
Dezesseis anos de espera colocam a Nissan diante de uma oportunidade rara para recuperar espaço entre as minivans de luxo e desafiar diretamente a Toyota Alphard.
A nova geração do Elgrand finalmente chega às lojas japonesas, trazendo uma ruptura visual profunda e a terceira evolução do sistema híbrido e-Power.
Lançado originalmente em 1997, o modelo ajudou a formar a categoria de minivans premium no Japão, mas perdeu força conforme seu desenho envelheceu.
O resultado aparece nos números do ano fiscal de 2025, quando apenas 1.163 unidades do antigo Elgrand foram vendidas no mercado japonês.
Durante o mesmo período, a Toyota comercializou 81.357 exemplares do Alphard, diferença que evidencia o tamanho do desafio enfrentado pela Nissan.

A reação inicial, porém, é positiva, pois mais de 6.000 pedidos foram registrados desde o fim de maio, incluindo mais de 5.000 compradores particulares.
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Apresentada ao público no fim do ano passado, a minivan adota referências do conceito Hyper Tourer de 2023 e da linguagem Futurismo Japonês Atemporal.
A dianteira concentra o elemento mais marcante, reunindo uma grade de aparência futurista e luzes diurnas que aproximam o veículo de um protótipo de exposição.
Akira Sugimoto, executivo corporativo de marketing e vendas da Nissan no Japão, define o Elgrand como peça importante para o crescimento futuro da empresa.
Sob a carroceria, o sistema e-Power combina um motor 1.5 turbo a gasolina com uma unidade elétrica responsável por movimentar diretamente as rodas.

O propulsor a combustão funciona somente como gerador de energia, mantendo a condução elétrica mesmo sem depender de uma grande bateria recarregável externamente.
A potência final ainda não foi confirmada, embora a Nissan informe torque superior a 51,0 kgfm para o conjunto destinado ao mercado japonês.
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A tração integral elétrica e-4orce trabalha ao lado do sistema Intelligent Dynamic Suspension, desenvolvido para ampliar estabilidade, conforto e controle dos movimentos da carroceria.
A suspensão monitora continuamente a via à frente e ajusta de forma ativa a resposta dos amortecedores conforme as condições encontradas durante o percurso.

Esse conjunto também busca atender serviços executivos com motorista, segmento no qual conforto traseiro e suavidade de rodagem exercem influência decisiva na escolha.
A segunda fileira pode receber poltronas individuais Zero Gravity, equipadas com apoios para as pernas e encostos de dupla inclinação nas versões superiores.
Passageiros traseiros também contam com telas próprias, enquanto um sistema Bose de 22 alto-falantes assume a reprodução de áudio em toda a cabine.
Duas telas de 14,3 polegadas ficam integradas a um painel com acabamento que imita madeira, acompanhado por iluminação ambiente configurável em 64 cores.
A Nissan alongou o interior, ampliou as janelas das portas deslizantes e elevou progressivamente os assentos das três fileiras para melhorar a visibilidade.

Uma opção com banco inteiriço na segunda fileira permite acomodar sete ocupantes, atendendo famílias que priorizam capacidade em vez das poltronas individuais.
Degraus laterais facilitam o acesso, enquanto a função de abertura parcial das portas deslizantes ajuda em vagas estreitas e situações de uso cotidiano.
O compartimento traseiro foi reorganizado para levar sete malas de bordo mesmo com os sete assentos ocupados, preservando uma das principais qualidades do formato.
A nova geração parte de ¥ 6.870.000 (R$ 220.000) no Japão e também será oferecida em outros mercados ainda não detalhados.
Compradores dos Estados Unidos permanecerão sem acesso ao modelo, pois a Nissan deixou esse segmento local após retirar o Quest de linha em 2017.
Desde então, Toyota Sienna e Honda Odyssey concentram as principais opções de minivans naquele país, sem a presença de uma rival equivalente da Nissan.






