
Após 28 anos, a Toyota está saindo da cidade paulista de Indaiatuba, próxima de Campinas, onde a montadora japonesa produziu mais de um milhão de unidades do Corolla e onde iniciou uma nova fase da empresa por aqui.
Instalada na Avenida General Motors — por conta do acesso ao histórico Campo de Provas de Cruz Alta da GM — a fábrica da Toyota na região deixou de fazer o sedã médio, líder do segmento no país.
A produção do Corolla foi transferida para a planta 2 da Toyota no complexo industrial de Sorocaba, há poucos quilômetros de Indaiatuba, onde ele será o primeiro carro a ser construído na nova fábrica.
Sem o Corolla, a planta da Toyota na região não tem sentido de existir, uma vez que os planos da Toyota centram-se no conjunto industrial construído às margens da rodovia Castello Branco, em Sorocaba.

Ao site G1, a Toyota respondeu sobre o destino da planta paulista sem a produção do veículo, localizada às margens da rodovia Santos Dumont.
A Toyota informou que a destinação futura da fábrica de Indaiatuba “será definida oportunamente” e que a prioridade “é concluir a transferência das operações e cuidar das pessoas envolvidas no processo.”
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Pelo visto, a Toyota não tem pressa em destinar uma nova função para a planta. Em contrapartida, quer fazer o processo de desligamento da unidade sem quaisquer questões a serem deixadas para trás, após acordo com o sindicato local em 2024.
A empresa ofereceu incentivo para transferência dos empregados para a unidade de Sorocaba, que fica a apenas alguns minutos dali. Também deu oportunidades para quem quisesse se desligar.

Sair de um local onde produziu renda para a população local por quase 30 anos não parece nada fácil, já que a imagem da empresa entra na conta.
No entanto, sem condições de expandir a instalação e modernizar a planta para seus planos futuros, a Toyota teve que se mudar para uma área maior.
Mesmo assim, ela deixa uma fábrica moderna, que fez o primeiro carro híbrido flex do mundo e abre a possibilidade para venda da planta, como fez com a unidade histórica de São Bernardo do Campo.
Com várias marcas chinesas chegando, a planta de Indaiatuba se torna altamente valiosa não só para a Toyota, mas também para a cidade paulista, que pode se manter no pequeno círculo de municípios produtores de veículos.
Assim, o que se espera é que a Toyota feche um acordo para vender a fábrica a um fabricante chinês, que precise de uma instalação com capacidade para até 70 mil carros por ano.
