Aporte de R$ 2 bilhões deve garantir à Renault a implantação de tecnologia híbrida com tração nas quatro rodas

Conjunto automotivo desmontado, com motor, quatro rodas, componentes de suspensão e uma caixa central sobre fundo branco.
Conjunto mecânico associado à tecnologia híbrida 4×4 que a Renault pretende aplicar nos modelos Boreal e Niagara com o novo aporte anunciado.

A Renault confirmou um aporte de R$ 2 bilhões extras sobre seu plano de investimento conjunto com a Geely, passando assim de R$ 3,8 bilhões para R$ 5,8 bilhões.

Desse valor extra, parte será empregada no lançamento da tecnologia E-Tech Full Hybrid 4×4 da própria Renault, garantindo assim que os modelos Boreal e Niagara sejam beneficiados com isso.

O que se sabe sobre a tecnologia da Renault é que existem duas versões, sendo uma delas empregando dois motores elétricos de potências consideráveis.

Esta arquitetura, que usa motor 1.2 TCe, entrega nada menos que 300 cavalos de forma combinada, o que parece muito para as pretensões da dupla da Renault por aqui.

Renault Boreal cinza, com teto preto, exposto em ambiente interno; placa dianteira exibe “BOREAL”.
O Renault Boreal aparece em exposição e está entre os modelos previstos para receber a tecnologia E-Tech Full Hybrid 4×4 no Brasil.

Esse sistema é conhecido por ser do tipo PHEV, ou seja, com recarga externa, algo que a Renault deixou de lado em termos de oferta de massa no mercado europeu, focando no HEV.

Nesse caso, a arquitetura encontra com mais ênfase a gama da Dacia, com modelos como Duster, Bigster e Jogger, sendo o Striker o modelo mais recente com tração 4×4.

Na Dacia, essa tecnologia usa o motor 1.2 TCe de três cilindros, que trabalha com um sistema híbrido leve de 48 volts, mais um motor elétrico no eixo traseiro.

Este último tem 31 cavalos e fica posicionado no eixo traseiro, aproveitando a suspensão multilink que vemos na Niagara e em breve também no Boreal.

Picape Renault Niagara verde-clara, com cabine dupla, rodas pretas e adesivo 4x4, em ambiente escuro
A Renault Niagara é o segundo modelo citado pela marca para receber a tecnologia híbrida 4×4 incluída no novo plano de investimentos.

Por aqui, para aproveitar a base da Horse no Complexo Ayrton Senna, em Curitiba, mais a tecnologia flex já existente, o propulsor 1.3 TCe deverá substituir o 1.2 TCe nessa missão.

Com o sistema MHEV de 48V, que deverá também ser explorado pelo losango em versões de tração dianteira de Boreal e Niagara, o 1.3 TCe (HR13) deverá ter potência e torque reajustados.

Hoje, o HR13 na Renault tem 156 cavalos na gasolina e 160 cavalos no etanol, com 27,5 kgfm, podendo assim chegar a uma potência combinada em torno de 190 cavalos, número interessante para suas propostas.

 

 

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Escrito por

Ricardo de Oliveira

Com experiência de 29 anos na área automotiva, há 18 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz testes e avaliações. Suas redes sociais: Instagram, Facebook

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