta 2.0 Total Flex A/T7210564075-11,14
Nissan Sentra 2.0 CVT5310546020-13,34
Peugeot 408 Allure A/T6365654935-13,70
Citroën C4 Pallas GLX A/T6446654279-15,80
Ford Focus Sedan A/T6819556659-16,92

VERSÕES TOP DE LINHA 

MODELOOkm (R$)2011 (R$)Depreciação no período (%)
Honda Civic EXS8672067571-20,00
Toyota Corolla ALTIS8512972021-15,40
Renault Fluence PRIVILÈGE7738568105-12,00
Jetta 2.0 TSI HIGHLINE9588284441-11,93
Nissan Sentra 2.0 SL6682558558-12,37
Peugeot 408 GRIFFE7773967267-13,47
Citroën C4 Pallas EXCLUSIVE6645560153-9,48
Ford Focus Sedan TITANIUM7604264244-15,52

CONCLUSÕES

A partir dos dados obtidos, podemos fazer algumas observações interessantes:

1ª)  Para as versões consideradas, a depreciação do Renault Fluence esteve menor do que a do Corolla em 2 das 3 situações. Na única em que o Toyota vence, a diferença é menor do que 1,5 pontos percentuais;

2ª)  A desvalorização medida para o Honda Civic esteve bem abaixo dos concorrentes nas versões de entrada, mas bem acima na versão top de linha;

3ª)  O Ford Focus está sempre entre os representantes que mais desvalorizam;

4ª)  A taxa de desvalorização do Honda Civic EXS é quase três vezes maior do que a da versão LXL SE M/T;

5ª)  Nas versões top de linha e manual M/T, o Citroën C4 Pallas apresentou uma das menores taxas de depreciação;

6ª) Preço de tabela serve só para o governo cobrar mais pelo IPVA (porcentagem fixa sobre o valor). Todos sabemos que, na prática, principalmente na revenda, os valores de tabela só nos fazem passar raiva!

Bom pessoal, espero que este trabalho sirva para balizar certos argumentos, que muitas vezes são bastante irrefletidos e baseados no “achismo”. Aproveito para parabenizar ao Éber e aos leitores pelo sucesso do NA, este que hoje é um protagonista no cenário automotivo nacional.

Atenciosamente,

Por Vinícius Guimarães (Vin_T)

  • lucianorj

    Resultado: na grande maioria das vezes a diferença entre as taxas de desvalorização é tão pequena que não é preciso levar em conta este item na compra de um sedan médio.

    • dudu_g

      Pequena? Enquanto um Honda Civic LXL SE MT desvaloriza R$ 4,202,00 em UM ano, o feliz proprietário do melhor carro do Brasil (considerado por muitos aqui no NA) vulgo Renault Fluence Dynamique desvaloriza R$ 7.705,00!!! Isso em UM ano! Não vai demorar muito pra essa diferença de desvalorização ultrapassar a barreira dos R$ 10k e dai sim a diferença vai ser grotesca. E eu te pergunto, aonde que fica o melhor custo x benefício?

      • AndersonRJ

        O custoxbenefício fica nos itens de série, uma vez que para vc ter um civic tão completo quanto um fluence vc deve pegar a versão top de linha que desvaloriza 20%!!!! O fluence compensa pq vc paga menos e leva mais… Resumindo: Perde-se um pouco na hora de revender mas vc ganha em equipamentos e na hora de pagar.

        • Leandro1978

          Deve-se levar em consideração também consumo, revisões, preço de peças, valor de seguro, etc. Pode acontecer de modelos mais baratos saírem mais caros no final. Muita gente apenas leva em consideração o preço e equipamentos, esquecendo destes "detalhes". Não estou falando que este é o caso do Fluence ou do Civic.

          • Xerosu

            Tudo isso já esta embutido e reflete no preço médio mostrado na tabela FIPE.

        • Marciliosp

          falou tudo, e a ultima tabela, das versões top? faltou cita-la

      • Julio_F

        Pessoalmente (que fique claro) acredito que quem deveria comprar carro pensando em vender são as concessionárias ou vendedores de carro, que fazem isso por profissão.
        Um indivíduo comum, na hora de comprar um veículo, deveria levar em conta o que o mesmo oferece, sua relação com o fabricante e seus custos de manutenção, seguro e consumo. Agora ficar encucado porque vai desvalorizar 50% em 4 anos é um tanto quanto lamentável. Se o fulano se preocupa tanto com isso, não deveria estar comprando um carro de 70 mil reais, deveria aplicar 30 mil em algum investimento e comprar um carro de no máximo 40, isso sim seria sensato. Se você está comprando algo já pensando em trocar, provavelmente não gosta tanto assim do que está comprando, (PS) e se o preço que está pagando comparado com a desvalorização te preocupa sobremaneira, deveria considerar um veículo de preço menor, pois o seu orçamento provavelmente não suporta de maneira satisfatória essa compra.

        • giodoesitbetter

          Se você vai pensar em consumo, tem que pensar em desvalorização. Afinal, os dois casos estão dizendo o quanto de dinheiro você vai perder no período em que estiver com carro.

          Outra, o valor de desvalorização TEORICAMENTE está relacionado a todos esse fatores que você citou acima, pois um carro que desvaloriza bastante provavelmente tem uma rede de concessionários fraca, uma mecânica ruim, um seguro alto ou qualquer outra coisa do gênero.

          • Caldeira

            Mas como outro colega disse ali em cima, tem que se levar em consideração os outros itens como seguro, conforto, opcionais, valor pago pelo carro, ou seja, o retorno que vc ter´como um todo com o automóvel.
            A desvalorização como determinante de compra acho errado já que todo carro desvaloriza e qualquer carro vai dar uma despeja enorme, seja co impostos, seguro ou combustível e manutenção. Não tem jeito, ter carro é preparar pra gastar uma grana.
            De que adianta um carro que desvaloriza menos se o seguro é mais caro, se o preço é mais caro e por consequência o IPVA é mais caro, além de vc não sentir o mesmo prazer e segurança em andar com carro o carro que desvaloriza pouco?

          • ubiratamuniz

            Negativo.
            Pensar em consumo não necessariamente é pensar em "dinheiro queimado". Parar em posto de gasolina é um saco, por mim, quanto menos vezes eu precisar parar, melhor. he he he

            Mas a suposta desvalorização do Focus realmente me espantou. Se bem que é fato que o Focus sedan em particular não é muito aceito no mercado (ao contrário do hatch que vende bem e se vê a rodo nas ruas), isso desde a geração antiga.

            Consumo, custo de manutenção, seguro (principalmente em locais mais propensos a roubos e furtos, em outras localidades nem é tão importante) são fatores a considerar também. MAS…

            … racionalidade não é tudo. De nada adianta comprar o carro que bebe menos, tem manutenção e seguros mais baratos e desvaloriza menos se o mais importante que é você GOSTAR do carro não for atendido.

            e o que o Julio falou tá certo. Salvo exceções, não existem compras puramente racionais acima dos 40 mil reais. Se quer um carro puramente racional, compra um 1.6zinho de 40k e tá bem servido. Daí pra frente, é imagem, prazer ao dirigir, etc.

            • giodoesitbetter

              Se a quantidade de paradas no posto é um fator tão importante assim, por que quase ninguém que tem o mesmo ponto de vista que você (ou até mesmo você) não coloca a capacidade de um tanque de combustível.

              De nada adianta um carro com um consumo favorável se o tanque ele é minúsculo (caso do meu Corsa 1.4 e 500 1.4).

              Convenhamos, compradores de sedans médios não são muito racionais. Por isso Corolla bomba de vendas e Fluence segue emperrado.

          • Julio_F

            Consumo é: comprei, usei, acabou. Se der para vender por um bom preço depois, ótimo, se não der, paciencia, mas nem por isso vou deixar de consumir. Quando você avalia o que falei você determina se vai gastar mais ou menos com relação a esse item de consumo, só isso. Não o quanto vai ganhar de volta, porque não é essa a idéia.
            Quando você adquire algo pensando em gozar de valores sobre esse algo posteriormente, não está vendo como uma mera relação de consumo, está tentando tornar uma relação de consumo uma fonte de capital, o que não é errado absolutamente, mas que a meu ver não é suficiente para determinar a compra de um produto, no caso de alguem que realmente pode compra-lo. O que ocorre aqui no Brasil é um momento de transição, os salários da maior parte da população não são tão altos ainda e os preços dos carros continuam ridiculamente altos, então as pessoas fazem cálculos mirabolantes para comprar um carro, que na verdade é um mero item de consumo como qualquer outro.
            Quanto aos fatores que determinam a desvalorização de um veículo você está certo, mas isso não necessariamente é regra geral. Há uma cobertura boa da BMW na cidade de São Paulo por exemplo, nem por isso os carros da BMW vão desvalorizar tão menos aqui. É um ciclo complexo que envolve os preços dos carros, volume de vendas, opinião do consumidor, suporte de concessionárias, seguro e manutenção, etc… BMW desvaloriza porque, apesar de ser carro de excelência, o preço inicial é irrealmente alto e o volume de vendas (e procura) é baixo tanto nos novos quanto nos usados. Já Celta todo mundo compra, com ou sem dinheiro, com ou sem crediário de 6 anos, por isso a procura é alta, volume de vendas alto e desvaloriza muito pouco.

            • giodoesitbetter

              Concordo, mas entre um carro com certo número de pontos fortes e alta desvalorização e outro com o mesmo tanto de pontos fortes e menor desvalorização, fico com a segunda opção.

              É o caso Pallas X Corolla. Não vejo nenhum motivo plausível para se comprar um Corolla e não o francês.

              • Julio_F

                Não sei quanto aos valores dos exemplos em questão, mas sim, certamente. Se os dois agradam ao consumidor da mesma forma e fornecem itens semelhantes, manutenção, rede de autorizadas e tudo o que citamos semelhante, o prudente é escolher o que vale, em moeda, mais a longa prazo. Se o produto corresponder a seu gosto e expectativas e ainda conseguir fornecer o maior valor de mercado no futuro, ai a combinação é perfeita.

              • Pedro_Rocha

                Pesquise um pouco sobre problemas nos câmbios automáticos Peugeot-Citroen e o alto custo de manutenção/reparo.

        • LuccasVillela

          Falou tudo.
          E quem faz isso, não devia comprar qualquer carro de 30 mil não, porque se fosse um Clio, um 207, um Corsa, um Face, desvalorizaria muito… Tem que ser Celta / Gol / Palio. E não pode reclamar que só temos carroças!

      • AutoIng

        Você pegou um caso super específico. Há situações em que o Fluence desvaloriza menos que um Corolla, e aí? Outra coisa, o seguro do Civic normalmente é o mais alto deles. As contas não são tão simples assim. Tem ainda a questão do regionalismo, em alguns locais certas marcas são mais valorizadas.

      • fabioalisson

        O custo x benefício da compra é o típico barato que saí caro na hora das peças, manutenção, revenda.

      • Xerosu

        Tem se que analisar a desvalorização percentual!

  • MattTr00

    Ótima análise. Me surpreendi com a depreciação do C4, pensei que seria a maior de todas, tirando a GLX AT, está dentro do esperado.

    • Sias

      E o pessoal sempre diz que a desvalorização dos Citroen é maior do que a dos outros.

      • hyundaielantra

        E é; Isso é sugerido pela Fipe. É normal e semana passada vi um C4 Pallas 2010 sendo vendido por 36.990, preto. O Corolla no mesmo jeito e na mesma versão não sairia por menos de 50.000.

        • Concordo plenamente, com o colega. Basta fazer uma busca na prática é muito dificil achar Corolla 2010 por menos 51 mil reais. Na prática ainda não dá para saber a desvalorização real do Jetta, Fluence e 408.
          Mas é até fácil prever que os japoneses terão menor desvalorização, seguido do Cruze e Jetta. E o Fluence deve perder menos que o 408, esse sim vai ter preço em queda livre no mercado de usados do ano que vem pra frente.

      • AndersonRJ

        E se vc olhar direito na tabela, vc nota que pelo preço do jetta de entrada vc leva o c4 pallas top de linha e o c4 ainda desvaloriza menos… Enfim, vc leva um carro mais equipado e que desvaloriza menos pelo mesmo preço….

      • _biolog_

        Mas há pegadinhas no Pallas: pouca saída, menor valor dentre os top de linha, quase sem diferença para a versão intermediária.

    • tiago90j

      já eu achei estranho, pois sempre que vc compara um corolla x pallas(usados) o corolla é mais caro.
      não faz um mês eu ví uma revenda oferecendo um c4 pallas exclusive 2008 automático por 34.900, com esse valor vc pega um corolla duas gerções defasado.

      • Xerosu

        Para vc ver como é o mercado…o Corolla é mais caro e menos carro que o Pallas!

    • Xerosu

      Ótimo comparativo que veio para tapar a boca dos "intindidos" e preconceituosos com grandes marcas como a Citroen. Quem desvaloriza o carro é o dono! Ninguém é obrigado a vender pelo preço FIPE, FIPE -10%, etc, etc. Quem é dono sabe quando será um bom negócio! Se ele entrega por um preço que não achou justo é porque é muito otário e merece ser passado a perna! Cabe lembrar que a tab.Fipe reflete um preço médio praticado e cada carro tem um histórico que afeta o preço de venda.

      • > Quem desvaloriza o carro é o dono!

        !? A sim claro. Morra com ele para vender pelo preço.

    • mbarbosa697

      Teoria é muito simples,mas vamos na prática…carro varia de regiao pra regiao,pra se ter ideia é perfeitamente possivel comprar um Pallas por aqui em Natal 2010 mecanico por 42k.

      • MM_

        Pallas mecanico??? 42k está caro.

        Falando sério, não adianta pegar esses gorilas (neste caso é bem maior que um mico), para se usar em um comparativo. Absolutamente ninguém que um C4 Pallas manual e tomo isso como base pelo irmão da minha esposa que comprou um. Ele estava procurando algum carro pra pegar no lugar do seu Corsa 1.4 e foi dar uma olhada na Citroen.

        Resumo da história: pegou um Pallas manual 0km por R$53k. O próprio vendedor falou que ninguém quer.

  • rafaellbn

    Parabéns Vinícius; ótima matéria.

    Seu ítem 6 foi exato:
    "6ª) Preço de tabela serve só para o governo cobrar mais pelo IPVA (porcentagem fixa sobre o valor). Todos sabemos que, na prática, principalmente na revenda, os valores de tabela só nos fazem passar raiva!"

    Costumo ver isso diariamente… valores de IPVA, DPVAT, … altos e quando vc tenta usar a FIPE para vender, as concessionárias e garagistas sempre falam em: Preço FIPE menos uns 10-15%…

    Tremenda sacanagem..

    • MattTr00

      Mas se for vender particular vc pode pedir o preço da Fipe, nas lojas eles oferecem a menos para lucrar em cima na venda.

      • fabioalisson

        Você não consegue vender à preço de tabela FIPE nem pra particular e muito menos pra revenda. Vivi isso à poucos meses vendendo um carro que nem era ruim de mercado.

    • Roms

      Aacbei de entregar meu carro 30% abaixo da tabela.

      • fabioalisson

        É assim mesmo. Entreguei um Palio 1.8R 2006 em excelente estado de conservação quase 20% abaixo do valor da FIPE, e olha que pesquisei bastante.

        • Xerosu

          E se vcs acharam que foi um bom negócio é o que esta valendo! agora não reclamem da desvalorização!

    • Vin_T

      Obrigado, rafaellbn!
      É verdade. Na prática, a tabela FIPE só vale como referência para os revendedores darem descontos e o governo cobrar taxas. Se quisermos recebê-la integralmente, só se tivermos seguro e ocorrer uma das situações extremas (roubo ou pt). Mas, nesses casos, teremos que arcar tb com certos tipos de desgastes que podem ocorrer (físico e/ou emocional).
      Abraços!

    • luidlh

      esse preço FIPE menos 10-15% as concessionárias tem que fazer, porque elas tem que ter um lucro na hora da revenda também

      não compensa vender pra concessionária, claro
      mas a concessionária é obrigada a pagar menos do que na FIPE, pra que depois consiga vender o carro

  • Ughadoo

    É interessante, mas existem distorções. Uma seria a dos modelos que não tem 1 ano de mercado, porque podem na média ser carros mais novos e portanto menos usados que os dos modelos que eatão a mais tempo no mercado, mesmo sendo ambos modelos 2011 ( o modelo 2011 pode ter existido por apenas 2 meses para um carro recém introduzido e por 12 meses para um mais antigo).

    A outra distorção envolve os preços oficiais e os praticados para os 0 km. Alguns carros são vendidos exatamente pelo preço indicado na tabela, outros tem grande desconto e existem alguns poucos com ágio. É necessário usar o preço praticado real para evitar distorções.

  • filemonjr

    Pensei que o lider do segmento "COROLLA" teria a menor depreciação em relação a todos!?!?!?! Nas Ccs da Toyota eles alegam que o Corolla tem pouca desvalorização para revenda.

    • Archimedes

      a hyundai também alega que seus carros sao os melhores do munndo, mas nem por isso…. heheheh

    • felipevielmo

      uma mentira repetida 10 mil vezes vira verdade na cabeça do consumidor

    • hyundaielantra

      E tem sim. A fipe é sugestão. Vê quanto custa um C4 Pallas 2008 e depois um Corolla e me diga qual é que desvaloriza mais.

      • giodoesitbetter

        Bem, aqui está:

        C4 Pallas GLX 2.0 Manual: http://www.webmotors.com.br/webmotors/carro/usado

        Corolla XEI 1.8 Manual: http://www.webmotors.com.br/webmotors/carro/usado

        E provavelmente o cara do Corolla pagou mais caro quando 0Km.

        Ou seja, é só procurar.

        • Isso levando em conta que é a versão antiga.
          Se pegar modelos 08/09 das duas marcas, a diferença é gritante.
          Mesmo o Pallas sendo muito bem equipado, é muito ruim de mercado.

          • giodoesitbetter

            Ah sim.

            Mas é fato que um Corolla desvaloriza mais que um Pallas. Isso porque a Toyota atualiza o carro com uma frequência maior que a Citroën.

            Você compra o seu Corolla hoje, daqui a 3 anos já está chupando o dedo por causa da atualização, que nos 2 primeiros anos foi baixa, vê o valor do seu carro despencar.

            É interessante, se você for vendê-lo antes disso.

            • A mudança na versão 08/09 foi bem radical, assim como houve no Civic 07, que também da um salto de desvalorização de um ano para o outro.
              No Corolla esse ano a mudança foi boba, no Civic apesar de mudança considerável em vários aspectos no visual a diferença não é gritante, exceto pela traseira, então acho que também não vai influenciar muito na desvalorização. Se bem que os descontos no Honda estão bastante generosos. Fator que conttribuiu muito para o bom indice de desvalorização das versões de entrada do post.

    • AutoIng

      Da mesma forma que até hoje tem vendendor de carro popular argumentando que o Gol é o carro de menor desvalorização do país (e na última pesquisa que vi aqui ele ficava em 3º lugar se não me engano). Palavra de vendedor não vale coisa alguma.

    • Xerosu

      MITO! Um Engana trouxa que não se informa e não lê o NA!

  • TTropicthunder

    Parabéns! Ótima matéria!

    • Vin_T

      Obrigado!

  • Luiz

    Faltou ser levado em conta o preço do seguro, de peças e de revisões, ou seja, o pós-vendas influencia diretamente na depreciação do veículo.

    • Tripa-Seca

      Mas o valor obtido no final já automaticamente já teriam esses cálculos.

      • Luiz

        Olha, não sei como é calculado os valores da tabela Fipe. Mas no dia a dia percebe-se uma alta desvalorização do C4 Pallas, por exemplo, pelo menos aqui em SP.

        • Archimedes

          mas talvez nos interiores da vida por aí não sej aassim. talvez ele seja mais caro porque é mais dificil de achar… falta concorrencia, sei lá. não ha descontos e coisas assim. mas isso sou eu, especulando. nunca fiz pesquisa sobre isso não.

  • zemarreta

    Bom trabalho! Sugiro expandi-lo para mais tempo, como 2008, por exemplo.

    • Vin_T

      Ola zemarreta, obrigado!
      Então, minha intenção inicial era trabalhar com um período maior. No entanto, isso faria com que eu excluísse alguns modelos, por não possuírem versões nesses anos (como Fluence, 408; além de não poder contar novamente com Linea, Elantra e Cruze) e incluísse outros, fazendo com que a análise ficasse pouco coerente. De qualquer forma, em termos de mercado, sua sugestão é muito útil!
      Abraços!

      • zemarreta

        Valeu Vini! Bom, pensa aí na sugestão, porque de qquer forma mesmo não tendo todos os carros eu acho que ainda seria válido para testar a hipótese de que os japas (nacionais) desvalorizam pouco, e a comparação poderia ser feita com Pallas, Sentra e Focus Sedan (acho que ele mudou mesmo em 2008, não?).
        []s!

  • Lauolling

    Sentra mostrando mais uma vez que é injustiçado.

  • WorthWRT

    Esse tipo de análise poderíamos estender para SUVs como CRV, Captiva e outros. Lembro que no início de 2011 saiu uma tabela com a desvalorização de todos os carros vendidos no Brasil. A captiva estava entre as que menos desvalorizava no ranking geral.

    Fiz uma análise dessa com SUVs e crossovers quando pai estava trás. A que mais perdeu valor foi a pug3008. Claro, não considerei land rovers, volvo e subaru pois não existiam essas concessionárias aqui no meu estado na época (paraíba).

  • lsm300c

    Engraçado é entrar em uma css que não é a da sua marca, com qualquer carro que voce chegar para trocar, este vai ser sempre o que tem o pior mercado e que vai ser mais dificil de revender, se for na da sua marca a culpa é da crise.

  • RodrigoAkamine

    A matéria só mostrou que comprar ou não um carro apenas pela desvalorização, é um critério fraco.

    Acho que o brasileiro tem que ver o carro como bem de consumo…
    Depreciar todo os carros vão, então é ,melhor ver outros aspectos, como manutenção, mecanica e etc.

    Se for por medo de gastar ou perder dinheiro, é melhor comprarem um modelo mais básico do que ficar se preocupando com perder com depreciação.

    • Matheus_Ferreira_94

      Foi sempre o que eu pensei: carro é bem de consumo, naturalmente vai depreciar, não importa o tanto. Não é investimento, pra se ficar pensando no valor que ele vai ter daqui um tempo…
      Se as pessoas querem que alguma coisa perca pouco valor ou ganhe valor… invistam em um imóvel ou ações na bolsa…

      • Isaac Heber

        Matheus, em partes concordo com vc! No entanto, temos tbm q analisar o outro lado da moeda… entenda meu caso: trabalho com representação, tenho q trocar d carro no maximo a cada dois anos e como é minha principal ferramenta de trabalho, tenho q ter um carro confortável…. Como trabalho apenas com catálogos a melhor opção é um sedã médio. Como n me preocupar com a depreciação?!

  • igorevo

    Não reflete a realidade, basta dar uma olhada em sites de venda de carros como, webmotors e bomnegocio.. onde se acha civic LXL 2011 por 50mil e corolla gli 2011 por 55mil.. existe por ai ford fusion 2010 a venda por 40mil. Desvalorização é uma coisa muito mais do que teórica.

    • fabioalisson

      Na verdade a maioria das pessoas compram carro financiado, Honda e Toyota vivem fazendo promoção do tipo "entrada + financiamento a juro zero" então a diferença tem que ser muito grande do novo para o usado para o usado compensar, o que na prática, derruba muito o preço do usado.

    • Vin_T

      Concordo. Por isso eu destaquei na matéria que não foram levadas em conta as práticas de mercado. Além do mais, os valores apresentados não são "taxas de desvalorização", e sim "depreciação apresentada em um período definido" (veja bem, há diferenças). Como eu disse, esses dados não devem ser encarados como oficiais, e sim como uma ferramenta útil para análise imediata das cotações certificadas dos veículos, além de ser uma metodologia acessível, que joga com as mesmas armas que o mercado usa para arrancar nosso dinheiro.
      Abraços!

  • Turbo_Car

    Qual a validade de um carro? 1 ano?
    Pergunto isso porque vejo que existe muito preconceito com usados – não vou usar o termo semi-novo porque, para mim, isso não existe. É apenas uma invenção do mercado para valorizar o que já foi usado.
    O que um Focus de R$ 64 mil tem que o de 52 não tem?
    Não acredito que um ano, se o camarada tiver feito todas as revisões no tempo correto, seja tempo suficiente para desgastar as peças da mecânica a ponto de trazer prejuízo para o 2o dono. Mas ainda sim tem gente que prefere pagar o preço que pedem num 0km. Talvez o Sergio Habib esteja certo. Comprar um carro envolve muito mais a emoção do que a razão.

    • Kenny_

      A questão é: O camarada fez as revisões? Ela não bateu o carro ou fez alguma besteira, como mergulhar em uma enchente ou forçou demais antes de amortecer o motor (isso pode fazer o carro dar muitos problemas inclusive prejudicar definitivamente o desempenho e consumo)? Se o carro for de uma locadora provavelmente terá algum problema, pois quem usa não cuida muito do mesmo (o tipico pensamento "não é meu mesmo").

      Carro usado sempre tem esses riscos, por isso muita gente prefere não arriscar.

      • Euzi0

        O melhor exemplo que tenho sobre carro usado tenho na minha família, o ÚLTIMO carro do mundo que eu iria comprar é o do meu pai, como acaba trocando a cada 3 anos NÃO CUIDA, faz as revisões apenas e toca pau no carro, manda lavar de vez enquando, come dentro do carro, bebe e tudo mais…

        Carro usado, só se for de conhecido e com procedência

        • Julio_F

          Se as revisões envolverem a troca dos componentes previstos no manual e do óleo do motor, provavelmente o carro está em dia ora essa, rs. Acelerar o carro não destrói o motor (forçar o carro com motor que acabou de ligar sim, andar com marcha errada com giro alto demais sim, caso contrário não). Quanto a comer e beber dentro do carro, desde que a bebida não tenha corantes, tudo se resolve.

          • Euzi0

            Vem aqui para negociarmos ? hauahauau

            Abraços

      • Julio_F

        Ai tem que saber avaliar (ou levar quem sabe). Realmente não é fácil e nem rápido encontrar um usado em bom estado e de confiança. Mas sem dúvida alguma compensa. Veja no caso dos importados mesmo, com desvalorizações que podem passar dos 20% ao ano.

      • Tripa-Seca

        Exatamente, a questão é a segurança de aquisição. Aliás, porque o cara está querendo vender um carro com um ano de uso?

        • Ludley

          Já vi gente que troca a cada 6 meses…

          • Tripa-Seca

            E gente que fica 10 anos com um carro…E aí? Ter gente que compra a cada 6 meses não significa que esteja comprando um carro de quem comprar por esporte…
            E aí tem mais uma pergunta: Quem troca a cada 6 meses trata do carro quanto quem pretende ficar 3 anos com ele?

        • Pedro_Rocha

          Essa é a pergunta que não quer calar. Se comprou a vista é um mistério; se financiado, o sujeito pode ter dado um pa$$o maior que a perna e quer se livrar das prestações.

    • fabioalisson

      E o financiamento? Não se esqueça que a maioria dos carros são adquiridos por meio de financiamento. Adianta o usado custar 12 mil a menos sendo que a taxa de juros dele é bem maior que do novo? Por um preço final muito próximo ou até menor, eu fico com um novo.

      Sem contar que na mão de um "dono espírito de porco" não bastam mais que 1 ano ou uns 20 mil km para se destruir um carro.

      Obrigado, fico com a segurança dos novos. Usado só com procedência e se o valor compensar muito.

  • HSFort

    Os Ford carregam um estigma desde seus primeiros modelos de sucesso no brasil, o Ford Maverick e Corcel. Não é a toa que por mais que se esforcem para se tornar melhor em termos de qualidade, a Ford nunca se livrará dessa malfadada fama de produto problemático.

    Felizmente isso só ocorre no brasil onde o povão tem cabeça de vento.

    Hoje, eu investiria tranquilo num Ford Focus. Não me levaria na onda dos propagandistas gratuito de plantão para bajular determinadas marcas.

    • ricpts

      Sim, a Ford sofre muito preconceito no Brasil. Já vi várias vezes comentários "pena que é um Ford". Eu já tive carros da marca, e com certeza o fato de ser Ford já me dá uma confiança que muitas outras marcas não dão.

      As minhas críticas sobre a marca dizem respeito ao aspecto de não levar a sério o mercado brasileiro, como quando fez a última mudança nos Fiestas (máscara negra de extremo mau gosto), atrasou a vinda do New Fiesta Hatch, e quando finalmente veio, veio sem itens que vários países em desenvolvimento receberam, a demora para trazer o Focus MK3, etc. Essa estratégia "satisfazer primeiro os mais ricos, para depois voltar a atenção para a ralé" é que me incomoda.

      • Matheus_Ferreira_94

        Eu já vi muitos comentários contra, mas também já vi muitos a favor… tipo: "É bom porque é um Ford, é raça forte", claramente levado pela onda das propagandas da marca, de alguns anos atrás…

  • Alemag77

    Otima materia. Gostaria so de esclarecer um ponto. Quando se fala do Toyota Corolla Gli por 59695 novo com valor de 52980 usado. ao meu ver tem algum engano, ja que não é esse o preço do modelo GLi novo e nem mesmo é do XLi. Gostaria de saber o verdadeiro indice dele.

    • Pedro_Rocha

      Percebi isso também.

  • BlueGopher

    Boa reportagem, às vezes nosso "achômetro" não bate com a realidade dos fatos.
    O que também seria interessante (mas, evidentemente inviável pelas variações regionais), seria analisar os preços reais de mercado considerando os descontos dos concessionários e o preços reais de mercado na venda dos usados.
    Creio que a tabela Fipe não reflete a realidade do mercado em certas regiões.
    Há também o fator "mico", ou seja, quanto tempo um usado de determinada marca leva para ser vendido.

  • Kenny_

    4 observações que eu considero importantes:

    – Essa porcentagem é relativa ao valor do carro. 11% de desvalorização de um Corolla é muito maior que 11% do valor de um C4 Pallas já que o Corolla é mais caro (eu sei, isso é obvio, mas sempre é bom ressaltar).

    – Esses valores são os da tabela Fipe. Se alguem for comprar um carro dando o anterior como parte do pagamento em uma autorizada a concessionária muito dificilmente põe o preço da Fipe. A ultima vez que pesquisei os vendedores de várias autorizadas, de diferentes marcas diziam, que eles pagavam em média 20% a menos que a Fipe. A maioria até aconselhava a vender no particular.

    – No particular a Fipe geralmente é o teto do valor que se consegue (porem conheço gente que já revendeu por valores maiores que a Fipe). Porem carros com maior aceitação no mercado tendem a sair mais facil e com preços mais próximos aos da tabela.

    – Se for considerar o preço do carro mais a revenda como fator de compra, o melhor negocio é conseguir um desconto na compra não importando muito o preço da tabela e o pior negocio é pagar acima do preço. Por exemplo, a um tempo atrás passei na Toyota e me ofereceram o Xei por 70mil (preço de tabela 77mil), preço incluindo alguns bonus, pela tabela um 2011 custa R$65.512, perda de 6% e 4.5mil. Por outro lado a Renault me cobrou 72mil no Fluence Dynamique CVT (valor de tabela 66mil) pela desvalorização da Fipe o 2011 custaria R$57.575, perda de 20% e 14.425mil.

    Uma observação: o Corolla passou por facelift, esse ano, isso derruba um pouco seu valor.

    • Turbo_Car

      "A maioria [dos vendedores] até aconselhava a vender no particular."
      Fui com um amigo meu tentar vender seu Celta 2008 (carro impecável, sem avarias) numa concessionária GM aqui em Salvador. O vendedor ofereceu 14 mil e falou:
      "Aqui é o melhor preço que você vai encontrar nele"
      Na FIPE, o mesmo Celta vale pouco mais de 19 mil.

  • poa141322

    Para uma análise de investimento completa, é necessário levar em consideração outros fatores, como custo de manutenção, consumo de combustível, etc, além da desvalorização simples. Para auxiliar nesse tipo de análise, existem algumas ferramentas de engenharia (para um bom futuro engenheiro isso vai ser importante). Nesse caso, de análise de depreciação de veículos, o método mais indicado (acredito) é o CAUE (custo anual uniforme equivalente). Dá um pouco mais de trabalho, mas com certeza irá apresentar resultados mais realistas e precisos.

    • Vin_T

      Olá poa, obrigado pelas sugestões, irei considerá-las em um próximo trabalho. No entanto, conforme destaquei na matéria, apelei para uma metodologia acessível, que servisse apenas como parâmetro para a construção de certos argumentos. Também como consta no texto, eu disse que não busquei recursos mais sofisticados, e que os valores não devem ser usados como dados oficiais. Ainda destaquei que existem certos fatores que devem ser considerados, como o tempo de vida de alguns dos modelos analisados. Em outras palavras, minha intenção foi mesmo a de mostrar que, pelo menos oficialmente, existem certos pensamentos no mercado que não se confirmam, quando o assunto é a desvalorização.
      Enfim, mais uma vez agradeço pelas dicas.
      Abraços!

  • Holland

    Excelente matéria, carro= bem de consumo, nossos carros estão absurdamente caros pois são tratados como investimento financeiro, tem que usar ate moer, depois compre outro.

    • Julio_F

      Perfeitamente de acordo.
      Se um fulano fanático quer gastar todas as economias de sua vida para comprar um carro acima de suas capacidades, problema dele, mas ele precisa ter consciência de que, financeiramente, ele estará gastando o seu dinheiro, e não investindo.
      Quem gasta todas as economias da vida para comprar um carro e acha que poderá ter o dinheiro de volta assim que quiser precisa de aulas de bom senso e de educação financeira.

  • zzzepa

    ótima matéria, assino em baixo…plenamente, ao longo do tempo esses carros perdem a gordura acumulada por conta de revendedores….

  • rufs1

    Vale lembrar que a referida tabela muitas vezes não é utilizada como base, aqui em casa temos um Pallas Exclusive 2008 com 30.000km e garanto que nenhuma loja ofereceu valor acima de 35.000 reais no carro que custou 68.000. É raro encontrar particulares interessados no modelo tendo em vista que não é flex e mesmo assim bebe muito.. em resumo, Citroen nunca mais. Também temos um City e um Cerato, a uma semana levei ambos por curiosidade a suas respectivas concessionarias, o City LX manual 09/10 ficou em 45.000 e o Cerato top manual 10/10 43.000, ambos com km e conservação equivalente.

  • Rodrigo

    Sedã compacto premium?? Desde quanto? Cerato bate de frente com Civic e Corolla no mundo inteiro. Nem sabia que existia essa categoria, é novo isso?

    • MattTr00

      É nessa categoria que se encaixam City e New Fiesta.

      • arianoneves

        City e New Fiesta são bem menores que o Cerato, esse último tem o entre-eixo MAIOR que o corolla (2,65 x 2,60), MAIS LARGO (1,77x 1,76) e apenas 1 cm mais curto! acredito que essa classificação como compacto premium é só porque o cerato possui motor " pequeno" (1.6) e não um 2.0 como a maioria (apesar de o 1.6 do cerato ter mais cavalos que o 2.0 do Jetta). Cerato é sim um médio!

        • MajorAutomotivo

          O problema é que essa classificação, compacto, premium, médio, etc, infelizmente, não leva em consideração as dimensões do veículo.
          Por exemplo: para mim, City e Siena deveriam disputar o mesmo segmento, só que a Honda majorou o preço e todos passaram a considerá-lo preumium.

    • Julio_F

      Aqui no Brasil se criam categorias de carro a gosto do cliente (cliente final, concessionárias ou mídia especializada). Não da nem pra saber o que eles levam em consideração. Será o preço? Será o tamanho do carro (creio que não, pois o City tem um porta malas muito maior que o Civic por exemplo, mas é o Civic que é o Sedã médio)? A realidade é que o mercado não tem critério nenhum e essas categorias são criadas por mera conveniência.

      • Rodrigo

        O "premium" só serve para despejar porcarias no mercado com preços absurdos, aí pegar o aposentado que não conhece muito e dar mais uma desculpa esfarrapada para arrancar seu suado dinheirinho.
        "Esse é compacto premium, Seu Zeca", traduzindo: "Vou te arrancar mais uns pilas, seu trouxa".

  • Julio_F

    Acredito que, apesar de não ser fácil mensurar, uma das principais razões do mercado automobilistico brasileiro ser excessivamente valorizado (entenda: preços altos) é essa idéia preponderante de que carro é investimento. O povo compra carro achando que está comprando um imóvel ou fazendo um fundo de investimento em um banco.
    Nos países nos quais os carros são visto como meros bens de consumo (o que de fato são) via de regra os individuos são menos explorados.

    • O_Corsario

      Exatamente.
      E como as fabricantes fazem para pagar bem nos usados? Sobem o preço dos novos.
      E como fazem para ter os modelos "bons de revenda"? Sobem o preço dos novos.
      É lógico! Se o preço do novo sobe todo ano, o preço do usado tbm… Basta ver os preços de gol, que estão sempre subindo, e que é o "campeão dos usados"…

  • LuccasVillela

    Tudo desvaloriza, nenhum é bom, a gente sempre vai perder dinheiro mesmo. Escolha o carro pelo seu gosto, não pensando no que vai acontecer depois, eu hein, a pessoa passar um ano, dois, três rodando com um carro que não queria porque tá pensando na revenda… Compra um celta prata então!

  • granrs78

    Nessa lista está faltando o Cerato que é um legitimo sedan médio tbm.

    • Cil

      Pois é. Não entendo essa insistência em dizer que o Cerato é um sedã compacto premium. Estão classificando pelo preço?

      O preço do Cerato é o preço que deveria ser cobrado por qualquer sedã médio vendido aqui, considerando os valores deles lá fora. Os compactos é que são CAROS DEMAIS DA CONTA!

  • Herbet23

    Isso tudo só para dar o primeiro peido no banco???

  • lndnfsu2

    ou seja, se for comprar um usado, fique com o Focus =P

    é o mais barato em quase todos os casos e é um bom carro

    • cassiovd

      No final de 2010 o Focus, que já era vendido como 2011, ficou mais equipado e mais caro em todas as versões. Na época, chamaram de "Focus 2011 1/2".

      Me parece que os valores da tabela FIPE para o Focus 2011 leva em conta o valor do Focus 2011 menos equipado. TALVEZ a depreciação alta seja por isto.

  • 3ic

    como o texto diz, tabela fipe so serve para o governo te arrancar o dinheiro do bolso!!!!. exemplo, nessa tabela, o pallas é o que desvaloriza menos, mas na realidade, é um dos que mais desvalorizam. Conclusão: vc pagará barato por um lado mas levara uma facada maior que os carros da lista, todo ano na hora que for pagar o IPVA.

  • hyundaielantra
    • LeoJP

      Exatamente. Esta análise feita pelo Vin_T é teórica demais, não envolte outros custos que elevam / abaixam o preço e fora da realidade do mercado atual. Qualquer visita a concessionária / loja com seu Renault / Citroen sedan médio usado já comprovaria isso.

  • Sr_Andante

    A estatística inferencial não seria o método de análise mais adequado para o caso. Há vários fatores a serem considerados e o espectro de dados é muito amplo.

  • Na categoria "versão TOP", o Linea T-JET não se encaixaria??? Ele é uma versão TOP ou mesmo o Absolute!!!

    • mho

      Se tive serve de consolo: Linea Tjet
      0km: R$ 70.909,00
      2012: R$ 64.246,00
      2011: R$ 61.531,00
      Diferença de 9,3% só de tirar da loja e 13,2% com apenas um ano de uso. Ganharia do Civic EXS, Corolla Altis, 408 grife e Focus titanium. (editei pois não tinha reparado nos primeiros da lista)

      Já pensei em comprar um, pois ví um branco completo e com o polêmico kit aerodinâmico na Esave-DF e fiquei de cara, muito mais bonito do que aquele Monte Bianco. Só que pelo preço e pelo que promete não dá, pois ficaria muito próximo de um Fusion branco pérola 0km. Talvez eu mude de idéia se o preço ficar mais em conta, coisa que duvido.

      • Até que não deprecia tanto assim… Eu tenho um HLX Dualogic com kit Esence e não me arrependo. Ele oferece bastante até. Bom, ao menos eu adoro meu carango. Só não comprei o T-Jet por não ser flex, mas me arrependo, afinal faz um ano que meu carro não sabe o que é Etanol no tanque.

  • O_Corsario

    Legal o texto.
    O "fator depreciação" é mais importante para o pessoal que quer trocar de carro todo ano ou coisa do gênero.
    Eu costumo ficar bastante com meu carro, na verdade fico com o carro até começar a dar muito problema ou sentir falta de alguma novidade tecnológica, coisa rara no mercado brasileiro. Assim, acabo me preocupando mais com um carro que me agrade (no sentido amplo) do que em um carro que terá liquidez ou coisa do gênero.
    Mas… Cada um tem suas necessidades.

  • Xerosu

    Muito bom o comparativo. Seria interessante mostrar um gráfico mostrando a desvalorização mês-a-mês para cada modelo e assim pode-se observar quais tem maiores taxas de desvalorização inicial e comportamento de mercado; por ex., o que acontece quando se anuncia um novo modelo, etc…

  • Adriano_Silva

    É meio estranho o Corolla desvalorizar mais que o Civic, pois vejo mais reclamações e ressalvas ao Civic, e o Corolla é líder de segmento pela lógica imagem melhor depreciação menor, mais o que importa é a superioridade do Corolla quem compra não se arrepende, parabéns pela matéria.

  • Ughadoo

    Infelizmente o post do Indianapolis está mais correto que a pesquisa. No caso do C4 Pallas isso pode ser constatado por vários meios, inclusive pelo teste de longa-duração das revistas (elas descrevem como é a aceitação do mercado quando revendem o carro usado no teste, e não foi favoravel ao C4). Tenho dois conhecidos que compraram C4 usados justamente pelo baixo preço pelo qual eles eram oferecidos.

    Um outro conhecido pegou ao mesmo tempo dois 0 km; um Peugeot 307 topo de linha (2.0, automático, teto-solar, etc.) e uma Strada Adventure. Há alguns meses atrás ele foi vender os dois – adivinhem qual foi mais fácil de vender e por maior preço… Foi a Strada e ela estava com km bem maior.

  • tuago007

    Ótimo trabalho! Mas acho que a realidade se refletiria ainda mais clara se usasse a tabela da Molicar, pois eles tem um valor mais real do mercado. Fipe só serve mesmo pra determinar valor de seguros e impostos.

  • Simples e claro…. garanto que muita gente ficou surpresa com os dados, parabéns pela matéria.

  • Vin_T

    Olá Tripa!
    Eu imaginei que surgiriam críticas nesse sentido, por isso fiz questão de fazer as considerações preliminares (que nem todo mundo leu). Como deixei claro no texto, apelei para uma metodologia bem simples, que qualquer pessoa pode usar, para, pelo menos, usar como parâmetro e embasar algumas tomadas de decisão.
    Muito obrigado por valorizar o trabalho!

    Abraços!

  • Dcyno

    Óbvio que ninguém compra carro só pensando na depreciação, mas é interessante e útil saber, afinal a diferença entre o valor pago na compra e o recebido na venda é o principal ítem de custo desse veículo. Divida essa diferença pelo número de meses que ficou com o carro e terá o custo mensal dele ( lógico, ainda tem combustível, impostos, manutenção, seguro, etc ), depois compare com o valor mensal de aluguel do mesmo carro.

  • Alexdebrito

    Coloca todos na revenda e veja qual vende primeiro, corolla e civic usados vendem que nem coca-cola no deserto. o c4 fica uns 6 meses no minimo.

    • rufs1

      Exatamente, meu c4 faz mais de 6 meses que tento vender, mais facil eu ganhar na MegaSena do que alguem pagar FIPE nele.

  • rgmmelo

    Com a licença dos profissionais de contabilidade. A depreciação não representa um desembolso real e nem pode ser considerado o valor de um ano como uma taxa, do contrário, todos os carros com 10 anos seria grátis. Eu não estou pensando na desvalorização na compra do meu primeiro carro. To pensando sim no ágio, por isso tirei os zeros da possibilidade de compra.

    • Vin_T

      Comentário bastante coerente. Só para lembrar, as porcentagens relativas ás desvalorizações não foram apresentadas como "taxas", e sim como "desvalorização no período considerado". As taxas de desvalorização envolvem análises mais profundas e excluiriam modelos como Fluence e 408 (devido ao tempo de mercado). No entanto, a depreciação apresentada no período considerado pode predizer alguma coisa, além de servir como uma ferramenta útil na hora de comprar um zero ou negociar um usado. De qualquer forma, acho válida sua decisão de apelar para os seminovos, o que lhe permitirá estabelecer mais critérios e exigências. Boa sorte!

  • HugoBorgesOliv

    Considero desinformado quem diz que:"pessoas acham que carro é investimento" errado amigo, até uma criança sabe que carro só lhe faz perder dinheiro. Ocorre que se compra um veículo com menor desvalorização para se perder menos. O problema não é apenas a desvalorização em si mas a dificuldade para vender.

    Você vende facilmente um Corolla ou Civic usados, na loja em que trabalho desde Agosto os únicos sedans médios que passaram (consignação) foram: 6 Corollas, 4 foram vendidos e cerca de 4 Civics e 1. E observando nas lojas concorrentes, nunca vi outro sedan médio apenas Corollas e Civics. As revendas não ligadas a CSS mostram a realidade amigo.

    Procure em sites de revenda, e podem averiguar a diferença. Então um Corolla e Civic podem ser mais caros mas se vendem mais facilmente e perdendo menos dinheiro. No EUA, um Corolla desvaloriza mais de 30% do valor em 1 ano e mesmo assim é bem vendido.

    Agora diz para uma pessoa comprar uma Focus ou Fluence. Compra por preço razoável mas passa 2 anos e precisa vender, em um dos casos vai perder R$20.000,00 e nos dois casos vai ser difícil vender.

  • simoloko

    O preço do Focus em todas as concessionárias é este: GLX automático custa 59 (sem ar digital) e 65 mil (com ar digital e bancos em couro), respectivamente. Para CNPJ, o Focus custa 54 mil com câmbio automático.

    O 408 Allure custa 57 mil (manual) e 59,900 mil (automático).

    E pelo amor de Deus: Cerato é maior que o Civic e tem a mesma largura, como dizer que é compacto pequeno premium? É médio compacto, assim como todos os outros avaliados.

    Cruze 2012 LT Automático na tabela Fipe: 63 mil reais. Olha lá…

    • Vin_T

      "Médio compacto" pra mim é novidade. Na matéria consta que existem divergências quanto ao Cerato ser médio (concorrente de Civic, Corolla, etc.) ou COMPACTO PREMIUM (sem pequeno, concorrente de City e New Fiesta). Eu vejo que tem MUITA gente que diverge nessa questão. O principal ponto é pela motorização do Cerato (1.6 16V), mais coerente com os dois primeiros concorrentes em potencial. Se somente as dimensões fossem argumento, então o Cobalt, Logan e Versa tb entraria, na briga, e o Sandero seria um hatch médio.

  • sergio_masa

    Vi a entrevista do presidente da Ford no Brasil, no programa do João Doria, no último domingo. Uma coisa que me chamou a atenção, foi ele dizer que em 2005 no Brasil existiam 200 modelos a venda, hoje são 2000. Acho que daqui pra frente vai ser mais raro os sucessos de venda, e isso é bom. Muito bom ver Toyota, Nissan, Hyundai no segmento de carros populares.

  • Id_Moreira

    Levando-se em consideração o índice de depreciação mais o preço do carro na concessionária, pode-se observar que, às vezes, é mais vantagem comprar um carro com desvalorização maior, mas com melhor preço.

  • luiz_paniza

    A análise foi baseada no período em que o carro mais desvaloriza que é no 1o ano da compra, se analizar a projeção
    dos anos seguintes vai notar que ocorrão alterações significativas nos preços de alguns modelos, como por exemplo
    das marcas francesas. Não deve ser levado em conta para reais compradores já que é pouco comum uma pessoa
    ficar 6 meses com o carro e sim períodos maiores. O Corolla daqui por exemplo perdeu cerca de 11 mil reais em 3
    anos, um ótimo negócio considerando que o carro não dá manutenção. O propósito da matéria é alarmante e pouco
    funcional para a realidade.

  • motorista

    Encontrei um problema aí, visto que na FIPE os carros zeros abaixo são bem superior ao valor da tabela
    Honda Civic LXL SETabela 0km 62.300FIPE R$ 66.818,00
    Toyota Corolla GliTabela 0km 59.695FIPE R$ 70.020,00, que com certeza já distorce toda a primeira tabela, não verif. os demais, mas logo chego a conclusão que não existe depreciação menor que 10% para carros desse porte.

  • coisarada71

    Ótima matéria! Método simples e objetivo. Apenas aponto que, pela consulta que fiz no "site" da FIPE, os valores do Corolla GLi MT não estão corretos: seriam R$ 64.727,00 e R$ 56.288,00 para o carro 0KM e 2011, respectivamente. Isso daria uma desvalorização de 13,03%, conforme a técnica utilizada na matéria.

  • Franky

    Dá a entender q o Honda civic EXS teria uma depreciação de 10% anual seguindo a tabela FIPE?

  • Thales Stravino

    Meu ponto de vista: taxas de desvalorização muito pequenas em comparação, não devemos levar em consideração esse fator na hora da compra.

    Motivo: Carro é um bem de consumo como outro qualquer (uma geladeira, por exemplo) e seu ciclo é simples: Compra, Usa e Joga Fora (ou vende o que sobrou do bem). Por ser um bem de consumo, não pode ser considerado como investimento, pois além da depreciação continua o proprietário possuis “gastos” para manter o bem em condições aceitáveis e nunca retém de volta nenhum benefício financeiro diretamente ligado ao bem (obtém de forma indireta, por exemplo, se o carro for utilizado para trabalho, e sendo este então uma das ferramentas que contribuiu para o seu faturamento).

    Observação Importante: Não existe racionalidade financeiro, ainda mais no nosso Brasil, em comprar um carro acima dos R$50.000,00 e esperar pouca ou nenhuma desvalorização a ponto de ser um negócio vantajoso. Se procuras ser racional, adquire um veículo seminovo ou 0km, ambos na faixa dos R$30.000,00 a R$40,000 e aplica o restante do valor em uma LCI, por exemplo, que rende muito mais que uma poupança (que também é um negócio horrível). Eu sei que ninguém quer pagar caro em um carro pra depois conseguir trocar por uma bicicletinha velha, mas não é assim também.

    Consideração: A racionalidade na compra de um carro acima dos R$50.000,00 é estupidamente simples e particular ao feliz e novo proprietário: Faz Teste Drive em todos os modelos do segmento que procura e COMPRA o que mais gostou. Simples assim.

    Imagina o seguinte caso: Você comprou um modelo de R$78.000,00 por ser um dos que menos desvaloriza. Um ano depois está desesperado para vender o carro pois comprou algo que não gostou e não vê a hora de se livrar e começar o processo de aquisição tudo de novo. O seu vizinho pagou R$70.000,00 em um modelo que superou suas expectativas mas é o que possui maior taxa de desvalorização no mercado, mas vai ficar com carro por 3 ou 4 anos porque simplesmente se apaixonou pelo menos. Quem foi o cliente mais feliz e menos prejudicado?

    Outra observação real e importante: Estou à procura de um sedã médio e fui orientado a adquirir um Jetta 1.4 TSI por ser o que menos perde na revenda, porém, o dito cujo sai nada menos do que R$88.000,00, um carro relativamente básico, apesar do câmbio DSG, vem com ar, direção, trava e som.

    Pesquisando, encontrei o Nissan Sentra (nunca tive Nissan), desvaloriza mais que o tal Jettão, mas: Tem porta malas muito maior, muito mais espaço no banco traseiro, tem câmbio CVT, vem com roda 17, central multimídia e couro, chave presencial e junto com esta um sistema inteligente absurdo que não deixa o carro ser enganado (se jogar a chave no porta malas e fechar, o carro apita e abre a mala sozinha avisando, entre outros), tem controles do piloto automático e som no volante, retrovisor fotocrômico e acendimento automático dos faróis. Enfim, uma pancada de equipamentos e tecnologia embarcada que vamos encontrar apenas no Jetta 2.0 TSI de R$115.00,00. E o mais importante: Este Sentra está me sendo ofertado por R$76.990,00.

    As revisões do Sentra são mais baratas do que do Jetta, e o seguro, muito mais em conta (R$1980,52 a menos que Jetta, no meu caso), sem contar que o Jetta custa R$12.000,00 a mais com uma lista de equipamentos básica / pobre. E por fim, bancaria o IPVA de um carro de 88 mil!

    Resultado: Se colocar na ponta do lápis, todo o custão a mais do enxuto Jetta com todas as despesas maiores sai muito mais caro do que o Sentra (que ja é mais barato, mais generoso e equipado e custo de manter menor) somado à sua desvalorização. O que você paga pelo Sentra e perde na revenda chega a ser menos do que o que gastará à mais pra comprar um carro mais famoso e dispendioso.

    Sem contar, que Nissan, Toyota e Honda chegam fácil aos 100 mil km sem dar pepino, sem vazar (pega essa Fiat e VW) e tem motor pra aguentar tranquilo até os 300 mil km (motivo que acredito que a desvalorização deles deveria ser menor, pois é negócio bem feito comprar um modelo Japonês seminovo, a qualidade e a engenharia é outro nível). Mas a tabela gosta de considerar a má opinião do gosto tradicionalista brasileiro, que infelizmente, dita as regras do mercado.

  • Ruan Pablo

    COnteudo PROTEGIDO, isso é piada..Pra ler a noticia é preciso curtir eles na redes sociais.. Que VERGONHA

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