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Avaliação: JAC T5 CVT ganha em conforto, mas performance é mediana

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Ele foi apresentado à imprensa brasileira em dezembro de 2014, mas ainda era um protótipo de testes, a versão chinesa. O crossover tinha uma opção interessante, um câmbio CVT. Demorou, mas chegou. E dessa forma, a JAC Motors percebeu o que realmente o consumidor queria, mais conforto ao dirigir o seu T5.



Tão logo chegou às lojas, o JAC T5 CVT começou sua trajetória de boas vendas, reposicionando a marca chinesa e sendo considerado o chinês mais vendido do Brasil em 2017. De janeiro a maio, o utilitário esportivo vendeu 1.003 unidades, praticamente uma média de 250 por mês. Isso dá a ele a 24ª posição no segmento de SUV.

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Ele também vendeu mais que o dobro do rival Lifan X60 no período. Com um visual típico dos carros chineses, mesclando estilos e apresentando muitos cromados, o JAC T5 CVT chama atenção pelos faróis com LEDs diurnos, grade hexagonal enorme, frente longa e corpo volumoso. São 4,32 m de comprimento, que fazem do modelo um dos maiores do seu segmento.

Puxando esse conjunto com entre eixos de 2,56 m, o já conhecido propulsor 1.5 16V JetFlex com seus 127 cv no etanol. Agora com CVT, o motor passa a trabalhar de forma mais mansa, mas isso tem um preço. O valor do modelo começa em R$ 73.490, mas completo, igual ao que avaliamos, sai por R$ 76.990.

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Por fora….

Igual ao modelo chinês, exceto pela leve atualização do mesmo, o JAC T5 CVT tem um aspecto não muito equilibrado, já que sua frente é muito longa, destoando do restante da carroceria, mais equilibrada. Ainda assim, não é de todo ruim.

Os faróis duplos apresentam LEDs diurnos, enquanto os faróis de neblina ficam posicionados bem abaixo. A enorme grade hexagonal vem com frisos cromados. A frente longa, no entanto, tem capô curto, já que o para-brisa invade o eixo dianteiro, como se fosse minivan.

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As rodas de liga leve aro 16 com pneus 205/55 ficam pequenas diante do volume do JAC T5 CVT. As proteções pretas se elevam em direção à traseira, onde tomam todo o protetor, que vem com luz de neblina e de ré.

As lanternas têm desenho harmônico, mas não são de LED. Maçanetas e outros detalhes são cromados. Há duas barras no teto e os retrovisores com ajustes elétricos possuem repetidores de direção e impressionam pelo tamanho dos espelhos, garantindo boa visibilidade da traseira. Somado a estes, uma câmera de ré com visão no display da multimídia.

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Por dentro….

No interior, sem alterações importantes nesta versão CVT do JAC T5 2017. O painel é longo por causa do para-brisa avançado, apresentando um porta-objetos sem tampa, difusores de ar harmônicos entre si e um acabamento cinza de aparência interessante na base do conjunto.

A multimídia com tela de 8 polegadas domina esse ambiente, apresentando comandos físicos e tela sensível ao toque. Além de Bluetooth, o dispositivo vem com o MirrorLink, espelhamento para diversos smartphones. A JAC tem um link em seu site para os modelos que são aceitos. Há imagem da câmera de ré, reprodução de vídeo, de entradas auxiliar/USB/SD, do rádio AM/FM e da conexão HDMI.

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O sistema de entretenimento pode ser acessado pelo volante em couro, que ainda tem estilo GM, mas agora vem com piloto automático. Ele e o console, assim como difusores de ar e outras partes do acabamento, possuem tonalidade cinza. O cluster tem boa visibilidade, mas seu computador de bordo é simples. Mesmo assim, vem com alerta de pressão dos pneus.

O ar-condicionado é automático, igual ao câmbio, cuja alavanca tem acabamento cromado e opção de engates manuais, assim como os modos Sport e Inverno. Apesar do tamanho do painel, o porta-luvas é pequeno. Há vários porta-copos, apoio de braço central, maçanetas cromadas e bancos em couro com costura vermelha, a mesma do volante.

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O espaço geral é muito bom, mesmo se pensarmos que tem apenas 2,56 m de entre eixos, sendo pouca coisa maior que do EcoSport ou do Tracker, por exemplo. Além de espaço para as pernas, há uma boa altura interna.

O banco traseiro é bipartido e tem cinto de três pontos central, bem como Isofix. O ambiente tem teto e colunas claras, enquanto os vidros são escurecidos. No geral, fica bem discreto com a cor preta que domina painel e portas. Já o porta-malas tem 600 litros até o teto, podendo ficar ainda maior.

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É importante notar que as peças que sustentam os bancos e outros revestidos são protegidos por peças plásticas bem encaixadas. De modo geral, a JAC Motors evoluiu bastante nesse aspecto, assim como na resistência deste ao sacolejar de ruas e estradas brasileiras. Ainda assim, existem muitos plásticos, alguns facilmente riscáveis.

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Por ruas e estradas….

O JAC T5 CVT não apresenta alterações em seu motor 1.5 16V VVT JetFlex, que entrega 125 cv com gasolina e 127 cv com etanol, ambos a 6.000 rpm. O torque é de 15,5 kgfm na gasolina e 15,7 kgfm no etanol, nos dois casos obtidos a 4.000 rpm.

Com preaquecimento de combustível na partida a frio, o propulsor tem funcionamento suave, embora um pouco ruidoso. Ainda assim, apresenta uma boa disposição no plano, garantindo agilidade no trânsito. Mas, a caixa CVT com simulação de seis marchas tem calibração longa, ao gosto dos chineses, o que não agrada muito os brasileiros.

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Dessa forma, uma característica do CVT se apresenta de forma bem rápida, ou melhor, pouco veloz. As respostas são lentas quando ele é exigido mais vigor, mesmo com o motor 1.5 dando tudo de si. O ajuste do câmbio poderia favorecer a economia, mas tem efeito contrário, uma vez que a rotação facilmente passa dos 3.500 rpm em ultrapassagens ou subida de serra.

No modo Sport, o ânimo é um pouco melhor, mas ainda assim incapaz de dar uma performance mais entusiasmante. Ainda assim, o JAC T5 CVT consegue imprimir boa velocidade em estrada e mantém o ponteiro na casa dos 2.700 rpm, o que é bom para o nível de ruído interno. Sua operação quase linear agrada. Nas reduções, a caixa tem boa resposta.

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Nas mudanças manuais, a interferência eletrônica não é tão acentuada, o que é bom. Para contribuir com o conforto, o JAC T5 CVT conta com piloto automático. Com etanol, o crossover chinês não passou de 6,9 km/litro na cidade. Na rodovia, o consumo foi de 9,5 km/litro. Com tanque de somente 45 litros e os 1.210 kg do veículo, nem dá para chegar a 430 km de alcance.

Ao volante, o JAC T5 CVT apresenta posição de dirigir elevada e confortável, tendo bons comandos à mão, exceto retrovisores, ajuste dos faróis e o importante botão de desativação do controle de estabilidade e tração. Junto com estes, há também o assistente de partida em rampa, útil mesmo com um câmbio CVT, já que este tem sua limitação em inclinação.

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Com ótima visibilidade para frente e lados, o JAC T5 CVT apresenta boa dirigibilidade, tendo direção elétrica leve e de progressividade moderada. Poderia ser mais firme na estrada, mas nada que alguns quilômetros de adaptação não resolvam a questão. Os freios são suficientes e apresentam discos nas quatro rodas. Já a suspensão tem uma calibragem mais macia, voltada para o conforto.

Mesmo assim, mantém bem neutra a carroceria em curvas mais fechadas. Sutilmente, o controle de estabilidade ajusta os freios e corta força do motor, a fim de manter o SUV compacto na trajetória. O item é importante, especialmente em trechos de serra ou estradas bem sinuosas, ainda mais com chuva.

Em pisos ruins, a suspensão absorve bem as irregularidades e dificilmente bate no fim do curso, sobrando nesse aspecto. De modo geral, a performance do JAC T5 CVT é mediana, atendendo bem na cidade e devendo uma relação de correias e polias mais adaptada para estrada, buscando assim mais da força do motor.

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Por você….

O JAC T5 CVT com o Pack 3, que inclui todos os itens disponíveis para o modelo, custa R$ 76.990. Menos que um EcoSport SE 1.6, que sai por R$ 78.800 e não tem a maioria dos itens do chinês. Em performance, o melhor é o rival da GM, que custa R$ 5.000 a mais. O Peugeot 2008 THP é outro, mas com câmbio manual ele deixa de ser tão vantajoso para o consumidor deste segmento.

O SUV compacto da JAC Motors vem bem recheado, mas peca por ter apenas airbag duplo na frente. Poderia acrescentar airbags laterais e de cortina. Fora isso, a multimídia vem com tudo, exceto um visual agradável, mas cumpre seu papel. Os vidros escurecidos dão um toque a mais e deixam o ambiente mais sóbrio.

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Ar-condicionado automático, trio elétrico, retrovisor eletrocrômico, câmera de ré, sensor de estacionamento, bancos em couro, multimídia com HDMI e espelhamento, faróis de neblina, rodas de liga leve aro 16, direção elétrica, controles de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa, entre outros, acrescentam bom valor agregado.

Mas, a manutenção é considerada cara: R$ 4.420 até 60.000 km, lembrando que a quinta revisão é gratuita, assim como a primeira de 3.000 km. Tudo pago em até cinco vezes. Até 100.000 km, o JAC T5 CVT alcança altos R$ 7.730 em uma década de serviços programados. O carro em si é realmente interessante e vale a pena experimentar, mas o custo de manutenção elevada espanta muita gente.

Medidas e números….

Ficha Técnica do JAC T5 CVT 2017

Motor/Transmissão

Número de cilindros – 4 em linha, flex

Cilindrada – 1.499 cm³

Potência – 125/127 cv a 6.000 rpm (gasolina/etanol)

Torque – 15,5/15,7 kgfm a 4.000 rpm (gasolina/etanol)

Transmissão – Automática CVT com trocas manuais na alavanca

Desempenho

Aceleração de 0 a 100 km/h – 176 km/h

Velocidade máxima – 13,8 segundos

Rotação a 110 km/h – 2.700 rpm

Consumo urbano – 6,9 km/litro (etanol)

Consumo rodoviário – 9,5 km/litro (etanol)

Suspensão/Direção

Dianteira – McPherson/Traseira – Eixo de torção

Elétrica

Freios

Discos dianteiros e traseiros com ABS e EDB

Rodas/Pneus

Liga leve aro 16 com pneus 205/55 R16

Dimensões/Pesos/Capacidades

Comprimento – 4.325 mm

Largura – 1.765 mm (sem retrovisores)

Altura – 1.625 mm

Entre eixos – 2.560 mm

Peso em ordem de marcha – 1.210 kg

Tanque – 45 litros

Porta-malas – 600 litros (até o teto)

Preço: R$ 76.990 (versão avaliada)

JAC T5 CVT 2017 – Galeria de fotos

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4.0

  • cesar suarez

    Forda Ecosport + hyundai tucson = JAC T5

    • Franco da Silva

      Sábado, no início da noite, vi faróis e grade trapezoidais, iluminação em LED e muito cromado passando. Já estava pegando o celular para fotografar a “nova Ecosport” e mandar pro NA quando notei que era só um T5.

  • Andre Maruska

    Ja dei uma volta nele, mas o que me incomodou um pouco e nao vi comentarem aqui é o delay absurdo que tem no acelerador. Voce pisa e parece que nao pisou dai um segundo depois o carro responde. Nao sei por que deste delay tao alto assim… no mais um carro realmente muito bom. Pegar um desses usado e ja desvalorizado vai ser interessante.

    • Raphael

      No youtube, tem um cara que faz o teste do carro numa serra aqui do RJ e o carro respondeu bem aos comandos, ate mesmo no modo sport, com trocas na alavanca. O carro aparentemente é bom. Aqui no RJ vejo bastante dele, pois trafego na Av. Brasil quase todos os dias. Porem, algumas das lojas deles fecharam, grande parte do consumidor tem duvida pela marca. No geral, é uma compra a ser considerada, perante aos concorrentes.

    • Adelmo José de Andrade Andrade

      André isto é uma natural do cvt. Cvt em carros maiores têm este efeito.

    • Aruaru Bari

      Então você nunca dirigiu um Ford.

    • Hélio

      quando fiz o teste drive foi desanimador isso, gostei da montagem em geral, custo benefício bom, não considerando a liquidez na hora de vender

  • Louis

    Gostei. Tinha antipatia por este carro por esta grade dianteira exagerada, mas parece ser um bom carro, muito bem equipado para a categoria.

  • Franco da Silva

    A matéria cita “uma década de serviços programados” – isso é pelos 100.000 km?
    Pra mim, 100.000 km dá uns 6, 7 anos no máximo.

    • ViniciusVS

      Uma coisa que não entendo no mercado de usados é isso. Povo quer comprar carro com mais de 10 anos de uso e com menos de 100k km sendo que é comum ver carros com 2 ~ 3 anos de uso com mais de 50 mil km.

      Tem uma galera que gosta de ser enganada.

    • afonso200

      110mil km em 12 meses,

      • Lucas Campos

        Taxista.

  • Fernando

    carro feio do cão. não troco esse chines pelo pug 2008 citado na conclusão nem f..dendo. vai ser feio assim la na china.

    • Lucas Campos

      E 2008 é bonito???

      • Luconces

        2008 é bonito sim, HR-V é bonito, Renegade, até o Ecosport passa…

        Mas carro bonito mesmo que não é SUV é o Argo, com frente de Mobi.

  • Lagarto Véio

    Sei não, mas este ‘suv’ me parece extremamente baixo, pronto para enroscar em qualquer entrada de garagem ou rampa um pouco mais inclinada.

  • Erasmo Artur

    Não entendi esse 0 a 100 e a velocidade máxima…..

    • Darwin Luis Hardt

      tá só invertido os dois

    • MMM

      0-100 em 176 segundos

      Velocidade máxima – 13,8 km/h. kkkkkkk

  • Darwin Luis Hardt

    parece que usaram ele com etanol só para achar mais um defeito… Aposto que na gasolina ele faz 8 na cidade e uns 12km/l na estrada, igual um honda fit praticamente.

    Interessante esse carro, só as revisões caras que matam mesmo.

    • MMM

      Todos os carros são testados com Etanol, pq esse não seria? Além disso, com gasolina o desempenho seria pior ainda.

  • thi

    A hunday gosta dessa grade

  • Se daqui 2 ou 3 anos o serviço de manutenção ficar mais barato, penso muito em trocar minha eco por um desses. O carro é muito completo, sem contar que um usado é muito barato e fácil de comprar comparado a concorrência.

    • Luconces

      Manda ver!

    • Rafael Rodrigo

      Aconselho esperar lançarem o T40, primeiro JAC que estou ficando interessado…

      • Parece que o T40 é um pouco menor e mais barato também, aguardar 2 anos para saber como anda o mercado.

  • zeh

    ……nunca vi nenhum exemplar desta minivan nas ruas..

  • Luconces

    No exterior apenas essa frente com Prognatismo que ficou feio.

    Do mais é um carro bem bacana!

  • Brasil_MG

    É outro segmento, mas com esse valor é melhor pegar um GOLF 1.0 TSi…
    ((é mais carro e futuramente vai dar menos dor de cabeça que esse chinês)).

    • KOWALSKI

      A manutenção desse chinês é salgada.

      • Brasil_MG

        Imagino quando esse CVT começar a dar pau, a nota que não deve ser pra fazer o serviço de reparo!

        • Compra então um easytronic, dualogic, powershift, quase não dão problema ne eheh so alguns meses parados em oficinas e algumas 3 ou 4 trocas.

          • Brasil_MG

            Pode comprar, fique a vontade. Se eu não quero CVT da Jac, muito menos vou querer easytronic, dualogic e powershif

            • So estou comparando com o que tem no mercado que é ruim mas por ser de montadoras antigas aqui ninguem critica como deveria, agora uma chinesa trazer um CVT, ae falam que não quer pq é chines kkk mente de brasileiro e´assim mesmo!!

              • Brasil_MG

                Enquanto as chinesas não comprovarem a competência e durabilidade dos seus produtos, a mente do brasileiro continuará “assim mesmo”(rejeitando os carros chineses)

                • os chineses ja comprovaram, so que la na China, varias marcas boas, inclusive na Australia, Africa, ate na Europa em alguns países, Russia etc.. O problema aqui foi o Inovar Auto, eu comentei como esse carro custa esse valor, mesmo com o tanto de limitações que os kras tem por imposição do nosso governo. Imagina sem, teriamos carros assim chineses por preço de hatches populares basicos de entrada.

                  • Brasil_MG

                    A Jac vai lançar daqui uns dias um carro que visualmente eu gostei bastante (T40). Confesso que ainda EU tenho um pouco de receio de comprar um carro chines pois aqui na minha cidade não tem CSS ( tem todas as marcas, menos as chinesas) e caso eu precise de resolver qualquer coisa na CSS, tenho que deslocar 200km.

                    • O que impressiona é a JAC em particular conseguir manter estes preços, que nem a Kia e a Hyundai mantiveram nos importados, com limitação, IPI majorado e 35% de importação. Se comparar com o Ka de 62 mil e a maioria dos hatches populares nossos que são 0 no crash test estarem batendo 70 mil, estes preços da JAC estão bons.

            • O CVT que equipa o JAC T5 é o mundialmente renomado modelo da Punch Powertrain, fabricante belga que tem mais de 40 anos de experiência na fabricação de transmissões CVT.

              • Brasil_MG

                Valeu pela informação.

              • Luconces

                Dimithri, trabalha no setor?

                • Abandonei o setor faz três anos…mas continuo por dentro! Virou um hobby!

                  • Luconces

                    Muito legal, é cada argumento que a gente lê e a galera não aceita kkk

            • theTaripy

              É CVT de uma empresa belga do ramo… não é fabricado pela JAC.

        • Leonardo Lima

          Se a JAC cobra R$856 por um rolamento de J6, quanto não cobraria por engrenagens de transmissão? Isso supondo que tenham em estoque.

    • arzanette

      Existe muitas marcas grandes e consolidadas no mercado dando dor de cabeça a muitos clientes, Toyota . Ford , BMW , etc, etc ….. carro e uma maquina um dia vai ter problemas isso e normal……

      • Brasil_MG

        Sim, e quando der problema é bom contar com uma rede de CSS e peças em estoque

    • FearWRX

      Falo que poderemos ver a qualidade dos chineses daqui mais 10 ou 20 anos. Pois sabemos que tem muito carro japonês e alemão que mesmo em donos relaxados chegam nessa idade com acabamento em ordem, sem peças soltas e câmbio bom.
      Enquanto esse dia não chegar, não vou confiar ainda em carro chinês.

      • 10 anos? Ja temos amigo, so que estas marcas não vem para o Brasil, varias marcas chinesas ja tem otimo acabamento e dirigibilidade, mas ficam la na China. Talvez ano que em com o fim do Inovar Auto venham pra ca.

    • Fábio

      Ta de sacanagem hein. Que comparação esdrúxula. Comparar um SUV barato com o hatch médio caro. É tudo automóvel mas não tem comparação.

  • Aruaru Bari

    É o que eu sempre falo e as pessoas não entendem: o carro é bom, mas o problema dele não é a falta de potência, mas de torque. Os 15.5kgfm é muito pouco para esse carro, ainda mais com transmissão CVT. Creio que pelo menos 17,5kgfm estaria de bom tamanho para compensar essa falta de força, e claro se a JAC quiser, mais 10cv seria ideal para uma briga competitiva com a concorrência.

    • Leonardo Lima

      Se o câmbio fosse manual pelo menos amenizava a fraqueza. Com um CVT empurrando esse peso todo, deve dar sono tentar uma ultrapassagem.

      • Aruaru Bari

        Sono?! Rsss! Nem dá tempo de ter, mas muito medo!

  • ALVIN_1982

    Ainda não é hora de comprar um carro de marcas genuinamente chinesas. Um dia, quem sabe, mas boa sorte pra quem quiser aventuras xingling…

    • Eduardo

      Tenha certeza de que esse carro é mais confiável que outros ditos tradicionais.

  • afonso200

    pois é todos chineses tem manutenção programada cara, até meu Azera tem revisoeses de 769reais

    • A Chery agora cobra barato. É uma das mais baratas do mercado atualmente, em termos de custo de revisão e peças.

  • Rodrigo

    Ainda não dirigi mas já conferi, o carro está lindo, completíssimo, o acabamento é o esperado para sua proposta. Porém por 77 mil jamais eu deixaria de comprar um WR-V, que é um HONDA, mesmo custando um pouco mais e tendo menos equipamentos (o mais simples), para comprar um JAC. Por uma simples questão: mercado e valor de revenda. Porém um usado já é um caso a se pensar, já que há uma considerável depreciação.

    • Por estas e outras que a Honda fez aquele embuste do WR-V, e a Toyota deixou de lançar aqui um carro bom como Yaris por ex.. e lançou o Etios. Enquanto o consumidor se comportar como no seu relato, so teremos isso.

      • Leonardo Lima

        O WRV não é o melhor concorrente, mas é totalmente legítima a preocupação do colega com a desvalorização. Não adianta comprar barato e entregar de presente, é só fazer a conta inteira pra entender que JAC é o barato que sai caro.

        • No Brasil infelizmente carro é investimento, eu lembro que via parentes meus comprarem Celta basicão pq diziam que era bom pra revenda, que tudo que colocava desvalorizava, não quiseram Clio ou outros otimos carros a epoca pq tinham airbags, etc.. e eram “franceses”, desvalorizavam rápido. Aqui se compra carro pensando em revenda, e não no uso, como em países desenvolvidos. Carro é descartavel como qualquer outro bem.

          • Leonardo Lima

            Não vejo carro como investimento, mas também não rasgo dinheiro. Se o principal argumento do carro chinês é ser de baixo custo, precisamos considerar o custo em todas as suas modalidades, inclusive o custo da depreciação. Até porque se dinheiro não fosse problema a gente andaria de BMW e não de JAC, não é mesmo?

            • É mas falar que vai comprar WR-V ao inves desse T5 é ate uma heresia. WR-V é uma enganação da Honda, era pra ser o HR-V no preço dele, alias, era pra ser o CR-V. Lançaram o Fit Adventure com nome pomposo para os incautos, no preço de HR-V, e acreditaram. Não sei se da pena dos brasileiros ou nojo dessa marca.

              • Leonardo Lima

                Concordo.

    • Leonardo Teixeira

      São 2 propostas diferentes, WR-V é um monovolume com plastico na carroceria, e o T5 é um suv compacto.

  • FRANCISCO RONDON

    Pelo que vi, pois li todos os comentários, todo mundo falou um monte; porém sem experiência com o carro. Pois bem, eu já estou há mais de três meses com o SUV Jac T5 CVT e posso afirmar com todas as letras: Um EXCELENTE carro. Até a suavidade e o som da batida da porta é de um carro premium. Vale cada centavo; e para termos um SUV com a qualidade do T5 CVT, teremos que desembolsar uns R$ 25.000,00 a mais numa marca mais tradicional. Mesmo com a manutenção (entenda como revisão programada) um pouco mais cara, ela é absorvida, e com sobras, com esta diferença absurda de valor no ato da compra e depois no pós venda. Consumo: entre 10,5 e 12,5 Km/l na cidade e na estrada ainda não testei, velocidade máxima: cheguei a 190 Km/h e ainda dava mais e quanto ao desempenho, tem que se acostumar com o carro para tirar o seu melhor. É isso ai, um carro muito bom pra quem quer um três B: “BOM, BONITO E BARATO”

    • Rodrigo Souza

      É que os caras gostam de colocar defeito, se fosse de uma das “nacionais” ou japonesas mesmo com defeitos eles ficariam quietos.

    • Leonardo Lima

      O carro pode ser bom, mas você só vai ter a real noção se foi barato na hora da revenda. Depreciação também é custo, contabilizar apenas o valor de aquisição é ver o filme pela metade. Olhando o valor de carros chineses no mercado de usados, dá pra apostar que esses R$25.000 de “economia” vão escoar inteirinhos pelo ralo só na depreciação.

      • FRANCISCO RONDON

        Deixando de lado o prazer de desfrutar de um bom carro por um preço justo (esta é a minha primeira opção quando adquiro um bem), vamos considerar a questão da desvalorização; tudo é questão de tendência. Quando a Jac chegou no Brasil trouxe bons equipamentos de segurança que impressionaram; porém com o tempo vimos que os carros eram ordinários. Então a tendência era culminar com pífios valores na revenda (também ocorreu isto com a hyundai, por exemplo). Os chineses, incluo ai também a Chery e Lifan, aprenderam com os erros e estão trazendo carros que “valem o quanto pesa”; então a tendência é a valorização na revenda e o aumento de concessionárias pelo Brasil afora uma consequência. No caso do T5 CVT da Jac Motors, basta ver a opinião dos donos desde os primeiros meses de 2016 quando o T5 foi lançado no Brasil; todos super satisfeitos, nenhuma reclamação do carro, só elogios… O carro é bom, é robusto, “não quebra”, é mais barato porque oferece mais por menos, é bonito, econômico, é o terceiro SUV mais vendido na China (brigando com GM, Ford, Vksw, etc), tem a melhor garantia (6 anos); com este leque todo, logicamente a tendência é valorizar e não o contrário. É tudo questão de lógica.

        • Leonardo Lima

          Não duvido que o carro possa ter qualidade, mas lógica do mercado de usados não se orienta apenas pela qualidade. Entre Fiat Mille e Subaru Legacy, qual dos dois tem mais qualidade? E qual desvaloriza menos? Não me entenda mal, não estou defendendo porcarias como o Mille, estou analisando um padrão de comportamento. O JAC é um produto importado, com poucos concessionários no interior, com peças caras, com relatos na web de falta de peças em estoque, com maus produtos que queimaram marca… com o histórico do cancelamento da fábrica, da cobrança de uma dívida fiscal impagável, e com recentes boatos de encerramento de atividades no Brasil… Se tudo isso não fosse suficiente, ainda tem o elefante branco na sala: é um carro chinês, a (injustificada?) aura de baixa qualidade ainda está na cabeça das pessoas. Construir uma reputação não depende só de um bom produto. Os desafios da JAC são tão grandes que essa tendência de valorizar é bem improvável, na minha opinião. Para o bem de quem colocou quase R$80 mil em um produto deles, espero que meu pessimismo se mostre equivocado.

          • FRANCISCO RONDON

            Não se preocupe porque eu não o estou entendendo mal não, estamos apenas trocando ideias sobre o assunto em questão.

            Realmente, a lógica de mercado de usados não é orientada APENAS pela qualidade mas sim pela satisfação do cliente com todas as nuances que envolvem o bem; tomando como exemplo o fabricante que vc citou, a Subaru, que possui bons carros e apenas 9 concessionárias; sendo 4 em SP capital, 1 em campinas, e 1 em cada um dos seguintes estados: MG, PE, PR, RJ, RS e 1 na DF, temos um padrão de comportamento bem distintos entre as duas marcas: Subaru paradinha, dando uma biliscadinha aqui e outra ali com marcas inexpressivas de vendas e sem afã para conquistar espaço no Brasil; dai o motivo da desvalorização. Enquanto a Jac está se movimentando, abrindo novas concessionarias em 2017 e projetando outras para 2018 para somar às 50 já existentes. É claro que é pouco, mas estão indo… os maus produtos da Jac que vc citou são coisas do passado; quanto ao encerramento das atividades no Brasil sugiro se informar melhor; no Google está recheado de informações a respeito, inclusive do motivo da paralisação da construção da fábrica, que será substituída por uma montadora; quanto a dívida impagável, no Brasil tudo é negociável, ainda mais quando envolve geração de empregos. E o elefante branco por ser chinês, diziam o mesmo dos coreanos nos anos 90, e olha ai como está a Hyundai e a Kia hoje… porque se reestruturaram e trouxeram qualidade e uma politica agressiva de conquista de mercado. É verdade que para levantar uma casa que foi derrubada é mais difícil do que construir uma nova; mas a Jac e os demais chineses vieram prá ficar e vão se tornar, num curto período de tempo, grandes no Brasil.

            Dito estas coisas, reafirmo que é certo a tendência dos chinas terem seus carros valorizados no Brasil.

            • Leonardo Lima

              De fato, quanto mais concorrência melhor. Tomara que você esteja certo e que eles venham para ficar.

  • Eduardo

    Achei a matéria tendenciosa CONTRA a JAC.

    1 – Reclamar dos botões de desativação do controle de estabilidade. Nem precisava dos
    botões para desligar isso, nem condiz com a proposta do carro, mesmo
    assim a JAC os inseriu. É até compreensível que são sejam botões a mão,
    visto que nunca serão usados.

    2- Outra coisa, falar mal do consumo no álcool? Tá, na pior das hipóteses, na média! Deveriam era testar o carro na gasolina para serem mais realistas com o uso cotidiano de 99% das pessoas!

    3- Querer AIR BAG lateiras e de cortina a esse preço? Fala sério, compra
    um ecosport pelado por mais caro do que isso sem tais equipamentos. Mas
    no eco se pagar levar de brinde o câmbio “problemshift”.

    4 – Custo de revisão alto? Estão por fora dos preços de carros similares da concorrencia. Tampouco as revisões grátis foram somadas e divididas. Parcialidade.

    5 – Não vi nenhum comentário a respeito de uma grande vantagem. GARANTIA muito superior a da concorrência.

  • Agora pensem bem, esse carro mesmo com 35% de imposto de importação + 30% de IPI majorado para importados e ainda uma limitação na importação, consegue custar esse valor, agora imagina se não tivesse Inovar Auto ou estes impostos abusivos, se fosse sei la uns 20% de imposto de importação e só? Esse carro custaria menos de 40 mil fácil, um QQ poderia custar uns 15 mil. Ae da pra entender claramente pq o governo se apressou em atender as montadoras e criar esse programa nocivo, e vai criar outro pra por no lugar. O povo, gado, apenas aceita e compra os carros carissimos achando que ta fazendo otimo negocio. hehe

  • Leonardo Lima

    Com R$85mil a pessoa leva Creta, Kicks, Captur, Renegade, Tracker. Todos automáticos. Não tem telinha multimídia que justifique um J5 manco e o pós venda xing ling, premiado por 50% de depreciação em 2 anos.

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