
A Fiat Toro 2027 entrou na gama de carros da Stellantis do projeto Bio-Hybrid nas versões Volcano e Ultra, com esta última chegando até nós para avaliação.
A picape média da marca italiana apostando na hibridização leve para continuar em alta.
Utilizando uma tecnologia mais moderna que a de seus irmãos Pulse e Fastback, a Toro Ultra MHEV (Mild-Hybrid Electric Vehicle) usa um sistema de 48 volts em sua bateria de lítio colocada no túnel central e um motor elétrico mais potente.
Entregando de modo padrão os 176 cavalos e os 27,5 kgfm já conhecidos, a Toro Ultra aposta no conjunto mecânico já consagrado e num visual mais personalizado para entregar um conjunto equilibrado, com preço de R$ 206.490.
Discreta em sua novidade, ela é realmente mais econômica?

Foco personalizado
Visualmente, a Fiat Toro Ultra MHEV 2027 foca na personalização, com sua caçamba coberta por uma estrutura de fibra de vidro reforçada com tampa articulável e santantônio incorporado.
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Os detalhes escurecidos na grade frontal, nas molduras do para-choque dianteiro, saias de rodas, protetores laterais, para-choque traseiro e na logotipia associada, deixam a Toro Ultra mais atraente, especialmente na cor Cinza Sting, que lembra a tonalidade utilizada pela Marinha do Brasil.
As rodas de liga leve escurecidas com aro de 18 polegadas e pneus 225/60 se harmonizam com a proposta visual da Ultra, que enaltece a função da Toro com barras no teto e estribos laterais.
Com faróis full LED e lanternas em LED escurecidas, a picape da Fiat se rejuvenesce para seguir em frente.
Dentro, o ambiente da Toro Ultra é escurecido, destacando o painel cinza-chumbo com o badge da versão, sendo a cor também aplicada em outras partes da guarnição.

Os bancos em couro preto com costuras vermelhas possuem o nome Ultra grafado nos encostos.
O conjunto segue com o volante padrão em couro e com paddle shifts, enquanto o painel tem cluster personalizado para atender ao sistema MHEV com indicador de eficiência e de aplicação ou recuperação de energia.
Já a multimídia com tela central verticalizada conta com os bons Android Auto e CarPlay, além de navegador nativo e câmera de ré de qualidade mediana. Seria bom um monitoramento em 360 graus pelo preço da Toro.
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O ar-condicionado dual zone é um item necessário, enquanto logo abaixo ficam o modo Sport e o desligamento do alerta de faixa, um dos poucos itens do ADAS a bordo…
Há um carregador indutivo de smartphone também.

Na parte de trás, o espaço continua o mesmo, sem alterações, com exceção do assoalho, onde é possível ver o compartimento da bateria do sistema MHEV de 48V, sendo essa a diferença visível em relação ao sistema 12V usado por Pulse e Fastback. Falta um difusor de ar traseiro.
Já a caçamba da Toro Ultra tem acesso facilitado pela tampa dupla, bem como pela tampa superior para se alcançar melhor o fundo do compartimento de carga.
Ela tem uma Cargo Bag, uma bolsa protetora da Mopar para preservar itens contra água.
Isso porque a cobertura de fibra não retém totalmente a água da chuva. Com 937 litros, a caçamba da Toro é versátil, ainda mais com uma bolsa grande com duas aberturas de acesso e bem fixada à estrutura.

Eficiência pontual
A Fiat Toro Ultra 2027 não tem nenhuma identificação exterior que indique a alteração mecânica feita no propulsor GSE 1.3 Turbo Flex, porém, é realmente entrando e andando para perceber os efeitos da introdução da tecnologia MHEV.
O motor de 1.332 cm³ com turbocompressor e injeção direta de combustível trabalha aqui com um motor/gerador no lugar do alternador, que entrega 15,5 cavalos.
O torque disponibilizado por ele é de 6,6 kgfm.
Sua função é ajudar nas acelerações da Toro Ultra, reduzindo assim a força do GSE para este trabalho, enquanto nas desacelerações, ele recarrega a bateria de lítio de 48V, garantindo assim que ela esteja quase sempre cheia para novamente ser usada quando o pedal for mais exigido.

Como não se trata de uma força oferecida em tempo integral, ela não é somada aos 176 cavalos a 5.750 rpm e 27,5 kgfm a 2.000 rpm entregues pelo GSE, nos dois combustíveis.
Assim, com a transmissão automática Aisin de seis marchas, o conjunto é o mesmo das outras versões.
Mas, durante a condução, percebe-se um ânimo a mais no 1.3 Turbo durante as saídas e retomadas, especialmente no modo Sport, afinal, são teoricamente até 191,5 cavalos, melhorando levemente a condução nessas fases.
Não é possível utilizar somente a energia para mover o veículo e, mais, o GSE também não desliga durante as desacelerações, como, por exemplo, os Kia Stonic e Sportage, que usam tecnologia parecida.
Ele só o faz com o carro parado, como um Start&Stop normal.

Outra característica que percebemos foi a redução de marcha acentuada como um freio motor nas descidas longas, o que permite ao sistema recarregar a bateria mais rápido para uso em estrada, onde ela se esgota mais rapidamente que na cidade.
No mais, a Toro Ultra MHEV se mostra ágil, com boas respostas tanto na cidade quanto na estrada, não parecendo ter seus 1.712 kg.
Já no modo Sport, é possível explorar mais o conjunto em performance que agrada, podendo ainda usar o modo manual para ter mais comando.
Falando do que pode interessar para muita gente, assim como o Jeep Renegade MHEV, a Toro MHEV também apresentou melhora no consumo, fazendo 11,1 km/l na cidade, ante os 10,3 km/l que fizemos com a versão de acesso recentemente.
Em estrada, ela fez bons 18,2 km/l a 80 km/h, 15,5 km/l a 100 km/h e 13,5 km/l a 120 km/h, números pouco abaixo da versão Endurance, mencionada acima.

Mas, a Ultra é mais pesada e tem mais itens para colaborar com o resultado.
Rodando a 1.800 rpm a 110 km/h, a Toro Ultra MHEV em cruzeiro garante conforto ao dirigir, com uma direção leve tanto na cidade quanto na estrada.
Os freios são bons, assim como o ajuste da suspensão, mais que adaptado à nossa realidade.
Exclusiva do Brasil (em produção, é claro), a Toro Ultra só se ressente de uma altura maior na dianteira, onde, em uma via “lunar” dentro de uma cidade litorânea, chegou a raspar o fundo, mesmo com o carro bem devagar.
A irmã Ram Rampage já não sofre com isso.

No mais, é estável em curvas e desvios rápidos de direção, graças também à suspensão traseira multilink que, no caso da Ultra, assim como o Renegade MHEV, não pode receber um diferencial comum e um cardã devido à bateria. Mas, futuramente, quem sabe um segundo motor elétrico…
Por fim, na segurança, o pacote ADAS é limitado, sem controle de cruzeiro adaptativo e outras funções mais ativas, tendo-se somente o alerta de faixa, farol alto automático e frenagem autônoma de emergência.
Pouco para um carro que já passou dos R$ 200 mil.
Sem concorrente
A Fiat Toro Ultra MHEV 2027 não tem concorrente, já que virtualmente, as picapes mais próximas dela são a irmã Ram Rampage e a Ford Maverick, que custam mais e possuem propostas distintas.
Assim, por ora, a Fiat Toro Ultra navega por águas calmas, enquanto disputa uma luta desigual com a VW Saveiro pela segunda posição no segmento de comerciais leves.

Mesmo assim, podemos cobrar mais ação da marca sobre o produto que, sim, em breve terá concorrente e possivelmente explorará seus pontos fracos.
Já mencionadas acima, as ausências só devem ser preenchidas com a concorrência ou a mudança de geração, também apontando uma rival, como a esperada Renault Niagara.
Enquanto essa não chega e revela a que veio, continuamos centrados na Toro que, independente do que oferecer a novidade, continua sendo uma picape bacana.
Há 10 anos no mercado, a Fiat Toro mostra com a tecnologia MHEV que ainda tem muito a oferecer e que a próxima geração não precisa ter pressa para chegar.
Então, apesar dos pontos negativos, a versão Ultra continua uma boa opção personalizada, ainda mais para quem mora na cidade de São Paulo ou estados onde o “híbrido” tem vantagens legais.








































