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Argentina e Uruguai – Leitor relata experiência de viagem

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A bordo de um Chevrolet Corsa Sedan Premium 1.4 08/09, nos dias 20/12/14 a 03/01/15 atravessei 6.215km pelas estradas do sul do Brasil, Uruguai e Argentina auxiliado pela minha copiloto que topou entrar nessa aventura comigo. “Aventura” foi uma palavra que muitos usaram para comentar quando eu contava sobre os planos dessa viagem, mas na prática é tranquila, não se trata de um desafio e nem requer habilidades específicas.



Uruguai e Argentina não exigem passaporte por fazerem parte do Mercosul, a habilitação brasileira é válida em seus territórios mas é necessário é adquirir a carta verde com a sua seguradora (cobertura para danos a terceiros) que custou R$ 142,00 para 10 dias.

Se o carro estiver quitado e o proprietário estiver a bordo, não terá que correr atrás de nenhuma burocracia, caso contrário, será necessário que as declarações sejam reconhecidas em cartório, seja da financeira ou do proprietário (ou ambos, se for o caso).

A lei de transito desses outros países são muito parecidas com a do Brasil, sendo que para a Argentina é obrigatório dois triângulos, cambão de reboque e kit de primeiros socorros (esse último já foi exigido por aqui). Concluída essa parte, bora pegar a estrada.

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O carro

O sedã compacto da Chevrolet foi adquirido usado em meados de 2014 – com 45.000 km rodados – em uma concessionária na troca com troco. Mesmo sendo Premium, não tem ar condicionado e como podem imaginar, fez falta na viagem. Há uns meses já havia trocado o amortecedor e colocado um turbo gás, porque o original GM não dura nada.

Para a viagem, troquei os 4 pneus, óleo, as pastilhas e os discos de freios, além das correias. Segundo o mecânico, não foi necessário fazer mais nada. Graças a Deus o carro não apresentou nenhum problema nos milhares de quilômetros.

Sobre o consumo, costuma fazer médias de 7,8 e 10,5 km/litro (etanol/gasolina) na cidade. Não medi muito durante a viagem, pois nem sempre completava o tanque devido à variação de preço. No trecho entre Foz do Iguaçu e Curitiba, fez a média de 16km/litro.

Na Argentina, entre Buenos Aires e Santa Fé, medi 15,5 km/litro mesmo a gasolina e não tendo mistura de álcool. Acredito que foi menor por os vidros estarem abertos e ter mantido uma velocidade de 130-140km/h, já que em muitas autopistas argentinas o limite é 130 km/h.

Esse motor é questionado por ser ultrapassado, mas eu gosto dele. Acho o desempenho satisfatório, principalmente na cidade, pois demonstra força para encarar os morros. Na estrada, falta fôlego na subida e a retomada não é lá aquelas coisas, fato. O consumo é bom e dificilmente apresenta problemas.

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Sobre nossos hermanos

Já li relatos revoltados onde diziam que os brasileiros, principalmente no sul, fazem de tudo para atender bem os muitos turistas argentinos que por lá passam e que não são bem recebidos na terra deles. Muito se fala também da rivalidade entre esses povos. Não notei isso em nenhum momento da viagem.

No Uruguai fui extremamente bem atendido pela dona do hotel, que nos deu informações muito detalhadas sobre a cidade de Punta del Este. Ela nos mostrou no mapa onde tinha o banco Itaú e alertou sobre o funcionamento em horário especial por ser véspera de natal.

Fomos pedir uma pizza e não conseguíamos entender bem o cardápio, a atendente foi bem paciente e sempre simpática. Perguntamos o que seria jamón, ela tentou buscar na memória e, enquanto fazia isso, o pizzaiolo ao fundo respondeu: É presunto. Buscando o almoço no dia seguinte, o dono da rotisseria nos apresentou os pratos tentando falar português e foi muito útil, pois nunca ia deduzir que “pollo” é frango.

Na Argentina não foi diferente. Logo que chegamos, tentei comprar um adaptador, pois as tomadas do apartamento onde ficamos só tinha entradas em padrão local. Sem falar castelhano, não é algo fácil de explicar.

Um senhor que estava no mercado não desistiu de tentar entender e foi até o apartamento dele a fim de ver se tinha um similar para nos emprestar. Não tinha, mas nos indicou onde poderíamos comprar e deu certo. Assim foi com detergente e outras coisas que precisamos comprar no mercado. As pessoas eram muito solícitas e se esforçavam em nos ajudar.

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Simpatia era parte da personalidade do gerente do hotel em Santa Fé. Este nos contou sobre sua viagem ao Brasil, apresentou-nos a outros hóspedes que já estiveram em nosso país. Quando pedi uma dica a fim de ver se valia a pena seguir pela Ruta Nacional 11 ou pela Ruta Provincial 9, ele prontamente entrou na internet, indicou o site Ruta0 e nos passou a indicação do site: Ruta 11.

No entanto, ele nos alertou que tinha muito trânsito de caminhão e pediu cuidado nas ultrapassagens. Outras duas pessoas que participaram da conversa disseram que se fossem, elas iriam pela Ruta Nacional e nos alertou para que não déssemos dinheiro para polícia, caso estes aplicassem multas, pois já passaram por isto quando trafegaram com carro de “patente” brasileira. Perguntei em um posto de gasolina se havia Banco Itaú na cidade, a atendente buscou na lista e ligou para duas pessoas a fim de buscar a informação.

Um funcionário de Corrientes não era assim tão simpático, mas quando perguntei para ele sobre as condições da Ruta 12, que nos levaria até Foz do Iguaçu, este também buscou na internet e constatou que as condições climáticas não eram nada boas e também nos alertou a ir com cuidado. Perguntei também sobre um banco onde eu pudesse sacar com o nosso cartão e não só me respondeu, como me levou à porta do hotel para apontar onde havia um “cajero”.

E foi esse tipo de atendimento que recebemos durante toda a viagem. Claro que teve raras exceções, mas não acredito que tenha sido por sermos brasileiros, pois existem pessoas mal humoradas em todo lugar. E a polícia?

Não tive contato, pois em nenhum momento me pararam e também não precisei da ajuda deles, o que também é positivo em relação aos países vizinhos. Claro, foi o que aconteceu comigo, mas pode ser diferente com outras pessoas que levarem seus carros para terras estrangeiras, porém, a falta de interesse em atender os brasileiros não é uma regra.

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No Uruguai

A Ruta 9 é o cartão de visita para quem entra no Uruguai por Chuí. É uma estada de apenas uma faixa para cada sentido, mas muito bem pavimentada, sinalizada e com belas paisagens. Me apaixonei por esta rodovia, a emoção de entrar pela primeira vez em um território estrangeiro deve ter contribuído para isso.

A estrada não tem paradas, apenas alguns postos de combustíveis (caríssimos) – cerca de 48 pesos o litro da gasolina (que dá mais de R$ 5,00) – e pequenas barracas de madeira padronizadas vendendo produtos variados. Pelo trecho que passei, observei velocidades de 75 e 110 km/h.

Um trecho interessante é quando passamos por uma pista de avião desativada, a faixa fica bem maior e a sensação é de se estar em um comercial de televisão. A entrada de Cabo Polônio fica na estreita Ruta 10, esta tem apenas a faixa central que divide os dois sentidos (esta faixa no Uruguai e na Argentina é branca). Muitos buracos e animais mortos no asfalto avermelhado, mas mesmo assim, a velocidade permitida é 90km/h.

Os uruguaios definitivamente são loucos. Tirei essa conclusão, pois em rodovias com velocidades superiores à 100 km/h, existem pontes estreitas e tendo apenas uma faixa. Se a pista é de sentido duplo, um dos lados (devidamente sinalizado) precisa aguardar o veículo que vem no sentido contrário e assim concluir a travessia para seguir viagem.

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Nas pistas duplicadas, as faixas pintadas na rodovia não indicam qual delas vai acabar e a ponte fica exatamente no meio delas. Me pareceu perigoso, mas talvez não tenha um fluxo que torne isso preocupante.

O trajeto litorâneo, por assim dizer, no Uruguai é sem dúvida uma ótima pedida para relaxar e curtir as férias. O caminho de Chuí à Punta Del Este é feito por boas e tranquilas estradas, que dão acesso a várias opções de passeios.

As ruas das cidades não têm congestionamento ou contratempos que venham causar algum estresse, sendo que estavam bem limpas e sem aglomeração de pessoas. Assim, não tivemos problemas em achar lugar para estacionar. Notamos apenas um flanelinha em Punta, mas devidamente uniformizado.

Não sendo insensível, muito pelo contrário, mas encontrar pessoas necessitadas ou com deficiências pedindo ajuda me causa um grande desconforto, não consigo deixar passar desapercebido. Convivemos com isso diariamente em nossas cidades e no que é possível, todos tentamos ajudar, embora gostaríamos de fazer mais. Então, na minha opinião, o descanso é mais aproveitado quando não passamos por essas situações.

Passamos em Montevidéu apenas porque estava no caminho entre Punta del Este e Colônia del Sacramento. Como toda capital, em poucos quilômetros você pode ver bairros nobres e periferias. Trânsito bastante carregado e a sinalizações confusas, talvez tenha achado isso por não estar habituado.

Poderia ter desviado da capital e evitar de perder tempo em inúmeros semáforos e no trânsito, mas por não confiar mais no GPS, decidi seguir o roteiro. Sem problemas também para chegar à Colonia del Sacramento, pois a estrada continuou boa, mesmo deixando de ser duplicada. Percebi que escurece mais tarde no Uruguai, sendo que até 21h30m ainda tinha alguma iluminação solar.

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A maioria dos viajantes cruzam à fronteira pelo BuqueBus. Nós, porém, fomos pela estrada, já que os navios rápidos custavam mais de R$ 600 e o navio mais em conta tinha previsão de partida bem tarde. Assim, nossa chegada à Buenos Aires seria às 22h. Pude perceber nesse trajeto que, no geral, as Rutas Nacionais têm bom estado de conservação, o que não acontece com as Rutas Provinciais.

Pegamos um trecho de aproximadamente 60 km na Ruta 55 – em alguns metros eram de terra, outros de asfalto bem esburacado – que exigia muito cuidado e baixa velocidade. Por alguns instantes me arrependi de não ter atravessado com o navio. Porém, assim que saímos na Ruta Nacional 2, encontramos a estrada em perfeitas condições novamente.

Acredito que não seja necessário fazer esse caminho, pois durante todo o percurso cruzei apenas com poucas picapes, provavelmente de fazendeiros da região. No entanto, ela não é uma rota utilizada para viagens. Muitos argentinos utilizam a fronteira em Fray Bentos e não me deparei com nenhum deles na Ruta Provincial. Ao olhar o mapa posteriormente, a Ruta 21 me pareceu uma escolha mais adequada, porém não encontrei relato de suas condições.

A fronteira mais próxima para a rota escolhida está na cidade de Fray Bentos, onde tem uma grande ponte que dá acesso à cidade Gualeguaychu. Paguei um pequeno mico na imigração, pois imaginei que fosse um “Peaje”. E ao perguntar, um dos funcionários que estavam mais ao fundo disse “si, és peaje, puedes pagar”, enquanto a funcionária que me atendia apenas riu enquanto falava: “No, és imigración…”. Imagino que tenha emendado um “seu tonto” em pensamento.

Ao passar a fronteira nos deparamos com uma fila quilométrica de argentinos viajando para o Uruguai e já tinham muitos por lá. Logo após, passamos por um pedágio, atravessamos uma grande ponte – que é alta no seu meio, tendo subida e descida – e adentramos em território argentino. Não havia funcionários na aduana, talvez pelo feriado de Natal.

Os carros no Uruguai são bem variados, sendo que percebi maior número de carros da Chevrolet e da Fiat, além de muitos chineses. A marca americana tem uma gama de modelos muito grande naquele país, sendo possível encontrar Celta e Spark, Sail ou Corsa, Classic, etc…. Carros que, aqui no Brasil, travariam concorrência entre eles. Os pedágios não são muitos e quase todos custam 65 pesos, exceto o da fronteira logo após a imigração, que custou 180 pesos.

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Na Argentina

Após um trecho de estrada com uma faixa apenas, chegamos à Gualeguaychui. Abastecemos o carro, que já estava quase na reserva, por 13,60 pesos que, convertendo pela cotação do BC da época, sairia R$ 4,15. Tinha ouvido falar que o preço da gasolina na Argentina não era muito diferente do Brasil.

Outros diziam até ser mais barato, mas logo de cara vimos que isso não é verdade. Uma dica é levar reais, pois muitos estabelecimentos aceitam nossa moeda e pagam bem, sendo que a média é de 4 pesos por real, o câmbio do banco era de 3,2 pesos/real sem contar as muitas taxas.

Saindo de Gualeguaychú, pegamos a famosa Ruta 14. Existem muitos relatos de corrupção nessa rodovia, porém, a maioria com data antiga. Parece que foram tomadas medidas para acabar com esse problema. Como em toda viagem, não fomos em nenhum momento parados pela polícia.

A estrada é boa, toda duplicada e com duas faixas, tendo velocidade máxima de 120 km/h. O ponto incomum é que há vários retornos pelo canteiro que separa as duas pistas, também sem uma faixa adicional há alguns metros antes.

O carro que precisar fazer o retorno tem que manter a esquerda e reduzir bem a velocidade para fazer a curva. Saindo dessa rodovia, entramos na Ruta 9, que possui três faixas e em alguns trechos, tem até cinco. A velocidade máxima permitida é de 130 km/h, mesmo assim, os argentinos costumam andar bem acima disso.

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Buenos Aires estava deserta, em nada lembrava os relatos de trânsito caótico e aglomerações, como li antes da viagem. Lá notamos todos os problemas sociais e de infraestrutura que temos em São Paulo. Porém, o transito estava tranquilo e também não era difícil achar vagas para estacionar. As principais ruas e avenidas costumam ser bem largas e algumas com até três faixas reservadas para táxis (que são muitos) e ônibus. Chegamos a contar nove faixas em uma única avenida, mas curiosamente a maioria tem apenas um sentido.

De Buenos Aires à Santa Fé, nós também transitamos apenas por rodovias duplicadas e em ótimas condições, sendo a já conhecida Ruta 9 e a Austral Rosário-Santa Fé. Mas a sequência da viagem começou a mudar, tal como avisou o gerente do hotel em Santa Fé. A Ruta 11 é uma estrada simples, sem acostamento e com um tráfego relativamente pesado de caminhões, mas tem grandes retas e isso facilita a ultrapassagem.

O asfalto é bom, mas algumas ranhuras fazem o carro meio que “escorregar”, não é nada que assuste ou indique perda de controle. Pernoitamos em Corrientes, uma cidade que acessamos por uma grande “puente”, bastante movimentada e turística, devido às margens do Rio Paraná, onde há uma praia artificial.

Em nosso último dia na Argentina, viajamos de Corrientes à Foz do Iguaçu. São 650 km na mesma rodovia, a Ruta 12. Neste dia o tempo estava bem fechado e com bastante chuva. A estrada já estava castigada por um temporal que devastou a província de Missiones dois dias antes. Fomos com cuidado, porém, me descuidei e não enchi o tanque antes de sair da cidade. Então, por um trecho de mais de 200km não apareceu nenhum posto, mas consegui abastecer antes do tanque chegar em ¼, ufa!

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A partir de Posadas, a Ruta 12 ganha acostamentos e suas grandes retas planas, dão lugar às serras. A região nessa altura já fica com cara de Brasil, e até mesmo as placas escritas “Parrila” e “Chorizo” são substituídas por Churrasqueiras. Retornamos ao nosso país, mas ao passar pela imigração, me dei conta que tinha perdido a carteira de habilitação.

Acredito que, por um descuido injustificável, deixei-a em um posto onde pediram para apresentar um documento ao pagar com cartão de crédito e, provavelmente, dirigi dois dias em território estrangeiro sem habilitação.

Os pedágios na Argentina são bem menos frequentes que no Brasil e mais baratos também, em torno de 6 ou 7 pesos. Em Buenos Aires, é mais caro no horário de pico. Já a gasolina, vi valores entre 12,70 e 15,8 pesos (R$ 3,85 a R$ 4,80), considerando a mais barata, que chamam de Nafta 5000 (na maioria dos postos tem 4 tipos de gasolina).

As marcas conhecidas aqui no Brasil – Shell, Esso, BR… – costumam ser mais caras, por isso dei preferência aos postos YPF, além de ter uma boa estrutura comparada a outras paradas. Pelo que notei, o mercado automotivo não é muito diferente do Brasil, embora a Fiat não pareça ser líder. Entre os taxistas, de fato, a GM é preferência.

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No Brasil

Os trechos que percorremos nas rodovias nacionais estavam em sua maioria em bom estado. No primeiro dia, ficamos duas horas basicamente parados na Régis Bittencourt antes da Serra do Cafezal, que se encontra em obras, mas depois o trânsito fluiu bem. Evitamos pegar estrada a noite, mas nem sempre era possível, como em Gramado, por exemplo, onde esperamos as luzes de Natal se acenderem para depois ainda percorrermos 120 km até Canoas.

Para ajudar, nosso GPS nos enfiou em estradas com curvas bem acentuadas, o que exigiu atenção redobrada. Na saída da região de Porto Alegre, nós também encontramos bastante trânsito na BR 116, igualmente por motivo de obras, mas foi necessária muita paciência para fazer ultrapassagens com segurança, pois havia sempre uma fila atrás dos caminhões mais lentos.

A viagem de carro pelo sul do Brasil é muito agradável, pois podemos observar vários tipos de paisagens, tendo serras ou retas infinitas, tais como na BR 471, que leva à fronteira com o Uruguai. Dirigir na velocidade máxima permitida nesta rodovia é uma tarefa quase impossível. A falta de curvas dá a impressão que você anda por horas e não sai do lugar, mesmo assim é interessante conhecer uma parte diferente do nosso país.

A volta para casa foi pela fronteira em Foz do Iguaçu. Na BR-277, rodovia que liga a cidade das cataratas à Curitiba, pudemos observar uma das paisagens mais bonitas de toda viagem. Boa parte da pista é duplicada, mas em várias outras é simples e com passagens em serras. A maioria dos motoristas não se preocupavam com a segurança na hora de fazer a ultrapassagem. Já de Curitiba até São Paulo não pegamos transito como na ida e a viagem foi bem rápida.

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Interessante a quantidade de carros com placas paraguaias que encontramos em Foz do Iguaçu, muito mais que argentinas. Mesmo nas rodovias já distantes da fronteira, podíamos observar paraguaios viajando pelo Brasil sem serem incomodados pela polícia. Só observei um carro argentino distante da fronteira, que foi na praia de Bombinhas em Santa Catarina.

Para quem gosta de carros de luxo, vale dar uma passada em Balneário Camboriú. No pouco tempo em que estivemos na cidade, nos deparamos com uma Ferrari 458 Spider e um Corvette Stingray conversível, além de muitos importados que desfilam pelas ruas próximas à praia.

Os preços da gasolina variaram entre R$ 2,87 nas cidades próximas às capitais e R$ 3,19 nas cidades mais distantes das metrópoles. Já os pedágios mais caros foram no trecho entre Foz do Iguaçu e Curitiba com valores superiores a R$ 10,00 e não demorava muito para aparecer um. Já nas outras rodovias, os valores são bem mais baixos daqueles que costumo pagar nas estradas estaduais de São Paulo, sendo a maioria no valor de R$ 1,80 e alguns por volta dos R$ 6,00.

Esse é um relato de uma experiência pessoal e pode ocorrer totalmente diferente com outras pessoas e em situações variadas. Vale notar que muitas informações contidas aqui, eu tenho apenas na memória e podem estar imprecisas, já que estava viajando a passeio e não me preocupei em anotar todos os dados.

Galeria de fotos da Viagem ao Uruguai e Argentina:

Por Diogo Amorim.

  • Rodrigo

    Este carro e muito bom e anda muito bem pena ter saido de linha

    • Revoltado

      Meu irmão tem um desses na versão Premium 1.8 o carro é espetacular completasso muito top… pena mesmo ter saido de linha

    • Daniel

      Sim, considero esse carro o melhor de todos os compactos já feitos no Brasil… tive 2 Hatch Premium 1.4 (um 07/08 e outro 09/10). Anda muito (pra retomar bem só reduzir a marcha e deixar o motor encher que ele dá uma “estilingada”) e é bem economico… Minhas médias em estrada era 12-12,5 km/l com etanol e 16-16,5 km/l com gasolina. Na cidade era 10/12 com etanol/gasolina.

      • Fabão Rocky

        Cara, o meu bebe demais. Tenho um sedan 1.4 Premium e na cidade, abastecido c/ gasolina não chega a fazer 10km/l. E olhe que eu só troco de marcha abaixo dos 3 mil RPM. Ando suavemente p/ economizar o máximo possível. E fiz revisão nele há uns 6 meses atrás.

        • Daniel

          Em que cidade vc mora? pega muito transito? se sim, dai não tem milagre…

          Qto ao resto, é manter tudo em ordem (velas, filtros, pneus, alinhamento/calibragem correta) e usar combustivel confiavel (não necessariamente caro)…

          Sobre o modo de dirigir, eu sempre dirigi esticando um pouco mais as marchas, mas mesmo assim faço medias boas (utilizo bastante freio motor com cutoff)… Nunca tive paciencia de ficar me arrastando em baixas rotações, e qdo fiz, as medias não foram melhores…

          • Fabão Rocky

            Moro em Salvador BA. Não pego mto trânsito intenso pq meu trabalho é perto de casa.

            • RyanSX

              Tem muito morro não?

              • Fabão Rocky

                Nem tanto.

    • Fabão Rocky

      Mto bom mesmo. Conheço taxista q já rodou 800 mil km sem abrir o motor.

  • Leonardo C.

    Excelente relato! Concordo com você em relação aos amortecedores GM, tenho um Corsa Hatch Joy 2008 e já troquei os amortecedores pela 2ª vez, sendo que ele só tem 83.000 km, mas apesar disso é um bom carro, merecia um final melhor pela GM, uma série Collection seria bem vinda para um carro que teve fila de espera para ser adquirido.

    • LeandroBalmant

      O loco! O Palio do meu pai tem 183 mil km e ainda tem os amortecedores originais!

      • Marcio Santos

        Faz um teste, leva o palio do teu pai até um mecânico, levanta ele e solta o amortecedor traseiro e empurra.
        O amortecedor pode não estar vazando mas certamente não tem mais pressão nenhuma.
        Quando troquei os amortecedores do focus que possuía com 53.000km eles não batiam ou vazavam, mas estavam com pouca pressão, a troca mudou o carro da água para o vinho.

        • Filipe Machado

          Concordo, quando troquei os amortecedores do meu Celta com 52k km parece que o carro foi colocado nos trilhos novamente

          Antes, nem sentia nada de anormal, mas depois da troca ficou muito mais na mão

        • Paulo Reis

          tenho um focus tbm, notei a perda do comportamento de 0 km com uns 80 mil km, mas ainda aceitavel, tanto q troquei com 105 mil pq precisava de fato. Neste mesma revisão foram as pastilhas dianteiras pela primeira vez, no mais nenhuma peça da suspensão. Hj, com 175 mil km, sinto q os amortecedores estao começando a perder o potencial, é sutil, geralmente perceptível em altas velocidades: 170, 180 km/h,onde o carro flutua… A lona traseira ainda é original. Pnues duraram até 74 mil km, estou no segundo jogo ainda. Assim q ficar claro a necessidade da troca dos amortecedores, as molas tbm irão ser trocadas e os respectivos batentes e tal. No mais, como o meu mecânico falou: “se depender do focus, corola e civic, eu morreria de fome”!

          • ekler

            Os únicos amortecedores que troquei na minha vida foram de FORDs, Escort Zetec, Ecosport e Fiesta. Eeiiitaaa….

        • Fábio Dantas

          Meu ex-Clio trocou os amortecedores aos 72 mil km. Estavam íntegros, sem vazamento, mas com ação bem prejudicada. E a suspensão em si estava toda em ordem, sem buchas ou bandejas estouradas. A exceção eram as rodas com amassadinhos leves e uma bieleta estourada. O comportamento do carro mudou e muito!

      • Daniel

        É que o amortecedor é tão ruim que não faz diferença dele novo ou vencido… o carro continua molenga! huahuahua

        • LeandroBalmant

          Pode ser molenga, mas a estabilidade dele é muito boa.

          • Daniel

            estabilidade do palio boa?

            cara, vc precisa rever os seus conceitos!

            • LeandroBalmant

              Como eu já disse, meu pai tem um e o carro faz curvas muito bem.

    • Minerius Valioso

      O maior ponto fraco dele, fica por conta dos itens de série e de segurança. O resto, acredito que seja um ótimo carro.

      • Leonardo C.

        Isso é verdade, itens de série eram pouquíssimos e segurança passava longe, tirando isso é um bom carro

      • Daniel

        O que ele ficava devendo em segurança? Pra mim ele estava acima dos concorrentes nesse quesito (segurança ativa e passiva). Os modelos com airbag não fariam feio no LatinNCap. sobre os itens de série… bom, o meu era premium. A unica coisa que fazia falta era um computador de bordo (ele só tinha o TID). Do resto, ele estava no mesmo nivel ou acima da categoria… tinha até cinto de 3 pontos para todos os passageiros! (coisa bastante rara na epoca)

        • Leonardo C.

          Mas a Chevrolet vacilava nessa parte de airbag, o hatch só vinha com as bolsas na versão Maxx, enquanto o Premium só o sedã podia vir com airbag. As últimas unidades equipadas com ar condicionado já vinham com airbag.

          • Daniel

            pois é… isso era bem estranho. Além disso, do mod 2008 em diante, perdeu o ABS tbm…

    • Fabão Rocky

      Cara, mtas vezes as pessoas acham q é o amortecedor. Já experimentou trocar os terminais de direção e a barra axial? Fiz isso no meu antigo Corsa Maxx e ficou zerado.

      • Diogo Amorim

        então cara.. o amortecedor estava vazando. Num outro corsa que tive anteriormente, troquei o amortecedor com 20.000 pelo mesmo motivo, e depois de 15.000 km começou a vazar novamente. Depois disso coloquei o turbogás da cofap e por 45.000 km naum tive problema com amortecedor. Por isso, nesse não pensei duas vezes…

        • Leonardo C.

          Foi o mesmo comigo, troquei a primeira vez os amortecedores com 23.000 e a segunda vez com 67.000, não coloquei turbogás porque estava em falta na época.

          • Fábio Dantas

            Amortecedor trocado aos 23.000 km?? Cara, tava vazando ou ruim mesmo?

            • Leonardo C.

              Tava vazando, e fazendo barulho, e o técnico comentou que já havia trocado de Corsas com menos quilometragem, ele culpa os amortecedores originais que são fracos. E olha que nós nem rodávamos muito com ele, média de 6 mil km por ano.

      • Leonardo C.

        Sempre trocava o amortecedor achando que era culpa dele, pois sempre estava vazando óleo, vou experimentar trocar os terminais e a barra pra ver se resolve, e por um turbogás no lugar

    • Daniel

      Olha, meus 2 corsas foram embora com cerca de 60mil km e com amortecedores originais (e funcionando bem)

  • Raphael Julião Corrêa

    Belo Passeio. As vezes tenho vontade de pegar o carro e dar uma volta no país todo.

  • Matheus Ulisses P.

    Parabéns pela viagem! Muito obrigado por você compartilhar essa experiência conosco! Sempre sonhei fazer uma viagem dessas mas, por enquanto, não tenho condições. Seu relato de sucesso e relativa pouca dificuldade, me encorajou ainda mais fazer uma parecida no futuro.

    • Diogo Amorim

      Valeu Matheus!.. Bom, dependendo do ponto de vista não é uma viagem cara, até porque, definimos valores de alimentação e hotéis antes da viagem. Foram 14 dias de viagem e não encontrei, para esta época do ano, pacote de viagem pelo valor que investimos, mesmo sendo a metade dos dias. Achei que valeu muito a pena!

      • Matheus Ulisses P.

        Mais uma vez, obrigado!

      • Daniel

        É umaviagem que quero fazer… talvez prolongar mais pelo Chile e tal. Só convencer uma determinada pessoa a fazer essa viagem comigo de BR 800! hehehe

        • Diogo Amorim

          Cara.. também foi dificil fazer com a determinada pessoa ficasse empolgada, ela acabou aceitando ir pra me acompanhar, mas pensa numa pessoa que curtiu demais uma viagem!!.. rs rs… Tá certo q pra ir de moto vai ser mais complicado mesmo, porque a mulherada gosta de mala grande.. rs

          • Daniel

            Quem falou em moto???

            Gurgel BR 800 89! The Car, The Legend! hehehe
            vou mostrar seu texto e ver se empolga… (mas queria restaurar o carro antes)

            • Diogo Amorim

              hahaha… viu que eu manjo pra caramba de moto neh?!?!! kkkk.. e de gurgel tbm.. rs rs.. Talvez ela se empolgue mais com as fotos dos passeios.. rs rs.. aqui coloquei só da estrada..

          • MauroRF

            Diogo, desculpe fazer esta pergunta 9 meses depois, mas fazendo, rsrsrs, seu carro apresentou algum tipo de problema devido à gasolina pura da Argentina e do Uruguai?

            • Diogo Amorim

              Imagina Mauro.. legal saber q ainda estão lendo 9 meses depois =D
              Não tive nenhum problema com o carro durante a viagem, e nem reparei nenhum comportamento diferente. Após a viagem também continuou tudo certo.. Fiz uma breve revisão esses dias qdo precisou fazer a limpeza dos bicos, e nada de diferente foi constatado.

  • Alexandre

    Também não sei de onde o brasileiro tirou essa imagem do povo argentino ser mal educado. Fui para lá há uns 6 meses (férias em Buenos Aires e Bariloche) e só não me senti bem tratado em uma agência de passeios ( quem nos atendeu foi uma brasileira). Atravessei a rua e contratei todos os passeios com uma argentina muito atenciosa.

    • Thiago

      é por causa da porcaria do futebol e que a dona rede globo insiste em enfiar na cabeças de alguns alienados, não acho que eles sejam maus. E eu também tenho vontade de fazer uma loucura dessa, hehe

      • Alexandre

        Pois é meu caro, apesar de tudo que dizem, minha impressão deles foi muito positiva. Você vai gostar!

      • Fábio Dantas

        Não conheço o país deles, mas o povo de lá sempre foi muito educado comigo aqui no Brasil, numa temporada que passei em Florianópolis…

    • Erwene

      O argentino é, basicamente, muito crítico – o que leva um brasileiro a confundir com ‘chato’. Admiro os caras; são sérios e atentos pra o que realmente importa. Me lembro, há uns 15 anos atrás, quando o desemprego em São Paulo atingia quase 20%. Enquanto isso, na Argentina, quando o desemprego chegou a 12%, os caras saíram às ruas quebrando cirurgicamente tudo quanto é banco, seguradora… Entendem a diferença? E nós aqui, reclamando que se faltar água, “pô, meu, como é que vão fazer cerveja?…” Daí reclamam quando argentino tira sarro do brasileiro, nos chamando de ‘macacos’ – e nós, trouxas, achando que é ‘preconceito’ à raça negra. É bem mais embaixo: somos manipulados, é só dar banana que ficamos alegres, nosso maior valor é a tal ‘ginga’, o pular de galho em galho em galho, somos barulhentos, aproveitadores… Entendo assim, me desculpem.

      • Alexandre

        Concordo. Aluguei algumas roupas para esportes na neve e me chamou a atenção no momento da devolução, pela maneira como a dona da loja e a atendente não ficaram procurando problemas para criar caso.
        Conclusão: eles não estão acostumados com a malandragem daqui.

      • Alessandro Lagoeiro

        Só queria saber porque quebrar banco e seguradora seria prova de suposta superioridade… Vai ver por isso eles são tão subdesenvolvidos quanto nós. Trabalho com argentinos, e sinceramente tenho dificuldade de enxergar superioridade ou inferioridade entre eles e a gente, ou melhor, em qualquer país sulamericano…

    • Louis

      Eu senti um pouco de rispidez por parte de alguns, mas acredito que seja pela entonação de voz característica deles, mas não porque não gostem de brasileiros. O sotaque do argentino é que dá esta impressão.

  • Floma08

    Muito legal esse relato! O mais interessante para mim foi desmistificar algumas idéias que eu tinha. Por exemplo, sempre achei que as estradas e os mercados automotivos de uruguai e argentina eram mais desenvolvidos do que o brasileiro. Mas pelo que pode perceber, são bem parecidos na verdade

    • Igor

      Brasil é o país mais desenvolvido da América do Sul, embora o povo ama achar defeito aqui(só quem mora aqui porque quem vem de fora ama) é bem difícil você ver um país melhor que o nosso aqui nessas bandas da america

    • Diogo Amorim

      Em relação às estradas achei que perto de Buenos Aires a Argentina está no nosso nível, se comparando às melhores estradas brasileiras. No mercado automotivo, os argentinos e uruguais tem mais opções, e como por exemplo a Captiva, o modelo ofericido por lá é mais moderno.

  • Minerius Valioso

    Show de bola. Lamento pela falta do ar-condicionado. Já estou acostumado com isso há anos já. Mas suponho que nessas regiões, enquanto você trafegava, estavam em uma temperatura agradável (mesmo sendo no verão), não?

    “Para quem gosta de carros de luxo, vale dar uma passada em Balneário Camboriú. No pouco tempo em que estivemos na cidade, nos deparamos com uma Ferrari 458 Spider e um Corvette Stingray conversível, além de muitos importados que desfilam pelas ruas próximas à praia.”

    Pessoal, essa cidade é lugar que só mora gente cheia da grana?

    • BillyTheKid

      Acho que Balneário Camboriú não é lugar onde ricos moram; muita gente vai curtir as praias lá, e os ricos provavelmente gostam de lugares com bastante gente, porque isso facilita a ostentação visto que tem mais “pobres” babando pelo seu carro esportivo / exótico.

      • RafaelC

        Balneário Camboriu tem o m2 mais caro de santa Catarina

      • Antonio_Brust

        Mas quem gosta de ostentar assim geralmente são os emergentes, que continua na pobreza, só que de espírito. O rico de verdade não precisa demonstrar sua riqueza, ele simplesmente a possui.

      • ObservadorCWB

        Alguns moram, outros apenas passam o verão. Outro recanto famoso é Jurerê Internacional em Florianópolis. Alguns paulistas locam cegonheiras….colocam suas Ferraris e Porsches em cima e mandam para lá….depois do desembarque ficam desfilando em cerca de 10 Km de praia. Camboriú este anos estava pródigo… R8 , Lambos – até uma verda abacate e uma superlegera apareceram. Porsches a cada instante.

      • Fábio Dantas

        Cara, quem gosta de ostentar é pobre… de dinheiro ou espírito mesmo. Quem tem grana mesmo, estrutura, não se exibe como foi colocado. Por outro lado, sair com um carro caro não significa que o cara tá querendo aparecer ou pagar de rico. Ele só está usando o que é dele e pronto. Ninguém é obrigado a andar de Celta pra não acharem que ele tá querendo ostentar…

    • Juan Pianecer

      Eu moro em Itajaí, que é vizinha de Balneário Camboriú, mas praticamente vivo em Balneário, já que trabalho aqui e minha namorada também mora aqui.
      Não é que só tenha gente rica aqui, mas tem muita gente com dinheiro… E o fato de ser verão e a cidade ser turística, também atrai muito turista com grana…
      Mas mesmo fora da temporada, tu vê muito “carrão”… Land Rover e BMW mesmo… Chega a perder a graça. A Evoque nem se fala, quando foi lançada se via uma em cada esquina…

      • Jefferson A.

        Balneario é mais facil ver Camaro do que Gol e isso nao é exagero nao.

    • Diogo Amorim

      Pior que tava quente hein!!! A maioria dos dias estava em 33º a 35º graus, as vezes o ar comum dava uma força, outras vezes abríamos as janelas para não torrar, mas em contrapartida o barulho incomoda bastante. No trecho entre Foz e Cascavel o termômetro do carro bateu os 40ºC, aí ate o ar que vem de fora é quente, suamos!! rs

      • Nícolas Souza Gomes

        estranhei essa observação sobre a temperatura. A gente costuma achar que mais ao Sul é sempre mais frio, até fiz um comentário sobre isso acima. Pelo jeito, no verão não é bem assim. Para um verão ameno por aqui, só mesmo indo a uma região montanhosa. Já é a segunda vez que faço isso em Janeiros e sempre funciona. Moro numa cidade muito quente e às vezes fugir do calor faz bem. Com relação ao seu relato, muito obrigado por compartilhá-lo e parabéns pela viagem e pela coragem! Um dia farei uma viagem pelo sul, mas, particularmente, não tenho pretensão de atravessar nenhuma fronteira – talvez a ponte da amizade ;-)

        • Diogo Amorim

          Opa…valeu cara…!! O sul não foge à regra, nas montanhas é mais frio, como quando passamos em gramado, mas nas praias e nas cidades baixas estava bastante calor, assim como na Argentina e no Uruguai.

    • Nícolas Souza Gomes

      pensei o mesmo sobre o ar condicionado. Já pensou se ao invés de descer pela América (indo ao Sul) ele fizesse um tour pelo Nordeste ??

      • Janduir

        Se for pelo litoral, apesar de quente, venta muito…

  • Sandro Lins

    Sou louco pra fazer uma viagem dessas, mas me preocupo muito com o carro depois, como você percorreu este trajeto todo acho que pode me ajudar.
    Depois que você voltou como o seu carro se comportou com relação ao motor, ele ficou batendo coisas desse tipo que você tenha que ter feito uma regulagem, ou está normal?
    Pois me falaram que como o combustivel de lá é diferente o carro poderia ficar com problemas depois.
    Parabéns pela viagem e agradeço se puder me tirar essas dúvidas.

    • Diogo Amorim

      Valeu cara. Não notei nenhuma diferença não, e nem tinha ouvido falar disso, o carro voltou do jeito que foi o/. Muitos carros são produzidos aqui no Brasil e vendidos na argentina, e vice-versa, e acho que não passam por nenhuma adaptação por conta do combustível.

      • Sandro Lins

        Blz Diogo, obrigadão pelo esclarecimento.

  • Jackson

    Excelente relato, muito detalhado por sinal. Já estive em Uruguai e Argentina e sempre fui muito bem tratado. Sempre fui sozinho, mas ainda pretendo ir de carro na companhia de meus pais.

  • parlo

    Fui durante muitos anos a Posadas, pelo menos uma vez por ano…e fomos parados algumas vezes pela polícia… E para achacar dinheiro. Tirando isto nunca fomos mal tratados. Não precisa mais a PID?

    • Diogo Amorim

      Pelo que li, desde o acordo do Mercosul não é necessário mas a PID e passaporte. Na aduana do Uruguai só me solicitaram a habilitação, documento do carro e a carta verde. Na argentina não precisei apresentar nada relativo ao carro, apenas na imigração apresentamos documentos pessoais.

      • parlo

        Passaporte nunca precisou, mesmo antes do Mercosul. Já a PID era preciso justamente depois dele criado. A primeira vez que fui lá foi em 82. Depois disto fui pelo menos uma vez por ano. Agora faz uns 5 anos que não vou lá.

  • Davidsandro18

    Ótimo relato, teve um amigo que fez uma viagem semelhante em novembro de 2014, a bordo de um Fiat Punto 1.4, e também a do Ricardo Moriah (conhecido meu também), pelas ruas do Uruguai a bordo do A3 sedan (matéria aqui do NA)… Com tudo isso nao tenho duvidas que essa será a viagem das minhas próximas Férias, 2015-2016, pretendo ir até Punta del Este a bordo de um Celta LT 2012.

    • Diogo Amorim

      Vale a pena cara… Eu fiquei só 3 dias no Uruguai e tive que escolher os passeios. Mas até Punta tem várias opções como Parque Santa Tereza, Punta del Diablo, La Paloma, Cabo Polonio (esse eu fui e vale mto a pena)…

      • Davidsandro18

        Bacana mesmo, só uma pergunta, os hotéis vc reservou antes de ir? Ou conseguiu reservar os quartos na hora mesmo?

        • Diogo Amorim

          achei melhor reservar antes, fiz tudo pela internet. A parte boa que você não precisa perder tempo procurando bons hotéis que não comprometa o orçamento ainda com a dificuldade da língua. A ruim, é que você fica preso ao roteiro, as vezes dá vontade de ficar um pouco mais numa cidade mas isso fica fora de cogitação. Também, dependendo da época vc corre o risco de não achar vagas em hotéis.

  • João Martini

    Estou na Argentina e estive no Uruguai semana passada. Sobre esse carro que tem por aqui, que coisa maravilhosa!!

    • Matheus Ulisses P.

      Isso sim é Renault legítimo! Desenho perfeito! Esse Clio IV foi o primeiro fruto depois que o holandês Laurens van den Acker assumiu o design da marca. Seus trabalhos na Ford e principalmente na Mazda e agora nos novos Renault mostram que o cara é fera! triste é saber que nunca teremos um carro desses numa concessionária daqui….

      • Bruno Silva

        Não teremos por pura incompetência da Renault. Temos New Fiesta, Punto, 208, tivemos Sonic. Todos esses concorrem com o novo Clio.

        • Igor

          Clio não é concorrente do Golf, Focus, 308 entre outros ?

          • Bruno Silva

            Não. O concorrente desses é Mégane, que tem versão hatch na Europa.

            • João Martini

              Que também tem por aqui. Muito bonito.

      • Wagner Lopes

        Belo design, alto padrão de segurança, construção caprichada. Aqui é bobagem ter um Reno legítimo…aqui você pega um dacia sandero, coloca o emblema na grade e pronto. Precinho de 40K, vendas na casa dos 8/10.000 carros por mês e aquela margem de lucro e o principal: consumidores felizes da vida com seu “carro zero”…

      • Vagnerclp

        Mas o Clio III também não fica atrás, me contentaria se a Renault montasse ele por aqui, mesmo sabendo que já está defasado, pegaria um fácil.

        • 4lex5andro

          o clio lll era um belo carro, do porte do pg 207 (que, sim, era ate um pouco maior que seu sucessor, 208) ..

          quando falava sobre a defasagem de nosso mercado no topico sobre portugal..

          teve post dizendo que se fosse um país pequeno , na america do sul e nao na europa, nao teria carros novos (como esse clio lv e pg 308) que nao sao lançados aqui..

          eis a resposta no uruguai ..

    • Gustavo73

      Fora as Alfas. Mas fiquei mesmo com vontade de trazer um 2cv…

    • Igor

      Eu não entendo porque a Renault não vende ele aqui, se for medo de não vender pode desistir porque esse carro tem o que o brasileiro ama, DESIGN, com certeza ia ser uma bela escolha e uma levantada na marca que hoje só tem Duster, Logan e Sandero vendendo

      • Netovski

        Porque o brasileiro topa pagar o preço dele num Sandero, que custa muito menos para a Renault e portanto tem margem de lucro muito maior. Só por isso.

      • Thiago_NCO

        Ora…
        Se você pode vender músculo a preço de picanha, pra que vender picanha a preço de picanha?

    • Minerius Valioso

      Lamentavelmente o Clio que é vendido aqui, caparam-o sem dó e está deixando padecer.

      Como eu já disse, tem que dividir Dacia e Renault.

    • Gustavobrtt

      Dureza é ali atrás; Um Voyage sem calota, QQ, Strada, me parece um onix e outro china ali (outro qq?)

      • João Martini

        No Uruguai tem uma quantidade absurda de chineses. QQ, Celler e um Byd estilo Up tem a rodo.

    • Daniel

      Na minha ultima viagem pra europa, acabei pegando 2 clio SW… um em portugal e outro na Italia… carrinho bem legal.

  • Gabriel_V8

    ”O ponto incomum é que há vários retornos pelo canteiro que separa as duas pistas, também sem uma faixa adicional há alguns metros antes.
    O carro que precisar fazer o retorno tem que manter a esquerda e reduzir bem a velocidade para fazer a curva”

    Esse tipo de retorno é bastante comum na BR-060 entre Brasília e Goiânia, acho que é mais barato de se construir. Diferente por exemplo, da maioria das rodovias em SP por onde já passei, onde o retorno é pela direita passando por baixo da rodovia. Porém a maioria delas são pedagiadas.

    • Junior_Gyn

      Vdd. Inclusive no msm ponto de retorno estão o retorno para as 2 mãos. Com velocidade de 40 km/h para retorno

    • Diogo Amorim

      Pois eh, só tinha visto retornos ou por baixo da rodovia, por viadutos ou rotatórias. Acho que seria menos perigoso se fizessem uma faixa adicional à esquerda de pelo menos uns 300m, mas nem isso tem!

    • Daniel

      Gabriel… as rodovias paulistas tem retorno pela esquerda e em desnivel pq são rodovias Classe Especial. Elas já eram assim antes de serem pedagiadas. Foram construidas com o dinheiro dos nossos impostos.
      Qualquer dia eu escrevo sobre como é mais facil roubar com concessão/privatização e ainda posar de mocinho no final.

      • Gabriel_V8

        Mas eu não disse que o certo é pagar pedágio para rodar numa rodovia decente, tanto que escrevi: “porem” e não: “devido ao fato de serem”.
        O correto seria que todas fossem boas pelo tanto de impostos que pagamos.

        • Daniel

          Pois é… só quis comentar pra deixar claro, pq tem muito iludido que acha que a pista é boa por causa dos pedágios caros, quando não tem nada a ver. Pior é defenderem esse modelo de concessão que é um roubo e meio de corrupção (e suspeito de até coisas piores envolvidas), corrupção blindada já que ninguem investiga empresas “privadas”

  • Edson Fernandes

    Inveja!!! Das boas!

    Sonho em fazer esse tipo de viagem!!!

    Nossa, eu não sei do pessoal, mas esse relato foi bem definido e passou até as emoções. O interessante que eu iria no mesmo “nivel de conhecimento” da lingua…rs

    Se puder dizer, pode falar quanto saiu de gasto nessa “brincadeira”? Sonho de verdade em fazer isso.

    • Diogo Amorim

      Cara.. acho que posso falar sim, não seria nenhuma “ostentação” já que fizemos a viagem com o dinheiro bem contado e foi a primeira vez q fizemos uma viagem nesse valor. No total, com carta verde, seguro viagem e até lembrancinhas gastamos 6.200, o que não é caro considerando 14 dias. Dá até pra fazer com menos se vc naum se importar de dormir em quartos coletivos de hostel, como tava com minha esposa escolhemos hotéis, alguns até muito bons e o valor médio da diária de R$ 160. Legal mesmo é ter uns 3 dias e uma graninha a mais… aí da pra curtir tudoo!!! Mas foi incrível assim mesmo =D

      • Edson Fernandes

        Nossa… mas o preço foi muitoooo bom!

        Gastando menos que isso, foi o quanto eu gastei para ir a Florianopolis…. mas sejamos justos… nem se compara com a viagem que vc fez (que alias é meu sonho).

        Muito obrigado pela informação! :)

        • Diogo Amorim

          De nada velho, realmente é uma viagem que vale muito a pena… Só planejar e cair na estrada!!!

  • Hernan Carlos Granda

    no dia 2/2 vou fazer um recorrido similar mas desde Argentina ate Laguna e Florianopolis, sempre vou de ferias e de carro , e o que voce relata e excelente!

  • Mauricio

    Excelente relato.
    Essa última imagem no texto é um pouco antes de Cascavel, não é? rrsss

    • Otavio Marcondes

      Se não me engano fica sim. Na BR 277 entre Santa Tereza e Céu Azul. Morei alguns anos em Cascavel e passava com frequência por ali.

    • Sandro Lins

      Acho que é sim proximo a Santa Tereza, e tem uma outra que parece do contorno oeste.

    • Diogo Amorim

      BOm, foi na BR 277 e não fazia muito tempo que tinha saído de Foz, mas deve ser sim!.. rs… Bela rodovia diga-se de passagem.

      • Mauricio

        É sim.
        A PRF costuma ficar lá do outro lado na subidinha em baixo de umas arvores, pois ali nesse ponto em que a foto foi batida tem uma reta até bem grandinha, com faixa contínua em toda sua extensão. Quando a galera pega uma carreta pela frente não se aguenta e ultrapassa rrsss

  • Andre Studart

    só eu me lembrei dos ”los pollos hermanos” quando ele falou em pollos? rs

    No mais, excelente relato!

    • Thiago_NCO

      Pensei o mesmo, kkkkkkkkk
      Viva Breaking Bad!

    • Vagnerclp

      Lembrei na hora, isso significa que o nosso amigo do relato não deve ter assistido Breaking Bad kkkk.

      • Diogo Amorim

        hahaha.. naum assisti mesmo!! Talvez me ajudaria a entender os cardápios.. rs rs

  • João Carlos

    Duas coisa que já poderiamos ter aqui:

    – limite de 130 km/h para algumas vias

    – placa para velocidade mínima, para alterar a regra da metade da máxima, que é muito pouca.

  • Antonio_Brust

    Em dezembro do ano passado eu saí daqui do RJ, passei por Curitiba e depois até Foz. Na volta, voltei por Ourinhos e depois São Paulo, até chegar novamente no RJ. Não foi uma viagem tão longa quanto a sua, mas foi a maior que eu já fiz dirigindo, até porque tenho 23 anos e queria muito ter essa experiência.

    O carro que utilizei foi um Ecosport 2011 XLT 1.6. Fiz a revisão básica antes de realizar o trajeto e ele se comportou muito bem, sem grandes sustos. O único inconveniente é que devido ao grande volume de pequenas pedras no asfalto, o parachoque ficou todo marcado.

    Gostei muito do seu relato e pretendo um dia atravessar a fronteira também.

    • Diogo Amorim

      Cara.. eu fiz a viagem sem muita dó do carro, pois ele é prata e naum aparece muito os riscos. Eu comprei ele com o capô meio queimado e vou precisar arrumar logo mais.
      Antes de atravessar a fronteira a viagem mais longa tinha sido até Caldas Novas, mas estar em território estrangeiro tem uma emoção diferente.. rs..

    • Fábio Dantas

      Fiz algo nesse sentido em 2006. Fomos daqui do Rio até Gramado, de lá pra Florianópolis, paramos em Campinas e, depois viemos pro Rio. Usamos um Polo Sedan 0km, eu, minha mãe e irmão. Viajar de carro é sempre muito legal!

  • Fabão Rocky

    Como q um Corsa sedan Premium não tem ar condicionado? Todos os Corsas hatch/sedan na versão Premium vem com ar condicionado de série. Na versão Joy (pé-de-boi) q é opcional. E se não me engano na versão Maxx só ar condic. e DH são de série e o resto é opicional, já o Premium vem “completo” (exceto AB2 e ABS).

  • Bruno

    belo relato, só acho que deveria ter colocado o total gasto da viagem, vai que da na cabeça de fazer uma doidura dessas rsrs! abraço

    • Diogo Amorim

      hahahaha.. naum é doidura naum cara… Quem sabe um dia eu faça mesmo uma doidura de ir pro Ushuaia ou pro Chile. Esse trajeto que fiz é até menor que se fosse para alguns estados do Nordeste. Eu respondi um comentário acima com o valor, ao todo com carta verde, seguro viagem, alimentação etc… as coisas que comprei pro carro gastamos 6.200 para os dois. Dá pra fazer com menos se precisar, principalmente se vc tiver experiência em câmbio, gastei muuuuito dinheiro com taxas de banco.. =/

    • Vagnerclp

      Cara, só te digo uma coisa…Sai muito mais barato do que comprar os famigerados “pacotes de viagem”. Sem contar que a liberdade de ir e vir pra onde quiser, no horário que quer, não tem preço.

  • Vitão

    Ótimo relato! Realmente me deu uma vontade enorme de tbm fazer esta viagem de carro, uma vez que adoro dirigir pelas estradas… Conheço gente também que fez trajetos de carro até o Chile, se não me engano nos relatos dizia para levar protetor de insetos no radiador e correntes para os pneus… Depois que resolver algumas pendências (estudo, trabalho e $$$) com certeza farei uma viagem dessas…. Parabéns!!

  • Fabão Rocky

    Todos os Corsas hatch/sedan na versão Premium vem com ar condicionado de série.

  • Mr Potato

    Excelente relato, muito bem escrito e de linguagem leve e interessante. Por curiosidade, um colega que fez uma viagem de Porto Alegre para Montevidéu de carro comentou a respeito dessa pista de avião perto da fronteira com o Brasil.

  • Vagnerclp

    Muito bom seu relato, também adoro este tipo de viagem! Eu já fiz algumas, mas só aqui no BR mesmo (Jundiaí-SP — Bonito-MS, cerca de 2500 km ida e volta), (Jundiaí-SP — Foz do Iguaçu-PR, cerca de 2200 km ida e volta) entre outras. Já pensei em sair do BR, mas agora tenho que planejar, pois algumas dificuldades na saúde e no bolso fazem-me descartar tal “loucura” por enquanto.

    • Diogo Amorim

      vixi cara.. Melhoras pra vc… Agora, a questão do bolso, dá pra dar um jeito. Minha estratégia foi economizar nas viagens nos ultimos 2 anos pra me preparar pra essa… Por isso o velho ditado, tendo saúde, o resto a gente corre atrás… Melhoras!

  • Darwin Luis Hardt

    caro Diogo, acho que no Uruguai nao tem problema de 100km/h as rodovias e pontezinhas com 1 passagem só porque acredito que 98% respeita as placas e na hora que precisa ir devagar, eles vão. São motoristas super educados (pela minha conclusão de 5 viagens pra lá). Tanto é que se vc tá a 100km/h e tem uma camionetinha na frente ela praticamente se joga pro acostamento pra te deixar ultrapassar com bastante facilidade. E as pessoas sao super educadas mesmo, têm muita empatia com turistas. Depois dessas 5 viagens fiquei com vergonha de ir pra lá e não saber falar uma palavra em espanhol e resolvi fazer um curso, agora vou treinar em fevereiro! hehe. O jamón e o pollo são exemplos clássicos! haha

    • MauroRF

      Cara, morei lá no Uruguai em 2007 (em Montevidéu) e gostei muito. Mesmo sabendo espanhol aprendido em escola, não tem nada melhor do que aprender lá, você vai ver. E aprendi inclusive a falar o “voísmo”, que é usar o “vos” em vez do “tú”. Vos sabés, vos entendés. Por exemplo, Sabés dónde está María? Sí, en lo de Damián. (Sabe onde está Maria? Na casa de Damián.). Isso também vale para o imperativo afirmativo, do tipo “Cambiá tus reales por pesos” (troque seus reais por pesos) ou “Bajá en la próxima parada de bus” (Desça no próximo ponto de ônibus). Pior que muitas vezes eu escrevo para um pessoal da Espanha desse jeito, e eles já brincaram comigo, mas fica lá um tempo para ver se você não volta falando (e escrevendo) assim rsrsrs. Acaba sendo engraçado, rs. Só por curiosidade, caso não tenha ouvido falar ainda, escute músicas de um grupo chamado “El Cuarteto de Nos”. Aquilo é rock-pop puro com esse sotaque e palavreados uruguaios. O álbum “Raro” é muito bom. Tem os grupos Buitres, La Trampa e La Vela Puerca (este tem um rock que lembra Paralamas). Se puder, dá uma ouvida na Internet, é legal para pegar o sotaque.

      • Darwin Luis Hardt

        legal, valeu pelas dicas, já baixei el cuarteto de nos, acho bem legal rock em espanhol. Eu fiz aula particular com uma professora que é de colonia de sacramento e mora em porto alegre, aprendi bastante o voísmo com ela, mas necessita de prática.

    • Diogo Amorim

      Isso é verdade, eles já tem o costume de reduzir próximos à ponte e ligam o pisca-alerta ao parar. Mas a primeira ver q me deparei com uma ponte dessa a preferencial era minha, então não tinha sinalização já que esta estava do outro lado. Como tinha outro carro vindo na direção oposta, fiquei confuso no que fazer.

  • Baetatrip

    Pretendo fazer essa viagem com a minha TIG….!
    Ja amigos fizeram esse passeios…..!
    Sao show…!!!!!
    Mas consumo nao altera…Deve ser pouco ate!

  • Bela viagem! Fiz uma igualzinha a esta sua em 2012 (6000kms) e uma outra vez em 2009 (9000kms) fui até Bariloche… Esse ano quero ir até a terra do fogo passando por varios lugares ate chegar lá algo perto de 16000kms… Não se precisa de um carrão, mas somente vontade de ir! Quanto mais ao sul da Argentina e Chile mais se ve gente que vai de bicicleta, de moto, de carro antigo e por ai vai!

    • Diogo Amorim

      Nem sei qdo vou fazer a próxima, mas também já to pesquisando um destino. Nos relatos que li para a viagem ao ushuaia, a maioria usavam 4×4 e enfrentavam muita neve, talvez seja só no inverno. Mas talvez a próxima seja pro Chile, e aos poucos vou aumentando a quilometragem também… =D

      • Se for de novembro ate fevereiro da pra ir de carro 4×2 sem problema algum! Nas outras epocas eh necessario um pouco de sorte, ou de mais tempo, pra no caso de neve esperar um pouco ate conseguir avancar… mas alem disto, ainda pode usar corrente nas rodas e ir embora mesmo de 4×2 em grande parte dos casos!
        Eu irei em novembro e espero nao ter nenhum problema quanto a isso! rs

        • Diogo Amorim

          Pow.. q legal. Vc fará a viagem em quantos dias? Deve ser bem bacana esse percurso, já vi videos e fotos, dá pra conhecer lugares bem diferentes e remotos. To até sonhando com a próxima viagem, mas até hj na vida não peguei mais de 15 dias de férias. =/

  • Revoltado

    Assunto que muito me interessa, sobre a documentação necessária para tal viagem, qual seria? tanto para o condutor/passageiros quanto para o veículo, poderia me especificar?

    • Diogo Amorim

      Além das documentações que é necessária no Brasil, vc precisa só da carta verde. Nosso RG e CNH são válidos na Argentina e no Uruguai e não é necessário passaporte. Se o carro estiver alienado ou em nome de uma pessoa que não fará a viagem irá precisar de declarações reconhecidas em cartório. Na argetina, vc precisa de um cambão de reboque, um triangulo extra e kit primeiros socorros.

      • Revoltado

        Não é necessário entao PID (Permissão internacional pra dirigir?) sobre a documentacao que voce mencionou do carro voce poderia me dar mais umas dicar via e-mail?

        • Diogo Amorim

          Então, a PID não é necessário nesses países, a CNH basta. Quanto ao documento do carro, é necessário apenas a carta verde, e declaração caso o carro esteja alienado ou em nome de uma pessoa que não será tripulante. Como meu carro carro estava quitado, não pesquisei muito a fundo como devem ser essas declarações. Levei apenas o documento e a carta verde e só me solicitaram isso na fronteira do Uruguai. Quanto ao carro, vc precisa de um cambão de reboque, triangulo e kit de primeiros socorros, além de trafegar sempre com os faróis acesos. Basicamente são essas informações que tenho para te passar, mas caso prefira posso te passar por email, sem problemas….

          • Revoltado

            Se voce nao se importar… alexhmoraes@gmail.com
            Sobre moeda, o nosso real é bem aceito lá ou voce teve que comprar dólar ou a moeda especifica de cada pais que voce passou, no meu caso por exemplo que vou sair de Belo Horizonte destino montevideu, to planejando já tem um tempo 1 ano já acredito que esse ano meados de julho saia do papel essa viagem….

  • COMENTARISTA MEDÍOCRE.

    O bom desse carro ‘e ter uma quinta bem longa, no manual o corte seria em 210 se houvesse motor pra isso. Da pra andar direto a 140 sem ruidos na rodovia. E tinha uma das melhores aerodinamicas do mercado.

  • Charlis

    Parabéns pelo seu relato!
    Excelente!
    Também sempre fomos muito bem tratado em ambos os países.
    Mas o Uruguay…. que lugarzinho maravilhoso, não vejo a hora de voltar!

    • Diogo Amorim

      hahaha.. eu tbm.. naum acredito ainda que fiquei só 3 dias lá.. mas também não tinha muito tempo disponível pra viagem, independente da programação.

  • Alan Fischer

    Olá, muito bom seu relato, carro financiado por CDC e está no nome do proprietário, será que dá problema?

    • Diogo Amorim

      Bom.. só vi hj seu comentário.;. rs
      Se estiver alienado no documento você vai precisar de uma autorização da financeira, mas imagino que seja simples de conseguir.

      • Alan Fischer

        Um pouco tarde hehe, bom, eu já fiz a viagem e não precisei apresentar nenhuma autorização por ser financiado, mesmo tendo levado para garantir. O que exigiram apresentação foi da carta verde antes de embarcar no buquebus com destino ao Uruguai. Abraço.

  • Rapaz… não entendo nada de carros, mas adorei a sua viagem!! :D
    Que roteiro bacana você fez, hein?
    E concordo com você, moro em Brasília mas sou do RS e já estive várias vezes na Argentina, e nunca, mas nunca mesmo senti diferença no tratamento que me deram por eu ser brasileira. Ao contrário, sempre fui muito bem acolhida, mais até do que em muitos lugares no nosso país mesmo.
    Quando vou para lá fico até um pouco constrangida de lembrar como muitos lugares e pessoas do Brasil tratam os Argentinos.
    Enfim, soy muy hermana de nostros hermanos! :D :D
    Parabéns pela viagem e pelo relato! ;)

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