Avaliações Hyundai Sedãs

Avaliação NA: Hyundai HB20S 1.6

Avaliação NA: Hyundai HB20S 1.6

Dentre os carros que podemos chamar de “normais”, a dupla HB20 e HB20S é campeã de interesse das pessoas nas ruas. Quando avaliamos o HB20 foi uma enxurrada de olhares e também perguntas, muitas vezes de pessoas totalmente desconhecidas nas ruas.


Agora com o Hyundai HB20S a situação é a mesma. Faz tempo que ele foi apresentado para a imprensa, mas ver unidades do sedã coreano nas ruas ainda é algo meio raro de acontecer, ainda mais em cidades pequenas do interior. Por aqui sempre tem alguém perguntando quanto eu paguei no carro ou querendo saber se estou gostando.

E mesmo quando falo que essa versão topo de linha que a pessoa está vendo custa salgadíssimos 52.795 reais, faixa de preço de muito sedã médio por aí, a reação nunca é de que esse valor é alto demais.

Com certeza existe alguma coisa na cabeça dos brasileiros que os faz achar que um Hyundai é tão bom, mas tão bom, que pode até mesmo custar mais caro que seus concorrentes.


Avaliação NA: Hyundai HB20S 1.6

Depois de termos avaliado uma unidade 1.6 com câmbio manual do Hyundai HB20, pedimos um HB20S 1.0 para a Hyundai do Brasil. Afinal, seria ótimo testar o sedã com uma motorização diferente, aquela que ainda não avaliamos.

Mas a resposta da Hyundai foi de que eles não tinham unidades 1.0 disponíveis, e que 90% da frota de imprensa é composta de unidades 1.6 completas.

Sendo assim, escolhemos um Hyundai HB20 com motor 1.6 mas câmbio automático. Se não seria praticamente a mesma avaliação do hatch, apenas com um pouco a mais de peso na traseira. Diante deste nosso pedido, acabamos recebendo o HB20S mais caro que existe, a versão Premium com câmbio automático.

O HB20S parte de 38.995 reais na versão 1.0, e o 1.6 mais em conta custa 43.995 reais. Para ter motor 1.6 e câmbio automático, a versão mais barata custa 50.295 reais. Mas é aquilo, essas versões mais baratas sempre tem um ou outro equipamento faltando, e muitas vezes é justamente aquele equipamento que queremos.

Nesta avaliação iremos falar das diferenças entre o HB20 e o HB20S, bem como as características específicas do modelo se equipado com câmbio automático, como desempenho e consumo.

Comentando brevemente sobre o design externo do modelo, vemos que sem dúvida ele tem uma traseira bonita. E é claro que o restante de suas linhas também são atraentes, pois este é um dos motivos que 99% das pessoas comentam que o coreano é bem interessante e atraente.

Comentei com um frentista de posto de gasolina que aquela unidade custava mais de 52.000 reais, mas que logo chegaria ao mercado as versões automáticas de Onix e Prisma. Então ele falou: “Ah, mas aquele da Chevrolet é meio feinho, né!”

Hyundai HB20S – Impressões do interior e qualidade de acabamento

Avaliação NA: Hyundai HB20S 1.6

O interior do HB20S é praticamente a mesma coisa que o interior do HB20 hatch. E com isso, quem entende de carro (quem é da imprensa automotiva e também quem acompanha sites automotivos com frequência) percebe que se trata de interior um tanto simples para o preço do modelo.

Mas é claro que eu entendo o que se passa na cabeça das pessoas para achar que o Hyundai HB20S é uma boa compra mesmo custando tão caro: a pessoa compara ele mentalmente com outros modelos igualmente caros, como um Honda City, por exemplo.

Ou compara com sedãs médios sem parar pra pensar na diferença de espaço interno entre essas duas categorias, já que pra ela o espaço de um HB20 é suficiente. Ela também não se lembra em momento algum que o HB20S é derivado de um carro popular que parte de pouco mais de 30.000 reais.

E se você olha o HB20S por este ponto de vista, vê claramente porque a Hyundai consegue cobrar tão caro no modelo. Particularmente nesta versão topo de linha, temos detalhes que saltam aos olhos, como volante forrado em couro, apoio de braço para o motorista, câmbio automático, etc.

Avaliação NA: Hyundai HB20S 1.6

Mas infelizmente ainda temos um acabamento de plástico simples para todos os lados, uma área minúscula em tecido nas portas, sistema de som com qualidade sofrível e bancos sem acabamento em couro. O acabamento deles, aliás, é feito em um tecido um tanto áspero.

Ah sim, e na parte traseira, o espaço para as pernas some quando colocamos o banco do motorista totalmente deslocado para trás. Ou seja, o Prisma, por exemplo, consegue ser mais espaçoso. E ao mesmo tempo é mais barato.

Aliás, comentando um pouco sobre semelhanças e diferenças entre Prisma e HB20S: a marca norte-americana fez um modelo especificamente para o segmento de populares. Deixou ele bonito, com lanternas traseiras escurecidas e com uma borda cromada, etc. Mas ainda assim, a impressão de que temos é de que se trata de um sedã oriundo do segmento popular.

Já o HB20S jogou mais ou menos da maneira que a Honda joga com a dupla Fit e City. Deixa seus modelos mais requintados, com equipamentos interessantes, e com isso causa aquela impressão de que o modelo é na verdade de um segmento superior ao que na verdade é.

Hyundai HB20S – Vídeo de detalhes

Hyundai HB20S – Comportamento e consumo na cidade

Como o Hyundai HB20S é exatamente um HB20 com traseira esticada, as diferenças de comportamento entre hatch e sedã são pequenas. Nos resta falar sobre como se comporta o câmbio automático de apenas quatro marchas que equipa o sedã coreano.

Na avaliação do HB20 hatch comentamos que ele tem desempenho de sobra na cidade, uma suspensão equilibrada e infelizmente um consumo bem alto para um carro 1.6 e deste peso, de pouco mais de 1.000 quilos.

Já no HB20S com câmbio automático, vemos que o bom desempenho do modelo acaba um pouco prejudicado com esse câmbio ultrapassado. Em números oficiais, é algo em torno de 2 segundos a diferença de tempo de aceleração de 0-100, o que mostra bem essa diferença de desempenho.

Com o câmbio automático, o Hyundai HB20S não passa aquela impressão de hatch fortinho que o HB20 manual passou. Parece que estamos em um carro 1.4 com algo em torno de 100, 105 cavalos de potência. E não parece que temos um bom torque de 16,5 kgfm com álcool.

Mas graças ao bom conjunto mecânico do HB20S, o comportamento dele na cidade ainda é adequado, não falta força em nenhuma ocasião. O problema acaba sendo o consumo, que se já era alto no hatch de câmbio manual, no sedã automático ficou péssimo.

Estou falando de 4,8 km/l com álcool e 6,8 km/l com gasolina, rodando sempre com o ar-condicionado ligado. Se trata de um consumo totalmente fora do padrão que temos visto em modelos compactos que testamos aqui na cidade, aliás sempre nos mesmos percursos, para termos um padrão de referência.

O Hyundai HB20 já tinha sido gastão, marcando 6,6 e 8,5 km/l na cidade, números bem piores que o Prisma 1.4 por exemplo, que ficou com 8,4 km/l com álcool e 11,7 km/l com gasolina. É claro que a comparação não é muito justa, pela diferença de motorização e de potência.

Mas comento isso apenas para mostrar que o HB20 e o HB20S estão bebendo demais, mesmo para um motor 1.6 de até 128 cavalos de potência – se trata de números de consumo de sedã médio ou de pickup média flex.

E como a diferença de peso entre HB20 e HB20S é bem pequena, chegamos à conclusão de que a versão hatch com câmbio automático também beberá muito.

Hyundai HB20S – Comportamento e consumo na estrada

Na aceleração de 0-100 percebemos claramente a queda no desempenho do HB20S 1.6, em relação à versão com câmbio manual. Até que não é um câmbio ruim para uso na estrada, pois ele mantém bons níveis de rotação a 100 e 110 km/h, apenas na aceleração a partir do zero é que se nota um pouco mais essa queda.

A 100 km/h, o HB20S manteve 2.600 rotações, e andando a 110 km/h essa rotação sobe para 2.900 giros. São níveis adequados para um carro desse peso e com esse motor. Mesmo que tivéssemos um câmbio automático de seis marchas, esses níveis de rotação não poderiam ser mantidos muito abaixo disso.

Fizemos algumas ultrapassagens no vídeo do modelo na estrada, e mesmo com câmbio automático as respostas foram boas, não sentimos falta de potência em momento algum. O ruído do motor fica bem isolado da cabine, e temos apenas um pouco de ruído aerodinâmico nas portas.

O consumo do Hyundai HB20S na estrada foi de 10,5 km/l com álcool e 13,8 km/l com gasolina, sempre andando a 110 km/h e com o ar-condicionado ligado. O consumo com álcool foi um pouco melhor do que com o hatch manual. Já com gasolina foi exatamente o mesmo consumo.

Hyundai HB20S – Ficha técnica

Motor 1.6: Gasolina e etanol, dianteiro, transversal, 1.591 cm³, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, comando duplo no cabeçote e comando variável de válvulas na admissão. Acelerador eletrônico e injeção eletrônica multiponto sequencial.

Potência: 128 cv e 122 cv a 6 mil rpm com etanol e gasolina.

Torque: 16,5 kgfm e 16,0 kgfm a 4.500 rpm com etanol e gasolina.

Aceleração de 0 a 100 km/h: 9,3 e 9,7 com etanol e gasolina (11,0 e 11,4 segundos com câmbio automático).

Diâmetro e curso:77,0 mm x 85,4 mm. Taxa de compressão: 10,5:1.

Peso: 1.057 kg (1.084 kg com câmbio automático).

Transmissão: Manual de cinco velocidades à frente e uma a ré ou automática de quatro velocidades à frente e uma a ré. Tração dianteira. Não possui controle de tração.

Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com molas helicoidais, amortecedores telescópicos pressurizados e barra estabilizadora. Traseira semi-independente por eixo de torção, barra estabilizadora, molas helicoidais e amortecedores. Não possui controle de estabilidade.

Pneus: 175/70 R14 (185/60 R15 na versão 1.6 Premium).

Freios: Discos ventilados na frente e tambores atrás. ABS a partir da versão Comfort Style.

Carroceria: Sedã em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,23 metros de comprimento, 1,68 m de largura, 1,47 m de altura e 2,50 m de distância entre-eixos. Airbag duplo frontal de série.

Capacidade do porta-malas: 450 litros.

Tanque de combustível: 50 litros.

Produção: Piracicaba, São Paulo.

Lançamento no Brasil: 2013.

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