
O Jeep Commander segue sendo um dos SUVs mais versáteis do mercado nacional, abrangendo agora quatro opções de motorização, com uma delas sendo híbrida leve.
Mas, aqui a versão avaliada é a Blackhawk com seu motor Hurricane, agora flexível.
Vestido de preto, inclusive com parte dos vidros escurecidos, o Jeep Commander Blackhawk impacta visualmente e traz a proposta de topo de linha da gama, com preço de R$ 329.990.
Feito em Pernambuco, o SUV de sete lugares também exibe sua força.
O propulsor Hurricane 4 2.0 Turbo Flex permite agora maior flexibilidade e, de quebra, menos suscetibilidade à gasolina E32, que pode prejudicar alguns motores a gasolina.

Com os mesmos 272 cavalos, o motor dá ao SUV da Jeep uma razão para custar alto, mas funciona o argumento?
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Visual instigador
O Commander Blackhawk aposta num visual escurecido, com conjunto ótico full LED, grade e detalhes de acabamento em cobre. O SUV tem ainda toda a logotipia preta, bem como as rodas de liga leve aro 19 polegadas com pneus 235/50 R19.
Com duas bocas de escape cromadas na traseira, onde as lanternas em LED interligadas com o nome Jeep se harmonizam bastante.
Nas rodas, as pinças vermelhas se sobressaem num carro de cor preta, que ainda tem a parte superior em uma tonalidade mais escura.

Dentro, o Commander Blackhawk foca no acabamento premium, com detalhes em camurça e couro, com inserções trançadas inclusive, dando ao ambiente um ar mais elegante e sofisticado.
Com detalhes em preto brilhante, o ambiente escurecido do Commander Blackhawk conversa bem com o pacote exterior.
O painel igualmente revestido oferece cluster digital configurável e a multimídia com Alexa, GPS nativo, Android Auto e Carplay, além de monitoramento em 360 graus.
Tendo ar-condicionado dual zone e carregador indutivo, o Commander Blackhawk apresenta ainda bancos dianteiros com ajustes elétricos, teto solar panorâmico e volante com paddle shifts, bem como seletor de marchas, mas de design já datado.
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Há bom espaço na segunda fileira, com difusores de ar e as conexões necessárias, enquanto a terceira fileira é limitada, sendo mais adequada para adultos de baixa e média estatura ou crianças.
Já o bagageiro é generoso com 233 litros com 7 lugares ou 661 litros com 5, tendo ainda tampa de acionamento elétrico.
Com os bancos das duas fileiras rebatidos, se obtém um volume considerável para se levar muita coisa.
Performance inalterada
O Jeep Commander Blackhawk conta com um propulsor Hurricane 2.0 Turbo, que agora é flex, garantindo assim maior flexibilidade em relação ao combustível, especialmente diante das mudanças no derivado de petróleo, como a E32, que pode afetar motores a gasolina mais antigos.

Com 1.995 cm³, o propulsor Hurricane 4 tem injeção direta de combustível e turbocompressor, entregando 272 cavalos a 5.200 rpm e 40,8 kgfm a 3.000 rpm, nos dois combustíveis.
A transmissão automática de nove marchas da ZF conecta as quatro rodas num sistema sob demanda.
Tanto com gasolina quanto com etanol, o desempenho do Jeep Commander Blackhawk não se altera, garantindo ótimas respostas ao acelerador e um propulsor sempre cheio, permitindo retomadas boas, assim como ultrapassagens confortáveis na estrada.
Mesmo limitado a 5.800 rpm para o corte, o Hurricane 4 passa confiança para acelerar, reforçado pelo modo manual pelos paddle shifters, que dá uma sensação melhor para quem busca o desempenho máximo do carro.

Fazendo de 0 a 100 km/h em 7 segundos e com final de 220 km/h, o Jeep Commander Blackhawk não é e nem tem pretensões de ser esportivo, mas oferece um desempenho exemplar, tanto na cidade quanto na estrada.
Pesando 1.886 kg, o Commander Blackhawk é bem ágil na cidade, permitindo até rodar em baixa rotação com desenvoltura. O consumo na gasolina ficou em 7,8 km/l, caindo para 5,9 km/l com etanol.
Na estrada, a 80 km/h, o SUV de sete lugares da Jeep fez 14,8 km/l na gasolina e 11,2 km/l no etanol.
A 100 km/h, o consumo foi de 13,2 km/l e 9,1 km/l, respectivamente, mas a 120 km/h, a mudança de rotação do motor permitiu um consumo melhor: 13,6 km/l e 9,5 km/h.

Esse feito de consumo maior a 100 km/h é devido ao fato de, nessa faixa, o motor funcionar acima dos 2.000 rpm.
As outras duas atuam no início da oitava e nona marchas, ficando assim abaixo dessa rotação. Então, com menos giros, se obtém mais eficiência.
Isso já foi verificado por nós tanto na Ram Rampage R/T, que usava o mesmo motor (apenas com gasolina então), quanto nos modelos a diesel 2.2 da Jeep, Ram e Fiat.
A transição de marchas do câmbio ZF 9HP desfavorece andar a 100 km/h em consumo. Ou seja, literalmente é 80 ou 120…

No mais, com direção confortável, freios responsivos e suspensão bem equilibrada, o Jeep Commander Blackhawk não se altera em relação ao modelo anterior com o mesmo motor.
Salvo a mudança de combustível, no mais, tudo permanece.
Oferece conforto em viagens, ainda mais com pacote ADAS com controle de cruzeiro adaptativo, assistente de faixas e monitoramento em 360 graus.
Ele ainda tem modo Snow e ajustes Sand/Mud para o fora de estrada, além de tração permanente bloqueada e reduzida para quem quer ir além do asfalto.

Na cidade, o estacionamento automático contribui bastante nas manobras.
Bem completo, a versão topo de linha do Jeep familiar tem desempenho, conforto e segurança para ser um sucessor do Dodge Journey V6.
Acima da média
O Jeep Commander Blackhawk tem uma proposta mista de ser um SUV familiar confortável e com um bom porta-malas, mas também um carro que foca num estilo mais sóbrio e também em desempenho.
Nisso, o preço de R$ 329.990 te oferece uma potência considerável para um motor 2.0 litros, ainda mais agora flexível, embora o preço não seja um problema para quem tem poder aquisitivo para ter um SUV deste, mas existe a consciência…

No conjunto, o Commander Blackhawk já vem bem completo para sua proposta, faltando talvez alguns mimos, como climatização dos assentos e a mesma tecnologia de condução assistida da Leapmotor, mas é pedir muito agora, pelo menos no segundo caso.
Já no mercado, o Commander Blackhawk tem apenas o Caoa Chery Tiggo 8 PHEV em proposta parecida com relação aos sete assentos, com o chinês mais potente e econômico, além de ser mais barato (R$ 249.990), mas não é mais luxuoso que o Jeep.
No mais, na faixa dos R$ 300 mil ou próximo, como o Haval H6 PHEV35, mas assim como os próximos, ele tem cinco lugares: R$ 290.000.
Já o VW Tiguan R-Line tem a mesma potência e desempenho pouco abaixo por R$ 299.990.

O BYD Song Plus Premium é mais rápido e potente, empregando tecnologia mais moderna também por R$ 299.800.
Além dele, o Commander Black ainda vê o Toyota RAV4 S por R$ 319.620, bem como o Chevrolet Equinox em dupla roupagem, mas muito menos potente e custando R$ 291.190. Existem outros, mas ficaria extenso demais e não é esse o propósito.
Assim, o Jeep Commander Blackhawk com seu Hurricane 4 Flex se aproxima mais dos clientes tradicionais e ainda mais por oferecer sete assentos com o padrão de acabamento da marca.
Dessa forma, quem tem esse perfil encontra no SUV pernambucano o seu carro.







































