
A sensação de que a Rampage mudou de nível aparece no primeiro trecho de pista livre, quando você pede aceleração e o conjunto responde com menos esforço e mais fôlego.
O preço oficial hoje da Rampage Laramie 2.2 2026 é R$ 259.990, e esse número ajuda a explicar por que ela gera discussão antes mesmo de dar a partida.
Ela continua sendo uma picape monobloco, com comportamento mais próximo de um carro, só que agora tem um motor diesel que combina melhor com a proposta e com o posicionamento.
A troca do 2.0 turbodiesel pelo 2.2 turbodiesel da família Multijet foi a principal mudança, e não é exagero dizer que era a correção mais urgente para dar coerência ao pacote.

O antigo 2.0 entregava 170 cv e 38,8 kgfm, enquanto o novo 2.2 sobe para 200 cv e 45,9 kgfm, com o torque cheio já a 1.500 rpm, que é onde a vida real acontece.
Isso não transforma a Laramie diesel na versão “esportiva” da família, porque quem quer desempenho como chamariz ainda encontra o 2.0 turbo a gasolina de 272 cv nas configurações certas.
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Mas a diesel não precisa de fogos, porque a missão dela é outra: facilitar ultrapassagens, reduzir esforço em subidas, manter ritmo com carga e fazer isso com consumo mais civilizado.
A transmissão automática de nove marchas segue como parceira do projeto, e ela tem uma personalidade clara, priorizando conforto, silêncio e rotações baixas.

Desempenho no mundo real
Na maior parte do tempo o câmbio segura o motor perto de 1.500 rpm, o que deixa a cabine mais tranquila e faz a picape parecer mais “carro” do que “trabalho”.
Esse acerto tem um preço em sensação, porque existe um leve turbo lag e uma demora discreta na resposta do acelerador quando você exige tudo de uma vez.
O detalhe é que, agora, quando a redução vem, há potência e torque suficientes para a Rampage ganhar velocidade com mais vigor e sem aquele ar de esforço que incomodava antes.
Os números mais citados nas avaliações ajudam a colocar isso no papel, com 0 a 100 km/h em 9,9 s e velocidade máxima de 196 km/h.

Em outra medição, o 0 a 100 km/h aparece em 10,89 s, e a leitura serve para reforçar o ponto: ainda não é uma máquina de arrancada, mas ficou mais correta.
Para comparação, a versão anterior a diesel já foi registrada em 10,9 s, e também apareceu como 12,9 s em teste, o que deixava a proposta desalinhada com o preço.
As retomadas melhoraram e são mais relevantes que a arrancada, com aferições como 80 a 120 km/h em 7,95 s e 60 a 100 km/h em 6,34 s, números que aliviam a vida na estrada.
Quando você quer mais controle, as aletas no volante e a própria alavanca permitem segurar marcha e antecipar reduções, embora a calibração continue focada em suavidade.

O ronco do novo 2.2 também surpreende, porque às vezes soa mais encorpado do que o esperado para um turbodiesel, ajudando a reforçar a impressão de produto bem isolado.
Consumo e o pacote diesel “completo”
O consumo é parte central do argumento, com 10,6 km/l na cidade e 13,3 km/l na estrada pelo Programa de Etiquetagem Veicular do Inmetro.
Em uso rodoviário constante, há relatos de que ela passa de 14 km/l com facilidade, e pode encostar em 15 km/l em ritmos mais contidos, o que é forte para uma picape com caçamba.
No trânsito pesado, a média cai, aqui ficamos com 9 km/l e uns trocados, mas ainda aparece em faixas aceitáveis para um veículo grande, alto e com aerodinâmica naturalmente comprometida pela proposta.

A mudança de motor também veio para atender o Proconve L8, e nesse pacote entra o uso de Arla 32 para reduzir emissões e ajustar o conjunto às exigências atuais.
Em referências de emissões, aparece a redução de 183 g/km para 170 g/km, o que mostra que não foi apenas uma troca por desempenho, mas também por adequação ambiental.
Na prática, o dono precisa incorporar o abastecimento do Arla 32 na rotina, e isso não é drama, mas é um detalhe que precisa existir na cabeça de quem vem da gasolina.
O tanque de 60 litros conversa bem com o consumo, e isso dá autonomia interessante para quem vive de estrada, trabalho e viagens longas sem querer parar a todo momento.

Conforto de carro, limites de picape
A Rampage é monobloco, e essa escolha define a personalidade dela, porque a sensação ao volante é de carro grande, com respostas previsíveis e pouca rolagem de carroceria.
O conjunto usa McPherson na frente e multibraço atrás, e a calibração prioriza conforto, filtrando irregularidades do asfalto com uma competência que muita picape de chassi não entrega.
A direção elétrica tem boa empunhadura e peso bem escolhido, ficando leve em manobras e firme quando o ritmo sobe, sem cair no exagero de ser “artificialmente esportiva”.
Os freios a disco nas quatro rodas se mostram eficientes, e há avaliações que elogiam a atuação do ABS em piso de terra solta, algo importante para quem pega estrada rural.

A suspensão evita mergulho excessivo em frenagens e mantém a frente apontando com facilidade em curvas, o que reforça a tal “dinâmica de sedã grande” que tanta gente menciona.
O outro lado desse acerto é que, pensando em trilhas mais complicadas, o curso poderia ser maior para aumentar articulação e contato com o solo, e isso é um limite natural da proposta.
No fora de estrada leve, a tração 4×4 sob demanda resolve bem pisos escorregadios, lama moderada e trechos de cascalho, especialmente quando o motorista usa a reduzida com inteligência.
A reduzida, na prática, é a primeira marcha bem curta do automático, com relação bastante reduzida, útil para descidas e subidas controladas sem exigir malabarismo no pedal.

Em altura, aparecem referências de vão livre generoso na diesel, chegando a 26,4 cm entre os eixos, e também é citado um valor de altura mínima do solo de 22,3 cm.
Os ângulos de entrada e saída citados como 25,5º e 27,5º ajudam a evitar raspadas comuns em valetas e estradinhas, mas não fazem dela uma especialista em off-road pesado.
Em uso urbano, o porte é grande, mas não absurdo, e isso faz diferença na vida real, porque a Rampage não exige a logística de uma full-size e ainda cabe na rotina de cidade.
A experiência Laramie
A Laramie é a cara da Rampage como vitrine, e isso aparece no acabamento, nos materiais e na sensação de que o interior foi pensado para impressionar.

O painel de instrumentos digital de 10,3 polegadas e a central multimídia de 12,3 polegadas organizam a informação e facilitam o uso com Android Auto e Apple CarPlay sem fio.
O ar-condicionado digital de duas zonas, o carregador por indução e a oferta de portas USB ajudam no dia a dia, especialmente para quem usa a picape como carro principal da família.
O sistema de som Harman Kardon aparece como destaque, com 360 watts, nove alto-falantes e subwoofer em descrições, e isso eleva a sensação de produto premium sem exagero.
A capota marítima de série é um item simples, mas importantíssimo para quem usa caçamba em cidade, porque protege carga e reduz a bagunça visual de acessórios mal instalados.

A Laramie também soma banco do passageiro com ajuste elétrico, iluminação ambiente em LED e luz de cortesia que projeta o nome “Ram” no chão, um detalhe mais emocional do que funcional.
Por fora, a versão usa cromados em pontos estratégicos e rodas diamantadas de 18 polegadas com pneus 235/60, reforçando uma pegada mais elegante do que aventureira.
O visual permanece atual porque a Rampage ainda é um produto recente, e a ausência de mudanças dramáticas é positiva para quem compra hoje e não quer sensação de “modelo velho” amanhã.
Chatices do dia-a-dia
O pacote de segurança costuma trazer controle de cruzeiro adaptativo com função Stop & Go, frenagem autônoma com detecção de pedestres e ciclistas e assistente de faixa ativo.

Entram também monitoramento de ponto cego, detecção de tráfego traseiro cruzado, sensores dianteiros e traseiros e um conjunto de airbags que aparece em sete unidades em descrições.
A ergonomia no geral é boa, com comandos à mão e coluna de direção ajustável em altura e profundidade, o que facilita achar a posição correta sem esforço.
A visibilidade frontal e lateral é correta, mas a traseira fica sacrificada pelo desenho e pelo vidro, e isso faz câmera e sensores virarem itens que você usa o tempo todo.
Algumas avaliações citam alertas sonoros insistentes, e esse é um tipo de “modernidade” que ajuda na segurança, mas cansa em uso cotidiano quando não há refinamento na calibragem.

Espaço traseiro e caçamba: onde a conta não fecha para todo mundo
O principal ponto fraco da Rampage segue no banco traseiro, com espaço limitado para pernas e encosto mais vertical, o que incomoda em viagens longas com adultos.
Há referências de que ela acomoda sem folga pessoas de até 1,75 m quando os passageiros dianteiros têm estatura parecida, e isso dá o tom de quem vai ficar satisfeito ou não.
O túnel central baixo ajuda a levar um terceiro ocupante, mas ele vai disputar espaço lateral e conforto, e é bom ter isso em mente antes de prometer “cinco adultos tranquilos”.
As saídas de ar e as portas USB atrás são pontos a favor, porque mostram preocupação com quem viaja no banco traseiro, mesmo que a arquitetura não favoreça a folga.
Na caçamba, o número é bem objetivo: 980 litros de volume e capacidade de carga citada em 1.015 kg, que atendem bem ao uso misto de lazer e trabalho leve.
A tampa é leve e fácil de manusear, e o conjunto com capota marítima resolve o básico com dignidade, sem obrigar o dono a correr para acessórios logo no primeiro mês.
No fim, a Rampage Laramie 2.2 2026 é um produto que ganhou a coerência que faltava, porque o motor agora combina com a ambição do projeto.
Ela não é a alternativa “raiz” para quem quer chassi, simplicidade e robustez máxima, mas é uma das opções mais fortes para quem quer conforto, tecnologia e torque com consumo baixo.
Por R$ 259.990, a compra ainda é uma decisão emocional, só que agora existe um argumento difícil de derrubar: a Laramie diesel finalmente entrega um conjunto à altura do que cobra.
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