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Avaliação: Honda WR-V é um pouco mais que aventureiro urbano

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Criado a partir do Fit, o Honda WR-V surgiu para satisfazer o mercado de utilitários esportivos, que cresce bastante em todas as regiões do mundo. Aqui no Brasil também não é diferente. Com ajustes na plataforma e visual mais “aventureiro”, o compacto foi a saída da marca japonesa para ter uma segunda opção neste mercado, pouco abaixo do HR-V, mesmo ele não sendo um utilitário propriamente dito.

A solução parece ter dado muito certo, já que as vendas praticamente triplicaram após o mês de lançamento, alcançando em torno de 1,8 mil unidades em abril. Medindo apenas 4,00 m, o Honda WR-V cabe em quase qualquer garagem e, de quebra, mantém as virtudes do Fit, como excelente espaço interno, porta-malas bom e excelente versatilidade do ajuste dos bancos.

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Equipado com o conhecido 1.5 i-VTEC FlexOne com até 116 cv e 15,3 kgfm, mas vem somente com transmissão automática do tipo CVT e sem simulação de marcha. O objetivo é atender a preferência do consumidor deste segmento, que busca mais conforto ao dirigir. Assim, nada de manual, nem menos na versão de acesso EX.

Na topo de linha EX-L, avaliada pelo NA, o Honda WR-V oferece um bom pacote de equipamentos, tendo ainda seis airbags, multimídia com GPS, câmera de ré, ar-condicionado, trio elétrico, direção elétrica, entre outros. Faltaram alguns itens, mas o principal vem de série e não agrada muito: R$ 83.400.

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Por fora….

O Honda WR-V compartilha parte da estrutura do Fit, tendo a frente elevada e dotada de novos faróis com LEDs diurnos, parcialmente cobertos pelo novo capô, curto e com poucos vincos. A grade cromada envolvente chama atenção, assim como o para-choque com faróis de neblina circulares e vincos bem pronunciados.

O WR-V tem muitas molduras plásticas, sendo que na frente, elas recobrem a parte inferior do para-choque, cuja parte central tem aspecto reforçado e cor cinza. As saias de rodas também se harmonizam com o conjunto, sendo ligadas entre si pelas bases das portas, incluindo atrás o protetor igualmente decorado com cor cinza na parte central.

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No teto, barras longitudinais em tonalidade cinza, reforçam a proposta do WR-V. Na traseira, a Honda decidiu mexer nas lanternas do Fit, eliminando os refletores junto da vigia e acrescentando um prolongamento mais abaixo, sobre a tampa do porta-malas. A tampa lisa tem um aplique cromado sobre a placa.

Nem todo mundo gosto do visual da traseira do WR-V, mas isso não parece atrapalhar o desempenho comercial do pequeno monovolume com estilo crossover. Sim, ainda tem muito do Fit, tais como retrovisores com repetidores de direção, vincos acentuados nas laterais e a grande área envidraçada. Mas isso não tira a personalidade do WR-V, cujo olhar invocado tem agradado a muitos consumidores.

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Por dentro….

Se por fora ele tem uma personalidade mais forte que o Fit, por dentro o Honda WR-V cumpre fielmente a lição de casa da Honda, apresentando um ambiente que não pega ninguém de surpresa, especialmente os clientes da marca. Ou seja, quem trocou o Fit pelo pequenino “utilitário”, se sentirá em casa.

O ambiente é o mesmo, trazendo boa ergonomia, muito espaço (especialmente vertical), conforto e a versatilidade típica da minivan japonesa, que desembarcou aqui em 2003. Não faltam porta-copos e porta-trecos. O banco traseiro com o sistema ULTRa Seat permite levar objetos bem altos ou longos dentro do habitáculo de forma simples e rápida, sem esforço. Dá até para converter parte dos assentos em cama.

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A área envidraçada deixa o ambiente mais iluminado. O para-brisa avançado garante boa visibilidade, tendo-se apenas que ter atenção às colunas A com suas diminutas vigias durante as conversões. Coisas do Fit, ou melhor, do WR-V. O ângulo de abertura das portas também é generoso, assim como o porta-malas com 363 litros, podendo ser ampliado em até 1.045 litros.

 

O painel tem boa visibilidade e computador de bordo, além de econômetro. Em volta do mostrador principal, o velocímetro, luzes de LED indicam a eficiência no modo de condução, sendo verde para economia e azul para desempenho. O volante multifuncional tem boa pegada, sendo revestido em couro e dotado de controles de mídia, telefonia e piloto automático. O ajuste é em altura e profundidade.

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Ao centro, a multimídia domina com sua tela de 7 polegadas sensível ao toque. Ela vem com navegador GPS, Bluetooth, hotspot Wi-Fi, acesso à internet via wireless, entradas auxiliar, USB e SD, bem como câmera de ré. Esta última requer atenção. Como não há sensor de estacionamento, o foco angular da imagem engana pela proximidade, ficando o WR-V muito próximo do carro logo atrás, quando se imagina que esteja mais distante.

A central de entretenimento é bem intuitiva, mas o navegador não é dos melhores. Teremos de esperar pela nova geração do Fit – e atualização do WR-V – para ter acesso ao Android Auto com o Google Maps. Para quem acha que só uma entrada USB é pouco, existe outra no console, com mais uma auxiliar. O painel conta ainda com porta-copos do lado esquerdo, porta-luvas com bom espaço e ar-condicionado com comandos físicos.

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No acabamento, o Honda WR-V traz padronagem e tecidos diferenciados em relação ao Fit, algo mais jovial. Mas por R$ 83.400, faltou um revestimento em couro nos bancos e portas. Também faltou um apoio de braço direito para o condutor, que já goza do CVT e do controle de cruzeiro. Com painéis bem montados e materiais de qualidade, o crossover tem um ambiente agradável e funcional.

Seis airbags, Isofix, Top Tether, cintos de três pontos e apoios para todos garantem a proteção dos ocupantes. Sentimos falta de comando one touch para todos os vidros (apenas para o motorista) e seu levantamento com a chave. Não há sensor crepuscular e nem de chuva, bem como ausente também um retrovisor eletrocrômico. Até mesmo não há luzes nos espelhos de cortesia. O sistema de som é apenas mediano.

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Por ruas e estradas….

O Honda WR-V tem uma proposta também mediana em termos de performance. Pesando 1.130 kg, o crossover compartilha do 1.5 i-VTEC FlexOne com 115 cv na gasolina e 116 cv no etanol, ambos a 6.000 rpm. Por volta dos 4.800 rpm, aparecem os 15,2 kgfm com o derivado de petróleo e 15,3 kgfm no derivado da cana.

O propulsor tem funcionamento suave, com baixo ruído e apresenta disposição para o dia a dia. Não é nada excepcional, cumprindo bem a tarefa de mover o WR-V, mas exigindo um pouco mais de giro em situações onde um bom turbo com injeção direta não fariam qualquer questão.

Normalmente, esse 1.5 trabalha entre 1.500 e 2.000 rpm graças à linearidade do CVT que, sem simulações de marcha, deixa o crossover bem agradável quando a intenção é rodar com conforto. Mas, quando se pede um algo a mais, ele pensa um pouco mais e vai liberando o i-VTEC para satisfazer o desejo do condutor. O giro nas ultrapassagens simples de estrada chega a 3.500 rpm.

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Em subida de serra com rampa longa, o motor do WR-V se mantém entre 3.000 e 3.500 rpm, elevando um pouco o ruído, mas bem mais o consumo. Dependendo da situação, é necessário ir até 4.000/4.500 rpm para extrair mais do propulsor 1.5. No modo Sport, a rotação fica bem mais elevada, mas isso não significa a mesma proporção em performance.

No dia a dia, o Honda WR-V com este 1.5 se mantém um carro bom em suas respostas, especialmente no uso urbano. Mas, não gostamos do consumo. Com etanol, o crossover fez 6,9 km/litro. Na gasolina, foi para 8,5 km/litro em terrenos totalmente planos, ambos bem abaixo das marcas divulgadas pelo Inmetro e mesmo usando a linearidade dos 1.500 rpm no plano e o verde do Econ para obter mais economia. Poderia ter sido melhor, pelo menos na gasolina.

Já na estrada, O Honda WR-V foi melhor que no instituto de metrologia, fazendo 10,1 km/litro no etanol e 13,4 km/litro na gasolina. Falando nela, a estrada, o modelo mantém uma rotação pouco acima de 2.000 rpm quando em 110 km/h, garantindo conforto em viagens. O nível de ruído é bom no geral.

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Assim também é a direção elétrica, leve e precisa, sem a necessidade de funções secundárias apelativas. A dirigibilidade do Honda WR-V é, como no Fit, muito boa. Fácil, dócil e simples, não possui vícios e trata bem o motorista. Para quem não aprendeu a dirigir, começar por este é um caminho para se tornar um chato mais adiante. No bom sentido, é claro.

Os freios atuam com eficiência, assim como o conjunto de suspensão, que é diferente em seus componentes e ajustes em relação ao Fit. Ela é firme, mas tem um bom nível de absorção de irregularidades, dando ao WR-V uma sensação de maior robustez em comparação com a minivan.

Não bate no fim do curso em crateras e buracos escabrosos que enfrentamos durante a avaliação. Não, não no fora de estrada, na cidade mesmo. Lombadas altas não são problema, assim como paralelepípedos, bloquetes e asfaltos destruídos pela fala de manutenção.

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Em algumas situações terríveis de certas vias, o WR-V cumpriu o que promete. Há sim alguma vibração em pisos segmentados, mas nada que faça os ocupantes reclamarem. Os pneus 195 série 60 ajudam nessa tarefa também.

A carroceria recebeu reforços na plataforma para se tornar mais rígida também. Apesar de praticamente 1,60 m de altura, o WR-V não inclina nervosamente em curvas fechadas, tendo boa estabilidade, embora não conte com os importantes controles de tração e estabilidade. Faltou também o assistente de partida em rampa, já que o CVT sustenta o veículo até certo ponto em um plano inclinado.

Em estradas de terra, o Honda WR-V se comporta bem, mas desde que estejam em um estado bom, pois lama, buracos enormes e pedras muito grandes não são indicadas para o pequeno crossover. Seu foco é mais voltado para o asfalto, mas com a capacidade de enfrentar trechos de terra que eventualmente apareçam. No geral, o utilitário esportivo se mostra mais aventureiro e guerreiro que o HR-V, um crossover muito mais comedido nesse aspecto.

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Por você….

O Honda WR-V é um pequeno crossover que cresceu além do chamado aventureiro urbano, aquele hatch embelezado para ser algo que não é. As modificações da marca japonesa foram além do visual, acrescentando um novo eixo traseiro, caixa de direção reforçada, barra estabilizadora maior e reforços na carroceria. Até o isolamento acústico foi melhorado e percebido.

Com um bom handling, o crossover ganha pelo prazer ao dirigir, mas também agrada pelo bom espaço no habitáculo. Ao invés de escolher entre uma minivan para o dia a dia e um crossover para viagens e fins de semana mais aventureiros, o Honda WR-V cai muito bem nesse aspecto.

O nível de conteúdo é bom, mas poderia ser melhor por conta dos R$ 83.400, que realmente estão muito acima do desejado. Mas é claro que sendo um produto da marca japonesa, seria sim estranho um preço mais competitivo.

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Não há porque dizer que esse é o preço que se paga por um bom carro. A Honda joga com um valor mais alto para dar conta de entregar, já que é limitada a produção. Mas então, é bom ou não?

O Honda WR-V é sim um bom carro. Se vale a pena? Depende. Se a necessidade for para ter dois segmentos em um, sim. Caso contrário, entre os utilitários esportivos, existem opções bem mais interessantes, tais como Chevrolet Tracker, Hyundai Creta ou Suzuki New Vitara, por exemplo.

Medidas e números….

Ficha Técnica do Honda WR-V EX-L 1.5 CVT 2018

Motor/Transmissão

Número de cilindros – 4 em linha, flex

Cilindrada – 1.497 cm³

Potência – 115/116 cv a 6.000 rpm (gasolina/etanol)

Torque – 15,2/15,3 kgfm a 4.800 rpm (gasolina/etanol)

Transmissão – Automática CVT

Desempenho

Aceleração de 0 a 100 km/h – ND

Velocidade máxima – ND

Rotação a 110 km/h – 2.100 rpm

Consumo urbano – 6,9/8,5 km/litro (etanol/gasolina)

Consumo rodoviário – 10,1/13,4 km/litro (etanol/gasolina)

Suspensão/Direção

Dianteira – McPherson/Traseira – Eixo de torção

Elétrica

Freios

Discos dianteiros e tambores traseiros com ABS e EDB

Rodas/Pneus

Liga leve aro 16 com pneus 195/60 R16

Dimensões/Pesos/Capacidades

Comprimento – 4.000 mm

Largura – 1.734 mm (sem retrovisores)

Altura – 1.599 mm

Entre eixos – 2.555 mm

Peso em ordem de marcha – 1.130 kg

Tanque – 45,3 litros

Porta-malas – 363 litros

Preço: R$ 83.400 (versão avaliada EX-L)

Honda WR-V EX-L 1.5 CVT 2018 – Galeria de fotos

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