
A General Motors bebeu da mesma fonte que marcas como VW, Fiat, Renault e, em breve, a Hyundai também…
Assim nasceu o Chevrolet Sonic, com receita nacional como seus rivais, para servir de acesso aos SUVs da marca, abaixo do Tracker.
Feito com base no Onix, o Sonic se apoia em um nome já utilizado para dar corpo a algo novo em termos de posicionamento de mercado e não exatamente a um produto muito distinto dos demais da Chevrolet.
Em realidade, o Sonic — mesmo na versão esportivada RS — tem muito de seu irmão hatch e em alguns aspectos até se confunde com ele.
No entanto, mais que uma atualização, o modelo surge com identidade própria, aqui bem expressiva, enaltecida pela versão testada.

O Sonic RS (ainda) custa R$ 135.990, trazendo consigo um motor 1.0 Turbo de 115 cavalos e injeção direta, além de transmissão automática obrigatória para sua proposta.
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Tem algum recheio e algumas novidades, mas em essência parece mais do mesmo. Vale?
Lembra o Camaro
A GM apostou alto no visual do Chevrolet Sonic para se tornar um carro mais descolado e jovial, algo que seus rivais também usaram e abusaram. Essa jovialidade já está se tornando um estilo dos SUVs de acesso.
As luzes diurnas cerradas e os faróis de LED com projetores semiocultos nos fazem lembrar de uma lenda musculosa, o último Camaro.
Com formas mais agressivas que as do Onix, o Sonic busca evocar parte do estilo desse bólido já nas páginas da história automotiva.

Mais encorpado que o Onix, o Sonic se aproveita de elementos de proteção para ganhar mais corpo, assim como uma traseira pronunciada com um conjunto ótico de LED ao longo da tampa. Aliás, a entrada do bagageiro é um tanto curta em sua base.
Com a gravata iluminada do pacote, o Sonic RS também não se faz de rogado ao usar preto no teto e nos retrovisores, bem como rodas de liga leve aro 17 escurecidas para incorporar um ar mais esportivo.
Dentro, o Sonic RS abusa sim dos cintos de segurança vermelhos, mas a linha RS é conhecida por isso, além de apliques de mesma cor no painel e em especial dos difusores de ar, num conjunto levemente modificado em comparação ao Onix.

Sim, ele traz volante em couro com comandos de ADAS leve, assim como cluster digital padrão Chevrolet de 8 polegadas e multimídia MyLink com tela de 11 polegadas e sistema do Google. A câmera de ré é mediana e o computador de bordo não é nada preciso.
O bom é que conecta fácil Android Auto e CarPlay, mas de resto não oferece muito. Até o OnStar está no lugar clássico, no teto. O ar-condicionado é manual, mas há um slot para carregamento indutivo de smartphone. A partida é por botão.
O acabamento geral é simples e associado ao Onix, com os bancos em couro tendo padronagem exclusiva com o logo RS bordado. O Sonic fica devendo saídas de ar no banco traseiro e também mais espaço, embora seja o mesmo que o de um Onix.

Já o porta-malas de 392 litros está dentro do esperado para sua proposta, com acesso fácil e banco traseiro bipartido para ampliá-lo.
Sem surpresas
Para quem já conhece o Onix, andar no Chevrolet Sonic RS não rendeu surpresas, estando dentro do esperado pelo bom conjunto mecânico e plataforma superior ao de alguns produtos até mais caros.
O propulsor CCS Prime 1.0 Turbo tem injeção direta flex que ajuda a oferecer os 115 cavalos a 5.000 rpm com gasolina ou etanol, você que escolhe (não mais no irmão Onix Eco…).

Já os torques de 18,3 kgfm no derivado de petróleo e 18,9 kgfm no combustível vegetal aparecem a 1.800 rpm. Trata-se de números bons para a proposta do Sonic RS, respondendo bem com a transmissão automática GF6 de seis marchas de sempre.
Assim, pesando 1.139 kg, o Chevrolet Sonic RS é um veículo ágil, que responde prontamente ao acelerador, mesmo com uma calibração focada no consumo reduzido. Na cidade, ele fica geralmente na casa dos 1.500 rpm para fazer quase tudo.
Tem boa força em baixa e muda pouco de marchas, apostando mais nos valores altos em giros inferiores, garantindo assim um consumo de 12,4 km/l na gasolina. Bom de saída e também de retomada, o Sonic RS se desenrola bem na estrada.

Ultrapassagens e subidas longas ele encara sem medo de ser feliz, assim como permite uma condução mais esportiva com o ponteiro perto da zona vermelha, dispensando um modo esportivo ou mesmo as pouco agradáveis mudanças manuais no botão da alavanca.
O conjunto motriz bem acertado permite que o Sonic RS mantenha os mesmos 2.300 rpm a 110 km/h de seus irmãos igualmente gaúchos, garantindo conforto ao dirigir por longos períodos, além da economia, é claro.
A 80 km/h, conseguimos média de 20,9 km/l, caindo para 18,9 km/l a 100 km/h e 17,5 km/l a 120 km/h, sempre com gasolina. O Sonic RS tem um tanque de 44 litros.

Com suspensão elevada, o Chevrolet Sonic RS se beneficia de um bom vão livre do solo para evitar lombadas grotescas e valetas mal projetadas.
A calibração do conjunto permite absorver com desenvoltura boa parte das imperfeições do pavimento, mesmo bloquetes e paralelepípedos. Com foco no conforto, ela trabalha bem com uma direção elétrica mais leve que a do Onix, enquanto os freios atendem bem.
Só a estabilidade, mesmo com pneus 205/50 R17, é que não é tão assim exemplar, com certa inclinação em curvas fechadas e desvios rápidos de trajetória, mas nada preocupante. Sua dinâmica de condução é boa na cidade e mediana na estrada.

Para amenizar, um pacote ADAS “leve” traz alerta de colisão com frenagem automática e luzes de advertência no painel (com ajuste de alcance), bem como assistente de manutenção de faixa com correção. Só faltou um ACC, mas pelo menos tem o piloto automático normal.
O Sonic RS conta ainda com sistema de estacionamento automático para vagas paralelas ou perpendiculares, algo que surpreendeu no Onix Plus em seu lançamento há alguns anos. No mais, se mostrou bom para encarar nossa dura realidade viária.
Retido na fonte
O Chevrolet Sonic RS custa R$ 135.990, um valor promocional retido na fonte, com a GM segurando o valor (na tabela seria R$ 144.990) para catapultar o novo personagem da família Onix. O preço está na proposta do mercado, com os rivais circulando por essa região comercial.

Com conteúdo adequado, o Sonic RS poderia ter um ACC e itens que o projeto não contemplou, como um cluster bem mais prático, saídas de ar no banco traseiro e melhor acabamento.
Voltando ao mercado, ele bate de frente em valor com o VW Tera Comfort por R$ 133.190, mas este não tem uma singela câmera de ré, apesar do bom motor, pacote ADAS superior e dirigibilidade melhor.
Já o Renault Kardian Techno tem motor mais forte e mimos a bordo por ser quase um filho único no segmento de compactos (o Duster parece longe da realidade), custando R$ 139.290.
No caso do Fiat Pulse, o motor 1.0 turbo é híbrido leve e isso lhe dá vantagens legais em alguns lugares, bem como é mais potente e tem mais itens tecnológicos a bordo. Ruim é que bebe mais na cidade, mas chega a custar R$ 140.970 para ter visual semelhante ao do Sonic RS.
Assim, o SUV compacto da Chevrolet se mostra um bom competidor entre os de sua categoria, entregando um pacote razoável numa mecânica agradável. Vale? Para entrar nessa nova moda, digamos que sim.
Chevrolet Sonic RS 2027 — Galeria de fotos
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