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Avaliação: Nova Hilux SRX 2.8 melhora em off-road e tecnologia

Avaliação: Nova Hilux SRX 2.8 melhora em off-road e tecnologia

A Nova Hilux chega ao mercado nacional após 10 anos da geração anterior. O modelo é conhecido por sua robustez, confiabilidade e bom valor de revenda, mas também por sua manutenção cara e preço elevado.


De qualquer forma, estes dois últimos não são empecilhos para boa parte dos consumidores de picape, que a colocam em posição de destaque no mercado, especialmente agora com o modelo novo, que chega mesmo a superar a Saveiro no ranking de comerciais leves, ficando em terceiro na primeira quinzena de março de 2016.

Avaliação: Nova Hilux SRX 2.8 melhora em off-road e tecnologia

Agora, além dos atributos citados, a Nova Hilux também agrega mais tecnologia embarcada, assim como maior capacidade no fora de estrada e, principalmente, segurança suficiente para obter cinco estrelas no Latin NCAP.


Não é para menos, além da estrutura mais reforçada, dispõe de série de três airbags (incluindo joelho), tendo ainda mais quatro na versão topo de linha, a SRX, que foi avaliada pelo NA. Esta opção custa R$ 188.120, um valor que permanece desde o seu lançamento, no começo de novembro.

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Por fora…

Com inspiração no novo estilo global da Toyota, que foi impresso no Corolla, a Nova Hilux parece bem maior do que realmente é. Em realidade ela cresceu 7 cm apenas e continua sendo menor que a S10 cabine dupla. Provavelmente, essa impressão vem da nova frente, cuja grade é bem proeminente e devidamente cromada.

Os faróis são integrados ao estilo da grelha, tendo LEDs diurnos e projetores de LED. O para-choque tem aspecto mais aerodinâmico e proporciona grande ângulo de ataque (33°) por conta de seu desenho. Faróis de neblina completam o conjunto. As rodas de liga leve aro 18 com pneus 265/60 R18 têm desenho esportivo e agradam.

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A cabine tem um formato mais moderno e realmente mais espaçoso, destacando-se os retrovisores com capa cromada e repetidores de direção, bem como rebatimento elétrico. As maçanetas também são cromadas, assim como o nome Hilux devidamente fixado nas portas dianteiras.

Na traseira, as lanternas horizontais são grandes e bem delineadas. A caçamba de carga agrega câmera de ré e maçaneta no corpo central cromado, além de luz auxiliar de freio e identificação do modelo.

O para-choque apresenta detalhes igualmente cromados e um bom degrau para serviço. Apesar de espaçosa, a caçamba não possui capota marítima e nem santantônio, mesmo no topo de linha SRX. Um pecado para quem paga quase R$ 190.000 na picape. Os estribos laterais, por sua vez, são muito úteis no dia a dia.

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Por dentro…

No interior, a influência do Corolla se faz igualmente presente, destacando-se o cluster com iluminação azul e instrumentação analógica bem resolvida, assim como o útil e completo computador de bordo. A multimídia com tela plana projetada para fora dá um toque de sofisticação ao ambiente.

Ela tem sete polegadas, reproduz DVD, CD, MP3 e tem câmera de ré, além de navegador. Ela também informa dados de consumo e performance, além de estar integrada ao bom sistema de som com seis alto-falantes. A Nova Hilux 2016 dispõe ainda de entrada e partida sem uso da chave, bem como chave eletrônica de desenho sofisticado.

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O volante multifuncional é muito prático e tem boa pegada, contando ainda com múltiplas regulagens e a famosa haste do piloto automático, que continua pouco ergonômico. Logo abaixo do botão de partida há o comando de tração 4×2, 4×4 e 4×4 com reduzida. Ao lado, o ar condicionado automático. Mais abaixo, bloqueio eletrônico do diferencial traseiro, controle de descida, entrada USB e auxiliar, além de duas tomadas de 12V.

Ao lado da alavanca de câmbio, que tem opção de mudanças manuais, há os comandos dos modos Eco e Power. À frente, dois porta-copos muito úteis. Voltando ao topo do painel, difusores de ar retangulares com um relógio digital lembra muito os anos 80. O porta-luvas é duplo, sendo o superior refrigerado. Muito bom.

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O acabamento geral é muito bom, sendo que as portas possuem mesclas de couro, plástico e tonalidades, tendo maçanetas cromadas, frisos de cor cinza e base dos comandos dos vidros em preto brilhante. Os bancos em couro são confortáveis, sendo que o do motorista tem ajustes elétricos. Há uma tomada de energia para aparelhos de até 100 watts sob o apoio de braço central.

Atrás, mais espaço que a Hilux anterior, tendo também saídas de ar condicionado e ganchos retráteis para sacolas. O assento leva três e conta com conjunto completo de cintos e apoios, bem como Isofix. O encosto não é muito vertical, o que ajuda em viagens longas.

Além disso, sob o assento, existem compartimentos para objetos que não podem ir na caçamba. As portas reproduzem o acabamento das dianteiras. Um apoio de braço central com porta-copos escamoteável dá mais conforto e comodidade para dois ocupantes. A caçamba tem bom tamanho e a tampa não é até leve, facilitando as operações de carga e descarga.

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Por ruas e estradas…

A Nova Hilux 2016 veio com tudo novo nesta geração, inclusive melhorias no chassi (20% mais rígido) e carroceria (44% mais rígida), assim como na geometria da suspensão, especialmente a traseira. O trem de força agora dispõe do motor 1GD 2.8 turbo diesel de 177 cv a 3.400 rpm e 45,9 kgfm a 1.600 rpm. A Toyota diz que apenas uma pequena parcela de seus clientes (4%) desejava mais potência.

Por conta disso, a marca nipônica não partiu para a briga de potência com suas rivais, especialmente Ford e GM. O conjunto da Hilux 2016, no entanto, é equilibrado e dá conta do recado. O propulsor tem funcionamento mais suave que o anterior, além de mais disposição em baixas rotações.

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As respostas ao acelerador são interessantes, mas o modo Power não pareceu acrescentar tanto quanto se esperava dele. Claro, só o motor não faz o trabalho extra sozinho. A caixa de transmissão também é nova e tem seis marchas. No uso normal, funciona perfeitamente, sem trancos ou grandes oscilações nas trocas. As relações são bem adequadas à proposta.

No modo Eco, motor e câmbio perdem um pouco de força, mas pode passar despercebido em um motorista pouco habituado com picapes médias. Ele ajuda a economizar combustível que, no entanto, não nos agradou tanto quanto o esperado. Ela fez 12,6 km/litro na estrada e 9,2 km/litro na cidade. Poderia ter feito menos, já que a mais potente S10 fez 13,3/9,5 km/litro, respectivamente.

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De qualquer forma, está dentro do esperado para a categoria. Rodando a 110 km/h, o propulsor marca 1.600 rpm. Ótimo para consumo e conforto. A dirigibilidade, típica de picapes, melhorou bastante em relação ao modelo anterior.

Ela fica mais no chão e apresenta reações previsíveis, dando mais controle ao condutor. A direção elétrica é leve o suficiente e tem boas respostas a mudanças rápidas de direção. Ela oferece muito conforto em manobras. Já os freios possuem atuação razoável e dão conta do recado, apenas. Nada excepcional.

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O conjunto de suspensão tem um bom ajuste e o bom é que a traseira agora pula menos quando vazia. A Nova Hilux 2016 tem um ajuste mais firme, mas nada que prejudique o conforto. A estabilidade melhorou, mas não é mérito dos novos dispositivos de segurança.

Na traseira, a geometria do eixo foi alterada, assim como seu curso, presando mais o conforto e a estabilidade. Os bons ângulos de ataque (33°) e saída (26°), ajudam muito na transposição de valas e outros obstáculos pelo caminho da Hilux SRX.

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Ponto positivo é o novo controle de tração ativo A-TRC, que controla as saídas de traseira com acionamento leve dos freios. A picape da Toyota em sua versão SRX vem recheada de equipamentos, entre eles controles de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa, controle de descida, frenagem de emergência e controle de reboque.

Tudo isso ajuda muito no off-road, onde a Hilux SRX se mostra bem adaptada. Colocamos o veículo em trechos de estrada de terra com grandes buracos, valas, sulcos, alagados e muita lama. Em todos os casos, a picape não titubeou com a tração 4×4 reduzida. O bloqueio de diferencial só foi usado uma vez em lama profunda, tirando o veículo sem muito esforço.

A gestão de tração da Toyota Hilux 2016 é bastante sofisticado e percebe muito rapidamente as mudanças de piso onde, em casos extremos, alertas no painel indicam o que está acontecendo, deixando o condutor a par das condições. O motor trabalha sem esforço na maior parte do tempo, esbanjando força.

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Por você…

A Nova Hilux 2016 é uma picape realmente valente. Robusta e confiável, ela se mostrou muito adaptada ao off-road mais extremo, conseguindo transpor obstáculos e terrenos muito difíceis sem muito esforço. Sua condução no asfalto e na cidade igualmente melhorou. A posição de dirigir continua parecia com a anterior, mas agora em um ambiente mais atual e sofisticado.

Apesar de não estar entre os mais potentes e fortes do mercado, o motor 1GD 2.8 mostrou que está bem afinado com a Hilux, ainda mais agora que o câmbio automático tem seis marchas. As opções Eco e Power somam positivamente, mas não surpreendem.

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O pacote de equipamentos é generoso, mas peca em detalhes específicos das picapes, como santantônio e capota marítima ausentes. Não custam tanto quanto um conjunto de airbags laterais e de cortina, mas a falta dá a impressão de corte de custos aparentemente exagerado, o que não reflete a realidade do produto. De resto, ela tem o que deveria ter, mas não precisava custar tão caro.

A Toyota diz que o cliente paga mais na hora da compra, mas também vende por um preço maior mais adiante. Justifica? O custo de manutenção é alto, totalizando R$ 5.669 até 60.000 km e com a de 40.000 km alcançando R$ 1.534. Mas, apesar disso, seus atributos são muitos e, na hora da compra, vale experimentar essa nova picape japonesa.

Medidas e números…

Ficha Técnica da Toyota Hilux CD SRX 2.8 AT 4×4 2016:

Motor/Transmissão
Número de cilindros – 4 em linha turboalimentado, intercooler e injeção direta eletrônica Common Rail (diesel)
Cilindrada – 2755 cm³
Potência – 177 cv a 3.400 rpm
Torque – 45,9 kgfm a 1.600 rpm
Transmissão – Automática de seis velocidades, além de mudanças sequenciais de marchas na alavanca.

Desempenho
Aceleração de 0 a 100 km/h – 11,8 segundos
Velocidade máxima (limitada) – 180 km/h
Rotação a 110 km/h – 1.600 rpm
Consumo urbano – 9,2 km/litro
Consumo rodoviário – 12,6 km/litro

Suspensão/Direção
Dianteira – Independente com braços articulados/Traseira – Eixo rígido com molas semielípticas
Hidráulica

Freios
Discos dianteiros e tambores traseiros com ABS e EDB

Rodas/Pneus
Liga leve aro 18 com pneus 265/60 R18

Dimensões/Pesos/Capacidades
Comprimento – 5.330 mm
Largura – 1.855 mm
Altura – 1.815 mm
Entre-eixos – 3.085 mm
Peso em ordem de marcha – 2.090 kg
Tanque – 80 litros
Capacidade de carga – 1.000 kg
Preço – R$ 188.120

Galeria de fotos da Nova Toyota Hilux SRX 2016:

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