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Avaliação: VW Virtus Highline TSI tem boa dirigibilidade e economia

Avaliação: VW Virtus Highline TSI tem boa dirigibilidade e economia

Depois do retorno do Polo, sua versão sedã chega ao mercado, mas a situação agora é outra. O nome foi embora e surgiu Virtus, uma nova denominação para um modelo que é um pouco mais do que simplesmente o três volumes do famoso hatch.


Com linhas elegantes e funcionais, o Virtus aparece no momento em que a marca quer virar a página e assumir uma postura mais agressiva, algo que não é de costume da empresa. Para aproveitar a ocasião, a Volkswagen decidiu que não seria apenas um Polo com porta-malas saliente, mas um produto melhor que isso.

Avaliação: VW Virtus Highline TSI tem boa dirigibilidade e economia

Assim, o Volkswagen Virtus aparece como um sedã compacto “grande” com 4,48 m de comprimento e, para corresponder ao acréscimo de tamanho, um entre-eixos mais longo: 2,65 m. Isso deu ao novo carro mais espaço no banco traseiro e um porta-malas de respeitáveis 521 litros.


Tudo isso com a mesma arquitetura do Polo 2019, seja em conteúdo, sofisticação, segurança e performance. Nesse caso, compartilha com o clássico alemão os motores 1.6 MSI e 1.0 TSI. Neste último caso, o usado na Avaliação NA é a versão Highline quase completa, que custa R$ 84.790 (sem incluir a pintura), mas que pode chegar a R$ 87.040 com tudo dentro. E como é no dia a dia?

Avaliação: VW Virtus Highline TSI tem boa dirigibilidade e economia

Por fora….

Com frente de Polo 2019, o Volkswagen Virtus 2018 é uma reprodução do hatch da parte frontal até as colunas B. O design é esportivo e a frente é curta, com balanço igualmente pequeno. Os faróis duplos são agressivos e os LEDs diurnos com os faróis de neblina dão um toque a mais no conjunto.

As rodas de liga leve são exclusivas, embora pareçam muito com as do Polo 2019. Tem um desenho fluído e aro 17 polegadas na versão avaliada, sendo opcionais, é claro. Os pneus são mais largos, uma das poucas diferenças em relação ao hatch.

Avaliação: VW Virtus Highline TSI tem boa dirigibilidade e economia

O material rodante parece grande demais para o sedã e passa a impressão de que o Volkswagen Virtus é menor do que realmente é. Os retrovisores com luzes de direção são pequenos e semelhantes aos do Audi A3 Sedan. O aplique lateral nos para-lamas com a inscrição da versão parece agora padrão nos novos VW, pois também está no Novo Jetta, agora um irmão maior do Volkswagen Virtus.

A silhueta da carroceria, com leve queda sobre a tampa é atraente, assim como o conjunto traseiro com lanternas duplas e escurecidas, bem como os faróis. Elas também lembram o pequeno sedã luxuoso do grupo alemão. O para-choque com detalhes cromados realça o conjunto do Virtus.

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Por dentro….

Mesmo não tendo mais aquele acabamento premium do antigo Polo Sedan, o Volkswagen Virtus Highline 2018 não é de todo ruim nesse aspecto. A nova realidade não emprega materiais nobres ou sofisticados, mas aposta numa impressão visual melhor e em conteúdo high tech para compensar essa redução de custos.

Então, vale adicionar um cluster digital com tela de 10,25 polegadas e mais de 100 configurações possíveis no display, que tem basicamente três padrões de visual, incluindo uma vistosa (apenas no navegador, diga-se de passagem) tela inteira, que chama atenção de qualquer um. Dá um status a mais ao sedã, sendo um item que só existe em modelos mais caros da marca, e também, claro, no irmão Polo. Com alguns toques, muda-se rapidamente o estilo do painel, mas é preciso tempo para decorar tudo…

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A multimídia Discover Media já é conhecida, mas aqui no Volkswagen Virtus Highline 2018 ela tem sensor de aproximação e integração com o Active Info Display, trocando dados com a instrumentação digital.

O sistema Think Blue chama mais atenção pelo visual do que pela funcionalidade, o mapa nativo é muito objetivo, embora o motorista possa usar ainda Google Maps e Waze. Não será por falta de mapa que alguém vai se perder com o Virtus… O pareamento com smartphones é imediato e sem firulas. A câmera de ré tem visualização boa.

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No porta-luvas, CD e duas entradas SD, fora iluminação e refrigeração, o que é bom. O ar-condicionado automático também cumpre bem sua tarefa, assim como as três entradas USB. O apoio de braço ajustável no meio é outro ponto positivo. O volante “do Golf” tem boa empunhadura e ajustes completos, algo que faltou no MSI.

Atrás, o espaço é “para chinês ver”, visto que são eles que andam mandando no alongamento de sedãs ultimamente e o Virtus parece um candidato fortíssimo à cidadania chinesa. É bem amplo mesmo para uma pessoa alta, tendo ainda boa altura e largura suficiente.

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As saídas de ar condicionado traseiras do Virtus dão mais conforto, enquanto as luzes de leitura proporcionam mais comodidade. Já o porta-malas é “para brasileiro ver” com seus 521 litros, mais separador de bagagem, rede, banco bipartido e banco do passageiro rebatível para caber tudo o que for possível dentro, de sacolas de compras do dia a dia ao caiaque do fim de semana.

Com o preço cobrado e a boa impressão que temos do Volkswagen Virtus Highline 2018, alguns itens que faltam poderiam muito bem fazer parte do pacote, tais como rebatimento elétrico dos espelhos, teto solar elétrico, apoio de braço no banco traseiro e ar dual zone, por exemplo, mas infelizmente sabemos que isso colocaria o sedã em rota de colisão com o Jetta antigo e também com o próximo, que deverá ser bem caro.

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Por ruas e estradas….

Era uma vez um up! TSI que mudou a história toda… Pois bem, o que era bom ficou melhor no Golf e posteriormente no Polo 2019, sendo repetido agora a bordo do Volkswagen Virtus Highline 2018. Afinal, depois de três hatches, agora temos um sedã “mil”.

Com seus 4,48 m de comprimento e 1.192 kg, o Volkswagen Virtus 2018 se sente à vontade com o pequeno três cilindros dotado de turbocompressor, intercooler e injeção direta flex. Ou seja, modesto no volume, mas completo no pacote. São 116 cv na gasolina e 128 cv no etanol, além dos ótimos 20,4 kgfm a partir de 2.000 rpm, mas sentidos já aos 1.500 rpm.

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Mesmo apenas com gasolina, o EA211 R3 esbanja desempenho e até dispensa o uso de etanol para fazer algo que surpreenda o condutor. Ele já cumpre muito bem sua missão com o derivado de petróleo, claro, onde exatamente ocorre o ponto de união entre os dois mundos: performance e economia.

Mas, para quem não está acostumado com três pistões subindo e descendo, o 1.0 TSI não esconde sua vibração natural logo que se tira o pé do freio. Não é macio, mas a sensação passa na mesma rapidez com que o ronco grave, misturado com a batida descompassada desse tipo de motor, aparece. Com ela também vem a força e o ganho em velocidade, que empolgam qualquer um. Ainda mais quando se sabe que há um humilde 1.0 sob o capô. O vigor do pequenino contagia.

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O giro sobe rápido, mas as marchas também não demoram e logo já se está rodando a 110 km/h em sexta, com o ponteiro marcando 2.100 rpm no cluster digital. O propulsor casou bem com o câmbio Tiptronic e ambos criam possibilidades que vão da frugalidade ao desempenho com direito a corte de giro.

Não chega a ser necessário intervir nas trocas usando a alavanca ou mesmo os paddle shifts no volante, mas quem quiser ir aos limites do Volkswagen Virtus Highline 2018, os recursos são ótimos, assim como o modo Sport, que faz o ponteiro virtual manter-se sempre no alto. Ao mesmo tempo em que o sedã se torna gostoso de acelerar, ele também confere conforto ao dirigir sem pressa.

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O bom torque em baixa ajuda o motor não ficar gritando em busca de força nas trocas, ele nem mesmo necessita que o condutor afunde o pé para ultrapassagens ou saídas de semáforo, exceto se quiser mesmo deixar muita gente para trás. O tempo de 9,9 segundos de 0 a 100 km/h está bom para as pretensões familiares do Virtus.

Falando em consumo, quer saber quanto ele faz? Bons 11,9 km/l na cidade e ótimos 16,5 km/l na estrada, melhor que o Polo Highline que avaliamos anteriormente. Esse é o melhor de um dos mundos do Virtus, que anda mais do que muito sedã com motor bem maior.

Com o bom conjunto motor/câmbio, o Virtus Highline 2018 tem ainda uma direção elétrica bem confortável e precisa, além de muito progressiva. Os freios atendem bem o conjunto, tendo ainda discos nas rodas traseiras e os assistentes eletrônicos. Como já falamos, a estabilidade em curvas e desvios de direção é um dos pontos de destaque do sedã. Os pneus largos de medida 205/50 R17 ajudam muito nisso.

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Já a suspensão tem uma calibragem boa e filtra bem certas irregularidades e alguns tipos de asfalto, mas diante de buracos e depressões grandes, mostra-se um pouco arredia, pulando com certa frequência. No geral o conjunto agrada, mesmo rodando em bloquetes e paralelepípedos. Asfaltos ruins também não são páreos, apenas fica a dica diante dos famosos e terríveis buracos.

Carregado com lotação máxima e algumas bagagens, o Volkswagen Virtus Highline TSI se comporta bem e não fica pedindo marcha para poder deslocar o peso extra. O 1.0 TSI sobra mesmo nessa situação, enquanto a condução se mantém firme e agradável. No geral, agradou muito.

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Por você….

O Volkswagen Virtus 2018 é uma alternativa não apenas boa, mas atraente para quem busca um sedã compacto com espaço de médio e mais, também com o melhor de dois mundos, proporcionado pelo motor 1.0 TSI e agora com o câmbio Tiptronic, que mesmo não sendo um DSG, cumpre bem sua tarefa.

Nessa versão Highline, o Virtus é tentador com o conjunto completo, mesmo sem os bancos em couro. O Active Info Display, bem-casado com a Discover Media, forma um casal que o condutor e passageiros vão admirar por um bom tempo.

Pena que muitos itens que deveriam ser de série em um carro de R$ 80.000 são opcionais. Não dá para deixar de pensar que até mesmo os sensores de estacionamento, chuva e faróis não vêm de série. Como assim? Mas o pior mesmo é a falta de um indicador de pressão dos pneus, um item que se tornou de fábrica na concorrência, que ainda tem Start&Stop, embora o Virtus TSI não exija tanto tal recurso para ser econômico.

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Porém, o preço que pode chegar a R$ 87.040 completo, acaba se tornando um empecilho se o comprador visualizar o segmento médio, que naturalmente tem mais recursos. A diferença é pequena e ele já fica mais caro que algumas opções de segmento superior.

De todo modo, cada um sabe o que é melhor para si e escolher o Volkswagen Virtus Highline 2018, desde que completo, não será nada ruim. Afinal, tem itens exclusivos, anda bem, bebe pouco e ainda por cima oferece o espaço que muitos desejam.

Medidas e números….

Ficha Técnica do Volkswagen Virtus Highline 200 TSI 2018

Motor/Transmissão

Número de cilindros – 3 em linha, turbo, flex

Cilindrada –999 cm³

Potência – 116/128 cv a 5.500 rpm (gasolina/etanol)

Torque – 20,4 kgfm a 2.000 rpm (gasolina/etanol)

Transmissão – Automática com seis marchas e mudanças manuais na alavanca e paddle shifts

Desempenho

Aceleração de 0 a 100 km/h – 9,9 segundos (etanol)

Velocidade máxima – 194 km/h (etanol)

Rotação a 110 km/h – 2.100 rpm

Consumo urbano – 11,1 km/litro (gasolina)

Consumo rodoviário – 16,5 km/litro (gasolina)

Suspensão/Direção

Dianteira – McPherson/Traseira – Eixo de torção

Elétrica

Freios

Discos dianteiros e traseiros com ABS e EDB

Rodas/Pneus

Liga Leve aro 17 com pneus 205/50 R17

Dimensões/Pesos/Capacidades

Comprimento – 4.482 mm

Largura – 1.751 mm (sem retrovisores)

Altura – 1.472 mm

Entre eixos – 2.651 mm

Peso em ordem de marcha – 1.192 kg

Tanque – 52 litros

Porta-malas – 521 litros

Preço: R$ 79.990 – Versão avaliada: R$ 84.790

Volkswagen Virtus Highline TSI 2018 – Galeria de fotos

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