Avaliações Crossovers Renault

Avaliação NA: Renault Duster

Avaliação NA: Renault Duster

O Renault Duster é aquele tipo de crossover/jipinho que é de baixo custo mas que no Brasil acaba sendo comprado por quem quer um carro diferenciado, afinal, quase todo carro vendido por aqui é de baixo custo, pelo menos até uma certa faixa de preço.


Junte a isso o fato de que na época de seu lançamento o EcoSport estava bem desatualizado e está pronta a receita para sucesso nas vendas. Hoje a situação já está um pouco mais complicada para o modelo, mas ele ainda tem boas qualidades. Falemos um pouco delas.

O visual do Renault Duster ajuda nas vendas. Ele é um veículo relativamente grande, largo, com pneus parrudos, que passa aquela sensação de robustez. São linhas simples, mas a Dacia conseguiu fazer do Duster um carro de bom porte, condizente com sua proposta.

Ainda mais no Brasil, onde pessoas que nunca irão colocar seu carro no barro querem um veículo robusto para andar dentro da cidade.


Avaliação NA: Renault Duster

Avaliamos uma unidade Dynamique 1.6, a versão regular com a melhor aparência disponível para esta motorização (também existe a versão Tech Road). Ela custa 56.150 reais (até algumas semanas atrás, quando fizemos nossos vídeos, estava em 55.790).

É um valor alto, mas sem dúvida alinhado com o que existe de similar no nosso mercado. O Novo EcoSport começa em 54.800 reais, também em versão de entrada com motor 1.6 e alguns equipamentos a menos que versões mais caras.

A grande dúvida que tínhamos é se um carro grande como esse, e não tão leve (1.258 quilos nesta versão Dynamique 1.6) se comportaria bem com um motor subdimensionado, com até 115 cavalos e no máximo 15,5 kgfm de torque. A resposta a essa pergunta você verá logo abaixo.

Avaliação NA: Renault Duster

Renault Duster – Impressões do interior e qualidade de acabamento

Avaliação NA: Renault Duster

O interior do Renault Duster pode ser classificado como um de seus pontos mais fracos. Não é um interior feio, e também não é um interior mal montado, mas ele é simples demais para a faixa de preço do Duster, contando com excesso de plásticos. Além disso ele apresenta alguns problemas de ergonomia.

Nós temos dificuldade em acionar os botões dos vidros elétricos, que ficam muito distantes do motorista. Eles também não são “um toque” e não tem iluminação, ou seja, à noite você tem que tatear onde está o bendito botão. A alavanca de câmbio não está na melhor posição, e o volante não tem muitos ajustes. Aliás, tem um só, com curso pequeno demais.

Avaliação NA: Renault Duster

Outros problemas de ergonomia sã vistos nos botões do ar-condicionado e no botão de regulagem elétrica dos espelhos laterais. O botão dos espelhos fica embaixo da alavanca do freio de estacionamento, fazendo com que seja impossível regular os espelhos com essa alavanca abaixada.

E os botões do sistema de ar-condicionado estão na frente da alavanca de câmbio: isso faz com que seja difícil manuseá-lo quando a terceira marcha está engrenada. Mas o quadro de instrumentos é de bom gosto e o sistema de rádio é fácil de manusear, com uma qualidade sonora aceitável.

Avaliação NA: Renault Duster

Os bancos são muito bons, eles tem um assento bem largo, confortável. E o espaço interno é bom, tanto na frente quanto atrás.

Renault Duster – Vídeo de detalhes

Renault Duster – Comportamento e consumo na cidade

Imaginei que o Duster com motor 1.6 seria daqueles carros que se arrastam pelas ruas, como por exemplo o C3 Picasso. Mas até que não foi bem assim. Auxiliado por um câmbio de relações um pouco mais curtas (2.500 rotações em quarta marcha e 65 km/h), o Duster acelera bem em ambiente urbano.

Precisamos sempre pisar fundo e usar bem o câmbio, mas fazendo isso a diferença de desempenho entre o Duster 1.6 e o Duster 2.0 acaba não sendo tão grande. Com quatro pessoas a bordo e ar-condicionado ligado é necessário um pouco mais de paciência nas subidas, mas nada muito grave.

A suspensão do Duster é um ponto positivo. Ela tem um ajuste médio, entre conforto e dureza, mas o que chama a atenção é o quão robusta ela é, ou seja, você passa com tranquilidade em lombadas, valetas, buracos e afins sem sentir qualquer desconforto. Nisso o Duster tem uma boa diferença perante carros pequenos.

Já um ponto ruim da suspensão é que ela inclina de forma considerável em curvas um pouco mais fechadas. Outro ponto ruim do modelo foi o consumo, já que um carro grande e pesado como o Duster, com motor um pouco subdimensionado, só pode resultar nisso.

Aferimos 6,3 km/l com álcool e 8,1 km/l com gasolina, sempre rodando com o ar-condicionado ligado. Isso mostra que talvez seja mais interessante pegar de uma vez um Duster 2.0. Se é para ter consumo alto, que o desempenho seja mais interessante.

Renault Duster – Comportamento e consumo na estrada

A arrancada de 0-100 km/h do Duster no início do vídeo da estrada foi muito boa. O câmbio de relações curtas ajuda a conseguirmos um bom desempenho neste aspecto. Se na cidade o desempenho dele é razoável em todas as ocasiões, na estrada a situação foi um pouco diferente.

As acelerações são aceitáveis para um carro desse tamanho com motor 1.6, mas na estrada temos um pouco mais de pontos negativos. Por exemplo, a partir de 100 km/h, o ruído aerodinâmico é considerável. A vedação acústica é deficiente, o que é óbvio devido ao projeto bem simples do Duster.

Se nessa velocidade já temos um ruído notável, quem costuma andar a 130 ou 140 km/h em estradas terá uma condução cansativa. Outro ponto negativo é o ruído do motor dentro da cabine, que também é alto. Ele invade a cabine e isso atrapalha em conversas com os outros ocupantes.

Se o câmbio curto ajuda nas acelerações, quando tentamos manter uma velocidade de cruzeiro o motor fica berrando bastante. Em 110 km/h já temos 3.500 giros, e chegando a 120 km/h temos quase 4.000 giros, aparece aquele problema que também existe em carros populares.

Não tem milagre com motor mais fraco, ou você tem uma boa aceleração ou tem um baixo nível de rotações em cruzeiro.

Em subidas, precisamos pisar fundo no acelerador e também se torna necessário fazer reduções de marcha. Nas curvas, o Renault Duster inclina bastante, quase o mesmo que inclina uma pickup média, por exemplo. Mas apesar do modelo inclinar bastante, isso não atrapalha na estabilidade, já que os pneus largos seguram o carro em seu caminho.

O consumo também foi um pouco alto, mas pouca coisa, não tanto quanto na cidade. Usando álcool, ficamos em 9,6 km/l andando a 110 km/h com ar-condicionado ligado. Com gasolina conseguimos 11,9 km/l.

Renault Duster – Ficha técnica

Motor: A gasolina e etanol, dianteiro, transversal, 1.598 cm³, com quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro e comando simples no cabeçote. Acelerador eletrônico e injeção eletrônica multiponto sequencial.

Transmissão: Câmbio manual de cinco marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Não oferece controle eletrônico de tração.

Potência máxima: 110 cv e 115 cv com gasolina e etanol a 5.750 rpm.

Aceleração: 0-100 km/h: 12,3 s e 11,9 segundos com gasolina e etanol.

Velocidade máxima: 165 km/h e 163 km/h com gasolina e etanol.

Torque máximo: 15,1 kgfm e 15,5 kgfm com gasolina e etanol a 3.750 rpm.

Diâmetro e curso: 79,5 mm X 80,5 mm. Taxa de compressão: 9,8:1.

Suspensão: Dianteira do tipo McPherson com amortecedores hidráulicos telescópicos, triângulos inferiores e molas helicoidais. Traseira semi-independente com barra estabilizadora, molas helicoidais e amortecedores hidráulicos telescópicos verticais. Não possui controle eletrônico de estabilidade.

Pneus: 215/65 R16.

Freios: Discos ventilados na frente e tambores atrás. Oferece ABS de série na versão Dynamique.

Carroceria: SUV em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,31 metros de comprimento, 1,82 m de largura, 1,69 m de altura e 2,67 m de entre-eixos. Oferece airbag duplo frontal a partir da versão Expression.

Peso: 1.202 kg (1.6 16V), 1.258 (Expression e Dynamique) com 497 kg de carga útil.

Capacidade do porta-malas: 475 litros.

Tanque de combustível: 50 litros.

Produção: São José dos Pinhais, Paraná.

Lançamento mundial: 2010.

Lançamento no Brasil: 2011.

Fotos Fábio Aro

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