Após 23 anos, Fiat Strada da primeira geração se despede

Após 23 anos, Fiat Strada da primeira geração se despede

Talvez muitos dos nossos leitores tenham nascido na mesma época que ela ou mesmo muito depois. Pois é, aos 23 anos, a Fiat Strada da primeira geração se despede como o último membro do Projeto 178, sendo desenhada por Giorgetto Giugiaro.


Conhecido como projeto 278, a Fiat Strada sucedeu a antiga Fiorino picape, derivada do Uno e que deixou a versão furgão continuar por mais alguns anos. Assim como a Palio Weekend, a picape leve da Fiat adotou o estilo aventureiro Adventure, mas evoluiu bem mais.

Ganhou cabine estendida, cabine dupla, terceira porta, etc. Agora, a Fiat Strada Hard Working era a única remanescente dessa utilitária que desbancou a então líder Saveiro, sendo vendida apenas na cabine simples.

Contudo, a nova geração (projeto 281) tem versões com cabine estendida (Plus) e cabine dupla para uso em trabalho, no caso a versão Endurance. Assim, muitos frotistas desistiram da antiga para pegar a nova.

A Fiat Strada Hard Working ainda pode ser encontrada no site da marca italiana, agora da Stellantis, com preço sugerido de R$ 65.490. Equipada com motor Fire Evo 1.4 de 85 cavalos na gasolina e 86 cavalos no etanol, a picape tem apenas o Pack Worker como opcional por R$ 2.700.

Com o fim da primeira Strada, a Fiat fica com um portfólio mais atual, embora a Fiat Doblò ainda seja comercializada. Logo mais, somente Uno e Grand Siena serão os mais velhos do portfólio da marca. O primeiro, contudo, andou se destacando em vendas na pandemia.

Tendo sido vendida até na Europa, a Fiat Strada antiga teve motores 1.2 a gasolina e 1.7 turbo diesel, sendo este último substituído posteriormente pelo Multijet 1.3 de 85 cavalos.

Na nova geração, a Strada simplesmente decolou em vendas, chegando a assumir a liderança de mercado no país e estreando o motor Firefly 1.3, que deve receber a adição do Firefly 1.0 Turbo com câmbio CVT mais adiante.

Ricardo de Oliveira
Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 25 anos. Há 14 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

31 comentários em “Após 23 anos, Fiat Strada da primeira geração se despede”

  1. Essa é guerreira, aguenta porrada sem reclamar, nunca soube de algum defeito grave, tive algumas e problema zero, já a primeira Montana, a lente do farol de neblina trincava fácil e entrava água.
    Saveiro G4 foi uma beleza, em 6 meses passou mais tempo na ccs do andando, o motor do nada acelerava sozinho, ou engasgava ficando perigoso fazer uma ultrapassagem, só funcionou direito quando foi roubada, acelerou que foi uma beleza, na G5 a vigia traseira estava mais pra escotilha de submarino, era só ficar nublado e já começava a vazar.

          • A Doblò é aquele caso que era mais acertado com o 1.8 Famíllia 1 que com o E-Torq 1.8, porque as 1.8 GM tinha muita força pra andar e só morria se precisasse botar pra girar muito alto.

            • Mas pra mim sempre foi o ideal para esse tipo de veiculo. Eu já andei de passageiro em Doblo com o F1 e ele realmente puxava mto bem.

              Esse eTorq ao menos na Doblo tem uma faixa média de reposta, mas é super aspero e ao que se tem expectativa de força, é mto aquem do que se pode esperar.

              Uma coisa eu digo: Fico impressionado com o cara que anda acima de 140km/h com ela, ela fica super instavel a partir dos 130km/h.

              • Exatamente. Eu mesmo, se hoje fosse comprar um Punto, iria procurar um com o F1, pois a tocada do carro com ele é bem melhor de dentro da cidade e pra estrada de baixa pra média que o E-Torq 1.6 e 1.8, que só acordam em giro alto, e aí o consumo é bem pior que do F1.

                • Olha, eu já andei em Punto 1.4, 1.6, 1.8(Apenas eTorq) e 1.4 T-Jet e te digo que o 1.8 neel é bem diferente do que do Doblo, Mas eu acho que o motor 1.6 nele vai muito bem pq é um motor sem tanta aspereza. Agora, se o T-Jet tivesse uma turbina que enchesse mais cedo, ele seria melhor ainda.

                • Ahhh nem tanto…rs

                  Ok… é um cubo sobre rodas… tem que reduzir velocidade para uma curva mais fechada, mas ela simplesmente não consegue ficar em linha reta em alta velocidade. E olha que ue posso colocar até carros 1.0 que sofrem mto de ventos laterais que ue não tive que corrigir a condução como foi com a Doblo.

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