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Avaliação: Volkswagen Virtus MSI pede câmbio automático dos hermanos

Avaliação: Volkswagen Virtus MSI pede câmbio automático dos hermanos

O Volkswagen Virtus começa sua jornada comercial com duas propostas bem distintas. A primeira leva um bom conteúdo, com motor pequeno, potente e econômico, mas somente automático.


Na outra ponta, uma configuração mais tradicional, digamos, popular. Um motor de tamanho médio e um ambiente simples, funcional e espaçoso, porém, apenas com câmbio manual. É nesse espaço que se enquadra a versão MSI, que leva o motor de mesma designação comercial na Volkswagen.

Avaliação: Volkswagen Virtus MSI pede câmbio automático dos hermanos

Custando R$ 59.990, o Virtus MSI chegou com um preço que, ao ser revelado, não surpreendeu. Com apenas dois pacotes de opcionais, ele nem chega a R$ 63 mil e parece indicar que falta algo. E realmente isso fica evidente quando se observa a diferença de preço para a versão Comfortline. Sim, o que falta mesmo é um câmbio automático e a lacuna é totalmente preenchível.


Intermediário nato entre Voyage, na base de entrada, e Jetta, no segmento médio, o Virtus tem tudo para vender bem, ou melhor, quase tudo. E no mercado? Em fevereiro, seu primeiro mês, o sedã compacto “grande” vendeu 1.455 exemplares, o que lhe rendeu a 29ª posição entre os automóveis.

Avaliação: Volkswagen Virtus MSI pede câmbio automático dos hermanos

Por fora….

Simples e funcional, o Volkswagen Virtus MSI tem um desenho elegante e conservador, sem abusar de modismo ou linhas agressivas para chamar a atenção, diferente de seu concorrente mais recente, o Fiat Cronos.

Discreto, o sedã não consegue esconder o seu tamanho maior, ainda mais com a traseira bem proeminente e um entre-eixos longo bem aparente. Ainda assim, a frente exibe alguns elementos mais joviais como herança do Polo, enquanto a traseira é comportada, mas não sem graça como alguns hatches que viraram sedã no passado. O Virtus nasceu para ser sedã.

Avaliação: Volkswagen Virtus MSI pede câmbio automático dos hermanos

Nesta versão MSI, tem faróis com máscara negra e uma grade estreita com friso cromado simples. Rodas de liga leve aro 15 polegadas fazem parte do pacote de opcionais mais completo, que custa R$ 2.950. Aplique lateral MSI identifica a versão, enquanto os retrovisores dispensam repetidores de direção. Vincos pronunciados nas laterais reforçam as linhas do produto.

Na traseira, o porta-malas é proeminente, mas não de forma exagerada, como ocorre no Nissan Versa. Graças aos 2,65 m de entre-eixos, essa parte da carroceria não chega a ficar tão evidente. As lanternas seguem um estilo que a VW compartilha com outros carros, lembrando de Audi A3 Sedan até o novo A6, além de ser quase igual ao do Novo Jetta.

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Por dentro….

O ambiente é funcional e bem simples. Apesar disso, não é de todo cansativo. O quadro de instrumentos é completo e de boa visibilidade. Já o sistema de áudio Composition Touch que vem no pacote de opcionais Connect, traz Google Android Auto, Apple Car Play e MirrorLink, podendo assim utilizar-se os apps Waze, Maps e o WhatsApp.

Ele tem entradas USB no painel e no suporte para celular, onde o carregamento é mais rápido. Bluetooth também está integrado e o volante, de acabamento fosco, tem comandos de mídia e telefonia. Os bancos têm padronagem agradável e conforto aceitável para sua proposta. O painel tem muitos plásticos duros, como é de praxe, infelizmente, assim como tom de cinza fosco na parte central.

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Com vidros elétricos nas quatro portas e travamento central, o Volkswagen Virtus MSI parece atender bem em termos de comodidade, mas isso não ocorre. Como já falamos na avaliação do Polo MSI, alguns itens faltantes deverão chegar mais adiante como “novidades” de ano/modelo.

Nisso, o Volkswagen Virtus MSI peca por não ter retrovisores elétricos e nem coluna de direção ajustável. Não adianta buscar nos opcionais, pois não estarão lá. Para um carro de mais de R$ 60 mil, completamente imperdoável.

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Podia ser simples? Sim, mas não exagerar em itens necessários. Basta olhar para o teto e ver as luzes leitura de (4), espelhos iluminados nos para-sóis e porta óculos, para perceber um contraste absurdo na proposta do MSI. O Polo MPI segue a mesma tocada…

Se faltam itens importantes como esses, sobra espaço. Atrás, o Volkswagen Virtus MSI se candidata a carro de aplicativo, táxi e de família com pessoas altas. A altura interna é boa e o vão entre os bancos para as pernas é generoso. O mesmo em relação ao bagageiro, que tem bons 521 litros.

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Por ruas e estradas….

Quando a Volkswagen decidiu trocar o EA111 1.6 8V pelo EA211 1.6 16V, acreditava-se que este motor não renderia muito bem devido ao torque obtido em 4.000 rpm ante os bons 2.500 rpm do antigo. Bom, nunca foi de todo ruim, mas na calibração atual, esse propulsor ficou mais esperto.

Em um Polo MSI, por ser menor e mais leve, evidentemente ele faria bem. Mas no Volkswagen Virtus MSI, ele mostra que tem disposição para empurrar os quase 4,5 m que, no entanto, pesam pouco mais de 1,1 mil kg. O EA211 “MSI” agradou não só no desempenho urbano, mas também no rodoviário e, de quebra, se mostra econômico.

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Com 110 cv na gasolina (117 cv quando abastecido com etanol) e 15,8 kgfm a 4.000 rpm (16,5 kgfm no etanol), o Virtus revela ser um carro bem ágil no dia a dia. Apesar da rotação alta, o motor entrega uma boa parte dessa força em baixa, garantindo assim fôlego para saídas adequadas e uma condução sem vacilos.

O vigor chega a lembrar o de um motor de três cilindros, o que é bom para o conforto ao dirigir. Mas, é claro, está longe de obter respostas como o 1.0 TSI em rotações mais elevadas. Diferentemente deste, que tem turbo e injeção direta, o 1.6 MSI sente assim falta de ar quando o assunto é subir uma serra, por exemplo. O giro vai lá para cima também, isso infelizmente é uma característica de todo motor aspirado, não tem jeito.

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De qualquer forma, a boa relação de marchas do câmbio MQ-200, não deixa o EA211 ficar totalmente na mão e proporciona um desempenho adequado em várias situações, inclusive com lotação completa e mais bagagem.

Rodando livremente, ele aponta para 3.000 rpm aos 110 km/h. Basta uma subida longa ou ultrapassagem para se chegar aos 4.000 rpm, mas, ainda assim, cumpre o que promete. No consumo, com gasolina, fizemos 11 km/l na cidade e 15,1 km/l na estrada, um resultado bom no segundo caso, embora em ciclo urbano não tenha sido de todo ruim para uma cidade litorânea.

O câmbio é gostoso. Curto, macio e preciso. A embreagem também corresponde. Só a posição de dirigir é que precisa de ajuste na coluna de direção, pois fora isso, é correta. O nível de ruído a bordo é aceitável e a visibilidade idem. Já a direção elétrica tem boa progressividade e leveza quando necessário. Nas manobras, há o auxílio do sensor de estacionamento.

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Bem equilibrado, o conjunto da MQB no Volkswagen Virtus MSI proporciona uma boa dirigibilidade. A suspensão tem mais compromisso com o conforto, mas senta o carro bem nas curvas.

O controle dinâmico no geral é igualmente eficiente, com saída de traseira mínima e praticamente sem a necessidade de uso do controle de estabilidade (opcional junto com controle de tração, bloqueio eletrônico do diferencial e assistente de partida em rampa).

Buracos e pisos irregulares – e até estradas de terra – não são problema para o Volkswagen Virtus MSI, que foi projetado de fato para enfrentar o que temos por aqui. Os freios, mesmo sem os discos traseiros do TSI, atendem de forma correta.

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E o que falta? Além dos itens mencionados, mais atenção da VW para com esta importante versão do Virtus. Custando menos de R$ 63 mil “completo”, o sedã pode oferecer um câmbio automático Tiptronic de seis marchas, como oferecido agora na Argentina.

Adicionando-se a média de R$ 5.000 desse tipo de equipamento, mais retrovisores elétricos e coluna ajustável, além de apoio de braço central e o útil piloto automático, poderia custar menos de R$ 70 mil completo. Isso atenderia os clientes PCD e pessoas que precisam de um sedã automático, especialmente taxistas ou “ubers”.

Até R$ 65 mil, seria um preço interessante para uma proposta que só os argentinos receberam, conforme publicado recentemente. O motor EA211 não teria problemas com esse tipo de câmbio, embora a aceleração acabaria acima de 10 segundos, no mínimo. Em busca de conforto, esse seria o preço a pagar.

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Por você….

Para quem não liga para a falta de um câmbio automático e ainda não quer ver o preço disparar com opcionais demais, o Volkswagen Virtus MSI é uma proposta interessante. A diferença para o básico não chega a R$ 3 mil e torna o pacote atrativo pelos itens de segurança e conectividade, lembrando ainda que o sedã já vem com quatro airbags.

Ele também já vem com vidros e travas elétricas, bem como ar-condicionado e a direção elétrica. Depõe contra a falta de ajustes elétricos nos espelhos exteriores e a coluna ajustável. Até poderia ter mais equipamentos, mas, por ora, a simplicidade é levada nesse nível.

Avaliação: Volkswagen Virtus MSI pede câmbio automático dos hermanos

O desempenho agrada devido ao tamanho dele, mas realmente seria interessante um câmbio automático como opção mais simples, algo na casa dos R$ 65 mil sem o pacote Connect. Isso pode acontecer mais adiante, como também a introdução de mais conteúdo.

Por enquanto, a VW está preocupada em vender mais as versões com motor TSI, inclusive com a introdução de mais um pacote de equipamentos na Comfortline. Bom, mas e o MSI, vale a pena? Entre virtudes e pecados, essa versão do Virtus tende muito mais para o primeiro. Então, a resposta é sim.

Medidas e números….

Ficha Técnica do Volkswagen Virtus 1.6 MSI 2018

Motor/Transmissão

Número de cilindros – 4 em linha, flex

Cilindrada – 1598 cm³

Potência – 110/117 cv a 5.750 rpm (gasolina/etanol)

Torque – 15,8/16,5 kgfm a 4.000 rpm (gasolina/etanol)

Transmissão – Manual de cinco marchas

Desempenho

Aceleração de 0 a 100 km/h – 9,8 segundos (etanol)

Velocidade máxima – 195 km/h (etanol)

Rotação a 110 km/h – 3.000 rpm

Consumo urbano – 11,0 km/litro (gasolina)

Consumo rodoviário – 15,1 km/litro (gasolina)

Suspensão/Direção

Dianteira – McPherson/Traseira – Eixo de torção

Elétrica

Freios

Discos dianteiros e tambores traseiros com ABS e EDB

Rodas/Pneus

Liga Leve aro 15 com pneus 195/65 R15

Dimensões/Pesos/Capacidades

Comprimento – 4.482 mm

Largura – 1.751 mm (sem retrovisores)

Altura – 1.472 mm

Entre eixos – 2.651 mm

Peso em ordem de marcha – 1.134 kg

Tanque – 52 litros

Porta-malas – 521 litros

Preço: R$ 59.990 – Versão avaliada: R$ 62.940

Volkswagen Virtus MSI 2018 – Galeria de fotos

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