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Avaliação: Hyundai HB20 1.0 Turbo anda como 1.6 mas não empolga

Avaliação: Hyundai HB20 1.0 Turbo anda como 1.6 mas não empolga

O Hyundai HB20 recebeu recentemente uma atualização que só reforçou aquilo que ele já tinha de bom, seu visual. Mas havia um enorme buraco entre as versões do compacto exclusivo do mercado brasileiro.


Assim, a Hyundai decidiu mexer nas opções intermediárias com a adoção de uma versão turbinada, exatamente para fazer a ligação entre o motor 1.0 de 80 cv e o 1.6 de até 128 cv. Por isso surgiu o Novo HB20 Turbo, um 1.0 que segue a tendência downsizing mundial, que introduz performance com economia de combustível.

Avaliação: Hyundai HB20 1.0 Turbo anda como 1.6 mas não empolga

Mas, ao contrário do que esperávamos, a receita local para o HB20 Turbo não contemplou um pacote tecnológico mais completo, introduzindo basicamente um turbo com a preservação da injeção indireta flex, além de um câmbio manual de seis marchas. Com isso, chegou-se a 105 cv e, de fato, um pacote realmente intermediário.


A nova opção reforçou a gama de versões do HB20, sem dúvidas, mas isso não o fez saltar em direção à liderança, permanecendo no segundo posto com 75.879 unidades vendidas em 2016, tendo o Onix em primeiro com 92.566 e o Ka, mais distante, com 48.755. No caso do HB20 Turbo, o NA avaliou a versão Comfort Style, que custa R$ 53.005.

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Por fora…

O HB20 já era bonito desde o berço e agora com a atualização ficou um pouco mais atraente. Nesta versão Comfort Style com motor 1.0 Turbo, o compacto da Hyundai chama atenção pela grade hexagonal com filetes cromados, além do para-choque redesenhado com faróis de neblina. O conjunto ótico é o mesmo de antes, ficando as novas lentes para as versões mais caras.

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Se na frente os faróis não são os mais recentes, pelo menos na traseira as lanternas são as chamadas Clear Type, que apresentam um visual “3D” bem interessante, mesmo não sendo de LEDs. Aliás, não há diodos emissores de luz no pacote de iluminação do HB20 Turbo. Fechando, para-choque traseiro com luzes auxiliares, belas rodas de liga leve aro 15 com pneus 185/60 R15 e retrovisores com repetidores de direção.

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Por dentro…

Por dentro, o ambiente do HB Turbo nesta versão Comfort Style é bastante funcional. O acabamento tem dois tons e no centro um rádio blueAudio com Bluetooth, USB e auxiliar. O volante tem ajuste de mídia e telefonia, enquanto a instrumentação dispõe de visual Supervision Cluster com computador de 7 funções.

Abaixo do ar-condicionado, a cobertura retrátil das entradas USB/Aux e da fonte 12V permite ocultar pequenos objetos, incluindo até uma carteira, se necessário. O porta-luvas tem espaço mediano e há bons porta-copos entre os bancos e mais garrafas nas portas. Falando nelas, as portas, ponto positivo para os vidros elétricos One Touch para todas as entradas.

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Os bancos em tecido têm boa aparência e maciez, também sendo confortáveis. O motorista tem boa posição de dirigir com os ajustes de assento e coluna de direção. Os comandos dos retrovisores não estão bem posicionados, ficando na parte mais baixa do painel. Chama atenção os espelhos iluminados nos para-sóis e porta-óculos no teto.

Atrás, o espaço para as pernas é mediano, embora o acesso seja bom. O banco não é bipartido e também não tem cinto de segurança central de três pontos. Da mesma forma falta um terceiro apoio de cabeça. Mas, apesar disso, há engates do sistema Isofix. Já o porta-malas é bom e dispõe de 300 litros.

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Por ruas e estradas…

Como já mencionado no começo da matéria, o HB20 Turbo recebeu uma receita local para o propulsor 1.0 turbinado. Diferente do Kappa 1.0 T-GDI, o brasileiro tem turbocompressor, mas sem injeção direta de combustível. A questão do custo pesou mais, pois a complexidade de ajuste da injeção direta flex é bem maior.

Dessa forma e com a proposta de não interferir nas versões 1.0 e 1.6 aspiradas, a Hyundai ajustou o Kappa 1.0 Turbo com 98/105 cv a 6.000 rpm e 13,8/15,0 kgfm entre 1.550 e 4.500 rpm, respectivamente com gasolina e etanol. Para tornar o consumo mais eficiente, já que não há injeção direta, a Hyundai colocou um câmbio manual de seis marchas, bem escalonado.

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Partindo desses números, realmente a condução do HB20 Turbo é mesmo a esperada com tais valores. Ele anda como um 1.6, mas não empolga. Em realidade, ele nem se compara com o mais forte 1.6, que é também mais rápido e veloz, entregando bem mais força. Isso poderia ser até diferente a favor do 1.0 Turbo, se a Hyundai não tivesse atenuado o funcionamento do compressor.

Abaixo de 2.000 rpm – e não 1.500 rpm – o motor é como um 1.0 aspirado, sem muita força ou disposição. Acima disso, ele começa a acordar, ficando pronto para uso acima de 2.500 rpm. Nessas condições, lembra mais um 1.6 de performance mediana – sem comparação com o propulsor mais potente do HB20 – exigindo giros um pouco mais altos do que o desejável para um turbo.

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Quando o turbo entra – sem aquele tradicional impulso extra, desejado por muitos – o giro vai subindo não tão rapidamente, cortando em 6.500 rpm. Nessa faixa que começa a partir dos 2.000 rpm, a condução é mais prazerosa, garantindo boas retomadas e mais conforto nas ultrapassagens. A sexta marcha não atua como opção de cruzeiro, elevando rotação e velocidade, mantendo assim 2.800 rpm a 110 km/h.

Por essa faixa, o nível de ruído é moderado. A direção hidráulica tem boas respostas, assim como os freios, embora a suspensão ofereça estabilidade inferior ao esperado, pois o ajuste é mais para o conforto, filtrando bem as irregularidades. Ainda assim, um conjunto equilibrado.

Mesmo sendo um Turbo, o HB20 não tem nenhuma pretensão de ser esportivo e, diferente do up! TSI, por exemplo, não vai deixar um carro mais potente para trás de imediato. Sua performance é mediana para um carro turbinado, assim como seu consumo. Fizemos 8,3 km/litro na cidade e 11,4 km/litro na estrada, ambos com o etanol fornecido pela marca, mas nada surpreendente. Ou seja, não é completamente o melhor dos dois mundos.

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Por você…

O HB20 Turbo entra como uma opção interessante na gama do compacto da Hyundai. O modelo oferece uma boa performance, não é ruim, mas com as tecnologias hoje em uso no mundo e, em especial, já no Brasil também, era de ser esperar mais dele, tanto em desempenho quanto em consumo.

No geral é confortável e fiel ao que o consumidor quer no momento. Tem belo visual, bom espaço interno e porta-malas, contando ainda com custo de revisões mais baixo em comparação com outros compactos do segmento de entrada, o que é um bom atrativo para muitos.

No caso do preço, poderia ser mais contido ou ter mais itens para compensar os R$ 53.005, como por exemplo, piloto automático ou sensor de estacionamento. Em época de conectividade em alta, um display multimídia com espelhamento seria muito bom também e, claro, maior preocupação da Hyundai com a segurança de quem vai atrás. Se o nome Turbo cativa mais, melhor um test drive antes de fechar negócio. Caso contrário, não há contra indicação.

Medidas e números…

Ficha Técnica do Hyundai HB20 Comfort Style 1.0 Turbo:

Motor/Transmissão
Número de cilindros – 4 em linha, turbo, flex
Cilindrada – 998 cm³
Potência – 98/105 cv a 6.000 rpm (gasolina/etanol)
Torque – 13,8/15,0 kgfm entre 1.550 e 4.500 rpm (gasolina/etanol)
Transmissão – Manual de seis marchas

Desempenho
Aceleração de 0 a 100 km/h – 11,2 segundos (etanol)
Velocidade máxima – 182 km/h (etanol)
Consumo urbano – 8,3 km/litro (etanol)
Consumo Rodoviário – 11,4 km/litro (etanol)
Rotação a 110 km/h – 2.800 rpm

Suspensão/Direção
Dianteira – McPherson/Traseira – Barra de torção
Hidráulica

Freios
Discos dianteiros e tambores traseiros com ABS e EDB

Rodas/Pneus
Liga leve aro 15 com pneus 185/60 R15

Dimensões/Pesos/Capacidades
Comprimento – 3.920 mm
Largura – 1.680 mm (sem retrovisores)
Altura – 1.470 mm
Entre-eixos – 2.500 mm
Peso em ordem de marcha – 1.053 kg
Tanque – 50 litros
Porta-malas – 300 litros
Preço: R$ 53.005

Galeria de fotos do Hyundai HB20 Turbo:

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