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Após 25 anos, indiana Mahindra ergue a primeira fábrica de Detroit

Mahindra-Plant-1 Após 25 anos, indiana Mahindra ergue a primeira fábrica de Detroit

Outrora a capital do automóvel, Detroit já não é a mesma de décadas atrás. A metrópole norte-americana entrou numa crise tão grande em anos recentes, que chegou a entrar em falência, sem assistência para os serviços mais básicos. Símbolo da industrialização e da geração de empregos nessa área, a cidade viu a última fábrica de veículos ser inaugurada em 1992. Naquele ano, a Chrysler levantava uma planta para produzir 300.000 unidades por ano para a Jeep.



Naquele ano também nasceram algumas crianças que hoje farão parte do quadro de funcionários da linha de montagem, mas não da Chrysler – atual FCA – e sim da indiana Mahindra. Após 25 anos, Detroit recebe com confiança um investimento que nos tempos áureos era comum, a construção de uma fábrica de veículos.

O ponto de partida para a retomada do crescimento da cidade que ainda sedia o maior salão automotivo dos EUA, foi uma empresa estrangeira, visto que as Big Three só mantêm suas sedes e algumas plantas por lá. Conhecida como o maior fabricante mundial de tratores, a Mahindra chega para fazer veículos off-road, mas a operação ainda é modesta: US$ 230 milhões e 270 empregados. O produto, chamado Roxor, será um ATV rival de Honda Pionner e Polaris  Ranger.

Serão 5.000 unidades feitas a partir do primeiro ano e 10.000 no segundo. A Mahindra está confiante em sua nova jornada pelos EUA e tem algumas cartas na manga para atuar em diversas áreas. A empresa já conta com um centro de pesquisa e engenharia na cidade, mas pretende expandir ainda mais suas operações no país. Além de bicicletas e scooters elétricas, o grupo indiano tem ainda a marca SsangYong com seus produtos, além dos carros elétricos da Reva.

Detroit também recebe investimentos de fornecedores indianos, especialmente em regiões devastadas pela crise, bem como de empresas chinesas. Anand Mahindra se inspira no modelo de negócios da Tesla para entrar no mercado americano. Ele disse: “Quanta gente disse a Elon Musk que ele não deveria ter esperança de entrar no mercado automotivo?”

O desafio para a Mahindra é grande, mas Detroit é para a empresa indiana o melhor lugar para começar seus passos no país. Apesar do Vale do Silício, a metrópole na fronteira com o Canadá abriga um parque engenharia e tecnologia de carros elétricos e de condução autônoma, que podem dar ao fabricante asiático, a chance de futuramente estar na disputa pelos novos consumidores desses tipos de veículos. A ênfase será atuar nos segmentos que estão em alta e nos que terão um futuro mais a frente.

[Fonte: Folha]

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