
Rodar entre 150.000 km e 300.000 km tornou-se o ponto crítico para milhares de proprietários que agora relatam graves falhas nas baterias de seus veículos.
O GAC Aion S concentra uma ampla onda de reclamações envolvendo inchaço, vazamento e ruptura de células, além de interrupções repentinas no fornecimento de energia.
Essas falhas podem deixar o veículo sem potência durante o deslocamento, ampliando as preocupações sobre confiabilidade e segurança entre motoristas que dependem diariamente dos modelos.
Dados reunidos pela Jiemian News mostram que as queixas se acumulam principalmente entre unidades submetidas a quilometragens elevadas, mas ainda dentro da vida útil esperada.
As plataformas 12365auto e Black Cat registraram 182 reclamações em apenas meio mês, número que evidencia a rapidez com que o quadro ganhou dimensão pública.

A taxa de detecção de falhas chegou a 4,7% dentro de uma base estimada de aproximadamente 213.000 veículos afetados pelo mesmo componente de bateria.
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A origem foi associada à célula de fosfato de ferro-lítio, conhecida como LFP, com capacidade de 177Ah e fornecida pela fabricante chinesa CALB.
Especialistas ouvidos pela Jiemian News avaliam que os relatos não representam episódios isolados, mas indicam deficiências sistêmicas ligadas ao processo de desenvolvimento e produção.
Entre as possíveis causas aparecem um sistema de eletrólito projetado de forma inadequada, precisão insuficiente na montagem e verificação limitada em testes de envelhecimento.
A pressão pública cresceu depois de uma apuração conduzida pela agência estatal chinesa Xinhua, levando as duas companhias a apresentar respostas formais ao mercado.
GAC Aion e CALB divulgaram pedidos de desculpas e planos de correção em 18 de julho, reconhecendo a necessidade de ampliar o suporte aos proprietários.
A GAC Aion estendeu a garantia das baterias envolvidas para oito anos ou 300.000 km, adotando o limite que ocorrer primeiro para cada veículo.
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Bateria do GAC Aion S falhando entre 150 mil e 300 mil km: garantia estendida resolve?
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A montadora também prometeu inspeções e substituições gratuitas, além de subsídios para proprietários cujos veículos permaneçam mais de cinco dias submetidos aos reparos necessários.
A CALB, responsável pelas células de 177Ah, assumiu o compromisso de oferecer serviços gratuitos de inspeção e manutenção aos clientes alcançados pela medida.
Mesmo diante da quantidade de unidades envolvidas, as empresas escolheram ampliar garantias e executar reparos, evitando até agora um recolhimento formal de toda a frota.
O tamanho da operação pode impor uma carga financeira elevada, sobretudo porque mais de 213.000 veículos estão potencialmente incluídos nas ações de verificação e suporte.
Um precedente entre a VREMT, pertencente à Geely, e a Sunwoda terminou em acordo de 2,314 bilhões de yuans (R$ 1,744 bilhão) por questões relacionadas a baterias.
Como a situação da GAC Aion abrange uma quantidade muito maior de veículos, analistas consideram que os custos finais podem superar o valor daquele acordo.
Essa perspectiva amplia a pressão sobre GAC e CALB, especialmente diante dos resultados financeiros recentes apresentados pelas duas companhias ao mercado e aos investidores.
O relatório financeiro da CALB aponta lucro total de 2,095 bilhões de yuans (R$ 1,579 bilhão) durante todo o ano de 2025.
Já a GAC publicou um alerta prevendo prejuízo líquido entre 4 bilhões de yuans (R$ 3,015 bilhões) e 4,5 bilhões de yuans (R$ 3,392 bilhões) no primeiro semestre.
A CALB ocupa a quarta posição mundial em volume instalado de baterias, com participação de 6,3%, próxima da Gotion High-tech e atrás apenas de CATL e BYD.
