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Avaliação: Nissan Kicks SL 1.6 é ágil e econômico, poderia oferecer mais

Avaliação: Nissan Kicks SL 1.6 é ágil e econômico, poderia oferecer mais

O Nissan Kicks é a grande aposta da Nissan para decolar no mercado brasileiro. O crossover foi desenvolvido aqui e para atender o mercado global, mas para coincidir com os Jogos Olímpicos Rio 2016, patrocinados pela empresa, começou sendo importado do México.


Por conta disso e como é de praxe em alguns lançamentos, somente a versão mais cara está disponível. A SL chega por R$ 89.990. Não tem opcionais, exceto pinturas, com direito à personalização no teto, a Sunset Orange, oferecida apenas com a cor Cinza Grafite, custando assim R$ 93.840.

Avaliação: Nissan Kicks SL 1.6 é ágil e econômico, poderia oferecer mais

É com esse pacote visual que recebemos o Nissan Kicks para Avaliação NA. Apesar do belo visual, o valor assusta, ainda mais diante de alguns concorrentes. Mas, a proposta da Nissan quer ser mais do que um crossover atraente. O motor 1.6 de 114 cv com CVT tem foco na economia, enquanto o acabamento e alguns itens de segurança se sobressaem.


Isso – além do grande marketing aplicado ao produto – já está dando o resultado que a Nissan quer. Na primeira quinzena de agosto, o Kicks já passou por cima do parente distante, o Duster, vendendo 850 unidades e abrindo 93 de vantagem. Se manter o ritmo, logo de cara pode emplacar 1.700, o que não é ruim, visto que a expectativa para os próximos meses fica entre 2.000 e 3.000 unidades.

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Por fora…

O desenho do Nissan Kicks é atraente. Com aspecto jovial e esportivo, o crossover da marca nipônica chama atenção por onde passa, atraindo olhares para seu teto em tonalidade laranja e dotado de barras prateadas, bem como para os faróis com lentes que saltam da curvatura da carroceria, com LEDs discretos.

A traseira tem lanternas em formato de flecha, que também se projetam para fora, chamando ainda mais atenção. Os retrovisores em preto brilhante apresentam repetidores de direção e tentam ocultar as câmeras do sistema de monitoramento de 360 graus, muito úteis durante as manobras. Há mais duas, uma no logotipo Nissan e outra na tampa traseira. As colunas C elevadas marcam positivamente o estilo do Kicks.

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Os para-choques têm aspecto moderno, tendo o dianteiro pequenos faróis de neblina e corte provocado pela grade cromada “V-Motion”, característica da Nissan. Na traseira, o difusor de ar dá um toque mais agressivo. Há também sensores de estacionamento. No teto, antena simples. Já as rodas de liga leve aro 17 com pneus 205/55 R17 têm belo aspecto. Muita gente vai comprar com os olhos…

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Por dentro…

O ambiente interno corresponde ao que se vê por fora. O acabamento de couro de painel e bancos, dá uma aparência “premium” ao Kicks, especialmente no segundo caso. O conjunto ainda não é o mais bonito, pois existem as opções de tons Sand e Macchiato, mais atraentes. O desenho do conjunto frontal é simples e moderno, sem exageros.

O quadro de instrumentos análogo-digital apresenta boa visualização das informações, mas infelizmente não é possível ter conta-giros e medidor de consumo ao mesmo tempo. O display TFT é facilmente operado através do volante e traz várias funcionalidades, destacando-se aquelas relacionadas ao controle dinâmico do chassi, algo realmente interessante em um modelo de sua categoria.

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O volante de fundo chato também contribui para esse ambiente muito bom. O revestimento é em couro e há comandos também para mídia e telefonia, mas a ausência do útil piloto automático fica evidente no espaço vazio do lado direito. Para um carro de R$ 90 mil, o Kicks SL deveria obrigatoriamente ter esse dispositivo.

Já a multimídia também não é a mais moderna oferecida pela Nissan no Brasil, tem visual físico de acordo com a proposta interna do crossover, enquanto em funcionalidade, apresenta navegador GPS, CD, Bluetooth e tem entradas USB e auxiliar mais abaixo. Claro, há reprodução de imagens da câmera traseira e de 360 graus simultaneamente.

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Com detalhes em preto brilhante, o habitáculo do Nissan Kicks SL ainda chama atenção pelo botão de partida junto à alavanca de câmbio, que esconde o bem discreto botão do modo Sport, que tem somente um traço branco e nenhum indicativo de sua função. O porta-luvas tem bom espaço, assim como os porta-copos e objetivos na frente e atrás. O ar-condicionado automático tem boa aparência e gela bastante.

As portas têm revestimento em couro nos apoios, mas o aspecto superior chama atenção pela falta de qualquer atenção maior com o estilo, sendo simplesmente lisas e com maçanetas cromadas isoladas no acabamento, de plástico duro, assim como a parte superior do painel. Os botões dos vidros (todos one touch) têm iluminação.

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Os bancos em couro preto com costuras brancas chamam atenção pela qualidade percebida. Mas, além do visual, são muito confortáveis, utilizando inclusive a tecnologia Zero Gravity, desenvolvida em parceria com a NASA. A sensação de modelação do corpo durante a condução é nítida para os ocupantes. Segura bem nas curvas e ajuda a relaxar no dia a dia.

A posição de dirigir é muito boa. A ergonomia geral é aceitável, assim como a visibilidade. Ajustes longitudinais e verticais da coluna de direção, banco do motorista e cintos dianteiros, igualmente contribuem para o conforto. Atrás, o espaço para as pernas e cabeças é bom. Apenas a visibilidade lateral é mais limitada por conta do desenho do Kicks.

O banco traseiro é bipartido e vem com o necessário para os dias atuais: cintos de três pontos e apoios de cabeça para todos, bem como Isofix. Ele ajuda na hora de ampliar os bons 432 litros do porta-malas, que ainda vem com estepe de liga leve, igual às demais rodas. Sem esquecer, o interior do Kicks traz seis airbags e luzes de leitura dianteiras, mas não tem espelhos iluminados. No geral, agradou bastante.

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Por ruas e estradas…

Baixo peso, motor compacto e câmbio CVT compõe a receita que a Nissan preparou para o Kicks no Brasil. A ênfase é a redução de consumo e por conta disso, o motor 1.6 16V Flex foi introduzido no crossover, mas com 3 cv a mais que nos irmãos March/Versa, com o qual ele compartilha a plataforma.

São 114 cv a 5.600 rpm e 15,5 kgfm a 4.000 rpm, números para tanto com etanol quanto com gasolina. Não adianta colocar o derivado de cana com a intenção de obter melhor performance, pois na verdade apenas vai valer a pena se esse combustível estiver em vantagem econômica com relação à gasolina. Caso contrário, maior consumo e menor autonomia.

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O 1.6 trabalha junto com um câmbio CVT e o conjunto apresenta desempenho mediano, condizente para o dia a dia, como é a proposta da Nissan para o Kicks. Por pesar 1.142 kg, o crossover acaba se tornando ágil na condução urbana, oferecendo respostas pontuais ao acelerador, mesmo sem necessidade de um modo manual (que nem existe nele) ou Sport.

O motor é silencioso e parece bem disposto, enquanto o CVT é uma mescla de características. Em baixa velocidade, ele age como aquele bom e velho CVT da Nissan, que um dia habitou em um Honda. Mas, a simulação de marchas – para quem não gosta do funcionamento do CVT – faz a rotação oscilar muito, como em um câmbio automático comum.

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Por ter relação variáveis, essa característica não agrada e naturalmente consome mais do que se fosse apenas linear. Em alta velocidade, o motor é mais exigido e o CVT manda o ponteiro lá para cima, passando fácil dos 4.000 rpm e cortando em 6.000 rpm.

Em giros mais altos, prevalece a intenção de entregar mais disposição em detrimento do consumo, reforçado ainda mais com o modo Sport, que acrescenta mais 1.500 giros à rotação em que estiver o carro.

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A resposta do motor é imediata. O ronco não chega a ser desagradável, mas dá para perceber sua limitação em entregar mais performance numa condução esportiva. Definitivamente essa não é a praia do Kicks.

As retomadas são condizentes com a proposta, devendo mais nas saídas, atenuadas apenas com o modo Sport, mas nada muito além do necessário para uma ultrapassagem mais segura ou um pouco melhor no semáforo.

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Na estrada, o Nissan Kicks é comportado. Nas subidas, o CVT coloca suas correias e polias em 3.000 rpm na maioria das vezes, sendo suficiente para manter o ritmo. Rodando a 110 km/h, o ponteiro no mínimo marca 1.800 rpm, bom para o consumo e o conforto, já que mantém ruído baixo e motor em funcionamento mais suave.

Com etanol, fizemos bons 9,1 km/litro na cidade e 11,3 km/litro na estrada. No modo Sport, dá para ter um pouco mais de prazer ao volante. Faltou um piloto automático para maior conforto na estrada, além do apoio de braço para o motorista, pelo menos. Coisas que deverão aparecer mais adiante, sem dúvidas. Ressalva para o tanque de 41 litros, que fica ainda menor com etanol, limitando a autonomia.

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A dirigibilidade é um dos pontos altos do Nissan Kicks. A pegada da direção elétrica adaptativa é bem direta e confortável, assim como a programação do controle dinâmico de chassi, que usando apenas os freios, faz o crossover andar na linha, sem tendências incômodas nas curvas ou desvios de trajetória, apesar da suspensão passar alguns pormenores do piso à direção.

O conjunto de suspensão tem bom ajuste, mesclando bem conforto e estabilidade, reforçada pelo controle de chassi, que trabalha diretamente com a direção elétrica e conjunto motriz, ajustando o Nissan Kicks perfeitamente em diversas condições, dando assim mais poder de controle ao condutor.

Os freios são mais do que suficientes para a proposta do Kicks, agem de forma progressiva e o controle de estabilidade, ajuda a manter tudo em ordem. O freio de estacionamento é mecânico, mas tem bom curso. A carroceria de modo geral é bem rígida e o acabamento bem montado e quase neutro em termos de ruído, pouco reproduzindo as imperfeições do solo.

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Por você…

Como um todo, a condução do utilitário esportivo da Nissan agradou, embora a adição de um piloto automático faria muito bem ao conjunto. Quanto à performance, um motor maior daria mais agilidade e prazer ao dirigir, não necessariamente depondo contra o consumo, já que se trata de um carro leve. Mas como a maior parte do tempo para a maioria é o dia a dia urbano, então o Kicks está de acordo.

O pacote de equipamentos é muito bom, mas com algumas poucas exceções importantes, quando se leva em conta seu preço. Já o acabamento ficou bom para um carro de sua categoria e só reforça a boa qualidade percebida no estilo interno. Por fora, é atraente e bem equilibrado. Espaço e porta-malas são mais do que suficientes para as pretensões de muitos.

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Junto com tudo isso, o Nissan Kicks apresenta ainda um pacote de pós-venda para ajudar no bom conjunto apresentado, tendo revisões de até 60.000 km custando R$ 2.994 no total. Além disso, o pacote de peças com preços divulgados já no lançamento, reforça a intenção de evitar surpresas em caso de pequenos imprevistos.

Mas então, vale a pena? Para quem quer um carro de estilo mais esportivo, jovial e com melhor impressão visual no acabamento e design interiores, bem como pacote de segurança sofisticado e boa dirigibilidade, o Nissan Kicks SL satisfaz, apesar do preço.

Medidas e números…

Ficha Técnica do Nissan Kicks SL

Motor/transmissão
Número de cilindros – quatro cilindros, Flex
Cilindrada – 1.598 cm³
Potência – 114 cv a 5.600 rpm (gasolina/etanol)
Torque – 15,5 kgfm a 4.000 rpm (gasolina/etanol)
Transmissão – Automática CVT

Desempenho
Aceleração de 0 a 100 km/h – 12 segundos
Velocidade máxima – 175 km/h
Rotação a 110 km/h – 1.800 rpm
Consumo urbano – 9,1 km/litro (etanol)
Consumo rodoviário – 11,3 km/litro (etanol)

Suspensão/Direção
Dianteira – McPherson/Traseira – Eixo de torção
Elétrica

Freios
Discos ventilados dianteiros e tambores traseiros com ABS e EDB

Rodas/Pneus
Liga leve aro 17 com pneus 205/55 R17

Dimensões/Pesos/Capacidades
Comprimento – 4.295 mm
Largura – 1.760 mm (sem retrovisores)
Altura – 1.590 mm
Entre eixos – 2.610 mm
Peso em ordem de marcha – 1.142 kg
Tanque – 41 litros
Porta-malas – 432 litros
Preço: R$ 89.990 – Versão testada: R$ 93.840

Galeria de fotos do Nissan Kicks SL:

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