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Avaliamos o JAC iEV4 – Sedã elétrico chinês tem bom custo por km, mas pouca autonomia

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Nos mercados mais maduros, o carro elétrico ainda luta para se fixar no mercado, embora com bons exemplos de sucesso entre os poucos fabricantes que decidiram se arriscar no segmento.



O Brasil, infelizmente, não acompanhou essa evolução por fatores relacionados com o sistema elétrico nacional e uma política focada no consumo de etanol, coisas que têm sido determinantes para evitar a entrada em maior quantidade deste tipo de veículo, que sem incentivo fiscal não poderia ser vendido por um preço competitivo.

Não há uma política nacional para carros elétricos e híbridos, o que dificulta a venda destes carros ecológicos. Só o IPI da categoria é de 25%, muito além até mesmo de carros com motores grandes que bebem apenas gasolina. Sem opção, o consumidor brasileiro apenas observa a evolução do segmento no mercado internacional.

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No entanto, algumas marcas presentes no Brasil não se deixam intimidar e apresentam suas tecnologias no segmento de carros elétricos. Uma delas é a JAC Motors. Na China, existem bons incentivos fiscais para veículos movidos por energia elétrica, mas o custo sem os benefícios mostra que mesmo lá, o valor sem ajuda é enorme.

O JAC iEV4, por exemplo, tem preço sugerido de 169.800 yuans ou R$ 88.126. O valor é bem alto para a realidade chinesa e também a brasileira. A empresa decidiu traze-lo para expor no Salão do Automóvel e agora o está fornecendo para a imprensa especializada avaliar sua performance. Embora comum na China, aqui o sedã elétrico se torna uma celebridade.

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Por fora…

Baseado no J3 Turin, o JAC iEV4 compartilha muito do sedã vendido no mercado nacional. Visualmente quase não dá para distinguir um do outro. Personalizado, esse estranho “J3 elétrico” chamou atenção por onde andou e foi uma grata surpresa para muitos.

Na frente, o conjunto ótico com faróis de máscara negra é o mesmo do J3 Turin, assim como a grade com friso cromado e o para-choque com faróis de neblina. As rodas não são de liga leve aro 15 como no sedã normal, sendo de aço com calotas e aro 14. Os pneus são 175/65 R14.

O JAC iEV4 mantém os detalhes gerais do Turin, tendo ainda lanternas bipartidas e o mesmo para-choque traseiro. O emblema “IEV4” vai estampado na tampa do porta-malas, o único indicativo original do veículo.

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A pintura foi feita especialmente para o Brasil, sendo branca na parte inferior e azul mais acima. Desenhos alusivos à ecologia, meio ambiente e sustentabilidade podem ser observados na personalização do veículo. A designação iEV significa “Intelligent Electric Vehicle”. Esse veículo elétrico inteligente possui ainda outra peculiaridade.

Existem dois bocais de reabastecimento. Ou melhor, carregamento das baterias, que são duas – uma fica sob o banco traseiro e outra sob o assoalho do porta-malas. Do lado esquerdo, fica o conector para fonte externa 110/220V. Ela tem abertura interna e o plugue vem com um totem-adaptador. Do outro lado, há o conector do carregador rápido, não existente no Brasil.

Carregar o JAC iEV4 é uma tarefa muito simples. O totem-adaptador é ligado diretamente na tomada doméstica e no outro extremo, um cabo de alta tensão com dois plugues (amarelo no veículo e verde no totem) é conectado ao veículo. Uma luz vermelha indicando a conexão é acionada no painel e uns 2 segundos depois outra amarela informa que o carregamento está em andamento. Quando está com 100%, o sistema desliga a conexão, mesmo com o plugue preso ao carro.

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Por dentro…

Por dentro, o JAC iEV4 apresenta acabamento em tons de preto na parte superior de portas e painel e bege claro na parte inferior e assentos, que são revestidos em couro com o nome iEV4 bordado nos encostos. Destaque para a alavanca de marchas (apenas D, N e R) com acabamento cromado.

O cluster é o mesmo do primeiro J3 Turin vendido no Brasil. Ele apresenta um conta-giros central que não marca exatamente a rotação do motor elétrico, baseando no que o velocímetro indica. O nível de combustível agora marca o nível de carga das baterias. Do outro lado, um econômetro indica o modo de condução do veículo. Um display digital apresenta hodômetro, posição de marcha e percentual de energia.

Ao centro, um display multimídia touchscreen chama a atenção. Feito para o mercado chinês, ele não apresenta navegador GPS funcional e tem até TV digital, que não funciona direito aqui. Há funções de rádio, mídia e telefonia. Não há câmera de ré, portanto, sem imagens da traseira. Mas o JAC iEV4 conta com sensor de estacionamento, o que ajuda bastante em manobras. Há dificuldade em conectar aparelhos móveis via Bluetooth.

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No diminuto porta-luvas há três cabos, dois deles no padrão USB. De resto, ele é um J3 Turin feito para a China. O espaço interno é o mesmo, apesar de que há uma diferença na qualidade do acabamento, notadamente melhor nos carros vendidos no Brasil. Infelizmente, não havia airbag duplo ou ABS na unidade testada.

Com foco no meio urbano, o JAC iEV4 não apresenta um porta-malas generoso. Os 490 litros originais foram bastante reduzidos com a presença de uma das duas baterias de íons de lítio e fosfato de ferro. Ainda assim, o espaço dá para pequenas compras de supermercado.

O estepe foi colocado sem um local adequado. Se fosse vendido, a JAC Motors bem que poderia instalar um calibrador elétrico e um reparador de pneus, ampliando o volume para bagagens. A pergunta que muitos fizeram foi: “E dá para viajar com ele?”. A resposta vem a seguir…

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Por ruas e estradas…

Não, não dá para viajar. Pelo menos não como a maioria deseja. O JAC iEV4 é um carro elétrico e tem autonomia limitada. Além disso, o tempo de recarga não é o mesmo que encher o tanque de gasolina ou etanol para seguir viagem. O foco é uso urbano, no dia a dia. Nesse ambiente, o sedã elétrico chinês vai muito bem.

Para sair com o JAC iEV4, o condutor precisa girar a chave até o primeiro estágio, quando as luzes do painel e os sistemas do carro são ativados. Depois, gira-se para o segundo estágio, que seria a partida em carros comuns. A palavra “Ready” se acende no painel e o sedã elétrico já está pronto para rodar. Essa partida precisa sempre ser feita em Neutro.

O motor elétrico tem potência equivalente a 27 cv e com pico máximo de 57 cv. Os dados não são exatamente confiáveis, pois há várias fontes da JAC Motors na China e cada uma menciona um valor diferente. O torque de modo geral é anunciado como sendo de 17,3 kgfm.

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Com torque de motor 2.0, o pequeno JAC iEV4 tem respostas imediatas ao acelerador, já que toda a força é despejada ao pressionar o pedal. Um leve zunido pode ser ouvido, mas o ruído dos pneus interrompe o quase silêncio. As retomadas são satisfatórias. A impressão é parecida com a de andar em um trólebus. Não há engasgos e a aceleração é gradual e suave.

O JAC iEV4 não tem modo Boost como o indiano Reva, por exemplo, mas não faz feio em subidas íngremes, apesar de seu limite ser de 25% de inclinação, segundo dados do fabricante. Rodamos com o carro cheio e mais bagagens no diminuto porta-malas. O modelo não se ressentiu da carga extra e rodou com desenvoltura. Apesar dos 1.200 kg, parece que o JAC iEV4 pesa muito menos que o J3 Turin.

Para um rodar econômico, recomenda-se andar sempre na faixa amarela do econômetro, presente do lado direito do quadro de instrumentos. Em frenagens suaves, o ponteiro desce para a faixa azul, indicando uma recuperação de energia. Não verificamos isso ao descer a Rodovia dos Imigrantes, no litoral paulista, por exemplo. Ou seja, funciona mais no anda e para. Já a faixa vermelha é dificilmente alcançada no dia a dia, a menos que se queira ir até o limite do veículo.

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A suspensão é calibrada para o consumidor chinês e isso significa ter um carro muito mole nas mãos. Buracos, paralelepípedos, asfaltos defeituosos, ruas de terra e bloquetes, por exemplo, são muito bem filtrados pelo conjunto, mas a estabilidade fica bem comprometida. Não convêm abusar nas curvas.

Os freios são pouco eficientes e a direção elétrica é bastante leve e apresenta certa progressividade em velocidades mais altas. O nível de ruído é ótimo, mas o ar condicionado joga totalmente contra. Ele faz um barulho bem maior do que o visto no J3 Turin e chega a imitar um incômodo ruído de turbina… No entanto, ele cumpre com excelência seu papel, gelando muito o interior.

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A preocupação com a energia

Talvez o maior temor a bordo de um carro elétrico seja a autonomia. O medo de ficar sem energia é grande, especialmente quando se está rodando na estrada. No trânsito urbano, o JAC iEV4 apresenta um bom alcance, podendo ser usado por uns dois dias para ir e voltar do trabalho/escola, tendo ainda alguma reserva para ir ao shopping, academia ou supermercado.

A JAC Motors fala em autonomia entre 100 e 120 km. Não conseguimos rodar tudo isso. Um estudo americano indica que a maioria das pessoas roda em média 60 km todos os dias. Mas há um importante detalhe. Abaixo de 25%, o nível de carga cai rapidamente e em poucos quilômetros o veículo fica completamente sem energia.

Por isso, o recomendável é manter a carga sempre em bom nível. O carregamento completo dura 8 horas (220V, mas com 110V, o tempo aumenta para 12 horas), mas na prática, com as baterias quase zeradas, completou apenas 55% em 9 horas em tomada 220V. Quando o nível está em torno de 30%, o tempo de recarga cai para menos de 8 horas.

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Se o trajeto do dia a dia não for como a média americana, então não há porque temer de ficar na rua. Com um carregador rápido, as baterias poderiam ser completadas em 2,5h, segundo dados do fabricante chinês.

Na estrada, por exemplo, a coisa muda de figura. Em nossa viagem da JAC Motors, em São Paulo capital, até o Guarujá, localizado na Baixada Santista, tivemos de ficar com os olhos bem atentos ao display digital com o percentual das baterias.

O percurso de menos de 100 km foi feito em velocidades de 80 a 90 km/h. A descida da Imigrantes foi favorável ao JAC iEV4, que chegou ao destino com 38% de carga. No entanto, o elétrico chinês não aproveitou a recuperação de energia na descida da Imigrantes, mantendo a carga sempre em 57%.

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Na subida, enfrentamos muito trânsito e chegamos com a bateria quase zerada ao destino. Por isso reiteramos que o foco do JAC iEV4 é o uso urbano, sem pretensão nenhuma de pegar estrada. Ele cairia bem como carro do dia a dia, pois na capital paulista, por exemplo, está isento de rodízio.

Por onde andou, o JAC iEV4 chamou a atenção, inicialmente pelo visual, mas muitos o identificaram como elétrico por causa do termo “Intelligent Electric Vehicle”. Após uma rápida explicação sobre o carro e sua limitação, tendo como foco a cidade, a maioria das pessoas afirmou que gostaria de ter um na garagem e se livrar dos postos de combustíveis, embora o custo da energia elétrica no Brasil esteja subindo tanto que em breve pode ser que a vantagem do elétrico não seja mais tão grande, em termos financeiros.

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Por você…

Para quem mora em casa, o JAC iEV4 seria uma boa opção, pois pode ser recarregado facilmente através de um totem-adaptador que conecta o veículo ao sistema elétrico residencial com 110/220V sem precisar de alterações na instalação.

No caso de edifícios, a questão é mais complicada. Uma instalação específica para carregamento, com posterior rateio do custo entre os interessados, seria a única alternativa para contornar esse problema físico.

Isso livraria o condomínio de arcar com esse custo adicional. Mas isto é algo que alguns empreendimentos mais recentes já estão fazendo, criando pontos de recarga para seus moradores ou locatários, no caso de prédios comerciais. E o custo? A JAC Motors na China revela um gasto de 15 kWh a cada 100 km rodados.

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Pegando esse consumo, o JAC iEV4 tem uma média de 6,67 km/kWh. O custo médio (com impostos) do kWh na região do litoral paulista (CPFL) é de R$ 0,55. Nesse caso, o gasto para se rodar 100 km com este sedã elétrico seria de R$ 8,25. Ou seja, R$ 0,0825 por km.

Já o J3 Turin 1.5 JetFlex, por exemplo, tem consumo médio de 7,45 km/litro com etanol, cujo preço médio é de R$ 2,04 em São Paulo, o custo para rodar os mesmos 100 km seria de R$ 27,38 ou R$ 0,2738 por km. Ou seja, o elétrico teria um custo 3,31 vezes menor.

Caso seja abastecido com gasolina, cujo preço médio em SP é de R$ 3,18, o sedã da JAC teria um custo de R$ 30,89 ou R$ 0,3089 por km rodado, tendo como base um consumo médio de 10,3 km/litro. Assim, o J3 Turin JetFlex tem consumo 3,74 vezes maior que o iEV4. Além disso, a conta pode ficar mais barata se o carregamento fora do pico de consumo de energia elétrica, conforme resolução da Aneel.

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Infelizmente, sem incentivos fiscais, não dá para ter um JAC iEV4 no Brasil. Se o preço de custo do veículo fosse de R$ 88.126, a JAC Motors teria de recolher 35% de II, 25% de IPI e mais 30% de IPI majorado, a menos que o modelo fosse produzido futuramente no Brasil, entrando assim nas cotas de isenção.

Assim, ele custaria R$ 140.000 sem o IPI majorado. Com este, o valor chegaria a R$ 167.500. Preços proibitivos para qualquer interessado. Conversamos com alguns taxistas de São Paulo, que rodam em média 250 km por dia. No caso de um JAC iEV4, seria fundamental para eles ter estações de recarga rápida nos pontos, onde o tempo de espera por outra corrida gira em torno de 15 minutos.

O pequeno limite das baterias do JAC iEV4 ainda é um fator negativo em sua concepção. Mas se o uso for para o dia a dia urbano de um consumidor comum, então o sedã elétrico da JAC Motors seria uma opção bastante viável. É claro, levando-se em consideração suas condições de moradia (casa/sobrado/condomínio com pontos de recarga) do proprietário e seu itinerário.

Medidas e números…

Ficha Técnica do JAC iEV4

Motor/Transmissão
Elétrico
Potência – 57 cv (pico máximo)
Torque – 17,3 kgfm
Transmissão – Duas velocidades (Drive e Ré)

Desempenho
Aceleração de 0 a 100 km/h – ND
Velocidade máxima – 110 km/h
Consumo – 6,6 km/kWh
Autonomia – 100-120 km

Suspensão/Direção
Dianteira – McPherson/Traseira – Dual Link
Hidráulica

Freios
Discos dianteiros e tambores traseiros

Rodas/Pneus
Aço com calotas aro 14 com pneus 175/65 R14

Dimensões/Pesos/Capacidades
Comprimento – 4.190 mm
Largura – 1.650 mm (sem retrovisores)
Altura – 1.445 mm
Entre-eixos – 2.400 mm
Peso em ordem de marcha – 1.200 kg
Porta-malas – ND
Bateria – 19 kWh – Lítio e Fosfato de Ferro
Preço China (sem incentivos fiscais) – 169.800 yuans (R$ 88.126)

Galeria de fotos do JAC iEV4:

4.0

  • David

    Eu só não entendi a utilidade do conta giros mas enfim. E voces não ficaram com medo de serem pegos por estar com um carro “ilegal” em uma via pública?

    • Victor Motter

      não tem nada de ilegal andar em um carro com propulsão elétrica

      • David

        Mas sem placa de identificação e documento de rodagem sim…

        • Victor Motter

          mas com um documento previamente feito pela concessionária pode rodar sim .. rodei com um quando comprei meu carro até ficar pronta a papelada e placa também , só não pode sair da cidade

          • David

            É você não entendeu o que eu quis dizer… Lamentável.

          • Janduir

            Até onde sei, tem que sair da loja direto para o detran… ao menos aqui em SP…

            • Lo Chun Man

              na verdade, a lei prevê 30 dias para o emplacamento, e rodar nesse periodo, pode ser feito com a nota fiscal de compra

              • Janduir

                Consultei a resolução do Contran e diz o seguinte: Art. 4. Antes do registro e licenciamento, o veículo novo. nacional ou importado que portar a nota fiscal de compra e venda ou documento alfandegário poderá transitar:
                I – do pátio da Fábrica, da Industria Encarroçadora ou concessionária e do posto Alfandegário, ao Órgão de Trânsito do Município de destino, nos quinze dias consecutivos à data de carimbo de saída do veículo, constante na Nota Fiscal ou documento Alfandegário correspondente;
                Art. 5. Pela inobservância desta Resolução, fica o condutor sujeito à penalidade constante do Artigo 230, inciso V, do Código de Trânsito Brasileiro.”

                Resumo: 15 dias, mas tem que circular da css ao detran… Ou seja, o veículo rodar sem placas a não ser que seja para ir ao detran, está cometendo infração… e pode ser guinchado.

    • Marcos Poa

      Entendo que deveria estar com a placa verde de montadora… Não são assim feitos os testes?

    • Diggo

      Bem lembrado David. Andar com carro sem placas é ilegal.

  • Minerius Valioso

    Fiquei tão animado até ver o preço final do carro…

    E assim o governo federal vai continuar atendendo a interesses de usineiros vagabundos.

    • Louis

      Se este fosse um país sério, haveria incentivos para geração de eletricidade residencial, com painéis solares, que já estão se desenvolvendo em alguns países. Mas acho que não tem interesse do desgoverno banânio, pois seria difícil cobrar imposto de uma energia gerada na própria residência, pela luz solar. Por isso, continuaremos vivendo nesta bos…arcaica, país sem futuro.
      E viva o aumento de mais de 50% na energia!

      Complementando: já li a respeito que há meia dúzia de corajosos brasileiros que investiram na geração de energia solar, durante o dia a residência alimenta a rede com o excedente, obtendo “crédito” para usar energia da rede durante a noite. Mas li que há uma imensa “má vontade” das operadoras em reconhecer este crédito de energia. Ou seja, aventurar nesse ramo hoje pra tentar ser ecologicamente correto é arrumar “sarna pra se coçar”.

  • Chega_de_Ignorância

    Avaliação interessante!
    Eu penso que, do jeito que os motores estão evoluindo, especialmente os turbinados com injeção direta e comandos variáveis, dentre outras tecnologias, como aços resistentes e materiais leves, podemos ter carros urbanos supereconômicos, como um carro do tamanho de um Smart, 3-cilindros, algo como 600 cilindradas, turbo e transmissão automatizada ou CVT, sempre movido a gasolina e com peso bem contido. Um carro com um tanque de 35 L capaz de rodar 700 km em cidade (35 x 20 km/L). Todos os periféricos, naturalmente, movidos por um sistema elétrico.
    O porém é a gasolina alcoolizada que há hoje no Brasil, a qual deveria invariavelmente ser melhorada e/ou haver a opção de gasolina em nível europeu, com algo como 10% de álcool, mantendo-se o nível de octanagem, ou alguma medida semelhante.
    Os elétricos são mais caros pra produzir, têm baixa autonomia (pra rodar 700 km na cidade um elétrico vai custar quanto?), são mais caros pra comprar e a energia elétrica está ficando quase que inviável!

    • Angelo_RSF

      Eu concordo com você mas acredito que o futuro à médio longo prazo pertence aos carros elétricos por algumas razões dentre as quais:
      1) Ao contrário de outras épocas em que se temia o fim do petróleo , hoje a pressão é ambiental/saúde pública. O carro elétrico é uma opção para evitar a concentração de poluentes nos centros urbanos.
      2) O carro elétrico seria mais barato de fabricar que o carro a combustão devido ao custo das baterias…mas devido ao impulso gerado pela industria de eletrônicos (smartfones, tablets, notebooks) a cada dia surgem pesquisas de novas tecnologias que prometem aumentar e baratear as baterias, o que por tabela aumentará a viabilidade do carro elétrico.
      3) Quanto a geração de energia, na Europa já se planeja a geração de energia elétrica através de geradores de fusão nuclear de forma limpa…ainda demora mas é a tecnologia do futuro.

      • Marcos Poa

        Acho que o Brasil tão cedo não incentivará carros elétricos pelos seguintes motivos: 1) o custo da energia no país depende muito da natureza e sua boa vontade com chuvas, etc. 2) o governo não poderia taxar tanto a energia elétrica quanto faz com a gasolina, devido ao custo social da medida 3) o que se faria com o pré-sal e a Petrobras, apregoados como a redenção do país, bem ao estilo venezuelano.

        • zeuslinux

          No Brasil eu apostaria muito mais nos carros híbridos, que poderiam unir economia de combustível, menos poluição nos trechos urbanos, downsizing (o motor a combustão pode ser menor porque pode ser ajudado pelo elétrico nas acelerações) e possibilidade de uso em estradas por longas distâncias.

  • BillyTheKid

    O preço desse carro é totalmente absurdo. Mesmo sem contar impostos, com R$ 90 mil você compra, por exemplo, um Focus 2.0 muito mais equipado, potente e com maior autonomia, e ainda sobra mais de R$ 10 mil pra você pagar gasolina pra uns 30.000km.

    Fico mais decepcionado com esses carros elétricos caros e depenados do que com os carros populares do nosso país. Pelo menos os populares vêm com ABS e airbags e você pode viajar com eles…

    • Cyro

      ou então compra um J3 por uns 40k e usa os outros 50 mil para pagar gasolina pro resto da vida

      • jkpops

        Na verdade meu caro o problema não é a JAC e sim o FDP do nosso governo Que não dá nenhum incentivo e sim tenta a todo custo fazer com que as montadoras desistam de carros elétrico ou qualquer outro veiculo que não necessite de gasolina ou álcool pra rodar procure na internet sobre o engenheiro chambrin e verá que história tenebrosa para um homem que conseguiu fazer um corcel rodar com 50% de água e 50% de álcool.

  • Rodrigo

    Além do preço proibitivo, outro fator que pesa contra é essa carroceria enfeitada.
    Claro que, por se tratar de um carro de divulgação, a propaganda é bem-vinda. Mas num modelo “civil” se viesse assim eu mandaria tirar antes mesmo de sair da loja.

  • Marcos Poa

    Sem querer menosprezar, acho que os chinas deixam muito na reta essa fama de baixa qualidade disponibilizando um carro nessas condições para a imprensa: estepe solto no porta malas, conta-giros de mentirinha, bateria de qualidade duvidosa e baixa linearidade (carga cai rápida abaixo de 25%), acabamento ruim, etc. Boa imagem é uma coisa que levamos uma vida para construir e um instante para destruir. Custa caro mas deveriam buscar melhorar a imagem com produtos melhor contruídos, assim como fizeram os coreanos.

  • Rude Voleur

    Sonho com o dia em que terei um carro elétrico “abastecido” com painéis solares instalados no telhado de casa :D

    • raphaela1

      Só vai poder rodar com 1 semana de carga rsrs

  • Kohlsgrün

    É claramente um carro adaptado para usar um motor eléctrico, precisa evoluir mais o projecto (desempenho/autonomia, etc…) para o mercado. Só como exemplo, o Zelectric Motors, empresa que converte qualquer carro à eléctrico, tem um Fusca com os dados; De 0-100: 11s; V-Max.: 145KM/h; Potência 85hp e um Autonomia +-177Km. O que faz esta tecnologia não popularizar-se é com toda certeza o alto custo. Fora isto, para uso urbano, não há melhor motorização.

  • Pietro

    Bem, primeiramente devo dizer que este é o primeiro JAC que vejo com um acabamento interno até bonito para a categoria. Se bem que o acabamento do T8 também é interessante…

    Quanto ao carro, a pessoa tem que pensar muito o próprio perfil ao comprar um deste. Porque se a pessoa for alguém que realmente só fica na cidade, ok: a economia é provada na matemática. Mas se for uma pessoa que viaja constantemente, ou uma frequência não tão baixa, tem que se levar em conta os gastos de ter um segundo veículo ou do transporte que ela optar. Daí a conta pode não sair vantajosa…

    Enfim, minha opinião ainda é que os carros eletricos não são o caminho adequado. Até os hibridos se apresentam melhores. E a questão dos problemas hídricos e elétricos no país não trazem um bom horizonte para este tipo de carro. Há que adotar algumas medidas antes de incentivar o carro elétrico, como barateamento de células solares, por exemplo. Infelizmente é uma realidade ainda distante da gente…

    • 4lex5andro

      torcendo pra que seja um jac seguro tambem, é o que falta pra marca, melhorar seu desempenho no latincap ..

  • Diggo

    Eu vejo que o híbrido ainda é a melhor opção, pois temos a garantia de chegar ao destino, caso a carga de bateria acabe. Com um carro desses é obrigatório comprarmos outro pra viajar.

    • Daniel

      Ou simplesmente alugar um pra viajar… Claro, pra quem não viaja todo dia!

  • Brave_Jaguar

    mt bom até levar o primeiro choque. Não confio nos chineses.

    • Junoba

      Na verdade, você não deve confiar em ninguém….. Nem na sua mãe.

  • Heitor Borba

    R$ 88.126. em um eletrico? Estão achando caro prezados amigos? sim, de fato é.
    Mas…
    Daqui para 2018 será o preço do Prisma LTZ ‘fréx’.

  • Daniel

    Podem me apedrejar, mas por esse preço é muito mais interessante comprar o Audi A3 sedan que tem um preço não muito distante, desvaloriza menos, oferece algum “status” uer queira, quer não. Além de tudo, tem melhor eficiência em consumo de combustível aquele motor 1.4T. Se é pra bancar de ecológico pagando mais, seria válido somente se as matrizes energéticas não fossem termoelétricas.

  • Diego Mello

    Exelente, quem sabe seu próximo carro seja um elétrico

  • Fat Jack

    Enquanto os elétricos não conseguirem atingir autonomia próxima a de um veículo com motor a combustão, dirimir dúvidas quanto a durabilidade, manutenção do conjunto, no caso deste JAC se por ser 100% elétrico se não pode sofrer de “block effect” como aconteceu com alguns dos primeiros Testa, etc… eles não deixarão de ser “exercícios de engenharia”, pois tem um custo bastante elevado e o preço atual da energia elétrica diminui bastante a vantagem econômica que o veículo poderia apresentar por km rodado.
    Pra mim é uma boa ideia, somente uma boa ideia e nada mais que uma boa ideia…

    • Igor

      Conhece a Tesla ? pois bem eu acho que não…

      • Fat Jack

        Achou errado…
        Conheço sim, sempre me chamou a atenção a primeira empresa que consegue fazer carros elétricos bonitos, com excelente autonomia e desempenho – ou seja, verdadeiramente viáveis – e isso me fez ler bastante a respeito.
        Porque, você é especialista em Tesla??

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