
O Renault Boreal é a atual estrela da marca francesa no Brasil e revela a mudança de posicionamento do fabricante, sediado em Curitiba.
Aqui, novamente na Avaliação NA, o Boreal chega na versão Techno, a intermediária que tem uma pegada mais jovem visualmente e pouco menos generosa em conteúdo.
Com preço sugerido de R$ 199.990, o Boreal Techno avaliado veio com pintura Vermelho Fogo com teto Preto Nacré, que custam individualmente R$ 2.000, fazendo o preço chegar a R$ 203.990.
Além da combinação visual, a versão Techno compartilha com as demais o motor Horse 1.3 TCe de até 163 cavalos e 27,5 kgfm, com caixa de dupla embreagem.
Espaçoso, o SUV médio da Renault busca afirmar-se num segmento altamente disputado, agora eclipsado pela presença de modelos chineses, quase todos eletrificados. Conseguirá?

Detalhes importam
O Boreal Techno tem uma mescla de cor vermelha bem destacada e detalhes em preto brilhante, que dão um ar mais jovial e até esportivo ao modelo.
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A frente com faróis full LED multifacetados e integrados às luzes diurnas superiores e elementos visuais inferiores iluminados deixa a aparência do Boreal bem atraente.
Com boa expressividade, o conjunto frontal chama a atenção de quem está na rua, sendo assim o ponto alto em estilo do Boreal, que também exibe boa área envidraçada.
Tendo colunas D estilizadas, bem como lanternas igualmente chamativas por suas superfícies retilíneas, o Boreal é um carro bonito visualmente e bem equilibrado.
Apenas as rodas escurecidas de aro 18 polegadas com pneus 255/55 R18 é que parecem pequenas demais para uma carroceria projetada para ser visualmente atraente com aro 19.

Sem teto solar panorâmico, opcional de R$ 8.000, o Boreal Techno exibe seu teto preto num belo contraste com a cor da carroceria.
Dentro, o ambiente escurecido não tira do painel estiloso seu brilho, com elementos visuais bem delineados e chamativos, que agradam e colocam o Boreal perto dos irmãos europeus.
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O cluster digital configurável é até um exagero, com cada modo de condução em cor diferente, mas mapa, controle de cruzeiro, conta-giros e minimalista atendem a todos os gostos.
A multimídia com base Google também é bem moderna, com apps integrados ao carro, como a navegação, reproduzida no painel, assim como modos de condução e outras funcionalidades.
Pena a câmera de ré ser simples; porém, os comandos físicos agradam, especialmente o do ar-condicionado dual zone. No console, carregador indutivo e modos de condução se destacam.

A iluminação interna personalizável também contribui para um ambiente agradável, assim como o volante de boa empunhadura e ajuste, com controle de áudio na coluna.
Bem versátil, o interior do Boreal tem bom espaço para as pernas atrás, com encostos ajustáveis e um porta-malas com 522 litros. Tem assoalho móvel, mas a tampa é manual.
Poderíamos terminar aqui, mas não… Nos detalhes, o Renault Boreal ainda deve em qualidade de construção. Rangidos na porta do motorista ao abrir e fechar desagradam.
Pior, o acabamento do espelho da maçaneta traseira do lado direito estava vibrando, fazendo bastante barulho em pisos irregulares. Como já havíamos dito, é preciso atenção nos detalhes…

Economia no foco
Se fica devendo na construção do belo acabamento, o Renault Boreal Techno não fica devendo na mecânica, com o propulsor Horse HR13 trazendo ao SUV desempenho e eficiência.
Com quatro cilindros, turbocompressor e injeção direta de combustível flex, o HR13 tem 1.332 cm³, entregando 156 cavalos na gasolina e 163 cavalos no etanol, ambos a 5.250 rpm.
Já o torque é de 27,5 kgfm nos dois combustíveis, obtido a 1.750 rpm. Essa força chega às rodas por uma caixa automatizada de dupla embreagem EDC de seis marchas.
Com tração dianteira, o Renault Boreal Techno vai de 0 a 100 km/h em 9,5 segundos, com final de 180 km/h, pesando 1.423 kg. Tendo essa relação de peso e potência, o SUV consegue ser bem ágil.

O propulsor garante saídas boas e retomadas pontuais, garantindo conforto ao dirigir, especialmente na cidade, com manutenção de giro baixo e aproveitando bem o torque.
Na estrada, as ultrapassagens e retomadas são feitas com tranquilidade, independentemente do modo de condução escolhido, lembrando que ele tem cinco opções.
Elas são: Eco, Comfort, Sport, Smart e Perso, com a quarta sendo bem interessante. O modo Smart permite uma transição entre as três primeiras opções, de acordo com o peso do pé.
Mesmo no modo Eco, o Boreal responde bem, assim como nos demais, garantindo ainda uma personalização da dinâmica de condução no quinto modo, o Perso.

Há também o modo manual com mudanças nos paddle shifts, podendo assim extrair um pouco mais do bom conjunto mecânico do Renault Boreal Techno.
Na cidade, o consumo foi de 11,4 km/l, enquanto na estrada, a 80 km/h, o SUV fez 21,2 km/l, com 17,6 km/l a 100 km/h e 14,5 km/l a 120 km/h. Números bons para um SUV médio familiar.
Com pneus um pouco mais altos por conta das rodas menores, o Boreal Techno se mostrou um pouco mais confortável em vias de pavimento ruim ou irregular, com boa direção e freios.
Tendo uma boa dinâmica de condução, o Boreal Techno garante desvios de direção e curvas fechadas com tranquilidade, transmitindo uma boa sensação de segurança e controle.

Mesmo na versão Techno, o SUV da Renault conta com controle de cruzeiro adaptativo e reconhecimento de placas, bem como alerta de tráfego traseiro em manobras, entre outros.
O pacote não é tão completo quanto se espera, mas já garante uma assistência ao condutor mais atuante no dia a dia. Não há o que falar do desempenho do Boreal, que cumpre bem sua proposta.
Na média
O Boreal Techno sai por R$ 199.990, fora os opcionais, tendo um bom pacote de equipamentos que, obviamente, não pode eclipsar a versão topo de linha Iconic, mas atende bem.
A única ressalva é para a montagem do acabamento, interno e externo, que precisa melhorar. Quando a Renault acertar isso, o Boreal será o francês que muita gente queria ver aqui no Brasil.

Já no mercado, a vida dele não é fácil, com o Toyota Corolla Cross XRE por R$ 197.190, com motor mais potente, embora não seja turbinado, o que não lhe traz vantagem.
No caso do Jeep Compass Longitude, com pacote Night, custa o mesmo que o Boreal Techno, tendo motor um pouco mais forte, mas com menos espaço interno e porta-malas.
Há também o VW Taos Comfortline, com menos potência e mais rápido, por R$ 199.990, trazendo ainda um pacote ADAS importante e bom espaço interno, mas com menos bagageiro.
O Caoa Chery Tiggo 7 Pro Max Drive é bem mais completo e barato, custando R$ 184.990, tendo ainda um propulsor 1.6 TGDI de 180 cavalos. Nunca andamos, então não podemos avaliar.

Por isso, o Renault Boreal Techno se apresenta bem em um segmento em que, só considerando SUV a combustão, já lhe dá um bom desafio. Vale? Melhorando os detalhes, claro que sim.








































