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Avaliação NA – Chevrolet Agile 3 – Comportamento e consumo na cidade

Avaliação NA - Chevrolet Agile 3 - Comportamento e consumo na cidade

Ao dar a partida no Chevrolet Agile e começar a andar na cidade, estranhei a embreagem, alta demais. Soltando ela como se normalmente faz, o carro não sai do lugar. Soltando mais, acostumando-se com ela e também com os pedais desalinhados (com o acelerador no fundo) começamos a rodar.


Percebemos que o ar-condicionado deixa a performance do Agile um tanto amarrada na cidade, talvez também pelo fato de essa unidade não ter nem 3.000 quilômetros rodados. Outro detalhe diferente foi algumas variações na rotação ao andar em segunda marcha com o pé lá embaixo.

Explico: você está fazendo uma subida bem inclinada e longa. Coloca segunda e pisa até o final. O normal seria o carro manter uma aceleração crescente, como acontece em qualquer veículo, mas no caso do Agile, ele acelerava e desacelerava ao seu próprio gosto, com o acelerador no fundo. Pode ser o caso de álcool de má qualidade, embora o combustível tenha sido aquele colocado pela própria GM no tanque.

Depois de destacar esses detalhes que nos surpreenderam, vamos falar um pouco do Agile na cidade de um modo geral: como seria de se esperar, parece que você está em um Prisma ou em um Corsa 1.4, afinal o conjunto é o mesmo. Mas o Agile se destaca por ter mais espaço interno que esses modelos, e também por apresentar uma posição de dirigir mais interessante.


Um detalhe muito positivo em minha opinião é que a suspensão do Agile mantém um bom balanço entre ser macia e firme ao mesmo tempo. Afinal, como ele é um carro alto, a suspensão não pode ser mole demais. O Agile absorve com facilidade as imperfeições de nossas ruas péssimas. E a boa altura em relação ao solo faz com que você não se preocupe nem um pouco com lombadas e valetas. Isso mesmo com os pneus não sendo lá muito altos. Suas medidas são 185/60 R15.

O Agile é um pouco mais confortável que concorrentes diretos como Fox e Sandero, pelo que percebemos. Pelo menos falando a respeito de como o banco do motorista trata o seu corpo. Os bancos são bem macios, e tem um acabamento de boa qualidade. Mas não é porque a suspensão do Agile é um tanto macia que ele deixa de ter boa estabilidade. Na cidade (um pouco diferente da estrada, sobre a qual falaremos mais adiante) temos boa estabilidade em curvas até de média velocidade.

O câmbio conversa muito bem com o motor, e apresenta engates precisos e que também são fáceis. A alavanca é boa de se manusear. O consumo foi aquele calcanhar de Aquiles de todo modelo compacto Flex: consumo muito alto na cidade com álcool: nossa média ficou em 6,5 km/l. Em cidades grandes, onde você desenvolve uma velocidade média maior, talvez a média seja melhor, mas não muita coisa.

No final das contas, o Chevrolet Agile mostra que cumpre com facilidade sua função de compacto “premium” dentro da cidade. Entrega boa posição de dirigir e certa desenvoltura, com bom conforto. O ruim é que cobra caro por isso… 46.000 reais na unidade avaliada, completa com ABS, airbag duplo, faróis de neblina, etc.

Avaliação NA – Chevrolet Agile 3 – Comportamento e consumo na cidade
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