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Apesar da promessa, montadoras dizem que sem Rota 2030 investimentos ficam em risco

2008-produção-5 Apesar da promessa, montadoras dizem que sem Rota 2030 investimentos ficam em risco

São R$ 16,7 bilhões em investimentos até 2022. Esse é o montante que as montadoras pretendem gastar no Brasil nos próximos cinco anos, mas tudo isso dependerá apenas da aprovação do Rota 2030. Apesar da promessa do governo de que até o fim de fevereiro a nova política será anunciada, as montadoras continuam inquietas.



O problema é que o montante acima foi pedido junto às matrizes, em justificativa dos benefícios concedidos pelo governo, através do Inovar-Auto, para que houvesse investimentos em redução no consumo, emissão de poluentes, segurança veicular, engenharia e pesquisa, entre outros. A meta de redução de 12% no consumo, por si só já foi um bom motivo para que as sedes dos fabricantes instalados no país concedessem autorização para injeção de mais dinheiro no Brasil.

Porém, sem um regime automotivo que dê continuidade aos impulsos gerados pelo Inovar-Auto, as montadoras não tem como justificar a manutenção de investimentos ligados aos pontos exigidos anteriormente. Como não haveria mais obrigação com tais metas, simplesmente as matrizes poderiam cortar os gastos no país, pois seriam desnecessários em um mercado onde tudo é liberado.

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A questão toda é a demora na aprovação do Rota 2030. O novo regime automotivo criado pelas montadoras em parceria com o governo – no caso com o MDIC – é de vital importância para que as exigências continuem e que os incentivos fiscais para tais operações sejam mantidos. Isso vale não só para as montadoras, mas também para o setor de autopeças, que necessita de ajuda urgente para acompanhar a evolução da indústria.

Como até agora não foi anunciado, as filiais precisam de jogo de cintura para explicar aos chefes nas matrizes que as regras ainda irão sair. Mas quando? Ninguém sabe. A última promessa do governo veio através do ministro interino Marcos Jorge, que está na pasta do MDIC. Ele afirmou que a Fazenda fez novos cálculos e aprovou incentivos com teto de R$ 1,5 bilhão ao ano para o setor automotivo em troca do cumprimentos de tais regras.

No resultado, o MF verificou que a arrecadação aumentará em R$ 2,5 bilhões ao ano apenas com a concessão desse teto. Em outras palavras, as montadoras ganham R$ 7,5 bilhões em benefícios durante cinco anos, mas o país leve R$ 12,5 bilhões a mais, fora o retorno dos incentivos em impostos gerados com o aumento dos investimentos nas áreas pretendidas. Além disso, o governo também acenou com um pacote de Indústria 4.0 em março, com o objetivo de modernizar o parque industrial brasileiro, o que beneficiará em especial as autopeças.

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Apesar disso, nas filiais a preocupação é grande, pois as reuniões de investimentos globais dos fabricantes ocorrem a cada três ou quatro meses. Nesse caso, durante esse período, o atraso no Rota 2030 pode ser administrado e absorvido, mas estendendo-se muito mais, a situação se complica para as empresas instaladas no país, pois existe uma disputa interna por investimentos entre as operações globais de muitas marcas.

Assim, se o Brasil atrasar demais, o dinheiro pode mudar de mão e ir parar na Tailândia, Índia, Rússia, China ou qualquer outro lugar que apresentar mais vantagens. Nesse caso, não há volta para o dinheiro que foi embora. Outro ponto observado pelas montadoras é que as regras do Rota 2030 precisam ser mantidas conforme foram criadas, pois se o regime relaxar nas exigências, parte dos investimentos volta para as matrizes e a evolução dos produtos será bem mais lenta.

[Fonte: Folha]

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  • ObservadorCWB

    Mi mi mi…..só isso.

    • Louis

      Apesar de também achar que a indústria automobilística é muito chorona, o desgoverno também é uma piada. Não há regras definidas, há uma insegurança para qualquer investidor.
      E agora, carnaval, país para por 2 semanas, piada. Vamos rebolar pelados que é o que temos por aqui.

      • ObservadorCWB

        FAça os cálculos do PLUS na arrecadação + lucro e compare com os dois milhões de veículos emplacados em 2017….dá para ter uma ideia do TAMANHO DO ROUBO. O desconto de valores sobre “cadeia produtiva” ainda mostra a enormidade do abuso que sofremos. Pagamos DOIS carros em termos de valores e levamos 1/2 carro (pois aqui sempre depenam os itens).

      • Debraido

        Mas não devem existir regras. Essa é a questão. E outra esse papo de investimento em pesquisa e balela, trazer um motor pronto e transforma-lo em flexível, para atender o mercado, não e nada tão absurdo.

        • Louis

          Como não devem existir regras? Como uma empresa vai se programar em investir bilhões em um mercado em que as regras podem mudar sem previsão? Independentemente se o Rota 2030 será bom ou ruim, é preciso que seja definido logo.

          • Fanjos

            A regra que o país mais precisa é a reforma tributaria, diminuir os impostos e torna-los mais simples, claros e bem especificados, de preferencia cobrado na fonte na hora da compra como no EUA e não em cascata de maneira camuflada e com isso liberar a livre concorrência com os importados com impostos mais justos.
            Ai é só deixar o mercado se regular

            • ObservadorCWB

              FANJOS para o MDIC já………………………….e pode assumir a Fazenda também…….

              • Fanjos

                Colocar ordem nessa joça xD

            • Raul Pereira

              Concordo com você, salvo a parte de autoregulação do mercado, porque pode dar ruim. Mas o caminho é bem esse, em resumo é o país ser menos parasitário. Agora, boa sorte pra tentar reformar tributação e abrir mercado em um país de favoritismos…

            • Edson Fernandes

              Bem…. eu já vejo que aqui liberar na fonte, complicaria os impostos indiretos porque aqui a destinaçao se dá por outras coisas.

              Isso mudaria inclusive a questõa de tributação municipal, estadual e federal. E na boa… ninguem quer perder sua filinha de dinheiro…

            • Rodrigo

              Isso seria o mais simples, mas parece que até o Sindicado / Conselhos / ets. dos profissionais de ciências contábeis rechaça isso (é sério).
              Sabia que o Brasil é um dos poucos países no mundo que ainda trabalha com Cartório de Notas?

              • Fanjos

                Com certeza os “vermes” são contra, do jeito que esta, porque as empresas jogam a culpa dos preços altos no governo, o governo finge que não ouviu e fala que as empresas que querem lucrar demais e fica nesse empurra empurra e todo mundo lucra menos o consumidor que fica com o nabo e a areia.
                Se os impostos fossem justos, diretos e cobrados na fonte de maneira simplificada e direta o valor do produto seria totalmente comparável com o valor lá de fora + o imposto que estaria discriminado no final da nota, o que deixaria tudo muito claro se é a culpa seria do governo ou da empresa o valor estar fora da realidade, e ai meu amigo o bicho iria pegar, como esta bom para todo mundo menos para população então deixa como esta, é essa a regra.
                Por isso que eu digo que o HuEzil é um eterno fracasso e nunca será…jamais será!

            • Danillo Barros

              Até porque a cascata ajuda a complicar a conta, ainda mais pro brasileiro médio, então fica fácil por a culpa nos impostos e disfarçar a gorda margem de lucro.

              • Fanjos

                Bingo!!!

          • Debraido

            Simples, esse tipo de regulação não deve existir, só atrapalha, favorece a formação de carteis e deixa o mercado menos competitivo. O que precisamos é o resumo que o @fanjos:disqus fez. Simples assim.

  • D136O

    se as montadoras ganham 7,5 bi, o governo 12,5 bi quem é o pato bancando tudo isso?????

    • ObservadorCWB

      Exatamente isso que penso. Os dados oficiais apontam 2017 com “ano ruim para esta indústria”…e foram emplacados 2.170.263 veículos. Só neste DETALHE dos impostos/lucros esperados para 2018 “ano melhor para esta indústria” – já dá para ter ideia de QUEM PAGA O PATO. Dá vontade de estraçalhar com tudo viu…….

    • Renato Duarte

      Eu não tenho dinheiro pra comprar carro 0km,, e nem tô interessado em aprovar cadastro pra financiar. Prefiro os carros com mais de 3 anos de uso mesmo.

  • nbj

    Se é por falta de adeus…

    • Mr. Pereba

      Isso não significa exatamente que as montadoras vão embora (afinal com os preços praticados aqui não precisa de muito esforço para fechar o balanço no positivo), mas sim que vão retirar os investimentos nas fábricas e produtos daqui. Na prática, teremos carros menos desenvolvidos, menos tecnológicos, menos eficientes, etc. Normalmente sou contra intervencionismo, mas nesse caso se formos depender da autoregulação do mercado, a evolução nesse setor se arrastará por muito mais tempo.

      • ObservadorCWB

        Discordo totalmente. Pesquise sobre “operação FIAT Brasil sustenta matriz italiana” e outras do gênero. Aqui ocorre roubo na cara dura. As montadoras jamais irão embora. A questão de carros menos tecnológicos etc e tal é questão do mercado fechado. Quem aqui não se lembra da súbita mudança nos idos de 2009, quando a Hyundai trouxe os divisores de água Azera e i30 ?? A fração dos preços praticados aqui dentro…..os carros estavam anos a frente em conteúdo. MAs justamente atrasaram tudo de novo com a intervenção do estado brasileiro…… sempre superprotegendo esta indústria. Daqui a pouco terão saudades dos computadores da Prológica / Itautec …. ou teremos o Fusca Temmer ?????

        • Renato Duarte

          Montadoras são iguais empresas de transporte público,, adoram chorar pro governo pra melhorarem as “concessões” com o argumento de que “NÃO TÁ TENDO LUCRO”,, mas vai falar pra eles abandonarem o osso pra ver!!!!!

          • ObservadorCWB

            Bem isso……e aqui não é nem osso……aqui é Mignon para eles.

      • Renato Duarte

        Não esqueçamos que estamos sendo governados por quem foi “maioria” nos votos das eleições de 2014. E não tem gente mais intervencionista do que estes…

      • Cosi fan Tutti

        Carros importados já vem com toda a tecnologia sem precisar de um centavo de investimento kkkk Se o Brasil quer ter carros tecnologicos e avançados, que criem os seus proprios.

  • JCosta

    Se estas mesmas empresas considerassem a inovação como um diferencial para o seu produto, nada disso seria preciso. Mimimi de quem está acostumado a mamar nas tetas do Estado e a achacar o consumidor brasileiro.

    • André William

      Concordo com vc meu amigo, Se não vão investir no país blz…, O mundo não é feito só de montadoras Americanas ou Europeias….. Temos que acordar parar com o toma lá da cá. Abrir o mercado para industrias que realmente queiram produzir e compartilhar suas tecnologias, ou ainda melhor estimular a criação de empresas Brasileiras voltadas a esse setor.

      “Infelizmente a cultura de se vender por migalhas ainda impera nesse país”.

      • ObservadorCWB

        Com ITA, IME, USP, UNICAMP e muita coisa boa, não conseguimos, salvo honrosas exceções, fazer algo nosso ? Acho incrível nossa “exportação de cérebros”, que vão dar lucro onde os governos deixam. Aqui tudo é tão burocrático e amarrado que é quase impossível.

        • Antonio

          As melhores universidades e institutos tecnológicos são estatais. Disparado.
          Aí vc encontra um Governo que negligencia a pesquisa aliado a uma indústria que também é muito fraca em pesquisa e desenvolvimento e encontramos essa situação atual.
          Sem contar que a capacidade de investimento da indústria nacional é muito menor que a estrangeira.
          A solução para esses profissionais é tentar a vida em centros mais avançados.

          • ObservadorCWB

            “As melhores universidades e institutos tecnológicos são estatais. Disparado.”..VERDADE, mas até quando ? Aqui no PR a nossa UFPR sempre figurou entre as melhores 1000 do mundo. Agora temos seleção “alternativa”, cotas raciais e não sociais, pressão para evitar jubilamento e elevado índice de evasão…… Então ela já não mais figura na lista. A meu ver, tanto a educação de qualidade quanto a saúde serão entregues nas mãos dos grupos privados. Estão fazendo de tudo para destruí-las. E olha que o governo que fez isso dizia-se de “esquerda”.

            • Rafael Lima

              O Elevado indice de evasão tem a ver também com a falta de investimento do governo, quem faz ciência aqui ganha 1500 reais de bolsa e que se vire, não pode nem ter um outro trabalho com carteira assinada, juíz que ganha 30 mil ganha 4 mil ou mais de auxílio moradia, auxílio mil coisas, mesma coisa deputados, a ciência e tecnologia que desenvolvem um país e aqui quem entra em cursos científicos rala demais ganha muito pouco e não tem perspectivas, eu vi muitos amigos desistirem, profissionais ótimos por não verem perspectivas e muitos que são bons estão indo pra fora depois de anos ganhando mixarias aqui

              • ObservadorCWB

                Cara, você lê mentes ??? Isto martela minha cabeça. Mas não escrevo para não estender a prosa. É bem por aí. Você deve ser “amigo do rei” para conseguir algo aqui. Sem contar que cargos são distribuídos por indicação e não mérito/conhecimento. Já tivemos secretário da pesca que no discurso de posse disse não saber colocar isca no anzol. A Sra. Brasil que fica passeando de barco com cinco peladões e quer assumir por força um ministério. Lembro da fatídica decisão do MEC de exigir mestrado para professor universitário. Em princípio algo certo, mas conheço Médicos que são mestres em “Manejo Ambiental”…kkkkk Porque dava o título e era um mestrado mais rápido e barato. E assim segue o barco. PS. O auxílio moradia e outros dos juízes entra como Verba Indenizatória – significa ZERO de imposto de renda. É líquido e certo.

                • Rafael Lima

                  Não leio mentes, só me aventuro na ciência desse país, se não tivesse condições boas de vida antes de entrar nessa loucura eu ja teria desistido, como muitos dos meus colegas, por ano tem turmas que formam 2 até 1 uma pessoa, turmas que começam com 50 vagas, e o governo ainda tem a cara de pau de cobrar que haja redução na evasão nos cursos de graduação, esses palhaços fazem a gente trabalhar as vezes meses sem as bolsas de iniciação científica, mestrado e doutorado, tem aluno que trabalha sem receber um tostão ganha prêmios e vai pra fora, eu sou um desses que qualquer oportunidade em um laboratório fora vou embora e nem olho pra trás

                  • Guilherme Batista

                    É bem isso mesmo viu, posso dar meu testemunho como ex-bolsista de programa de intercâmbio do governo.
                    O pais gastou cerca de 36 mil com meu intercâmbio, aproveitei a oportunidade pra fazer pesquisa que envolvesse a sociedade, carros e tecnologia.

                    Basicamente minha pesquisa era na area de veículos intercomunicados, que poderiam trocar informações de forma a melhorar o trafego e principalmente o atendimento dos serviços de urgência.

                    La fora a pesquisa foi bem reconhecida e inclusive a universidade de lá apresentou minha pesquisa para o órgão de trânsito local, policia, prefeitura e etc.

                    Voltando para o Brasil e nada, nem eu nem a faculdade conseguiu apresentar ao governo municipal, estadual ou federal. Era algo que se fosse aplicado, poderia gerar economia de milhões de reais anuais e melhoraria em muito a vida das pessoas no trânsito.

                    Ai me pergunta o que eu faria se tivesse a oportunidade de usar meu conhecimento la fora?

                • Antonio

                  Não se esqueça que a ‘Reforma do Ensino’ está formatada para criar alunos apenas com formação técnica, sem grandes questionamentos na área acadêmica ou científica.
                  Como disse um político ‘da base’ do atual (des)Governo: ‘Universidade é para rico. Pobre tem de ter ensino médio.’

                  • ObservadorCWB

                    Ou ele está certo. Ou os políticos da Coreia do Sul, China, Austrália, Chile e até do Paraguai é que estão certos….kkkkk

                    • Rafael Lima

                      Mas aqui eles querem apenas mão de obra, lá na Coréia, China, Austrália e até no Chile eles estimulam pesquisa científica, olha como a industria ta forte na Coreia e China, os caras investem em pesquisa e desenvolvimento

                    • Antonio

                      E, se não me engano, semana passada foi aprovada lei no Chile estatizando todo o ensino universitário.

                  • Rafael Lima

                    Infelizmente no Brasil é assim, não mentiu, só conheci gente nos cursos de graduação que estudaram comigo em colégios e cursos bem caros, quando entrei na faculdade parecia que eu conhecia todo mundo, fora os estacionamentos lotados de carros caros, e pessoas com baixo poder aquisitivo ali são poucas e que mais sofrem, há pessoas de classe média sim, mas esses vão pra longe da área científica, tem gente que usa a bolsa ínfima que o governo paga pra ajudar a família no interior, cara 400 reais, é desumano o que o Governo Brasileiro faz com a educação e produção de conhecimento

                    • Antonio

                      Aqui é assim. As pessoas ricas colocam seus filhos em colégios caríssimos e depois querem lotar as universidades públicas que são gratuitas.
                      As pessoas ricas deveriam:
                      1) Lutar pelo ensino fundamental e médio públicos de qualidade e depois ‘enganchar em uma Univerisidade pública;
                      ou
                      2) Depois de pagar colégio a vida toda, continuar seguindo em Universidades pagas.

                      Só que eles vêm com discurso de igualdade de direitos apenas para o Vestibular.
                      E a sociedade paga.
                      Isso é Brasil

            • Antonio

              Não acredito que a criação de bolsas seja a culpada pela destruição das universidades federais.
              É falta de investimento do Governo mesmo.
              Mesmo na época de livre concorrência no vestibular, apenas uma ínfima parcela de estudantes seguia no campo da pesquisa científica. O resto era para o mercado de trabalho mesmo. Não estou nem considerando cursos onde a pesquisa científica é quase insignificante como Direito, Economia, Administração e etc.
              Desta forma, a falta de investimentos em material, salários e outros levou a esse sucateamento e, assim, os pesquisadores vão procurar outros locais melhores.
              Não entro nem no mérito de que os resultados destas pesquisas sejam razoáveis ou não, mas o fato é que estão minguando por falta de investimento.

    • ObservadorCWB

      100% certo.

  • Lord Saboteaur

    Ok lembrem que com o lucro que a Honda tem no BR, consegue manter uma fabrica fechada…. facil facil…

  • Antonio

    O Brasil caminhando a passos largos para ser um País secundário. Mais do que já é.

    • Renato Duarte

      Secundário já é,, o risco maior é de se tornar um país Terciário.

      • Antonio

        É verdade. Está se especializando em vender farelo de soja para a criação de porcos dos outros países.

        • Cosi fan Tutti

          Mas ae não seria primário?

          • Antonio

            Secundário no sentido estrito da palavra. De segunda linha.

  • Schack Bauer

    Austrália não cedeu a essa mesma chantagem e vai muito bem, obrigado.

  • FrankTesl

    Em clima de carnaval, o cartel canta: “mamãe eu quero, mamãe eu quero mamar”
    Ameaçam e fazem beicinho, mas nunca que deixarão de aproveitar o lucro Brasil que colhem aqui: “no Brasil é menos sacrificado vender carros, dá para tirar lucro maior com menos”, segundo um executivo de uma grande montadora.
    O que estimula o mercado a oferecer melhores produtos sem abusar na alta dos preços (porque preços mais justos ainda são um doce esperança) é a abertura de mercado e concorrência com produtos e marcas novas.
    Exatamente o oposto do que foi provocado pelo Inovar Auto, que impôs sobretaxas e cotas de importação, abrindo genorosas margens para subidas colossais nos preços

  • yurieu

    Indústria automotiva não precisa de investimento, precisa fechar. Acontecer o mesmo o mesmo ocorrido na Austrália.

  • SK15

    Eu acho que tem que ter regulamentação e deveria ser mais forte exigindo mais equipamentos de segurança, mais economia e mais itens sem aumento de preços porque sempre que falam em por 1 parafuso extra é uma choradeira e te vendem como algo especial vide ABS e Airbag é como se fosse um item extra um favor … afinal estamos no país de Gerson … todas montadoras aqui instaladas já tem o “jeitinho brasileiro” se deixar tudo solto esses pessoal vai fazer carros sem rodas.

    • ObservadorCWB

      Sinto informar que o caminho para isso é a DESREGU–LAMENTAÇÃO…kkkk o Inovar Auto trouxe a LAMENTAÇÃO somente. Vínhamos desde Collor tendo progressos. A década de 90 foi excelente. Mercado inundado de veículos importados a preços razoáveis. Daí foram tentar “melhorar” o que estava dando certo e deu nisso aí. compramos 1/2 carro e pagamos 2.

      • SK15

        Sim concordo com você que o correto e o ideal era facilitar as coisas, num capitalismo que funcione melhor deixar a própria concorrência e livre mercado agir é o ideal, mas estamos no Brasil onde o poste mija no cachorro, nunca seremos, infelizmente a cultura da ladroagem impera desde os políticos até o vendedor de cachorro quente na rua.

        Eu trabalho num E Commerce e o que mais tem é gente ‘ixperta’, o cara adquire um produto usa 6 meses (ou não usa) e depois vem na maior cara de pau dizer dizer que não usou, que não sabia o famoso joão sem braço e quer o estorno total e briga faz escarcéu da as maiores desculpas possíveis, aliás atendi uma a uns minutos dizendo que fico grávida que agora cada centavo conta, mas não botamos arma na cabeça dela pras comprar, até parceiros nossos quer dar cano, sabe é uma cultura chinfrim que temos nesse país nunca seremos ninguém admita essa realidade nossos filhos e netos nunca terão um pais de verdade.

      • Antonio

        As montadoras daqui são as mesmas do resto do mundo.
        Vamos pegar a VW como exemplo.
        Ela produz 200.000 carros aqui e 2.000.000 na China.
        Na China o custo final é muito menor além de ter um potencial de crescimento colossal.
        É evidente que a VW vai investir na China e apenas importar para cá.
        E para um País pobre como o nosso, seria desastroso o fechamento de centenas de fábricas da cadeia de produção.
        Teríamos de vender muita soja e muito café para cobrir isso.

        A propósito: Li que a Nissan fará investimentos para dobrar sua produção na China.
        Vamos só assistir.

        • ObservadorCWB

          Será que na China alguém mantém algum parque fabril fechado ? Aqui há montadoras que fazem isso. O lucro de outras unidades basta. Não haverá fechamento. Nosso país é o “Mignon” da indústria. Em que outro canto do mundo carros depenados são vendidos por 2X seu valor de “mercado” ? Existe é um grande conluio governo / fabricante, onde os dois se beneficiam às custas do vivente que ama automóvel.

          • Antonio

            O fato é que se a empresa lucra vendendo um carro fabricado aqui com custo de produção ‘X’, ela vai lucrar mais ainda se encerrar sua atividades fabris e importar com um custo de ‘X/2’.
            A vantagem que a produção em massa da China traz é muito grande. Esse ano, deve chegar a 30 milhões de automóveis.
            Li, anteontem, que eles pretendem expandir mais ainda sua produção com a inclusão no mercado de centenas de milhões de habitantes de cidades do interior.
            Não há como competir com uma escala dessas.
            Se o Brasil abrir totalmente o mercado, a indústria nacional não vai aguentar.

            • ObservadorCWB

              E como se ganha escala ? R. Aumentando o universo de consumidores Como fazer isso ? Só dois caminhos conhecidos hoje (pelo menos viáveis economicamente-fora do “socialismo”). 1- aumentando a renda do conjunto consumidor ou 2- diminuindo o preço do bem………as conclusões acho que não preciso escrever. Lembre que a China não possuía escala de consumo interno há poucos anos atrás. Ouso dizer que o salto se deu em menos de DEZ anos.

              • Antonio

                É verdade. Talvez passe por fatores históricos, de comportamento da população ou ideais da sociedade. Ou os três juntos.
                O fato concreto é que chinês é abnegado. Trabalha muito. Bem orientados, estão construindo esta super-potência. E pela escala que está se visualizando (população, território e capital) teremos a primeira hiper-potência da História.
                O fato concreto é que o empresário brasileiro não vale o que o gato enterra na areia. Salvo, raras exceções.

                • Cosi fan Tutti

                  A China aceitou fabricas estrangeiras em seu territorio mas com a condição que trocassem tecnologia para eles terem suas proprias, e hoje vemos varias chinesas ae despontando, algumas ja incomodando ou comprando marcas mainstream. O Brasil apenas serve às montadoras, pois o governo se vende e o povo é iludido comprando Civic a preço de Mercedes e achando maravilhoso. O Brasil não precisa abrir o mercado, e sim ter verdadeiramente uma “indústria nacional”, como vc diz, que no momento não temos.

                • Ducar Carros

                  A primeira “hiperpotência” da história foi o Império Romano, quando derrotou Cartago. A segunda, o Império Mongol. A China seria o terceiro, e mesmo assim, sua dominância no mundo provavelmente não se comparará aos anteriores.

                  • Antonio

                    Vc pode ter razão, mas estou me estou me referindo aos Estados modernos, como conhecemos hoje.

                    • Ducar Carros

                      A China será a potência líder, mas não terá o domínio mundial que tiveram as outras potências que citei: os EUA, a Europa, e o Japão ainda terão um papel relevante no mundo.

              • Cosi fan Tutti

                Eu diria que o Brasil precisa urgentemente de um plano de troca da frota antiga, primeiro, isentando ou extinguindo IPVA para carros que sejam economicos e baratos, e exigindo pagamento pra carros velhos e poluentes. Isso já faria que muita gente se visse obrigada a trocar seu velho por um novo. E dar sim descontos no IPI apenas pra quem for comprar carro, e não pra montadoras, pois quem precisa de incentivo é o povo e não elas que lucram absurdo aqui.

  • fabricioaguirre

    Deveriam se lembrar do esporte à motor, como outros países fazem. Se não houver incentivo, só as grandes continuarão investindo.

  • Edson Fernandes

    Engraçado, antes o problema já seria nõa ter o Rota 2030 depois do termino do InovarAuto… agora já até pode esperar 3 ou 4 meses? Brincadeira isso viu.

    • ObservadorCWB

      E se não vier NADA = MELHOR…kkkkk

      • Edson Fernandes

        Ao meu ver e para a visão de consumidor, é o que eu acho…rs

  • Gutto Morais

    Galera, não adianta choramigar. A coisa só vai ficar boa o dia que o consumidor de automóveis no Brasil deixar de ser tão ignorante, tapado. Consumidor este que troca de carros seguidamente mesmo que totalmente desnecessário, consumidor que se ilude com facelift, consumidor que correr pra comprar lançamentos mesmo que precise pagar ágio pra ter primeiro. O dia que nosso consumidor aprender a dar valor ao dinheiro e parar de comprar carro pra impressionar os frentistas no posto de gasolina, quem sabe o mercado evolua….

    • Cosi fan Tutti

      O dia que não existir mais frentistas ne, como no 1º mundo hehehe

  • Cosi fan Tutti

    Corrigindo: O novo regime automotivo criado pelas montadoras em parceria com o governo – no caso com o MDIC – é de vital importância para que os preços continuem altos e eles lucrem absurdamente mais aqui que no resto do mundo, assim sustentando várias operações não rentáveis, como investimentos pesados na China, UE, Eua etc.. É inacreditável como nossos governantes tem mente pequena e fazem estas trocas de espelhinhos por ouro até hoje, com estas empresas.

  • Marcos

    Quanta baboseira. A evolução de qualquer empresa só acontece com a livre concorrência e não com incentivos. Sou muito mais pagar menos por um carro importado do que o cartel de montadoras darem mais dinheiro ir para o governo para depois ver esse dinheiro simplesmente desaparecer em mordomias dos faraós dos legislativo, executivo e judiciário, também com corrupção, superfaturamentos e politicagens.

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