Após 14 anos como vitrine de luxo, Kia encerra o K9 no mundo todo e libera fábrica para EV4 e EV5, em busca de volume e preço menor

Kia K9 2
Kia K9 2

A Kia fecha um capítulo de 14 anos ao tirar de cena seu maior sedã e concentrar energia em EVs menores e mais acessíveis.

O K9, vendido nos Estados Unidos como K900, ocupava o posto de sedã mais luxuoso da marca coreana desde sua estreia em 2012.

O modelo nasceu como sucessor do Opirius, chamado Amanti nos Estados Unidos, primeira tentativa da Kia em um sedã quase premium.

Durante parte de sua trajetória, o K9 encontrou espaço como alternativa relativamente acessível diante de marcas de luxo mais caras.

Esse papel, porém, perdeu força a partir de 2022, quando as vendas começaram a cair de maneira constante.

Kia K9 1
Kia K9 1

Naquele ano, a Kia vendeu 6.585 unidades do K9, volume que recuou para 3.898 no ano seguinte.

A queda se aprofundou em 2025, com apenas 1.581 unidades vendidas, e chegou a 734 exemplares no primeiro semestre de 2026.

A projeção é que 2026 marque o menor resultado comercial da história do sedã, reforçando a decisão de encerrar sua produção.

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Encerrar o Kia K9/K900 global e focar em EVs menores é boa estratégia para a marca?

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A Kia já havia retirado o K900 da linha norte-americana em 2021, mas agora a saída passa a ter alcance global.

Segundo o The Korea Economic Daily, fontes do setor revelaram em 6 de julho que a produção termina até o fim do ano.

Kia K9 3
Kia K9 3

Não há reestilização, nova geração nem sucessor direto planejado, sinal de que a marca não pretende insistir no segmento de grandes sedãs luxuosos.

A decisão também reflete a perda de clientes para Genesis G80, Genesis G90, novo Hyundai Grandeur e outros modelos de perfil premium.

A ausência de uma opção híbrida mais eficiente pesou no cálculo, especialmente em um mercado cada vez menos tolerante a sedãs grandes tradicionais.

Os recursos industriais e humanos serão redirecionados para EVs de maior volume, como EV4 e EV5, ambos planejados para lançamento global.

A ofensiva inclui ainda o EV2, que começou a ser vendido no início deste ano, dentro de uma meta bem mais ampla.

Até 2030, a Kia pretende vender 14 EVs, número que mostra como a marca troca prestígio de vitrine por escala elétrica.

Outro eixo de crescimento está no negócio de vans elétricas PBV, sigla para Platform Beyond Vehicle, voltado a usos comerciais e modulares.

A PV5, primeira van elétrica da Kia, já teve início promissor, enquanto a PV7 maior deve chegar no próximo ano.

Depois dela, a PV9 está programada para 2029, ampliando uma família que pode ganhar peso relevante fora dos carros de passeio.

A marca também aposta nos veículos definidos por software, tratados internamente como uma etapa central para seus próximos produtos elétricos.

O primeiro SDV da Kia será um hatch elétrico compacto conhecido pelo codinome XV1, com estreia prevista para Coreia e Europa em 2027.

Esse hatch, provavelmente chamado EV1, deve oferecer condução autônoma de Nível 2+ em rodovias desde o lançamento.

Até o início de 2029, a Kia planeja avançar para Nível 2++, com funcionamento também em áreas urbanas.

Embora a marca tenha sugerido um futuro sedã elétrico de topo, talvez EV8, com o conceito Meta Turismo, nada foi confirmado oficialmente.

Por ora, a prioridade deixa de ser um sedã de imagem e passa aos EVs EV2, EV3, EV4 e EV5.

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