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Avaliação NA – Chevrolet Cruze 4 – Comportamento e consumo na estrada

Avaliação NA - Chevrolet Cruze 4 - Comportamento e consumo na estrada

Veja como são as coisas: um câmbio automático que revelou alguns defeitos andando na cidade se torna muito bom na estrada.


Por pouco que não podemos definir que ele é “excelente” neste ambiente. São seis marchas na caixa automática do Cruze, indo na direção da tendência mundial de aumento de marchas para privilegiar tanto desempenho quanto consumo.

Em um BMW X5 Sport, são oito marchas no câmbio automático, e você precisa andar a 120 km/h para conseguir com que a oitava marcha entre, abaixo das 2.000 rotações. Em sedãs grandes com câmbio automático de pelo menos cinco marchas, são 2.000 rotações andando a 100 ou 110 km/h. E no Cruze, a tendência segue neste caminho.

O sedã médio da GM consegue manter 2.100 rotações a 100 km/h, 2.300 rotações a 110 km/h e 2.500 rotações a 120 km/h. Muito bom. O ruído interno e o consumo agradecem, embora tenhamos problemas nesta área.


No ruído interno, a partir de 120 km/h você já não consegue mais ter uma conversa tranquila com outros ocupantes, pois o barulho aerodinâmico entra na cabine com força, mostrando que a forração pode ser melhor.

E o consumo, é aquele típico de motores Flex, a “Bizarrice Automotiva” preferida de nosso país. Andando a 100 km/h, naquela rotação baixíssima citada, temos médias que ficam entre 13,5 e 14 km/l com gasolina e ar-condicionado ligado.

Um bom consumo, mas que poderia ser melhor se o motor do Cruze não fosse flex, é claro.

Aumentando a velocidade e chegando a 120 km/h, a média fica entre 12 e 12,5 km/l, também com gasolina e com ar-condicionado ligado. Números que não são maravilhosos, mas que já deixam o Cruze à vontade para brigar com outros sedãs médios pela preferência de consumidores que querem conforto e elegância, mas que também querem um bom consumo na estrada.

É claro que não podemos comparar diretamente o consumo de um Cruze 1.8 com o de um Corolla 2.0, que avaliamos aqui no NA em outubro. Mas o japonês entregou um consumo pior que o do Cruze, ficando com 12,6 km/l a 100 km/h e 10,5 a 120 km/h.

De repente, o sedã da Chevrolet já não é mais tão gastão em comparação com os japoneses.

Isso acontece enquanto o americano tem seis marchas e o japonês tem apenas quatro. Quando o Corolla ganhar um câmbio melhor, poderemos fazer uma comparação mais adequada. Lá no começo da matéria, falei que o câmbio automático do Cruze ficou perto de ser chamado de excelente, mas não foi. Por quê?

Por mostrar alguns pequenos trancos e reduções exageradas também na estrada. Nada que incomodasse muito, mas que ainda revela que ele precisa ter uma calibragem mais suave. Quem sabe isso acontece conforme a GM for aprimorando o Cruze aqui no Brasil, com o passar dos anos.

Outra coisa que não gostei é o modo manual de troca de marchas, que não respeita a indicação vermelha do conta-giros. Ou seja, a rotação do motor não vai até o ponto em que ela chega nas trocas automáticas. Isso faz com que seja difícil usar o modo manual para trocar as marchas em uma aceleração forte.

O resultado é que no modo automático você consegue o melhor desempenho. No modo manual, passa longe disso. Ele segura a troca, e leva algo em torno de meio segundo para efetivamente trocar a marcha, depois que você empurrou a alavanca.

Um comportamento estranho.

As relações de marcha não colaboram muito para uma aceleração nitidamente mais rápida do que a de modelos com apenas quatro marchas. Isso porque as duas primeiras marchas são bem curtas e a terceira é um tanto longa, causando uma pequena demora na aceleração neste momento.

Mas deixe de lado estas reclamações e pegue uma estrada cheia de curvas. Você sentirá que a estabilidade do Cruze é ótima. Ele agrada quem quer andar forte e sentir o carro nas mãos.

Resumindo: na estrada com o Chevrolet Cruze você tem ótima estabilidade, baixas rotações em velocidade de cruzeiro, bancos firmes – não muito confortáveis – e uma boa vida a bordo, graças a um interior bonito e também os bons equipamentos de série. Se não se importar com pequenos problemas nas áreas de ruído interno e câmbio automático que citei acima, é uma boa escolha.

Avaliação NA – Chevrolet Cruze 4 – Comportamento e consumo na estrada
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