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Audi A1: estilo, anos, motores, versões, equipamentos (e detalhes)

Conhece o Audi A1? É o menor carro feito pela marca alemã.

A Audi até flertou com o segmento de entrada do mercado nos anos 70 com o Audi 50, que era essencialmente um VW Polo da época. Mas, após muitos anos e o caro Audi A2 (de alumínio), a empresa decidiu novamente ter um compacto de acesso e daí surgiu o Audi A1.


Audi A1: estilo, anos, motores, versões, equipamentos (e detalhes)

O Audi A1 é uma aposta para atrair consumidores jovens que aspiram ir para modelos maiores mais adiante.

No entanto, para muitos, o pequenino já está de bom tamanho e daí a Audi precisa sempre apimentar sua oferta para os que não tem pretensões de subir de nível.

O Audi A1 é agora tema desde artigo, que vai contar a trajetória pelo Brasil, sua história e a nova geração.

O Audi A1 original

Audi A1: estilo, anos, motores, versões, equipamentos (e detalhes)

Em 2010, o Audi A1 (Typ 8X) surgiu na Alemanha, sendo feito em Bruxelas, Bélgica, de onde partiu para todo o mundo.

Com 3,954 m de comprimento, 1,740 m de largura, 1,416 m de altura e 2,469 m de entre-eixos, o Audi A1 era construído sobre a plataforma PQ25 do grupo Volkswagen, sendo a mesma de VW Polo, Seat Ibiza e Skoda Fabia.

Com duas portas apenas, o Audi A1 incorporava o estilo da marca e com grossas colunas C e um aspecto bem jovial e esportivo.

O próprio painel seria em parte copiado pelo irmão maior, o Audi A3 da atual geração.

Na atualização de meia vida, o tamanho aumentou para 3,973 m, enquanto a largura passou para 1,746 m e a altura para 1,422 m.

Audi A1: estilo, anos, motores, versões, equipamentos (e detalhes)

Basicamente, o Audi A1 apareceu nas versões Attraction e Ambition, ambas lá fora com o motor EA211 1.4 TFSI com 122 cavalos e 20,4 kgfm.

Esse último foi atualizado há algum tempo com 125 cavalos, mas ostentando o mesmo torque.

Existia ainda o Audi A1 Sport (não confundir com a carroceria de duas portas Sportback), lançada em 2011, que tinha motor EA211 1.4 TFSI com 185 cavalos e 25,5 kgfm, que mais tarde foi substituído pelo EA827 1.8 TFSI com 192 cavalos e o mesmo torque.

Nesses casos, o câmbio podia ser manual ou automatizado de dupla embreagem S-tronic com sete marchas.

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Na Europa, o Audi A1 ainda dispunha do motor 1.2 TFSI da família EA211 com 86 cavalos e 16,3 kgfm, apenas manual.

No Brasil, apenas os três primeiros chegaram e permaneceram praticamente toda a vida comercial do A1 por aqui. Lá fora, porém, o hatch ganhou mais opções.

No desempenho, o Audi A1 Sportback 1.4 TFSI de 125 cavalos vai de 0 a 100 km/h em 8,8 segundos, enquanto a versão com motor 1.8 TFSI de 192 cavalos, faz o mesmo em 6,9 segundos e a máxima é de 234 km/

h. Os consumos urbano e rodoviário são de 12,6/10,7 km/l  e 15,2/13,1 km/l, respectivamente.

Audi A1 Quattro

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Em 2012, o Audi A1 ganhou uma versão para lá de apimentada, o Audi A1 Quattro.

Com apenas 333 exemplares, sendo que pelo menos dois teriam sido vendidos para clientes brasileiros.

O hot hatch tinha cara de mau com faróis dotados de projetores e LEDs envolventes, assim como enorme grade inferior no para-choque e rodas estilizadas aro 18 polegadas, além de escape dimensionado, discos dianteiros de 312 mm e programação exclusiva de controle de estabilidade.

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Equipado com motor 2.0 TFSI de 256 cavalos e 35,7 kgfm, o Audi A1 Quattro tinha câmbio S tronic de sete marchas e ia de 0 a 100 km/h em 5,7 segundos com máxima de 245 km/h.

Este Audi A1 especial teve 600 peças e componentes exclusivos para oferecer uma performance realmente superior.

O Audi A1 clubsport quattro foi uma sensação no festival de  de 2011, quando surgiu com o motor 2.5 TFSI com 503 cv. O Audi A1 e-tron de 2011 seria o primeiro totalmente elétrico, mas foi cancelado. 

Audi A1 – Outras opções

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O Audi A1 ainda teve opção de motor 1.4 TFSI com sistema de desligamento automático de cilindros, entregando 140 cavalos e 25,5 kgfm, reduzindo assim o consumo.

O hatch teve também os motores (polêmicos) diesel EA189 1.6 TDI com 90 ou 105 cavalos, além do 2.0 TDI com 143 cavalos.

Estes tinham torque de 23,4/25,5/32,6 kgfm, respectivamente.

Audi A1 Sportback

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Em 2012, a Audi percebeu que apenas o Audi A1 de duas portas não seria suficiente para manter as vendas e decidiu por uma opção que já havia sido utilizada com êxito no A3, a versão Sportback.

Mais do que um simples sobrenome, a identificação na verdade aponta para uma carroceria de quatro portas e estilo mais cupê, mas essa primeira era a função no caso do Audi A1.

Assim, surgiu o A1 com quatro portas, que rapidamente chegou ao Brasil.

Por incrível que pareça, essa variante do compacto surgiu como Audi A1 Sportback Concept, não um ano antes, mas em 2008. Ele era uma das propostas para o futuro carrinho premium, mas ficou de lado nos primeiros anos do modelo.

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No Salão de Tóquio de 2011, o Audi A1 Sportback foi apresentado, ostentando as mesmas linhas da carroceria de duas portas. Mais disruptivo, o hatch ficou mais versátil no acesso ao interior, embora sem aumento da carroceria ou da plataforma.

O Audi A1 de quatro portas abriu um nicho importante, que depois foi adicionado ao rival MINI Cooper, por exemplo, embora este tenha surgido com quatro portas bem depois.

Em mercados como o brasileiro, o Audi A1 Sportback foi mais bem aceito do que a versão de duas portas e acabou ficando como única opção.

(Leia sobre o Audi A6.)

Audi S1

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O Audi S1 foi uma versão esportiva da geração anterior (8X) que recebeu o motor EA888 2.0 TFSI de 231 cavalos e 35,7 kgfm, sendo oferecido tanto no duas portas (Sport) quanto no quatro portas (Sportback).

Ia de 0 a 100 km/h em até 5,8 segundos e foi vendido no mercado internacional, não chegando ao Brasil.

Edições especiais

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Embora não tenha trazido de fato nenhuma edição especial de volume considerável ao Brasil, o Audi A1 teve várias no exterior.

O Audi A1 Competition Line de 2012, explorou as formas mais esportivas da carroceria Sport (duas portas).

Com a grife de roupas Hufter, surgiu uma edição para a Nova Zelândia em 2013, com motor de 185 cavalos e duas portas.

O Audi A1 China Limited Edition teve 500 unidades vendidas naquele mercado e equipadas com motor 1.4 TFSI de 122 cavalos, que lá foi identificado como 30 TFSI, embora tivesse 200 nm e não 300 nm de torque.

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No Japão, no mesmo ano de 2013, o Audi A1 Sportback Urban Style Limited teve 200 exemplares com a mesma motorização. Lá ainda teve o A1 Sportback admired limited com mais 500 unidades. 

Na Austrália, simultaneamente, o Audi A1 surgiu com 200 unidades da série S line Competition. O Audi A1 Competition Legends, por exemplo, teve 4 unidades vendidas exclusivamente em Taiwan, onde o A1 Sportback Lifestyle vendeu outros 76 exemplares.

O Reino Unido teve diversas unidades das séries S line Style Edition e Black EditionO A1 urban racer limited foi outro especial com 150 unidades vendidas na Europa. As séries Contrast, Black e Union Square foram as primeiras.

Audi A1 – segunda geração

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O Audi A1 já estava há oito anos no mercado e o peso da idade já se fazia presente, especialmente com a renovação de seu rival MINI Cooper.

Assim, em julho de 2018, surgiu oficialmente a segunda geração do Audi A1, agora chamado GB.

A diferença para o anterior, além do visual, foi a introdução da plataforma modular MQB-A0.

Esta base surgiu com o Seat Ibiza atual e com o Volkswagen Polo.

Assim, o Audi A1 (GB) cresceu e ganhou mais espaço interno, além de porta-malas, visto que antes tinha somente 270 litros. Agora, ele possui 335 litros.

Com 4,029 m de comprimento, 1,740 m de largura, 1,409 m de altura e 2,563 m de entre-eixos, o hatch ficou mais moderno também.

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Embora ainda mantenha o sistema de eixo de torção na suspensão traseira, o Audi A1 vem com conjunto dianteiro McPherson, bem como carroceria com mais aços de alta e ultra-alta resistência.

O visual mais agressivo chama atenção pela pintura em dois tons com teto e colunas em preto, exceto as “C”, que possuem pintura na cor do carro e agora são mais grossas.

O Audi A1 GB perdeu as vigias laterais traseiras, reforçando mais as colunas C e passando uma impressão maior de solidez. O mesmo efeito visual foi aplicado anteriormente no Audi Q2, por exemplo. A frente chama atenção para os faróis com luzes diurnas em LED segmentados.

A grade hexagonal ficou maior e o para-choque possui abertura inferior e molduras pretas em “U”. As rodas de liga leve de aro 15 a 18 polegadas, agora possuem desenhos mais fluídos e esportivos, com direito a pinças de freios em cor amarela.

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Dois vincos pronunciados nas laterais do novo Audi A1 deixam o visual mais limpo, enquanto a traseira chama atenção pelas lanternas em LED maiores e com iluminação segmentada, reproduzindo o estilo dos faróis.

O mesmo vale para o para-choque, que também imita o protetor frontal no desenho de seu acabamento.

Se antes do Audi A1 8X era bem distinto da geração correspondente do Volkswagen Polo (que não foi vendida no Brasil), a GB continua a tentar se distanciar do compartilhamento de elementos com o hatch compacto da VW.

Porém, as portas do A1 possuem detalhes muito parecidos, assim como a base da alavanca. O cluster digital e configurável de 10,25 polegadas é o mesmo, mas com apresentação diferente.

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Para dar mais personalidade ao Audi A1 atual, a Audi adicionou um painel com dois difusores de ar centrados no motorista, ambos próximos da instrumentação.

No lado do passageiro, segue a regra vista em alguns carros da marca, com difusor de ar contínuo. Os comandos do ar-condicionado dual zone do Audi A1 são semelhantes aos do novo Audi Q3, por exemplo.

A multimídia MMI agora tem tela fixa de 10,1 polegadas no próprio conjunto, ante a anterior, que era destacada e “flutuante”.

Agora tem Google Android Auto e Apple Car Play, podendo ser usados os aplicativos de navegação Google Maps e Waze. No pacote S line, o volante em couro costurado tem fundo chato.

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O MMI tem ainda sistema de navegação integrada com mapas 3D e serviços online. O Audi A1 vem ainda com sistema de som Bang & Olufsen, que não era oferecido anteriormente. Este tem 560 watts e sonorização com efeito 3D.

O Audi A1 GB agora vem com suspensão esportiva e um novo ajuste de chassi para dar maior precisão na condução, com direção elétrica mais direta e reações rápidas.

O conjunto ainda dispõe de quatro modos: auto, dynamic, efficiency e individual. Com isso, o hatch compacto de luxo pode alternar do serviço automático do dia a dia ao individual, com ajustes exclusivos para cada condutor.

O novo A1 também ganhou controle de cruzeiro adaptativo, frenagem automática de emergência com detecção de pedestres, alerta de faixa com correção, alerta de ponto cego e tráfego traseiro com câmera de ré.

Nomenclatura do novo Audi A1

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Agora, o Audi A1 passa a ter a nomenclatura atualizada, assim como já era usada na China há alguns anos.

Assim, as versões a gasolina, o hatch passa a dispor das opções 25 TFSI, 30 TFSI, 35 TFSI e 40 TFSI. As duas primeiras são equipadas com o motor de três cilindros EA211 1.0 TFSI com 95 cavalos e 17,8 kgfm ou 116 cavalos e 20,4 kgfm, respectivamente.

Mas, o Audi A1 ainda tem EA211 Evo 1.5 TFSI com 150 cavalos e 25,5 kgfm na 35 TFSI, bem como o EA288 2.0 TFSI de 200 cavalos e 32,6 kgfm no 40 TFSI.

Esta última tem opção de câmbio de dupla embreagem S tronic de seis marchas, enquanto as demais a transmissão tem sete velocidades.

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A Audi revelou os dados de performance apenas da versão que mais interessa ao fabricante, que no caso é a 30 TFSI.

Esta vai de 0 a 100 km/h em 9,4/9,5 segundos (manual/S tronic) e atinge 203 km/h. O consumo médio chega a 20,8 km/l.

Pela primeira vez, o Audi A1 ficará sem opção diesel no mercado europeu e uma versão híbrida pode surgir nos próximos anos.

Mais adiante, a Audi pode trazer um S1, embora ainda não seja algo totalmente confirmado.

Mas, como a marca está explorando muito a performance, pode ser que até um Audi RS1 venha a aparecer também. Em qualquer dos casos, a Audi tem motor a oferecer, sendo que o EA888 2.0 TFSI pode entregar 252 ou 300 cavalos, respectivamente.

Audi A1 – Conceitos

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O Audi metroproject quattro foi o primeiro conceito do Audi A1, apresentado em Tóquio no ano de 2007.

O protótipo do que seria o hatch tinha motor 1.4 Turbo de 150 cavalos e um motor elétrico com 40 cavalos.

Na época, o conceito tinha consumo 15% menor, pois usava baterias de lítio, algo que seria comum nos híbridos plug-in e elétricos futuramente.

Com esse conjunto, o Audi metroproject quattro ia de 0 a 100 km/h em 7,8 segundos, tendo ainda autonomia de 100 km no modo elétrico e velocidade máxima de 100 km/h nesse modo. O hatch tinha ainda suspensão traseira multilink.

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No ano seguinte, o Audi A1 project quattro concept, que tinha um design mais próximo da realidade que seria o modelo, porém, o Audi A1 Sportback concept também era híbrido, mas seu alcance caiu para 50 km, indo de 0 a 100 km/h em 7,9 segundos e com emissão de 92 g/km de CO2.

A suspensão traseira tinha quatro braços e as rodas de liga leve eram de aro 18 polegadas. Os pneus eram 225/35 R18.

Havia também amortecedores magnéticos ativos, freios com discos de 312 mm na frente e direção eletro-mecânica sensível ao toque.

Dois anos depois, o Audi A1 surgia ao mundo.

Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

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