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Argentina terá incentivo fiscal de até R$ 7,8 mil para carros novos

Argentina terá incentivo fiscal de até R$ 7,8 mil para carros novos

O governo argentino e a Adefa, associação dos fabricantes de veículos do país, anunciaram nesta terça (4) um programa nacional de incentivo fiscal para vendas de carros novos, chamado “Junio 0 km”, onde a promessa é de descontos de até R$ 7,8 mil nos preços, a fim de promover as vendas no país.


Segundo o comunicado, o governo do país pretende dispor de fundos para aliviar os custos de produção das montadoras, aumentando a rentabilidade e ajudando a manter os preços em um bom nível. Da outra parte, os fabricantes se comprometem a dar descontos via rede de concessionários.

A regra permite um desconto direto para o consumidor de 50.000 pesos ou R$ 4.328,50 no câmbio de terça (4), sendo este bônus limitado a carros que custem até 750.000 pesos ou R$ 64.927,50 em outra conversão direta. Acima desse patamar, vale os 90 mil pesos ou R$ 7.791,30.

Argentina terá incentivo fiscal de até R$ 7,8 mil para carros novos


As marcas também se comprometeram a não aumentarem os preços no período deste mês, embora não seja uma obrigação legal. No governo, esse plano é a garantia de tempos melhores.

Fernando Grasso, secretário da Indústria, diz: “O objetivo é para impulsionar o consumo nesta fase em que nós notamos que grandes montadoras estão em um investimento de transição: todas as empresas terão entre 2020 e 2021 escala de projetos de exportação”.

Nesse caso, recentemente a VW investiu mais dinheiro em sua planta de transmissões, ampliando o atendimento às fábricas do grupo na região. Na proposta, “as províncias são convidadas a reduzir o Imposto do Selo aplicável no momento de patentear unidades de 0 km”.

As vendas na Argentina estão despencando desde 2018, acumulando queda de 51% e em maio, baixa de 56% numa comparação com o mesmo período no ano passado. Embora a queda tenha sido de 1,9% de abril para maio, governo e montadoras estão apostando tudo para ampliar as vendas e pelo menos reduzir os prejuízos nesse mês.

[Fonte: Cosas de Autos]

Argentina terá incentivo fiscal de até R$ 7,8 mil para carros novos
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Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Louis

    Imagina a raiva de quem comprou pouco antes deste anúncio.

  • Chap

    Neoliberalismo em países pobres e de pessoas com má índole não dá certo nunca, só agrava os problemas estruturais existentes. Macri tentou fazer o Estado menor e deixar tudo por conta das pessoas e do “mercado”, e o resultado é que a Argentina está completamente falida e atualmente os carros novos são para poucos, descontinho de 90 mil pesos não faz nem cócegas uma vez que a maioria dos carros já passa do milhão.

    • Cardoso (não aquele)

      Macri aumentou impostos, inclusive um imposto de EXPORTAÇÃO, não mexeu na previdência absurda da Argentina, e você chama ele de neoliberal?

      Ele é só mais outro social democrata.

      • Joao Victor

        Mais uma fake news, em dezembro de 2017 foi feita a reforma da previdência Argentina. O Chape está certo, em paises subdesenvolvidos, sem uma indústria nacional forte, tendo grande ingerência externa, até podem ser “liberais”, mas com grandes ressalvas.

        • Julio Alvarez

          A reforma na Argentina foi bem fraca, manteve vários setores com privilégios. O sindicalismo lá e muito forte. Sem conseguir pagar as contas, o governo apela para a emissão de moeda, que gera inflação. Aí aumenta o juros para 60% ao ano para conter a inflação, mas tem que emitir mais moeda para pagar os juros, e o ciclo vicioso está aí.

    • R. Rover

      Pessoal que defende liberalismo em país pobre é porque recebe um por fora.
      Sempre.

      • Matafuego

        Particularmente eu não entendo quem defende mais intervenção estatal em países pobres – que sempre possuem estado muito interventor. O estado sempre interveio e o país sempre foi pobre. Não entendo a ideia de ter planejamento central, ainda mais na mão de políticos – que via de regra, nunca produziram absolutamente nada.

        • Mendes

          políticos – que via de regra, nunca produziram absolutamente nada.

          Vc pode ser liberal, mas sua visão está extremada e distorcida.

          Os políticos e burocratas pruduzem as leis, que garantem e o desenvolvimento social e econômico. Portanto, eles produzem a estabilidade social apta a gerar crescimento.
          Se não houvesse nenhum tipo de controle, viveríamos na anarquia total e sob a lei do mais forte.

          Os políticos são maravilhosos? Não, mas cabe a nós o dever de sempre procurar votar melhor. Até porque os banqueiros, as companhias aéreas, os grandes varejos, a indústria de medicamentos… nenhuma área é feita somente de pessoas santas e honestas.

          • Matafuego

            Assinar um papel não garante que a economia irá funcionar. A produção de que falei é relacionada ao mercado, não produção de burocracia.

            Consulte o ranking de liberdade econômica da Heritage Foundation e veja o que a anarquia que você descreve produz. Quanto mais livre economicamente é um país, mais próspero ele é. Cuba e Venezuela tentaram resolver o “problema” da desigualdade – e resolveram, hoje são todos miseráveis. Está faltando comida nos dois países.

            Se ninguém é santo, por que você quer entregar o poder de interferir na vida de todo o país para alguém, sendo que esse alguém pode mandar e desmandar da forma como bem entender?

            Intevenção estatal só gera distorções na economia e prejudica as pessoas. Veja o caso dos caminhoneiros: o governo do PT decidiu dar crédito subsidiado via BNDES para que os caminhoneiros comprassem caminhões novos. Isso fez com que a oferta de transportadores aumentasse, fazendo com que o valor do frete diminuisse. Os caminhoneiros fizeram greve por causa disso e o governo interveio novamente, baixando o preço do diesel na marra, aumentando o prejuízo da Petrobrás. Você, pagador de impostos, pagou o subsídio do caminhão, pagou o subsídio do diesel através da gasolina e vai pagar o prejuízo da Petrobrás. E esse caso não acabou ainda, vai dar mais m*rda e vc vai ter que pagar mais coisa ainda.

            O bandido do Lula queria ter uma supertele nacional. Forçou a fusão da Telemar com a BR Telecom e criou a Oi. Hoja a Oi tem endividamento BILHONÁRIO, e entre os maiores credores estão Caixa e BB – se a Oi der calote, advinha quem vai pagar? Você!

            Agora, olhe o “véio da Havan”: o cara está abrindo lojas, uma atrás da outra. Sabe quem vai pagar caso o plano dele dê errado? Garanto que não é você.

            Só para concluir: bancos, companhias aéreas e indústria famacêutica são reguladas pelo governo. Se há pouca concorrência é por culpa do governo. Se os preços não são baixos, a culpa também é do governo. Banco só entra no país com autorização do presidente. Felizmente o mercado de aviação foi aberto para companhias com capital 100% estrangeiro.

          • Dherik

            Os políticos produzem leis sem conhecer os setores envolvidos. Legislam ao sabor do vento, da cabeça deles ou visando grupos de interesse específicos. O melhor que eles podem fazer é interferir o menos possível na economia.

            É por isto que no Brasil temos que vetar emendas de lei como apareceu ontem na câmara federal: obrigar que estabelecimentos aceitem cheques. Que mundo um político deste vive para propor uma porcaria desta, ainda mais no Brasil? Ou, como exemplo, vamos pegar a mais famosa e recente, obrigar CIAs aéreas não cobrar por bagagem extra, justamente quando abrem o mercado para empresas 100% estrangeiras. Este pessoal vive em outro Brasil.

            • Mendes

              Certo.
              E o dia que as honestíssimas aéreas te causarem um prejuízo (bagagem, cancelamento sem aviso, negativa em devolver o dinheiro, etc) vc vai correr pra onde?
              Pros bancos? Pros liberais? Pro dono da Havan?
              Não, pros burocratas do governo, que vão emitir uma ordem coercitiva para que a empresa honre as cláusulas do contrato que vcs firmaram.

              • Dherik

                Falar isto é até curioso. Já entrou alguma vez na justiça brasileira? Estou com uns 8 processos na nossa justiça, desde 2013/2014. Nenhum terminou, ganhei alguns, outros estão em andamento. Sabe quanto de dinheiro ganhei até agora? Zero reais. Já não sei quanto gastei com advogado, juntando provas, pagando especialistas, recorrendo, etc. Eis a nossa justiça.

                Pelo menos no caso da companhia aérea, se ele for tão ruim assim a ponto de fazer isto de forma recorrente, ela mesmo quebra sozinha graças a concorrência.

        • R. Rover

          É porque, muito provavelmente, vc nunca passou dificuldade e não precisou do Estado para comer, morar, educar seus filhos ou tratar de sua saúde.

          • Matafuego

            Graças a Deus não, mas meu pai, aos 8 anos, subia em um caminhão de boia fria para sustentar a casa em que ele morava com meus avós – era uma casa alugada, de tábua, e a divisão dos quartos era feita com lençóis. Conta ele que a carne que ele mais comia era a do pé do frango, que ele comprava diretamente na granja da cidade, que era mais barato. Entrou tarde na escola e ao terminar o segundo grau, não tinha dinheiro para entrar em uma faculdade. Com todas essas dificuldades, venceu na vida. Hoje ele continua xingando o governo, já que a aposentadoria dele foi comida pela a inflação (que é gerada pelo próprio governo) ao longo dos anos.

            Aprendi com ele que você é responsável por você. Delegar a sua vida para os outros tomarem conta é a pior coisa que você pode fazer por si mesmo. Desde cedo meus pais foram claros neste aspecto.

            E sabe qual o mais engraçado de tudo? Meu pai aprendeu isso sozinho, não precisou ler von Mises, Friedman ou Hayek.

            Aliás, onde está o contrato social que vc assinou? Onde está escrito que o Estado vai te garantir comida, casa, escola e plano de saúde? Na nossa carta de papai noel (constituição) está escrito isso, mas tem gente morrendo de fome, morando em viadutos, nossos estudantes estão muito mal avaliados em rankings internacionais de educação e o SUS não consegue dar conta da demanda.

          • Henrique12

            “não precisou do Estado” = não precisou que outro cidadão fosse obrigado a pagar tuas contas…

      • Gran RS 78

        E quem defende um estado controlador, como nos países comunistas, recebem muito mais por fora.

    • Louis

      Visão simplista de quem acha que trocando o presidente somem as dívidas… País quebrado vai décadas para arrumar.

    • Julio Alvarez

      Estado menor? A dívida da Argentina só aumenta. Não tem a ver com rótulos “neoliberal”, “direita”, “esquerda” etc… Tem a ver com governos populistas que gastam o que não tem e não corrigem o que precisa, desde os Kirchner até (infelizmente) o Macri.

    • Matafuego

      Macri não fez o estado menor – a promessa de campanha é bem diferente do que foi (ou não foi) executado. Do site Mises Brasil:

      Em vez de aprovar um forte corte nos paquidérmicos gastos herdados dos Kirchner, Macri anunciou, tão logo assumiu a presidência, aumentos para os aposentados e para os professores. E para não comprar briga com sindicatos e com o funcionalismo público, não fez nenhuma indicação de que privatizaria estatais. A Aerolíneas Argentinas, por exemplo, que foi estatizada pelos Kirchners e que dá um prejuízo ao Tesouro argentino de 2 milhões de dólares por dia, segue intacta. Igualmente, a estatal petrolífera YPF registra prejuízos trimestrais milionários, e nada de o governo se desfazer dela. Já o número de funcionários públicos continuou em níveis soviéticos (há 4 milhões de funcionários públicos na Argentina, sendo que aproximadamente 280 mil são fantasmas). Para completar, as dificuldades para empreender seguem as mesmas (o país está na 116ª posição no ranking de facilidade empreendedorial).

      A intenção, portanto, era não se indispor com ninguém e adotar apenas ajustes graduais e suaves. Nada que pudesse ser considerado muito drástico. E nem severo.

      Em termos realmente efetivos, seu plano consistia em começar a casa pelo telhado: reestabelecer a credibilidade internacional do governo argentino e abolir o cepo cambial antes de corrigir o déficit.

      Acreditava-se que isso já bastaria para aumentar a confiança, trazer os tão necessitados investimentos estrangeiros, e fazer a economia voltar a crescer, as receitas tributárias aumentarem e o déficit cair.

      Este era o plano. Nada de mudanças estruturais. Apenas uma mudança de postura.

  • globonãotemjapa

    Toyota exporta Etios pra Argentina

  • Ricardo Blume

    O povo quer pão Sr Macri e não automóveis. Não esqueça que seu país está no caminho de ser uma nova Venezuela.

  • Hodney Fortuna

    Atualmente o governo Macri não conseguiu melhorar a economia do país, graças ao estorvo cultural no meio social que liga diretamente ao sistema socialista do governo anterior. Penso que, caso a kichner volte a partir de 2021, dentro de uns três anos todas as montadoras instaladas na Argentina fechem suas unidades. O país espera um futuro sombrio que pode revelar uma venezuela 2 onde todas as fábricas de carros fecharam.

  • Henrique12

    País de funcionários públicos + Preciso me reeleger = Dinheiro do FMI indo para subsídios.

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