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Avaliação: Peugeot 5008 reúne conforto para sete com boa performance

Avaliação: Peugeot 5008 reúne conforto para sete com boa performance

Após a chegada do Peugeot 3008, a expectativa era pelo desembarque do Peugeot 5008, irmão maior e derivado direto do crossover de porte médio que chegou bem ao mercado brasileiro. Compartilhando quase tudo do modelo médio, o SUV de sete lugares tem estilo próprio na parte traseira e reúne conforto com boa performance.


Feito sobre a plataforma modular EMP2, o Peugeot 5008 é exatamente igual ao 3008 até as colunas B, pois a partir daí, o entre-eixos alongado e as portas traseiras maiores dão o ar da graça, ampliando o acesso às fileiras do meio e traseira. A traseira ganhou um arranjo novo em design e a carroceria, de modo geral, se apresenta volumosa, mas bem aerodinâmica.

Avaliação: Peugeot 5008 reúne conforto para sete com boa performance

A proposta da versão Griffe Pack vem bem recheada e traz o chamado pacote ADAC, com vários sistemas de segurança ativa e passiva, aumentando a proteção dos ocupantes. Mais que isso, o Peugeot 5008 tem outros atributos interessantes, especialmente em termos de habitabilidade e condução. Espaço? É o que mais sobra neste SUV pouco convencional.


Na versão completa, avaliada pelo NA, o preço alcança R$ 166.490, mas com a pintura branco Nacré e teto preto (que em realidade é gratuito), ele fica R$ 2.790 mais caro. No mercado, ele pretende bater de frente com o VW Tiguan Comfortline 1.4 TSI, que também tem sete lugares. E então, qual é a do Peugeot 5008?

Avaliação: Peugeot 5008 reúne conforto para sete com boa performance

Por fora….

Como já dito acima, as coisas não mudam entre 3008 e 5008 até as colunas B. O SUV da Peugeot tem um visual agressivo, inspirado no leão que se tornou símbolo da histórica marca francesa, marcada pelos faróis duplos de LED com DRL’s e repetidores de direção igualmente em diodos emissores de luz.

A grade invertida possui belos elementos cromados e o para-choque vem com chanfros bem acentuados que quase cortam os faróis. O interessante é que tanto grade quanto conjunto ótico são diferente na versão Allure que, por ora, não é vendida no Brasil. Com capô alto e pronunciado como um nariz de felino, o 5008 parece querer mostrar suas garras.

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A proposta do crossover de sete lugares não é assim tão ameaçadora, mas impõe respeito. Afinal, trata-se de um carro relativamente grande, com 4,64 m de comprimento e entre-eixos com longos 2,84 m. As rodas aro 19 polegadas também contribuem. Isso significa que a Peugeot conseguiu explorar bem a área envidraçada, assim como um teto reto com abertura panorâmica.

Frisos cromados nascem nas colunas D e envolvem toda a parte superior, criando um aspecto visual fluído, reforçado pelo teto, colunas e retrovisores em preto brilhante. Na traseira, as garras aparecem nas discretas lanternas em LED, inseridas em uma moldura preta que se torna marca da Peugeot para os próximos lançamentos. Mais truncada, ela destaca o leão e o para-choque com apoio de alumínio.

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Por dentro….

No interior, o Peugeot 5008 Griffe Pack não difere em nada do 3008, pelo menos na parte dianteira. O painel i-Cockpit é realmente atraente e funcional. A instrumentação digital e configurável com a tela de 12,3 polegadas exibe quatro visualizações diferentes, inclusive uma própria para usar o ADAC. O volante é pequeno e lembra o de um kart. É bonito e gostoso, mas poderia dispor do controle de cruzeiro à vista do condutor.

Este, por sua vez, fica na coluna de direção e é preciso sensibilidade para decorar as funcionalidades. O painel tem um bom acabamento e revestimento em tecido muito macio e diferente do que normalmente vemos em carros. O ambiente é muito agradável, luxuoso e funcional. A iluminação em azul em partes do acabamento e no teto realçam o bem-estar a bordo.

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A multimídia com tela de 8 polegadas é intuitiva, mas peca em não oferecer um navegador nativo. Pelo menos os sistemas Android Auto e Car Play estão disponíveis, assim como o MirrorLink. É nela que se ajusta o ar-condicionado dual zone com ajustes independentes na segunda fileira ou a massagem dos assentos dianteiros, que fornecem cinco tipos de movimentos nos encostos. Ou seja, o 5008 é para rodar e relaxar.

Os bancos possuem uma boa ergonomia e são revestidos em couro, sendo que o do motorista tem ajustes elétricos com duas memórias, enquanto os da segunda fileira são ajustáveis individualmente. Extensores dos assentos da frente ampliam o conforto, enquanto o compartimento refrigerado de 32 litros entre os bancos amplia a comodidade.

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Os da terceira fila são retráteis. O teto solar panorâmico deixa o ambiente muito bem iluminado, mas as luzes de leitura em LED traseiras ficam mais próximas dos que vão atrás. Há difusores apenas centrais e não existem na terceira fileira. O porta-malas é bem generoso com 780 litros em configuração de cinco lugares, mas com sete cabem apenas duas ou três mochilas e nada mais.

Por fim, a não menos atraente alavanca elétrica do câmbio chama atenção tanto quanto as teclas de piano do console e o carregador indutivo de smartphone. Mas, faltam entradas USB, ali existe apenas uma. No geral, o acabamento e o habitáculo são bem generosos. E quem vai atrás? No meio, só alegria com o bom espaço. Já atrás é preciso ajustar o assento da frente se a pessoa for alta, sendo apenas suficiente em conforto para viagens que não sejam muito longas.

Avaliação: Peugeot 5008 reúne conforto para sete com boa performance

Por ruas e estradas….

O Peugeot 5008 se beneficia de duas coisas em termos gerais. A primeira é o uso da plataforma EMP2, que é mais leve e resistente que a antiga PF2, apelidada de “mutante”. A segunda é o uso do moderno e eficiente conjunto THP/AT6, que garante performance adequada. Assim, o conjunto não poderia ser ruim, de forma alguma.

O propulsor é largamente usado pela PSA no Brasil e na Europa, utilizado no Peugeot 5008 apenas com gasolina, embora exista versão flex para os modelos feitos no país. Importado da França, o crossover chega com um desempenho aceitável, indo de 0 a 100 km/h em 10,4 segundos. Não é uma maravilha, mas atende bem quando a proposta é levar a família com conforto e segurança.

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Em nenhum momento, o Prince (nome do projeto junto com a BMW) se ressente de carregar os 1.632 kg do 5008, andando com desenvoltura e respondendo prontamente ao acelerar, sem a necessidade de se exigir o modo Sport. Na maior parte do tempo, fica entre 1.500 e 2.000 rpm, atingindo essa marca na estrada a 110 km/h. Interessante também é que o SUV da Peugeot, a exemplo do irmão menor, não oferece um modo Eco.

Ele também não diz quando você está andando de forma econômica, mas isso não parece ter sido uma negligência da marca, pois rodando na cidade, o consumo ficou em bons 9,5 km/litro. Menos que o 3008, é claro, mas igual ao que o Inmetro divulgou. O lado bom é que isso significa otimizar o volume do tanque, que poderia ser maior, pois tem apenas 56 litros. Na estrada, o SUV conseguiu marcar 15,1 km/litro, mas quando carregado com ocupação máxima, a frugalidade diminuiu para 12,5 km/litro, uma marca ainda muito boa para seu porte e peso. Não tem Start&Stop, mas precisa?

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Nas retomadas, o THP mostra que seus 165 cavalos a 6.000 rpm e 24,5 kgfm a 1.400 rpm não estão lá de enfeite. Seu funcionamento suave reforça essa impressão de força sem esforço, o que agrada bastante. Mas, se a pegada for um pouco mais nervosa, nada como o giro subir bem além dos 5.000 rpm para ver o enorme 5008 andar como esportivo. O motor 1.6 THP não dá mole e arranca forte se for exigido.

Já o câmbio é bom, tem engates suaves e precisos, mas bem que poderia ter oito marchas para aproveitar ainda mais o potencial do THP. As trocas manuais podem ser fixadas no botão M da estilosa alavanca, mas as mudanças são no paddle shifts, fixos na coluna de direção. Na condução, a dirigibilidade do Peugeot 5008 é excelente como no 3008, que mais parece um hatch médio.

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A direção estilo kart é muito agradável e passa a impressão de um carro menor e mais leve. A carroceria rígida garante um comportamento bem neutro nas curvas, com praticamente nenhuma saída de traseira, devido ao entre-eixos longo. Mas, o que difere o 5008 e seu irmão dos demais é o fato de não ter suspensão multilink, algo que a Peugeot está corrigindo com o 508.

 

O eixo de torção traseiro, apesar de seu comportamento natural, não denigre o comportamento do crossover, deixando-o à vontade durante condução na estrada e na cidade, sendo muito confortável em pisos irregulares e com boa estabilidade em curvas, mesmo na estrada. As enormes rodas aro 19 com pneus 235/50 ajudam muito nisso, além dos controles ativos.

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E falando em atividade, o Peugeot 5008 Griffe Pack vem com o ADAC (Advanced Driver Assistance System), que possui controle de cruzeiro adaptativo, alerta de colisão, frenagem automática de emergência, alerta de faixa com correção, alerta de tráfego lateral com correção, aviso de atenção e parada para descanso, farol alto automático, visor de 180 graus e leitor de placa.

Três coisas chamam atenção nesse monte de dispositivos. O primeiro é o controle de cruzeiro com recuperação de velocidade gradual nas curvas, o que ajuda a evitar aceleração indevida em locais de risco. A segunda é que ao fazer um movimento involuntário, se houver um carro ao lado, a direção retorna para evitar uma colisão lateral. Na terceira, basta dois toques no botão memória do ACC para que a velocidade fique igual ao da placa sinalizada.

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Por você….

O Peugeot 5008 reúne sem dúvida um bom pacote de equipamentos, uma estrutura leve e rígida e um conjunto motriz adequado para sua proposta. Com espaço de sobra, o crossover dispensou tração nas quatro rodas e até mesmo múltiplos braços na traseira, mas para rodar aonde a maioria estará, ou seja, no asfalto, ele cumpre muito bem sua missão.

Muito mais completo que o mencionado no texto, o Peugeot 5008 é elogiável, sem dúvida, na dirigibilidade, que herdou de seu irmão 3008, muito bom de guiar. O conforto a bordo é para família nenhuma botar defeito, ainda mais para pai e mãe, que terão o direito de uma massagem especial nos assentos aquecidos da frente.

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Para os demais, faltaram mais portas USB, mas, pelo menos, existem outras duas fontes de 12V para adaptadores. Belo de visual, ainda mais com um bom conjunto de rodas, o Peugeot 5008 atrai olhares e até eclipsa outros SUVs de marcas de luxo, alguns com, pelo menos, o dobro de seu preço. E então, tudo isso, vale a pena? A resposta é sim, vale mesmo.

Medidas e números….

Ficha Técnica do Peugeot 5008 Griffe Pack 2018

Motor/Transmissão

Número de cilindros – 4 em linha, turbo

Cilindrada – 1598 cm³

Potência – 165 cv a 6.000 rpm (gasolina)

Torque – 24,5 kgfm a 1.400 rpm (gasolina)

Transmissão – Automático com seis marchas e trocas manuais no volante

Desempenho

Aceleração de 0 a 100 km/h – 10,5 segundos

Velocidade máxima – 206 km/h

Rotação a 110 km/h – 2.000 rpm

Consumo urbano – 9,5 km/litro (gasolina)

Consumo rodoviário – 15,1 km/litro (gasolina)

Suspensão/Direção

Dianteira – McPherson/Traseira – Eixo de torção

Elétrica

Freios

Discos dianteiros e traseiros com ABS e EDB

Rodas/Pneus

Liga leve aro 19 com pneus 235/50 R19

Dimensões/Pesos/Capacidades

Comprimento – 4.641 mm

Largura – 1.906 mm (com retrovisores)

Altura – 1.646 mm

Entre eixos – 2.840 mm

Peso em ordem de marcha – 1.632 kg

Tanque – 56 litros

Porta-malas – 780 litros

Preço: R$ 157.490 (básico) – R$ 166.490 (versão avaliada)

Peugeot 5008 Griffe Pack 2018 – Galeria de fotos

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Nota média 4.2 de 5 votos

5.0
  • Bruno Silva

    Bom carro, mas prefiro o Tiguan Allspace. A experiência negativa que tivemos com a rede Peugeot acho que bloqueou definitivamente a minha mente sobre o grupo PSA. Aguardo ansiosamente a Opel para tirar essa má impressão.

    • Ari

      O pós venda da vw nao é lá essas coisas tbm eu so teria a Tiguan com a motorização 2.0

    • Daniel dos Santos

      Concordo… Citroen nunca mais. . Pessima rede de pos venda.. Precos abusivos….

    • Luis Burro

      Só se for por importação independente ou morar na Europa,ñ acredito q o grupo trará.

    • Luconces

      Que problemas teve e quando?

  • CEO de Escola de Samba

    Tenho mais interesse pela Equinox 2.0 mesmo.
    Se for para falar de 7 lugares, entre a Tiguan 1.4 e a 5008 1.6 dá uma boa briga. Creio que o modelo da Peugeot é mais bem acabado e bonito, além de mais completo.
    A Tiguan mais interessante é a 2.0 TSI mesmo, porém seu preço é absurdo de R$ 185 mil completa. Serve-se da mesma insanidade do preço da Honda CR-V.
    Tenho visto umas Toyota 3.0 diesel e Pajero Dakar/HPE 3.2 diesel com 2 ou 3 anos de uso nessa faixa de R$ 150 mil. São brutos, perfeitos para as rodovias do interior que eu frequento. E de quebra já vêm desvalorizados

  • 1945_DE

    Excelente carro, mas a costura dos bancos são horríveis. Chega a ser pior que os bancos de couro da GM.

    • th!nk.t4nk

      Nao só os bancos, esse carro é repleto de pequenas economias pra torná-lo mais em conta. É um produto bem inferior ao Tiguan, mas super maquiado pra parecer ser bem mais do que é. Na Europa o sistema elétrico do novo 3008 está dando muita dor-de-cabeça, a exemplo de seu antecessor. Ou seja, produto novo, com velhos problemas.

      • Ubaldir

        A Peugeot me emprestou um 3008 de test-drive por um fim de semana (dias 19, 20 e 21 de maio). No que se refere ao produto, impossível detectar qualquer “pequena economia para torná-lo mais em conta”. Mesmo os bancos, como relatou o amigo do post anterior, é só impressão de fotos, pois eles são da mais alta qualidade, contendo inclusive sistema de massagem nos encostos e aquecimento nos assentos. A qualidade do acabamento interno é impressionante, de saltar aos olhos, mesmo, seja na escolha de materiais, seja na precisão dos encaixes.
        O conforto de rolagem, o comportamento dinâmico, o funcionamento dos quase inúmeros gadjets eletrônicos, a ergonomia… tudo irrepreensível e extremamente intuitivo.
        Não vou falar quanto a possíveis problemas futuros de confiabilidade ocultos, pois é necessário bem mais que um fim de semana para avaliar esta questão, mas em termos de equipamentos disponíveis, nível de construção, de acabamento, carro perfeito, com sensação de acolhimento interno muito superior ao da Tiguan (inclusive no que tange ao espaço interno) e comparável a veículos de marcas premium. É uma experiência obtida com vivência com os dois produtos (já fiz viagem longa com um amigo em uma Tiguan, tendo até ajudado ele a desmontar o painel dela para consertar um dos difusores de ar dela). Não existe sentido na afirmação “maquiado para parecer mais do que é”, tanto que não é só uma opinião minha, ele vem sendo preferido em diversos comparativos da mídia especializada na comparação com concorrentes como Tiguan, Equinox, C-RV, etc. Isso além do fato de o produto estar sendo muito premiado na Europa.
        Em resumo, vale a curiosidade de conhecer um de perto.
        Quanto à confiabilidade da rede, bem, já fui um dos que tinha sérias restrições quanto ao pós-venda da PSA, a ponto de nunca arriscar ter um produto das duas marcas do grupo até 2014 (confesso que somente por ouvir falar, sem nenhuma experiência própria). Após a aquisição do C4 Lounge em 2014, me senti confortável para adquirir um 208 para a minha esposa um ano depois e de indicar um C3 para a minha irmã em 2016. Estamos em 2018 e não há nada que eu possa relatar para indicar que o pós-venda das marcas seja um fator de não aquisição futura de qualquer outro veículo do grupo, seja na questão da qualidade do atendimento, seja com relação ao custo de peças de reposição ou serviços. No caso do 208 então, carro caminhando para os 70 mil km sem uma única ocorrência a ser relatada em termos de manutenção. Portanto, com esta experiência até o momento, fica difícil eu opinar contra considerar os PSA alternativas válidas na aquisição de um automóvel.
        Abraço, companheiro. A troca de experiências é a parte mais válida desse site.

      • Ubaldir

        A Peugeot me emprestou um 3008 de test-drive por um fim de semana (dias 19, 20 e 21 de maio). No que se refere ao produto, impossível detectar qualquer “pequena economia para torná-lo mais em conta”. Mesmo os bancos, como relatou o amigo do post anterior, é só impressão de fotos, pois eles são da mais alta qualidade, contendo inclusive sistema de massagem nos encostos e aquecimento nos assentos. A qualidade do acabamento interno é impressionante, de saltar aos olhos, mesmo, seja na escolha de materiais, seja na precisão dos encaixes.
        O conforto de rolagem, o comportamento dinâmico, o funcionamento dos quase inúmeros gadjets eletrônicos, a ergonomia… tudo irrepreensível e extremamente intuitivo.
        Não vou falar quanto a possíveis problemas futuros de confiabilidade ocultos, pois é necessário bem mais que um fim de semana para avaliar esta questão, mas em termos de equipamentos disponíveis, nível de construção, de acabamento, carro perfeito, com sensação de acolhimento interno muito superior ao da Tiguan (inclusive no que tange ao espaço interno) e comparável a veículos de marcas premium. É uma experiência obtida com vivência com os dois produtos (já fiz viagem longa com um amigo em uma Tiguan, tendo até ajudado ele a desmontar o painel dela para consertar um dos difusores de ar dela). Não existe sentido na afirmação “maquiado para parecer mais do que é”, tanto que não é só uma opinião minha, ele vem sendo preferido em diversos comparativos da mídia especializada na comparação com concorrentes como Tiguan, Equinox, C-RV, etc. Isso além do fato de o produto estar sendo muito premiado na Europa.
        Em resumo, vale a curiosidade de conhecer um de perto.
        Quanto à confiabilidade da rede, bem, já fui um dos que tinha sérias restrições quanto ao pós-venda da PSA, a ponto de nunca arriscar ter um produto das duas marcas do grupo até 2014 (confesso que somente por ouvir falar, sem nenhuma experiência própria). Após a aquisição do C4 Lounge em 2014, me senti confortável para adquirir um 208 para a minha esposa um ano depois e de indicar um C3 para a minha irmã em 2016. Estamos em 2018 e não há nada que eu possa relatar para indicar que o pós-venda das marcas seja um fator de não aquisição futura de qualquer outro veículo do grupo, seja na questão da qualidade do atendimento, seja com relação ao custo de peças de reposição ou serviços. No caso do 208 então, carro caminhando para os 70 mil km sem uma única ocorrência a ser relatada em termos de manutenção. Portanto, com esta experiência até o momento, fica difícil eu opinar contra considerar os PSA alternativas válidas na aquisição de um automóvel.
        Abraço, companheiro. A troca de experiências é a parte mais válida desse site.

        • th!nk.t4nk

          Eu acredito no seu relato. Dito isso, é uma experiência de fim de semana, de “sensaçoes” como você mesmo disse. Confesso que eu também analisava mais por esse lado, mas aqui na Europa os testes de longa duraçao e os proprietários mostraram uma experiência completamente diferente (exemplo, todo mundo reclama muito dos bancos e da eletrônica do 3008). Isso nao significa que seja um carro ruim de forma alguma, apenas nao tem o refinamento construtivo do Tiguan (as economias a que me refiro nao sao no acabamento, mas na construçao do carro como um todo). Ele tem qualidades visuais e de acabamento enormes pra categoria, sem dúvida nenhuma. Gosto muito dos carros da PSA, já passei um bom tempo com o 308 (modelo atual) e até recomendo carros da marca pra muita gente. É uma questao de custo x benefício. Pra quem tá com a grana curta, é sem dúvida uma boa. Mas como engenheiro automotivo aqui na Alemanha, onde faço uso intenso de carros como este, faço a recomendaçao lembrando sempre a pessoa que é uma alternativa barata e portanto com as devidas limitaçoes de projeto. No fim ele passa longe das referências da categoria, embora pareça ser muito mais do que é, mas ainda é uma boa compra se o consumidor estiver consciente disso (e for uma pessoa paciente!). Você pode conferir um teste de longa duraçao dele aqui, recomendo: https://www.telegraph.co.uk/cars/peugeot/2017-peugeot-3008-long-term-review

          • Ubaldir

            Valeu, Companheiro! O meu post anda ficando barrado no anti-spam da Disqus, mas ainda bem que deu pra você ler o conteúdo.
            Foi bem como eu disse: na experiência curta, em termos de acabamento (eu confesso que ainda não vi nada parecido, mesmo em carros premium – o tecido que rodeia painel e forros de porta é espetacular), dirigibilidade, conforto de rolagem, nível de equipamentos, o carro é quase impecável. Agora, no longo prazo eu não tenho como opinar.

          • Ubaldir

            A tempo, o difusor de ar central da Tiguan teve que ser desmontado por um motivo mais simples: a pecinha que faz a ligação entre as aletas horizontais do difusor se soltou quando o meu amigo colocou ali um daqueles suportes de para celular que se compram por aí.
            A concessionária pediu “módicos” R$ 2.000,00 (dois mil reais!) para a troca do conjunto inteiro. Eu fui no youtube, vi como se desmontava a peça. Desmontada, consegui alcançar a pecinha plástica vertical bem esbelta que foi para dentro do duto, reencaixei nas aletas, e pronto: custo zero. O que essas concessionárias fazem pra tentar arrancar uma grana dos clientes não é humano. Em especial de clientes de carros de maior valor de aquisição.
            Agora, que a Tiguan peca pelo mesmo motivo de quase todo VW, ela peca: o visual interno é simplificado demais (em termos de design, mesmo), passando sempre uma sensação de valor menor do que realmente se tem ali em teros de materiais (algo que vivi de perto nos anos em que tive o Jetta da sexta geração), algo que se vê exatamente ao contrário no 3008 ou em carros da Hyundai, por exemplo.

  • ObservadorCWB

    Às vezes acho que os fabricantes não estão nem aí com os passageiros ou outras soluções de outras marcas. O carro é cheio de “perfumarias” como quase todo Francês. É até bem bonito e bem acabado. Tecnologicamente falando tem tudo o que há hoje na indústria, mas…… é só ler o relato do ar condicionado e acesso, para ver que levar sete passageiros é só “firula”. Na família temos uma Vera Cruz da Hyundai, mesmo tamanho deste, mas o pessoal da segunda fileira conta com ajuste individual de temperatura do AC, além de saídas CENTRAIS e LATERAIS. Até mesmo o pessoal do “porta malas” conta com saídas de ar no teto e sob o assento-com ajuste do fluxo do ar. Parece um detalhe pequeno, mas que faz enorme diferença em termos de conforto térmico para quem viaja a centímetros do vidro. E o carro é 2012. A SW4 não guarda satisfatoriamente os bancos, mas pelo menos é espaçosa. Se for pela “mesinha de avião” e levar apenas 5 adultos mais duas crianças, até uma Zafira resolve (não desmerecendo, seu sistema Flex7 de bancos possui assinatura da Porsche).

    • Schack Bauer

      Mas em compensação, a hyundai economizou até no cinto de 3 pontos do banco do meio.

      • ObservadorCWB

        Verdade. Os passageiros do fundão possuem. Mas o do centro no meio não….vai entender. Verdadeiro pecado do carro.

        • Schack Bauer

          Eu olhei pra comprar esse carro usado, tava uma pechincha ante o pacote dele. Mas desisti, acredite, por causa do cinto. Tenho 3 moleques. Pra mim ia ser um problema. Prefiro colocar todo mundo na segunda fileira, e deixar o porta malas só para eventualidades.

    • Ubaldir

      Outrora a Citroen chegou a ter modelos com os difusores para todos os ocupantes, com regulagem quadrizona. Mas é algo que o mercado nunca deu grande valor, e que é caro no custo de um carro. Até por isso é bem raro, mesmo em modelos de valor bem elevado.

  • Tibúrcio

    Esse carro é bonito demais! Além disso, achei o melhor acabamento desta categoria atualmente, além de recheio bem interessante.
    Só falta aquela vontade ($$$$) pra ter um!

  • Luis Burro

    Apesar do fraco desempenho e alguns itens a menos para os concorrentes acho-o melhor opção frente ao Volks,só ñ sei em relação ao Equinox,mas por levar dois a mais ñ compensa?

    • anonbr666

      Depende da sua necessidade ué. Pra maioria das pessoas, 7 lugares é muito. Pra alguns coelhos, 7 ainda são insuficientes.

    • Schack Bauer

      Desempenho não é fraco. Não é esportivo, mas está longe de ser fraco. Quanto à questão do 7 lugares, se vc tem 3 filhos, passa a ser quase necessidade, já que é comum ter que levar uma vovó ou vovô junto.

      • Luis Burro

        É em relação aos outros q possuem motorização melhor e valor parecido.
        Mas li q o motor já ñ era suficiente pro 3008,então pra este q é mais pesado fica um pouco mais lento.

        • Schack Bauer

          Eu tenho o 3008 antigo, o de 156 hp, e ele sobra motor na maioria dos casos. Onde falta é só em alta rotação.

        • Ubaldir

          O 3008 anda muito bem, não dá pra sentir falta de desempenho em um uso “civil”.
          Numa comparação direta com o C4 THP, dá pra dizer o seguinte: o 3008 em modo sport tem o comportamento semelhante ao do C4 em modo normal de condução.
          Agora, se a questão for desempenho esportivo, aí sim, pode ser que se queira algo melhor. Mas em carros com a pegada tão familiar quanto 3008 e 5008, acho meio fora de propósito um desempenho tão diferenciado. Aí talvez fosse melhor partir para outra proposta de carro. Talvez até mesmo buscar opções entre os sedãs médios, que também levam com conforto 5 pessoas (em comparação com o 3008, claro) e possuem uma proposta que pode se aproximar de alguma esportividade.

  • Fanjos

    Esses quase 11 segundos do 0 a 100 já mostra que esse THP do jeito que está já deu, está na hora de atualizar ou trocar por um mais moderno, se não me engano o 3008 perdeu para todos os rivais (Equinox, Tiguan R e CRV) em aceleração e retomada, só ganhou no consumo.
    O pior é que a Pug tem coisa melhor (atualizado) mas se recusa a usar.

    • Debraido

      Mas as comparações colocaram o 1.6 contra os 2.0, com exceção do honda. Aí fica difícil a comparação.
      As comparações devem ser com seus equivalentes.

      • Fanjos

        O 0 a 100 da 1.4 tb é mais rápido se não me engano ou anda junto

        • Debraido

          Más o 1.6 e o 1.4 são equivalentes em números. Um com mais potencia, e o outro com um cambio melhor. O difícil é ler algumas comparações tendenciosas colocando os 1.5T contra os 2.0T. Alem do mais, o campeão, Tiguan R-Line, custa muito mais que os concorrentes.
          Ainda não li nenhum comparativo isento.

          • Schack Bauer

            Sim, 160 mil e bolinhas já é muuuuuuuita grana. Mas 180 mil e bolinhas é ainda mais surreal.

        • Schack Bauer

          Ainda não vi um teste-teste de verdade. Já testaram o Tig 2.0 na pista, mas o 1.4 ainda não vi uma avaliação que não tenham apenas repetido os números de desempenho informados pela VW. Queria mesmo era uma comparação entre os dois na mesma pista, e na mesma hora. Duvido que o desempenho seja muito diferente. O DSG é mais rápido que o Aisin6, mas o THP é maior e mais potente que o 1.4TSI.

    • Schack Bauer

      Por outro lado, um motor com muito tempo de venda (e de assistência) significa melhor conhecimento da rede, mais peças, mais know-how, em síntese, aumenta a confiabilidade pros compradores, que é um fator crítico na percepção da PUG no Brasil.

    • ObservadorCWB

      E é CARRO + MOTORISTA….. enche ele com os 7 PAX e vai ver a lentidão….

      • Schack Bauer

        Não sei observador. Tenho o 3008 2011, que o motor em tese era até mais fraco (embora uns 100kg mais leve) que o do 5008. Ele tem muito torque. Praticamente não faz diferença estar carregado ou não. Ele sempre arranca com gosto. Esse motor falta mais fôlego é em alta: fica gritando e não continua a acelerar. Mas para um uso mais civil teria o 5008 ou o Tig 1.4T tranquilamente. Abaixo deles é que acho que complica, tipo a zafira com o 2.0 aspirado, e com essa carga, daí dá uns sustos pra acelerar.

        • ObservadorCWB

          Mas a diferença de torque da Zafira (e olha que estamos falando de um carro que saiu de linha em 2012) é de míseros 4 Kgf….. e possuía 1450Kg contra 1640Kg do Peugeot. Se formos voltar a Vera Cruz vira covardia. O monstrão tem torque de 37 contra 24 do Peugeot…… Sabe, tudo depende de onde usa e como usa. Não tenho nenhuma dúvida que atende bem. Afinal, não usamos, e nem devemos, usar carros para competir nas estradas. O meu relato é questão da minha família em particular. Não temos o Peugeot….pena. Mas quando voltamos da praia os lugares da Vera Cruz são disputados (é o carro onde o pessoal se diverte junto), os tios da SW e Tiguan voltam em dois (o casal) sempre. Temos uma longa e íngreme subida da serra do mar. A Tiguan ainda tem a chatice que a tela do teto não veda totalmente o sol. Fica realmente incômodo. Não sei por que ainda não colocaram um blackout total, e não somente aquela “tela perfurada”.

          • Schack Bauer

            Então. Subida, mesmo as mais íngremes, meu 3008 vai de sexta, na manha, sem pedir marcha. É 24 de torque, mas a 1400 RPM, então tem muita força pra subir. Só sinto falta de motor depois de umas 3,5 4 mil rotações, que aí ele grita grita e não dá mais força, mas para dirigir até 110-120 sempre sobra (muito) motor. Não acho que o 5008 com 100kg vá fazer grande diferença.
            Quanto à cortininha concordo contigo. Meu 3008 antigo é nesse esquema blecaute e acho muito bom. Essa é uma das minhas preocupações, aliás, de comprar o Tig ou o 5008 atuais.

            • ObservadorCWB

              Acho visual e pacote pró 5008. Não sei se é implicância, mas a nova TIG me passa mais confiança.

              • Schack Bauer

                Pois é, entre o 5008 e tig 1.4 acho que ficaria com o francês pelo pacote tech dele (esse leitor de placa deve ser muito legal). Quanto à confiança, tive um A4 (comprado usado, verdade) que me deu muito mais dor de cabeça que o 3008, que deu pouca dor de cabeça, então…
                O ideal seria a RLine, que tem um pacote tech também legal, 4×4 e muito mais motor, mas 185 pila é muuuuita grana.
                às vezes penso é em comprar uma XC90 antiga usada, com 7 lugares pra usar no FDS e em viagem, e ficar rodando num Kazinho 1.5 ou outro desses carrinhos pequenos com motor de sobra, e ainda sobrar grana em vez de comprar um carrão desses que custa os olhos da cara…

    • Ubaldir

      Esse modelo especificamente é pesado para o motor em caso de se desejar um desempenho “esportivo”, apesar de com certeza ser muito agradável na tocada diária normal de um carro com proposta extremamente familiar. Mas não quer dizer que um motor que rende 165 cavalos e dá 24,5 kgfm de torque a 1400 giros tenha “dado o que tinha que dar”. Ainda é expoente no Brasil, tendo muito pouca coisa compatível disponível no mercado.
      Talvez o próprio THP em suas configurações mais fortes (chega a 270 cv) seria mais adequado a um carro com mais de 1,6 toneladas.
      Mas é claro que pesa na escolha o fato de que este motor já tem anos de mercado no Brasil, sendo reconhecido pela confiabilidade. A manutenção fica mais fácil, com a rede já bem treinada no assunto.

  • Antonio Carneiro

    0 a 100km/h em 11s um carro desse tamanho tá bom. Algumas opiniões aqui indicando que tá lento mostra a disposição do brasileiro para acidentes em Rodovias (na mente deles deve ficar “piscando” toda hora: “Tô lento, tenho que ultrapassar de qualquer jeito, tô lento!”). O cara já tá em 170km/h em um carro com sete pessoas mas ele acha que tá lento.

    • ObservadorCWB

      Coloca ele com os SETE a que se dispõe e voltamos a conversar.

      • Antonio Carneiro

        Vai andar suficientemente bem, “engenheiro”.

        • ObservadorCWB

          Suficientemente bem onde e para quem ? Para o mineiro que possui estradas cheias de curvas e subidões ? Para o carioca e suas estradas de pista simples onde cada segundo conta ? Suficientemente bem pode ser até o desempenho da senhora Kombi. Cada qual se contenta com o que pode. Uns com pouco, outros com muito.

          • Antonio Carneiro

            Testa e depois fala. Tenho um C4 THP e esse motor é “além” para o carro (1.450kg). Antes eu tive uma Captiva aspirada Ecotec 2.4 (185 cavalos de potência a 6.700 rpm e torque máximo de 23,8 kgfm a 4.900 rpm) que viajei para 3 Estados em férias, carro cheio. O aspirado na Captiva era forte de estrada sendo mais fraco em torque e sem turbina com peso de 1.675Kg. O 5008 tem 1.632 kg. Nós brasileiro queremos carros para fazer disputa em sinal e estrada, isso é fato. Já já vão reclamar de carro de 0 a 100 em 5,0s.

            • ObservadorCWB

              Gostei do relato. Você só corroborou minha opinião. Viajou com uma “Captiva 2.4 aspirada para 3 estados, carro cheio, a Captiva era forte de estrada”…..então imagina a 6 cilindros ? Mas não falou que fez a mesma viagem com os 165Cv (muito bons por sinal, do THP). Haverá diferenças. Embora o comportamento dinâmico do C4 seja até MELHOR que da Captiva em curvas por exemplo. Não sei por que tanta “defesa” de um carro ou marca. O que fiz foi apenas calcular mentalmente relação Kg/CV…. e imaginar o uso do carro realmente LOTADO. Há UM teste d eUMA revista nacional que teve a PROEZA de mostra um motor VW que fez o milagre de manter o desempenho do carro tanto vazio quanto cheio… depois que criticamos alguns jornalistas eles não sabem o por que.

              • Ubaldir

                Com certeza que a 5008 com 7 passageiros vai demandar cuidado extra em ultrapassagens. E em rodovias mais acidentadas vai trazer mais trabalho ao câmbio automático.
                Tudo vai muito do uso que se for fazer do carro. Se a utilização prioritária for cheio e em estradas de pista simples, terreno acidentado e com muitas curvas, em caso de se desejar um desempenho diferenciado, talvez o 5008 não seja sua escolha. Aí pode ser que seja o ideal pensar em um Equinox.
                Já viajei demais com o C4 THP lotado com 5 pessoas e bagageiro cheio: Minas Gerais, São Paulo (incluindo a região de Campos do Jordão)… não se sente falta de desempenho hora nenhuma. Mas com os quase 200 quilos a mais da 5008 e com mais duas pessoas a bordo, impossível o THP manter o fôlego diferenciado para o modelo.

  • Erivelton Freitas

    Normal, Peugeot é Peugeot e o resto são ‘as outras’.

  • Jeferson Torres Freitas

    Tiguan R-Line manda um abraço! Superior em tudo, mas há quem ache esse francesinho com farol recortado – coisa horrível – mais bonitinho. Aliás, brasileiro só gosta de carro bonitinho, arredondadinho. Não entende nada de conjunto mecânico e não se importa com isso. Esse 5008 vem com o cansado motor THP e não tem tração integral, equipamento indispensável para um carro de família. E tem bobo que ainda acha que a relação CxB é melhor do que a do alemão. Nunquinha!

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