Avaliações Sedãs Volkswagen

Avaliação NA – Jetta Comfortline 3 – Comportamento e consumo cidade

Avaliação NA - Jetta Comfortline 3 - Comportamento e consumo cidade

Concorda comigo que a coisa mais comum hoje na internet do Brasil é pessoas falando mal do Jetta Comfortline por conta de seus 120 cavalos? Muitos ficam indignados e acham um absurdo que o modelo tenha 20 ou 30 cavalos a menos que seus principais concorrentes.


Sem dúvida, é claro que a motorização do sedã da Volkswagen teria uma potência menor, afinal ele tem apenas oito válvulas, coisa que fica mais rara a cada dia que passa. E é claro também que seu motor é ultrapassado, está em uso na marca alemã por muitos e muitos anos aqui no Brasil.

Mas o que precisamos analisar é se na prática o Jetta anda menos que outros sedãs médios. Se isso não acontecer, não existe nenhum problema em ele ter 120 cavalos. Acelerando forte para ver o comportamento do Jetta em uma saída, por exemplo, vemos que ele não anda menos que um 1.8 16v de 140 cavalos ou algo parecido.

Isso porque ao andar na cidade, torque, peso total do veículo e relações de marcha também são importantes para que um carro ande bem e satisfaça seu motorista. Com certeza ao analisar tudo isso, os engenheiros da Volkswagen viram que seria possível usar este motor de apenas 120 cavalos sem que isso comprometesse a mobilidade do sedã e também o prazer ao dirigir que ele entrega.


Notamos um ruído um pouco mais alto do que existente em outros sedãs médios, vindo do motor. Também no sistema de escape, nota-se claramente que o conjunto faz mais barulho. Isso, se formos ver um lado positivo, agradará quem quer uma condução um pouco mais esportiva, mesmo que com pouca potência.

O conjunto mecânico do Jetta Comfortline agrada ao típico brasileiro, que gosta de torque em baixa e de trocar de marcha com menos frequência. Apesar de nos números o torque do Jetta não ser muito melhor do que de modelos concorrentes, na prática se sente que o seu motor 2.0 está impulsionando o veículo com facilidade, ao contrário do que percebemos em alguns sedãs 1.8 que já testamos, como o Civic, que precisam de uma boa dose de acelerador e rotações mais altas para ficarem fortes.

Em termos de suspensão, foi agradável ver que na versão Comfortline o modelo tem um conjunto mais macio do que na versão Highline. Isso seria óbvio, pois o Highline é esportivo, mas eu imaginava que o Jetta de 120 cavalos teria uma suspensão quase tão dura quanto a de seu irmão mais caro.

Mas ela é mais macia, mesmo com as rodas opcionais de 17 polegadas, com pneus de perfil 45. O que ajuda na percepção de conforto é o banco do motorista que é bem macio. Ele tem abas laterais pronunciadas, que apertam um pouco o corpo, mas isso não incomoda muito não.

Consumo: o Jetta Comfortline fez 6,5 km/l com álcool na cidade e 8,6 km/l com gasolina, sem usar ar-condicionado, já que os dias estavam bem frios por aqui quando avaliamos o modelo. Mesmo assim, se trata de mais um ponto onde o Jetta surpreende.

Como se não bastasse seus 120 cavalos não perderem em nada para motores mais modernos em desempenho na cidade, o consumo dele foi melhor que o consumo que aferimos nas avaliações de Corolla, Cruze e Civic. Todos eles beberam mais na cidade, com médias de 7,8 km/l, 7,0 km/l e 7,1 km/l, respectivamente, com gasolina.

O Jetta talvez faça 7,5 km/l com o ar-condicionado acionado, o que ainda assim é melhor que Cruze e Civic.

O interior do Jetta Comfortline se mostrou bem montado, em nossa avaliação, não tivemos componentes soltos ou rangendo.

Avaliação NA – Jetta Comfortline 3 – Comportamento e consumo cidade
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