
Há 14 anos, ela é a minivan que virou SUV por vontade da GM, mas que acabou conquistando seu espaço, com clientes profissionais fiéis e quase unanimidade em aeroportos, por exemplo.
Essa é a Chevrolet Spin, que retorna à Avaliação NA com a mais recente mudança na linha 2027, com a versão LTZ focando no que ela tem de melhor, o enorme bagageiro.
Assim, com cinco lugares, a Spin 2027 se propõe a manter sua reputação de confiança no mercado, com melhoramentos que reforçam sua boa imagem entre os clientes.
Custando R$ 153.990, a Spin LTZ 2027 ainda tem a opção de sete lugares, que custa R$ 157.990. Equipado com o longevo motor 1.8 da Família I, o modelo da GM vale a oferta?
Espaço importa
A Chevrolet Spin LTZ 2027 continua a mesma de sempre, com a última atualização deixando-a mais vistosa, mas agora com grade escurecida, destacando ainda seus faróis de LED.

Nas laterais, as linhas suavizadas da geração de carros anterior à atual denunciam a idade da Spin, que, na versão LTZ, ganhou novas rodas de liga leve aro 16 polegadas, prateadas.
Atrás, as lanternas que nem todos gostam, mas a prática (e pesada) tampa do bagageiro, que dá acesso ao grande vão para se colocar muita coisa na Spin 2027.
Dentro, a Spin LTZ 2027 mantém o painel atualizado e destaca o painel bem resolvido, com apliques em um belo tom de azul, estendido ao console e às portas dianteiras.
O cluster digital de 8 polegadas e a multimídia Google de 11 polegadas mantêm a Spin em linha com o restante do portfólio da Chevrolet, destacando ainda a boa conexão sem fio.

Com Android Auto e CarPlay, a central de infoentretenimento prioriza a conectividade, mas também a simplicidade, além de Wi-Fi e câmera de ré. A Spin LTZ tem ainda o OnStar.
A bordo, o ar-condicionado digital é outro extra bom, assim como sensor crepuscular e o de chuva, com a Spin LTZ tendo ainda controle de cruzeiro, porém, lhe falta um apoio de braço central.
Com partida por botão, a versão LTZ chama ainda atenção pelas saídas de ar no banco traseiro, que é deslizante e rebatível, garantindo que o ótimo espaço para malas fique ainda maior.
Enquete
Que efeito o bagageiro de 756 litros traz ao uso da Chevrolet Spin LTZ 2027?
Vote e veja o resultado em tempo real.
40 votos

O espaço atrás é bom, mas se a bagagem for a prioridade, as pernas ficarão apertadas, mas nada ficará para trás… Na Spin LTZ, o bagageiro chega a 756 litros ou 1.021 com o banco traseiro dobrado.
Foco etílico
O motor 1.8 SPE/4 é a mais recente atualização de um propulsor nascido em 1982 na Opel, quando foi batizado de Família I na GM. Irmão menor do Família II do Monza, ele continua firme.
Com quatro cilindros em bloco de ferro e cabeçote de duas válvulas por cilindro, o 1.8 litro da GM se mantém por conta dos clientes da Spin, já que tem peças e assistência em todo o país.

Não apenas isso; seu longo tempo de vida por aqui o torna fácil de reparar por não ter segredos. Assim, com 1.796 cm³, o SPE/4 se dá muito bem com um dos dois combustíveis.
Com 106 cavalos na gasolina e 111 cavalos no etanol a 5.200 rpm, bem como 16,8 kgfm no derivado de petróleo e 17,7 kgfm no combustível vegetal, obtidos a 2.600 rpm, o tornam ágil em baixa rotação.
Essa força, traduzida às rodas pela caixa automática GF6 de seis marchas, garante à Spin um desempenho aceitável para suas pretensões, atendendo assim no dia a dia.

O propulsor permite boas saídas e um funcionamento adequado no trânsito urbano, com respostas menos empolgantes em estrada, mas ainda assim dentro do esperado.
Não surpreende no acelerador, mas não reserva surpresas desagradáveis, sendo um motor bom para quem usa etanol, obtendo assim melhor rendimento dele.
No etanol, a Spin LTZ rendeu melhor na cidade, com 7,7 km/l, ante os péssimos 8,4 km/l com gasolina. Resultado abaixo do registrado pelo Inmetro.

Já na estrada, a 80 km/h, a Spin LTZ fez 14,9 km/l no etanol e 15,6 km/l com gasolina, enquanto aos 100 km/h obtivemos 13,2/14,3 km/l, respectivamente.
Por fim, a 120 km/h, conseguimos 9,9 km/l no etanol e 12,4 km/l. Com o preço do etanol quase a metade da gasolina (E32), melhor mesmo andar no álcool com a Spin.
Aliás, se o projeto da GM para mais carros a álcool se concretizar, então a Spin “Eco” seria de grande benefício para quem precisa economizar ao longo do mês.

Com direção bem ajustada e freios condizentes, a Chevrolet Spin LTZ 2027 tem uma suspensão firme, que trabalha bem com as condições das vias do país, caminhos que ela conhece bem…
Os pneus largos e altos 205/60 R16 ajudam na estabilidade da Spin e no conforto relativo em pavimentos não lineares, com alguns ruídos internos associados ao banco traseiro deslizante.
Tendo poucos recursos de assistência, embora com o pacote de segurança padrão da Chevrolet, que inclui seis airbags e os sistemas obrigatórios, a Spin LTZ não fica devendo para seu único rival.

Valor agregado
Custando R$ 153.990, a Chevrolet Spin LTZ 2027 cobra por seu espaço interno e capacidade de levar bagagem, fundamental para quem precisa realmente de volume.
Faltam mais itens a bordo? Num carro de 14 anos, até que a Spin LTZ está dentro do esperado, entregando alguns itens que não se esperaria da versão e com o pacote digitalizado bom.
Não é de todo confortável, com seus assentos altos demais e estreitos, mas ela se prende na sua função e nisso cumpre bem o papel. No mercado, só há o Citroën Aircross Shine de 7 lugares.

Este custa R$ 154.490 e sempre está em promoção, com motor mais potente e econômico, porém, sem o mesmo espaço interno e bagageiro inferior em relação à Spin.
Sem mais ninguém para incomodá-la, a Chevrolet Spin LTZ 2027 agora tem a configuração que os taxistas adoram e preserva seus atributos reconhecidos sem temer um fim de linha.
Vale? Para quem precisa dela, a resposta é sim.











































