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BMW divulga plano estratégico para 25 híbridos plug-in e elétricos até 2025

bmw-plano-eletrificação-2025-1 BMW divulga plano estratégico para 25 híbridos plug-in e elétricos até 2025

A BMW divulgou seu plano estratégico para ter 25 carros elétricos e híbridos plug-in no mercado mundial até 2025. A marca alemã entra numa fase decisiva onde terá que começar a deixar a tradicional mecânica a gasolina e diesel para converter-se em um fabricante com veículos essencialmente plugados.



A ofensiva da marca alemã neste novo segmento já começou, mais precisamente em 2014 com os BMW i3 e i8, vendidos atualmente no Brasil. O passo seguinte foi promover uma hibridização nos modelos tradicionais, entre eles o 530Le, X5 xDrive40e iPerformance,  740e iPerformance, 225e iPerformance, 330e iPerformance, X1 xDrive25Le iPerformance e Série 5 iPerformance, além do MINI Cooper S E Countryman ALL4.

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Toda a gama acima foi lançada até este ano, compreendo apenas híbridos, mas o plano da BMW prevê um total de 13 híbridos plug-in e 12 elétricos puros, incluindo a Série 3. A montadora de Munique espera que as vendas de carros movidos totalmente ou parcialmente com energia alcancem entre 15% e 25% do total em 2025.

Essa gama acima, que inclui os modelos “i”, é chamada pela BMW de Gen 3, que é a primeira fase de seu processo de eletrificação. O próximo será o Gen 4, abraçando um período entre 2018 e 2021. Nesse espaço de tempo, a montadora de luxo revelou apenas o i8 Roadster para o ano que vem e o MINI Cooper 100% elétrico para 2019. No cronograma ainda estão incluídos mais quatro modelos. Sabe-se, porém, que um i3 atualizado com baterias mais potentes.

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Mas, a virada de mesa da BMW só ocorrerá a partir de 2021. A base para essa mudança serão as plataformas CLAR modificada e a nova arquitetura para a MINI, chamada FAAR. Esta última é resultante da modificação da atual UKL1 e permitirá também que modelos da BMW com tração dianteira venham a ter suas versões elétricas no futuro.

O iNext, que já se sabe ser um sedã elétrico, será o primeiro carro com condução autônoma plena da BMW. Ele será feito sobre a CLAR modificada. Esta base, junto com a FAAR, permitirá o desenvolvimento de modelos com vários estilos de carroceria e basicamente dois tipos de propulsão.

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A BMW divulgou que os propulsores elétricos terão basicamente quatro opções de potência, sendo 136 cv e 258 cv para os modelos comuns em versões de acesso, bem como 340 cv e “mais de 450 cv” para as versões de alta performance. Na plataforma FAAR, o motor elétrico dianteiro terá no máximo 272 cv, enquanto a CLAR terá propulsor traseiro com até 300 cv. Uma combinação de motores pode levar até 812 cv disponíveis, o que a BMW fala em aceleração de 0 a 100 km/h em menos de 3 segundos.

Em termos de alcance, a nova geração de carros eletrificados da BMW terá células de 60 kWh ou 90 kWh, que proverão autonomias de 450 km e 550 km, respectivamente. Mas, no caso do Série 5, a densidade será maior: 120 kWh. Isso permitirá alcance de 700 km com uma única carga. Já os híbridos plug-in terão potência combinada de no máximo 203 cv e 45,7 kgfm. Provavelmente será usado uma versão mais moderna do três cilindros 1.5 B38 nesse caso. Em relação aos esportivos, a promessa é de uma divisão iPerformance nos modelos da M Sport.

 

  • Glauber Volkmer

    Impressionante a quantidade de erros técnicos no texto: “células de 60 kWh ou 90 kWh”, “densidade será maior: 120 kWh”, etc.
    Que deprimente acessar um site “especializado” e ler este tipo de coisa… desisto…

    • João Cagnoni

      Qual é o erro? kWh ao invés de kW ou células ao invés de conjunto de células?

    • Gustavo Fring

      Bota seu currículo como revisor…vai que

  • th!nk.t4nk

    É, essa futura Série 5 promete. Se entregar mesmo toda essa autonomia e desempenho, é naturalmente um Tesla killer. Teria seus benefícios, combinado com um projeto automotivo decente e robusto. É aí que eletromobilidade deixa de ser brincadeira e começa a virar uma opção séria no mercado.

    • João Cagnoni

      Você acha que a BMW errou com a geração i? Por que fizeram carros tão diferentes?

      • th!nk.t4nk

        A classe i foi criada só pra promover a marca, pra mostrar o potencial tecnológico (por isso o visual exótico, pra chamar a atenção). Pra você ter ideia, o i3 nunca foi viável em larga escala, por conta do uso extensivo de fibra de carbono. Pros alemães o jogo ainda vai começar. A Tesla é que largou na frente porque investiu muito e lançou em tempo recorde (testando pouco também), mas sempre teve vendas globais baixas. Com a ampliação da infra-estrutura e barateamento de baterias, ali por 2020 é que o bicho vai pegar de verdade.

    • Cláudio Modesto

      Os Tesla já tão rodando, até lá deverão ter autonomias maiores também.
      Contudo, eu creio mesmo é em carga super rápida e não baterias imensas e pesadas.
      Vamos ver o que acontece, de qualquer forma estamos de fora da festa, certo?

      • th!nk.t4nk

        Sim, é que falo também de dirigibilidade, conforto, acabamento, enfim, o projeto automotivo como um todo. É esses pontos que a Tesla sempre pecou. Mas tudo pode mudar, claro. Quero é ver esse circo pegar fogo!

  • pedro

    Apesar de tudo isso, a autonomia ainda é baixa. Eu vejo que faz mais sentido para veículo pequeno como o i3, que é basicamente para a cidade.

    • João Cagnoni

      Acho que o i3 só distancia ainda mais os carros elétricos. Por que precisaram mudar o carro inteiro ao invés de usar a série 3?

  • Ricardo

    Até que não inventem um carro com combustível 100% renovável, pois elétricos não são, híbridos que se auto recarregam são o ideal, pois são muito mais econômicos e não precisam de energia elétrica para se carregarem, além de manter o prazer na condução. Acho que carros com placas solares deveriam ser mais estudados, talvez a única forma de energia 100% viável!

    • João Cagnoni

      Ricardo, a maneira mais limpa de se rodar com um carro é através da energia elétrica, não se compara o seu impacto com os motores à combustão. O Brasil pode ter a energia cara, mas ela é uma das mais limpas do mundo, a energia proveniente das hidrelétricas só perde para as energia nuclear (ao contrário do que pensam, hidrelétricas são melhores do que eólicas) e solar, essa última ainda é pouco viável. Qualquer uma dessas é muito melhor que um motor à gasolina queimando. Sobre as placas solares, pesquise por “tesla solar roof”, já é uma realidade. Outros combustíveis pouco poluentes são o etanol e o hidrogênio, mas nunca conseguiram suprir a demanda.

      • Ricardo

        Carros elétricos só diminuem a poluição local, mas no final das contas é praticamente a mesma da combustão, pois suas fontes são no mínimo impactantes ambientalmente, grandes hidroelétricas detonam muito o meio ambiente pois ocupam áreas muito grandes. Como já falei, o ideal são várias opções de combustível, híbridos, elétricos, etanol, biodiesel, hidrogênio, solar, etc, um só tipo para o mundo todo é inviável!

  • Hildo Dias

    A de 120 kW seria igual a duas de 60 kW que daria 900km isso que foi burrice do site sempre eles dão mancada… kkkk

    • Marcos

      Não exatamente, se você aumentar a capacidade da bateria você irá aumentar o peso total do carro e com isso a relação potência/peso diminui fazendo com que o carro gaste mais energia para se locomover.
      Esse é um dos motivos que a BMW criou a tecnologia CFRP (Carbon Fiber Reinforced Plastic), se você olhar os i3 e i8 verá que eles são feitos com a estrutura em fibra de carbono e plástico por fora, isso foi feito para reduzir o peso total dos carros, compara o peso do i3 com o Model S da Tesla.

      Peso dos i3:
      1,195 kg (2,635 lb)
      1,315 kg (2,899 lb) (com o extensor de alcance)

      Peso dos Teslas: (versão entre parenteses)
      1,961 kg (4,323 lb) (60)
      2,090 kg (4,608 lb) (60D)
      2,000 kg (4,410 lb) (70)
      2,090 kg (4,608 lb) (70D)
      2,000 kg (4,410 lb) (75)
      2,090 kg (4,608 lb) (75D)
      2,108 kg (4,647 lb) (85)
      2,112 kg (4,656 lb) (P85)
      2,146 kg (4,731 lb) (P85+)
      2,188 kg (4,824 lb) (85D)
      2,239 kg (4,936 lb) (P85D)
      2,200 kg (4,850 lb) (90D)
      2,250 kg (4,960 lb) (P90D)
      2,200 kg (4,850 lb) (100D)
      2,250 kg (4,960 lb) (P100D)

  • Marcos
  • lucas

    Vou morrer e não vou comprar nunca nenhum carro elétrico. Hibrido talvez. O BO da vida ultil da bateria é indecente, fora que o carro tem barulho de carrinho de controle remoto.

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