
Há 34 anos o Grupo Gandini é o representante da Kia (antiga Kia Motors) no mercado brasileiro, tendo começado na época da famosa van Besta, sucesso dos anos 90, atravessando décadas de uma operação que só teve um único gargalo: a falta de produção nacional.
Isso ocorreu devido a uma dívida da antiga Asia Motors com o governo brasileiro, contraída nos anos 90 por conta da promessa de produção em uma fábrica no Espírito Santo que nunca saiu.
Como a Asia Motors pertencia à Kia, a responsabilidade sobre a dívida passou para a marca sul-coreana e chegou a R$ 6 bilhões, em valores corrigidos.

Por conta disso, Gandini nunca pôde construir uma fábrica para os carros da Kia no país, onde já chegou a vender 80 mil carros importados em apenas um ano.
Gandini chegou a cogitar uma área na antiga fábrica da Marsicano na conhecida Rodovia do Açúcar, na região de Itu, interior de São Paulo, de modo a produzir veículos lá, mas não deu certo.
A saída, pelo menos no caso do caminhão leve K2500, foi sua montagem pela Nordex no Uruguai, onde chega como um produto do Mercosul.
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Agora, contudo, segundo apuração do jornalista João Anacleto, o Grupo Gandini deixará de representar a montadora coreana, que teve a dívida acima perdoada em troca de um grande investimento no país.
Nesse caso, a Kia assumirá a operação e também construirá uma fábrica ao lado da atual planta da Hyundai em Piracicaba, também no interior paulista.

A nova planta da Kia ficará pronta em 2028, porém, não se sabe quais modelos serão fabricados localmente, mas a marca tem uma gama variada de produtos que poderiam ser nacionalizados em uma operação fabril completa.
Em sua página nas redes sociais (@janacletos), Anacleto também traz a informação de que o anúncio oficial da saída de Gandini da operação será feito nos próximos dias, com conclusão ao final do ano. A rede de concessionários também já foi comunicada.
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